Eletro hidro pneumática

Eletro hidro pneumática

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José Fernando Xavier Faraco Presidente da FIESC

Sérgio Roberto Arruda Diretor Regional do SENAI/SC

Antônio José Carradore Diretor de Educação e Tecnologia do SENAI/SC

Antônio Demos Diretor do CTV – Blumenau

Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

Serviço Regional de Aprendizagem Industrial Centro de Tecnologia do Vestuário de Blumenau

TÉCNICASDE
COMANDOSELETRO----
HIDRO----PNEUMÁTICOS

Blumenau 2002

É autorizada a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou sistema, desde que a fonte seja citada.

Organizador Adagir Saggin

Revisão 0 Abril/2002

S474t SENAI/CTV

Técnicas de comandos eletro-hidro-pneumáticos / Adagir Saggin (Org.) – Blumenau : SENAI/CTV, 2002. 68 p. : il.

1. Hidráulica 2. Pneumática 3. Eletrotécnica I. SAGGIN, Adagir I. Título CDU: 621.2

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Centro de Tecnologia do Vestuário de Blumenau e-mail: blumenau@senai-sc.ind.br site: w.senai-ctv.ind.br

APRESENTAÇÃO1
1 – PRINCÍPIOS DA TÉCNICA DE COMANDOS13
1.1 Definição do Comando (Conforme DIN 19226)13
1.2 Divisão de uma cadeia de comando15
1.3 Termos utilizados na técnica de comando e regulagem16
2 – FORMAS DE ENERGIA DISPONÍVEIS16
2.1 Formas de energias para acionamento (meios de trabalho)16
2.2 Formas de energias para os meios de comando17
3 – REPRESENTAÇÃO DE SEQÜÊNCIAS DE MOVIMENTOS18
3.1 Formas de representar a seqüência do exemplo19
4 – FUNDAMENTOS DA ELETROTÉCNICA21
4.1 Grandezas elétricas2
4.2 A Lei de Ohm25
5 – ELETROMAGNETISMO27
6 – ELEMENTOS ELÉTRICOS E ELETRO-HIDRO-PNEUMÁTICOS29
6.1 Elementos elétricos de introdução de sinais29
6.2 Elementos elétricos de processamento de sinais32
7 – ESPECIFICAÇÕES DE SEGURANÇA E PROTEÇÃO35
38
8.1 Tipos de esquemas de comando39
8.2 Conversores de sinais eletro-hidro-pneumáticos40
8.3 Elaboração de comandos eletro-hidro-pneumáticos41
4
9.1 Elaboração intuitiva de um esquema de comando4
sinais49
9.3 Métodos sistemáticos de esquemas49
10 – INTRODUÇÃO AOS COMANDOS ADICIONAIS53
ELETROPNEUMÁTICA5
12 – INTRODUÇÃO AOS SOLENÓIDES PROPORCIONAIS5

SUMÁRIO 8 – ESQUEMAS ELÉTRICOS E ELETRO-HIDRO-PNEUMÁTICOS BÁSICOS. 9 – ELABORAÇÃO DE COMANDOS ELETROPNEUMÁTICOS SEQUENCIAIS 9.2 Elaboração de esquemas de comando pelo método de desligamento de 1 – SIMBOLOGIA DOS ELEMENTOS ELÉTRICOS MAIS COMUNS NA 13 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................68

Figura 1 - Esquema lógico do comando de interligação14
Figura 2 - Esquema pneumático do comando de interligação14
Figura 3 - Esquema elétrico do comando de interligação14
Figura 4 - Comando seqüencial15
15
Figura 6 - Dispositivo de dobrar18
Figura 7 - Diagrama trajeto-passo20
Figura 8 - Diagrama trajeto-tempo20
Figura 9 - Diagrama de comando20
Figura 10 - Diagrama funcional21
Figura 1 - Modelo do átomo2
Figura 12 - Representação da tensão elétrica23
Figura 13 - Representaçao de 1 (um) Coulomb24
Figura 14 - Representação de corrente contínua24
Figura 15 - Representação de corrente alternada24
Figura 16 - Campo magnético27
Figura 17 - Esquema de solenóide28
Figura 18- Elemento comutador29
Figura 19 - Elemento de introdução de sinais manuais29
Figura 20 - Detectores de limite mecânico30
Figura 21 - Detector de limite indutivo31
Figura 2 - Relê auxiliar3
Figura 23 - Relê de remanência3
Figura 24 - Relê de retardo na energização34
Figura 25 - Relê de retardo na desenergização34
Figura 26 - Diagrama de circuitos40
Figura 27 - Válvulas solenóides41
Figura 28 - Comando de um cilindro de simples ação42
Figura 29 - Comando de um cilindro de dupla ação42
Figura 30 - Comando bilateral43
Figura 31 - Comando oscilante de um cilindro de dupla ação43
Figura 32 - Comando de um cilindro de simples ação43
temporizado no fim de curso4
Figura 34 - Comando de um dispositivo para levantar caixas45
Figura 35 - Menorização dos sinais na parte pneumática45
Figura 36 - Memorização das cinais na parte pneumática45
Figura 37 - Memorização dos sinais na parte pneumática46
Figura 38 – Memorização dos sinais na parte pneumática46
Figura 39 - Memorização dos sinais na parte pneumática47
Figura 40 - Memorização na parte elétrica47
Figura 41 - Memorização na parte elétrica47
Figura 42 - Memorização dos sinais na parte elétrica48
Figura 43 - Memorização dos sinais na parte elétrica48
Figura 4 - Memorização dos sinais na parte elétrica49
Figura 46 - Diagrama trajeto-passo - Esquema elétrico e pneumático50
Figura 47 - Comutadores auxiliares51
Figura 48 - Método de seqüência máxima52
Figura 49 - Comando dos cilindros52
Figura 50 - Campo magnético – solenóide convencional58
Figura 51 - Campo magnético – solenóide proporcional58
Figura 52 - Atuação de uma válvula de pressão e de fluxo59
Figura 53 - Circuito de correção de posição60
Figura 54 - Gráfico do erro60
Figura 5 - Campo magnético61
Figura 56 - Válvula reguladora de fluxo proporcional61
Figura 57 - Controladoras de pressão tipo injetor62
Figura 58 - Controladoras de pressão tipo assento62
Figura 59 - Controladoras de pressão tipo disco62
Figura 60 - Representação das reentrâncias63
Figura 61 - Representação das sobreposições64
Tabela 1 - Representação da seqüência19
Tabela 2 – Solenóides: defeitos, causas e soluções28
Tabela 3 - Formação da sigla/grau de proteção38
2 – Junho de 1978)39
Gráfico 1 - Relação entre força e deslocamento – solenóide convencional56
Gráfico 2 - Gráfico da relação entre força e deslocamento57
Gráfico 3 - Função rampa65

A eletro-hidro-pneumática é uma técnica, que cria uma interface entre os sistemas: Hidráulicos, pneumático e elétrico, este interfaceamento ocorre através da utilização de conversores de sinais ou elementos de comandos.

aumentando com isso a produtividade

Atualmente, devemos nos preocupar em soluções abrangentes nas nossas máquinas, equipamentos e processos. Para isso ser possível, somente conhecendo as técnicas possíveis para solucionar os problemas. Dificilmente as melhores soluções a serem utilizadas num processo é de uma única técnica, daí a importância de conhecer cada vez mais a interligação entre as áreas e técnicas, para tanto, necessitamos de preparar e orientar os segmentos produtivos que utilizam essas técnicas, melhorando e inovando os processos

Quanto aos objetivos desta etapa é fornecer conhecimentos básicos para o desenvolvimento da técnica de comandos eletro-hidro-pneumáticos. Onde iremos abordar sobre:

· Princípios da Técnica de Comandos;

• Conversores eletropneumáticos e eletro-hidráulicos para elétricos e elétricos para pneumáticos e hidráulicos;

• Componentes elétricos;

• Proteção e segurança;

• Representação da seqüência de movimento do sistema;

• Simbologia dos componentes elétricos, pneumáticos e hidráulicos;

• Conhecer os princípios da hidráulica proporcional.

Ao término desta etapa estaremos construindo e montando circuitos utilizando as técnicas de comandos eletro-hidro-pneumáticos, obviamente conhecendo os o princípio de funcionamento dos componentes e as normas técnicas, com isso acreditamos estar proporcionando um impulso para o futuro dos mais diversos segmentos que podem utilizar esta técnica.

1 – PRINCÍPIOS DA TÉCNICA DE COMANDOS

Seria muito difícil imaginar, a nossa sociedade Industrial sem a técnica de comandos.

As técnicas de comandos são linguagens, absolutamente necessárias para as áreas de hidráulica, pneumática, elétrica, eletrônica e outras.

É importante, que esta linguagem conceitual seja universal para todas as áreas.

1.1 Definição do Comando (Conforme DIN 19226)

Comandar e controlar são fenômenos gerados no interior de um sistema, na qual uma ou mais grandezas influenciam, como grandeza de entrada, outras como grandezas de saídas, de acordo com as leis do próprio sistema.

As ações originam-se através dos elementos de transferência e através de cadeias de comandos.

E1S1
E3 S2

Que pode ser simplificado por bloco. E2

Comando, na linguagem comum é um dispositivo ou meio que serve para acionar grandes energias utilizando outras menores, ou ainda, acionar diretamente com a interferência do homem (botão, alavanca).

Os comandos podem ser classificados:

· Pelo tipo de informações, como: Comando analógico, comandos digital e comando binário, como: (variação de temperatura, acionado ou desacionado, pressão).

• Diferenciados segundo o processamento dos sinais, como: Comando síncrono, comando assíncrono, comandos de interligação e comando seqüencial temporizado e/ou por dependência da operação.

Comando de interligação

O comando de interligação é um comando que associa às condições dos sinais de entrada, a certas condições dos sinais de saída no sentido das interligações tipo Boole.

e5 e4 e3 e2

2
132
2
2
2
132
2
2
2
2
2
2

e5e4e3e2 e1

Figura 2 - Esquema pneumático do comando de interligação

K1( Y )

24V E5

E1 E3

E2 E4

Comando seqüencial temporizado é um comando cujas condições dependem exclusivamente do tempo.

Comando seqüencial dependente da operação é comando cujas condições dependem somente de sinais do sistema de operação que trabalha em um circuito fechado de ação.

1.2 Divisão de uma cadeia de comando Para quando trabalhamos numa única técnica.

Entrada de Sinais Processamento de Sinais Saída de Sinais

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