Monografia Pós Graduação

Monografia Pós Graduação

CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

UNIASSELVI-PÓS

EVERTON MARCOS DE SOUZA

INCLUSÃO DAS DIFERENÇAS NA SALA DE AULA

Porto Alegre

2011

EVERTON MARCOS DE SOUZA

INCLUSÃO DAS DIFERENÇAS NA SALA DE AULA

Relatório de Estágio, apresentado como requisito parcial para a conclusão do Curso de Especialização em Psicopedagogia em convênio entre as instituições Centro Universitário Leonardo da Vinci e UNIASSELVI – Sociedade de Pós-Graduação Ltda.

Orientador(a): Luz Mary Padilha Dias

Porto Alegre

2011

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................3

2 HIPOTESES....................................................................................................................................5

3 A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA............................................................................................5

3.1 COLETAS DE DADOS E INTERPRETAÇÃO......................................................................................5

3.2 REGISTROS DAS INTERVENÇÕES PSICOPEDAGÓGICAS................................................................6

3.2.1 Intervenção primeira ..............................................................................................................6

3.2.2 Intervenção segunda...............................................................................................................6

3.3 APROXIMAÇÕES DIAGNÓSTICAS................................................................................................7

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................................................8

5 REFERENCIAS 9

6 ANEXOS 1O

1 INTRODUÇÃO

O Estágio do Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia foi realizado na Escola Municipal de Educação Infantil Jardim de Praça Pica-Pau Amarelo que está situada na Rua Fernando Machado sem número, na Praça General Osório,Centro de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul. A Escola tem uma boa infra-estrutura, salas de aula com ar condicionado, computadores, lanche com acompanhamento nutricional, aulas de dança pagas pelos pais, turnos de funcionamento é manhã e tarde,abrangendo a faixa etária de crianças de 4 a 5anos e 11 meses.

A escola Municipal de Educação Infantil Jardim de Praça Pica- Pau Amarelo foi fundado em 1926 no Governo do Intendente Otávio Rocha. Uma iniciativa ímpar no Brasil e na América do Sul. Porto Alegre destaca-se como a cidade pioneira no Brasil que investiu em programas públicos de recreação com Educação. Este projeto dos Jardins de Praça, antes chamados de Jardins de Recreação dentro das praças, teve como principal mentor e realizador o professor Frederico Guilherme Gaelzer que concretizou uma política de vanguarda beneficiando crianças, jovens e adultos.

  Na Praça Alto da Bronze criou-se um espaço onde a garotada se reunia para o futebol e as crianças freqüentavam o Jardim.

Era uma vez uma família de pica-paus que vivia nesta Praça, brincando entre as árvores e fazendo buracos. Nessa Praça, tinham árvores com laranjas e maçãs e os Pica-Paus comiam as frutas todos os dias.

  Os pais e as mães dos pica-paus procuravam comida para seus filhotes e, também palha e pauzinhos para fazerem os ninhos e colocarem os ovos.  Todos os dias vinham crianças brincar na Praça e viam os Pica-paus. As crianças tiveram a idéia de construir uma Escola nessa Praça. Pediram aos pais e os pais pediram ao Prefeito, para construir a Escola.   O Prefeito achou a idéia magnífica, e a Escola foi construída e chamada de Escola Pica-Pau Amarelo. Os ovinhos dos ninhos foram quebrando e a cada dia mais e mais Pica-Paus foram nascendo. E, a cada dia mais e mais Pica-Paus foram aparecendo. Os Pica-Paus tinham no peito penas de cor amarela.

Tinha um riozinho na praça e os Pica-Paus tomavam banho. Hoje temos nesta praça a nossa escola – a Escola Municipal de Educação Infantil Jardim de Praça Pica-Pau Amarelo.

A situação sócio-econômica da comunidade a quem a escola atende é de classe média e média baixa, as atividades econômicas que permeiam a comunidade são: atividades autônomas, atendentes, zeladores de condomínios, empregadas domésticas, professores, funcionários públicos, entre outras.

A Escola Municipal de Educação Infantil Pica-Pau Amarelo tem como Tipologia: A Ampliação de Recursos Humanos, dentro das Possibilidades da mantenedora, Ampliação de atendimento para maternal, garantia da implementação dos projetos de acessibilidade, onde cada vez mais, acolhe crianças com diferentes competências.

A Escola EMEI Pica-Pau Amarelo trabalha com avaliação semestral, muitas vezes antecedidos por estudo de caso. São considerados na avaliação, o aluno, a turma e a escola. No primeiro semestre o registro será em relação a turma toda. No segundo semestre em relação ao aluno na turma. A escola é avaliada de forma coletiva, em auto avaliação, tendo a participação de todos os seguimentos, buscando um prognóstico para o ano seguinte.

O Presente Estágio terá como tema a Inclusão das Diferenças na sala de Aula, ou melhor: “Crianças com Necessidades Especiais”, a turma observada será do jardim B da Escola EMEI Pica-Pau Amarelo, que é composta por 22 alunos na faixa etária dos 5 anos, sendo bem heterogenia, com várias personalidades, na turma temos uma aluna com Síndrome de Dawn, tendo um pouco de dificuldade para acompanhar as atividades proposta, sendo que a Professora tem uma proposta lúdico pedagógica que responde as interpelações das crianças. Sempre inovando e trabalhando a alfabetização junto com o meio ambiente, despertando assim o interesse do cuidado com o mesmo.

O tema do estágio “Inclusão das diferenças na sala de aula”, parte da queixa que a professora da Educação Infantil encontra para alfabetizar uma criança com necessidades especiais, desde o material didático, as aulas diferenciadas, até a atenção que essas crianças requerem.

Este relatório de estágio vai relatar a importância da valorização e reconhecimento das diferenças presentes em nosso convívio e entender como elemento enriquecedor do processo de ensino e aprendizagem. Reconhecer que a inclusão é um processo que requer muito mais do que transferir crianças da escola especial para a escola regular, mas também fazer parte dela. Identificar que a inclusão é possível quando somos capazes de olharmos o outro como outro, ou seja uma alteridade, eu me vejo nele e ele se vê em mim como argumenta Emmanuel Levinas Filósofo Francês.

2. HIPÓTESES

Das observações feitas, notei as dificuldades que a professora encontra para alfabetizar criança com necessidades especiais, pois, elas requerem uma atenção maior de amor e carinho. A professora até se dispõem em acolher, mas falta material didático, e uma preparação adequada para trabalhar com essas crianças.

A professora fica confusa por ter em sala de aula uma criança com necessidades especiais. Isso é natural. Todos nós, em algum momento vamos nos sentir desconfortáveis diante do desconhecido. Esse desconforto diminui e desaparece quando existe oportunidades de convivência entre pessoas com deficiência e sem deficiência, o importante é não fazer de conta que a deficiência não existe, temos que aceitar e encontrar meios para incluímos e fazermos com que essa criança cresça e seja alfabetizada.

3 A INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

3.1 COLETAS DOS DADOS E INTERPRETAÇÃO

O Estágio foi um momento de colocar em pratica tudo o que aprendi em sala de aula, e nos estudos e pesquisas do dia-a-dia. O Estágio partiu da temática inclusão, onde proporcionar a mesma é participar de um processo de mudança, fazendo a parte da reorganização da escola, onde estar incluído significa ter o direito de aprender junto, independente das condições físicas, lingüísticas, intelectuais, sociais e emocionais.

No Estágio observei a turma do jardim B da Escola Pica-Pau Amarelo na faixa etária de crianças de 5 anos, sendo que a turma é composta por 22 alunos, e nesta observação me deparei com várias personalidades, entre estas a da aluna Amanda com Síndrome de Dawn. Observando Amanda pude notar que a mesma toda hora tenta chamar atenção de seus colegas e da professora. Ela não para quieta, mexe com um coleguinha, empurra outro, dá um tapa no rosto de outro, ou seja, tumultua a aula, partindo daí a queixa: como incluir crianças com necessidades especiais em uma sala regular e fazer com que a mesma participe?

Vygotski (1997) ressalta a importância das relações sociais entre pessoas com deficiências e pessoas sem deficiências, considera fundamental a promoção de acesso e permanência dessas crianças especiais no âmbito social, pois, se não houvesse essas oportunidades de participação, seus destinos seriam a segregação e o isolamento, o que desfavoreceria seu desenvolvimento.

3.2 REGISTROS DAS INTERVENÇÕES PSICOPEDAGÓGICAS

3.2.1 Intervenção Primeira

A Intervenção primeira tem como objetivo fazer com que a aluna incluída participe das aulas colaborando com seus colegas e participando das atividades propostas.

Amanda é uma criança muito agitada, fazendo assim com que os seus colegas não prestem atenção nas aulas e nas atividades. Ela faz de tudo para chamar atenção da classe: empurra, grita, levanta toda hora.

A partir da queixa lançada e as observações feita na turma utilizei o desenho para intervir e fazer com que Amanda prestasse atenção nas aulas e que a mesma utilizasse da sua hiperatividade para as atividades, tomando o gosto pelo seu processo alfabetizatório.

Em primeiro momento pedi a Ela que desenhasse o que mais lhe chama atenção na escola e o que mais Ela gosta. Amanda desenhou o pátio da escola e na folha branca pedi que pintasse o desenho com cores vibrantes. Feito isto conversei com Amanda a importância dela prestar atenção e colaborar com seus coleguinhas para que todos dia-a-dia possam crescer para passar para o ano seguinte.

Usei como material de apoio para esta intervenção: a folha branca, o lápis de giz de cera e o diálogo.

3.2.2 Intervenção Segunda

A segunda intervenção vai trabalhar através da pintura a concentração e a coordenação motora dos alunos como também observar a participação da aluna incluída.

Foi contada uma história sobre os girassóis, após foram encaminhados até o pátio, onde os mesmos utilizando tinta tempera, pincéis e um rolo de papel pardo tinham que criarem um tronco para um girassol e desenhar as pétalas e colocar no rolo de papel.

Com esta intervenção pude fazer com que Amanda ficasse mais presente na atividade, explorando o espaço que ela demonstrou gostar na primeira intervenção, ressaltando a todos a importância de utilizar matérias reciclados e o cuidado pela natureza e pelos recursos naturais.

3.3 APROXIMAÇÃO DIAGNÓSTICA

O estágio de observação provocou um debate na escola motivando a atualização de dados sobre os alunos caracterizadamente de integração. Da mesma forma introduzi pautas especificas sob as nossas necessidades pedagógicas a fim de melhor compreender e propor adequações e diversificações no planejamento. Como conseqüência de nosso posicionamento, observamos, tal como salientado por Giroux (1997), a formação dos professores se mostra deficiente na medida em que estes substituem o questionamento acerca dos princípios que subjazem aos diferentes métodos didáticos, técnicas de pesquisa e teorias da educação, pela preocupação modo de “fazer” e “o que funciona”. A inclusão envolve um processo de reforma e de reestruturação das escolas como um todo, com o objetivo de assegurar que todos os alunos possam ter acesso a todas as gamas de oportunidades educacionais e sociais oferecidas pela mesma. Isto inclui o currículo, a avaliação, os registros e os relatórios, as decisões que estão sendo tomadas sobre o agrupamento dos alunos nas escolas ou nas salas de aula, a pedagogia e as praticas de sala de aula, bem como as oportunidades de esporte, lazer e recreação.

O objetivo de tal reforma é garantir o acesso e a participação de todas as crianças em todas as possibilidades de oportunidades oferecidas pela escola e impedir a segregação e o isolamento. Essa política pedagógica foi planejada para beneficiar todos os alunos, incluindo aqueles pertencentes a minorias lingüísticas e étnicas, aqueles com deficiência ou dificuldades de aprendizagem, aqueles que se ausentam constantemente das aulas e aqueles que estão sob o risco de exclusão. A Psicopedagoga Daniela Alonso: “ Pensar nas diferenças implica oferecer várias intervenções”.

Nós saberemos que a educação inclusiva foi completamente atingida quando designações como “ escola de inclusão”, “sala de aula inclusiva”, “o estudante de inclusão” já fizerem parte de nosso vocabulário educacional. A inclusão somente sobrevive como assunto, enquanto alguém é excluído. ( GIANGRECO, 1997, p.194).

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Estágio do curso de Pós em Psicopedagogia foi muito valioso pois como argumenta Vygotsky é inserido na realidade que você é capaz de aprender. Nunca tínha tido o privilégio de ter em sala de aula uma criança com necessidades especiais e poder ver como foi interpelador e prazeroso o trabalho com a mesma. Também é bom ressaltar que a educação é um direito de todos e que a mesma favoreça a compreensão, a tolerância e a amizade entre todos, sem distinção.

A Escola Pica-Pau Amarelo tem uma visão bem aberta sobre a inclusão, os professores preparam suas aulas pensando nas diferenças que a turma apresenta, motivando todos que ali freqüentam a aceitação dos outros, pois como seria chato se todos fossem iguais, pensassem iguais, se vestissem da mesma forma.

5 REFERENCIAS

AMARELO, Pica-pau Escola. Disponível em < www.websmed.portoalegre.rs.gov.br/ escolas/picapauamarelo> Acesso em 03 de outubro de 2011.

MANTOAN, Eglir Teresa Maria. Todas as crianças são bem-vindas à Escola. Disponível em: < www.pro_inclusão.org.br> Acesso em 05 de outubro de 2011

MITTLER, Peter. Educação inclusiva: contextos sociais. Trad. Windyz Brazão Ferreira. Porto Alegre: Artmed, 2003.

TAILLE, de La Yves, OLIVEIRA, Kohl Marta de, DANTAS, Heloysa. Piaget, Vygotsky, Wallon: Teorias psicogenéticas em Discussão.São Paulo: Summus, 1992.

5 ANEXOS

ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL PICA-PAU AMARELO

TURMA JARDIM B (TRABALHO COM MASSINHA DE MODELAR)

MOMENTO DE PINTURAS NA QUADRA DA ESCOLA

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