numeração telefonica no brasil

numeração telefonica no brasil

w.teleco.com.br 1

Numeração Telefônica no Brasil

Este tutorial apresenta a estrutura básica do plano de numeração utilizada em sistemas telefônicos no Brasil.

Autor: Eduardo Tude

Engenheiro de Teleco (IME 78) e Mestre em Teleco (INPE 81) tendo atuado nas áreas de Redes Ópticas, Sistemas Celulares e Comunicações por Satélite. Ocupou várias posições de Direção em empresas de Teleco como BMT, Pegasus Telecom e Ericsson.

Duração estimada: 10 minutos Publicado em: 8/9/2003 w .ProjetodeRedes .com.br Material disponibilizado em:

w.teleco.com.br 2

Numeração: Códigos que identificam um Terminal

Cada terminal do sistema telefônico, seja ele fixo ou celular, tem associado um conjunto de números ou códigos de acesso que permitem que ele seja identificado de forma unívoca em todo o mundo.

Para que isto seja possível a União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabeleceu recomendações para atribuição e administração dos recursos de numeração e padronizou os códigos de cada país (country code). A Tabela apresenta alguns exemplos.

País Código do país Alemanha 49 Argentina 54 Brasil 5 China 86 Estados Unidos 1 Iraque 964 Japão 81 Portugal 351

Os recursos de numeração são administrados no Brasil pela Anatel que identifica os terminais telefônicos através de dois códigos: Código Nacional e Código de Acesso de Usuário.

w .ProjetodeRedes .com.br Material disponibilizado em:

w.teleco.com.br 3

Código nacional

O código nacional também conhecido como código de área ou D identifica uma área geográfica específica do território nacional. Ele é composto por 2 caracteres numéricos. A Figura a seguir apresenta os códigos nacionais utilizado no Brasil.

Mapa Brasil com códigos D

Código de acesso de Usuário.

Identifica de forma unívoca um assinante ou terminal de uso público e o serviço ao qual está vinculado.

É formado por 8 dígitos (N8+N7+N6+N5+N4+N3+N2+N1) embora em algumas regiões do Brasil ainda se utilize um código de 7 dígitos.

O primeiro número deste código (N8) identifica o serviço ao qual o código está vinculado, tendo a seguinte destinação:

STFC 2 a 6

SMC/SMP 9 para as Bandas A (96 a 9) e B (91 a 94)

8 para as Bandas D e E

Truncking com a Nextel utiliza a série começada com 7.

A série N7N60 está reservada para ser utilizada como código de acesso com portabilidade em que o usuário poderá manter o seu código de acesso em caso de troca de prestadora de serviço.

A Anatel controla a locação dos recursos de numeração através do Sistema de Administração do Plano de Numeração – SAPN, disponível no seu site com acesso para as prestadoras de serviço cadastradas.

w.teleco.com.br 4

Numeração: Chamada Telefônica

Para fazer uma chamada telefônica é necessário, conforme o caso, utilizar os códigos que identificam o terminal chamado, o código de seleção de prestadora e os prefixos apresentados a seguir.

Código de seleção de Prestadora (CSP)

O CSP identifica a prestadora do STFC, nas modalidades Longa Distância Nacional e Longa Distância Internacional sendo composto por 2 caracteres numéricos. Estes códigos são escolhidos pelos prestadores de serviço entre os número disponíveis estando reservados os números em que o primeiro dígito é zero e em que os dois dígitos são iguais. A tabela a seguir apresenta alguns códigos:

Operadora CSP Embratel 21 Intelig 23

Sercomtel 43 Telemar 31 Telefonica 15

Telecom Américas 36 TIM 41

Prefixos Os seguintes prefixos são utilizados para identificar o tipo de chamada:

0 Prefixo nacional. Identifica chamada de longa distância nacional

0 Prefixo internacional. Identifica chamada de longa distância internacional

90 Prefixo de chamada a cobrar Caracteriza uma chamada a cobrar no destino w.teleco.com.br 5

Chamada Local

Um chamada local é aquela feita entre terminais em uma mesma área de numeração fechada. Neste caso é necessário discar apenas o número telefônico (código de acesso de usuário) do terminal com quem se deseja falar. Enquadram-se neste caso as seguintes situações.

Fixo --> Fixo Os dois terminais estão em uma mesma área local.

Fixo --> Celular O código nacional (D) do Fixo é o mesmo da área em que o Celular está registrado.

Celular* --> Fixo O código nacional (D) do Fixo é o mesmo da área em que o Celular está no momento em que faz a chamada.

Celular* --> Celular

O celular que faz a chamada está na área de código nacional (D) em que o Celular chamado está registrado.

* Celular de operadora do SMP

Chamada de longa distância nacional

Em uma chamada de longa distância nacional é necessário discar:

0 N12+N11 N10+N9 N8+N7+N6+N5+N4+N3+N2+N1

Prefixo

Nacional CSP Código Nacional (D) número telefônico do assinante

Uma chamada é de longa distância quando não forem satisfeitas as condições apresentadas acima para uma chamada local. Se você utilizar os códigos acima em uma chamada local está será completada e cobrada como local.

Chamada de longa distância internacional

Em uma chamada de longa distância internacional originada no Brasil é necessário discar:

0 CSP Código do país código de área (se existir) número do telefone

Para chamada de longa distância internacional originadas no exterior para o Brasil é necessário discar:

Código de acesso conforme o país 5 Código Nacional (D) número do telefone w.teleco.com.br 6

Chamada a cobrar Para realizar uma chamada local a cobrar é necessário discar:

Prefixo chamada a cobrar

Código destinado a identificar chamada local a cobrar número telefônico do assinante

Para realizar uma chamada interurbana a cobrar é necessário discar:

90 N12+N11 N10+N9 N8+N7+N6+N5+N4+N3+N2+N1

Prefixo chamada a cobrar CSP Código Nacional (D) número telefônico do assinante w.teleco.com.br 7

Numeração: Códigos especiais

O plano de numeração disponibiliza também algumas opções de códigos especiais utilizados em serviços de telecomunicações apresentados a seguir.

Código Não Geográfico.

O código não Geográfico é um código utilizável em todo o território nacional, com formato padronizado, composto de 10 caracteres numéricos onde N10N9N8 Identifica de forma unívoca, em todo o território nacional, uma dada terminação de rede utilizada para provimento do STFC sob condições específicas.

Foram definidas pela Anatel as seguintes séries de códigos não geográficos:

Série destinada ao atendimento de provedores de serviço de valor adicionado, indicando que o usuário originador se responsabiliza pelo pagamento do serviço de telecomunicações utilizado e pelo adicional relativo ao serviço acessado.

Série destinada à condição de prestação do STFC cuja Instituição, à qual o código está designado, se responsabiliza pelo serviço acessado e pelo pagamento do serviço de telecomunicações utilizado, caracterizando uma chamada sem ônus para o usuário originador.

Série destinada ao registro de intenção de doação. A Instituição interessada deve ser declarada de utilidade pública e é ela a responsável pela definição dos valores de doação correspondente a cada código não geográfico utilizado. O valor da doação, correspondente a cada chamada, não deverá ser superior a R$ 30,0 (trinta reais).

300 Série destinada ao atendimento de provedores de serviço em que o usuário originador se responsabiliza pelo pagamento da chamada.

A discagem de um código não geográfico deve ser precedida do prefixo nacional como apresentado a seguir:

0 N10+N9+N8+N7+N6+N5+N4+N3+N2+N1 Prefixo Nacional Código não geográfico w.teleco.com.br 8

Código de Acesso a Serviços de Utilidade Pública

O código de acesso a serviços de utilidade pública é composto por 3 caracteres numéricos de formato N3N2N1 e identifica de forma unívoca e em todo o território nacional o respectivo serviço de utilidade pública.

A série 19N1 está alocada para serviços públicos de emergência como:

190 Polícia Militar 192 Pronto Socorro 193 Corpo de Bombeiros 199 Defesa Civil w.teleco.com.br 9

Numeração: Considerações Finais

Este tutorial apresentou a estrutura básica do plano de numeração utilizada em sistemas telefônicos no Brasil.

Para chamadas destinadas a terminais de outros serviços de telecomunicações, os procedimentos de marcação aplicáveis ao STFC são complementados por procedimentos adicionais, estabelecidos no respectivo regulamento de numeração de cada serviço.

O Internet Engineering Task Force's (IETF's) desenvolveu um protocolo (ENUM) que permite mapear um número telefônico em um Uniform Resource Identifier (URI) que pode ser utilizado para contactar um recurso associado àquele número. Mais detalhes podem ser encontrados no site da UIT ou em uma seção dedicada ao assunto no WirelessBR.

Referências Anatel

Regulamento de Numeração, aprovado pela Resolução N° 83, de 30/12/1998; Regulamento de Administração de Recursos de Numeração, Resolução N° 84, de 30/12/1998; Regulamento de Numeração do STFC, aprovado pela Resolução N° 86, de 30/12/1998; Regulamento de Numeração do SMP, aprovado pela Resolução N° 301, de 21/06/2002;

Regulamento de Numeração para a identificação de acessos, interfaces e elementos de redes do SMP, anexo à Resolução Nº 298, de 29/05/2002;

Critérios de tarifação da Chamada Franqueada do Serviço Telefônico Público. Norma MC nº 4/1994, republicada pela portaria 1137/94;

Plano Geral de Códigos Nacionais (PGCN), anexo I à Resolução N.º 263, de 8/06/2001.

Recommendation E.164 “The International PublicTelecommunication(s) Numbering Plan” do UIT-T;

Recommendation E.169 “Application Of Recommendation E.164 Numbering Plan For Universal International Freephone Numbers For International Freephone Service” do UIT-T;

Recommendation E.212 “The international identification plan for mobile terminals and mobile users.

WirelessBR w .ProjetodeRedes .com.br Material disponibilizado em:

Comentários