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O planejamento das atividades de produção é bastante complexo e precisa ser realizado em diferentes horizontes de tempo, em outras palavras, é preciso pensar o que será produzido em longo prazo, o que será produzido em médio prazo e o que será produzido em curto prazo.

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É um planejamento de longo prazo, normalmente expresso em anos, com um horizonte de tempo, na maioria das indústrias brasileiras, de dois até cinco anos, dependendo do porte da empresa e da complexidade da produção. Este planejamento é de nível estratégico e orienta a empresa sobre o caminho a trilhar no futuro. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 4

As decisões do planejamento da capacidade incluem a intenção de ampliação da planta atual, a construção de novas plantas industriais, a aquisição e modernização de máquinas, a expansão da linha de produtos com novos lançamentos, um estudo de previsão de demanda de longo prazo e das tendências da economia como um todo e do setor, especificamente. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 5

O mix de produtos oferecidos pela maioria das organizações é bastante alto e se eleva a cada dia.

É praticamente impossível prever a demanda de cada um dos produtos individuais a serem vendidos.

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Devido ao elevado número de modelos de produtos que uma empresa oferece no mercado seria impossível prever a demanda para cada um deles, individualmente, com algum grau de precisão. Por isso, é necessário “agregar”, ou seja, agrupar os inúmeros modelos em um número menor de famílias básicas que represente de uma forma mais geral, a necessidade de produção. À demanda prevista para famílias básicas de produtos dá-se o nome de demanda agregada. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 7

Os inúmeros produtos que compõem o mix de produção são agrupados em diversas famílias, de acordo com suas exigências e características de produção.

Por exemplo, para o planejamento a longo e médio prazo, detalhes como a cor ou a tensão elétrica de uma geladeira não influenciam na tomada de decisão sobre capacidade de produção.

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Planejamento de curto prazo, normalmente expresso em semanas. Este planejamento é de nível operacional e especifica a produção diária dos produtos totalmente desagregados em suas mínimas especificações de detalhes tais como cor, tensão, tipo, modelo, embalagem etc. A produção diária geralmente ocorre de forma linear ao longo da semana.

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O planejamento da produção inclui o planejamento da necessidade de materiais, geralmente obtida por meio do

MRP (MATERIALS REQUIREMENT PLANNING), o planejamento da produção em si, com a elaboração dos planos diários de produção, baseados nos lotes mínimos de produção, em função do tempo e número de setup que precisam ser feitos, alocação de cargas nas linhas de montagem e de pré-fabricação, além de outros fatores. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 10

Nos meios de produção industrial, é comum a utilização do termo “planejamento agregado”, que deriva da demanda agregada.

O planejamento agregado é o plano de produção da demanda agregada para um período de médio prazo, em geral de 12 meses.

O planejamento agregado é de nível tático e especifica a produção mensal dos produtos ou grupos de produtos.

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O planejamento agregado tem por finalidade definir de antemão o que será feito para atender a demanda de característica sazonal com uma produção de característica contínua.

Em outras palavras, é o processo de balanceamento da produção com a demanda, ao menor custo possível.

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1.A empresa entrar em férias nos períodos de baixa demanda;

2.Fabricar produtos para estoque nos períodos de baixa demanda para vendê-los nos períodos de maior demanda;

3.Trabalhar em regime de horas extras quando preciso;

4.Estabelecer um turno temporário adicional nos períodos de maior demanda;

5.Subcontratar a fabricação do produto ou parte dele em outras fábricas com capacidade ociosa;

6.Atrasar, antecipar ou negociar a entrega para alguns clientes. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 13

Uma das formas de se conseguir atender à demanda flutuante, decorrente da sazonalidade, é fazer com que a produção acompanhe a demanda, ou seja, produza mais nos meses de maior demanda e produza menos nos meses de menor demanda. É uma estratégia de acompanhamento da demanda. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 14

Admissão e demissão de pessoal: Esta estratégia consiste em aumentar o quadro de funcionários, podendo até adicionar um novo turno de produção, nos períodos de alta demanda e diminuir o quadro de pessoal, inclusive cortando o turno de produção anteriormente montado, nos períodos de baixa demanda. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 15

10 FORMAS DE ALTERAR O VOLUME DE PRODUÇÃO MENSAL

Fator de desmotivação: contratar funcionários para demiti-los na sequência atua como fator desmotivador para os trabalhadores, que se sentem inseguros com relação ao emprego. Esta atitude também aumenta a insegurança dos trabalhadores mais antigos, já que, muitas vezes, a empresa opta pela permanência de um trabalhador recém contratado para o período de alta sazonalidade, demitindo um funcionário mais tempo de casa, mas que tem demonstrado menor produtividade. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 16

Custo de treinamento: outro fator a ser considerado é o elevado custo com treinamento dos novos funcionários. Na maioria das vezes, o custo de treinamento é dado pelo tempo da curva de aprendizagem, que é o tempo necessário para que o funcionário obtenha prática na nova função.

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Custo de demissão: apesar de a legislação e tradição brasileiras serem bastante benevolentes na demissão de funcionários pelas empresas, quando comparadas à situação de outros países, os custos de demissão de um funcionário regularmente contratado é elevado.

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Custo da qualidade: devido à curva de aprendizagem, via de regra o nível da qualidade dos produtos cai quando são utilizados funcionários inexperientes na produção. Aumenta o número de peças refugadas, retrabalhos, índice de sucata e outros tipos de desperdício.

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Utilização de horas-extras = Esta estratégia consiste em fazer com que os funcionários já contratados trabalhem horas adicionais nos períodos de alta demanda. Nos períodos de baixa demanda, naturalmente, não são feitas horasextras.

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Desequilíbrio financeiro do funcionário: Nos períodos de alta sazonalidade, quando existe a necessidade da realização de horas-extras pagas, os salários dos funcionários são artificialmente aumentados. Esta elevação de rendimentos ultrapassa facilmente a faixa de 30% do salário normal. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 21

Custo da hora-extra: o custo da hora-extra é muito superior ao das horas normais. A legislação trabalhista brasileira onera a hora-extra na faixa de

50 a 100% do valor da hora normal. Se o horário for noturno (após às 2:0 horas), ainda incide o pagamento de adicional noturno.

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Problemas com legislação e sindicatos: a legislação limita a realização de trabalho adicional a, no máximo, duas horas-extras por dia. Os sindicatos dos trabalhadores geralmente se colocam a favor do aumento do quadro de funcionários, ao invés da adoção de um programa de horas-extras. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 23

Subcontratação de produção: Esta estratégia consiste em “mandar fazer fora” os produtos que a empresa não tem capacidade de produzir internamente, nos períodos de alta demanda.

Apesar de parecer um contra senso, existem casos em que a subcontratação pode levar, inclusive, à diminuição de custos. Este tipo de atuação também demanda cuidado quanto à qualidade, custo e confiabilidade da empresa contratada. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 24

Consiste em fazer com que a demanda acompanhe a produção, ou seja, procurando-se incentivar as vendas nos meses de menor demanda. Esta estratégia também é conhecida como nivelamento da demanda. 04/09/2012 Prof.º Alexandre F. de Andrade 25

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