Arquitetura - A CASA DANÇANTE

Arquitetura - A CASA DANÇANTE

A CASA DANÇANTE

FRANK GEHRY

CURIOSIDADES FRANK GEHRY

Ele já emprestou a voz a um personagem num episódio do desenho animado The Simpsons, para sugerir que toda a sua inspiração vinha de uma simples folha de papel amassado. Já criou uma garrafa para um produtor de vodka russa e, reza a lenda, que, recentemente desenhou, via IPhone, um chapéu para a diva pop Lady Gaga. Ao contrário de seus críticos, o arquiteto canadense Frank Gehry Owen nunca pareceu se incomodar com a notoriedade. E, menos ainda, em gerar polêmica.Laureado com o prêmio Pritzker, em 1989, é considerado hoje um ícone da arquitetura internacional, um starchitect - como se convencionou chamar profissionais que, por meio de projetos nada convencionais, atingiram o status de celebridade (Zaha Hadid e Norman Foster são bons exemplos) - cada uma de suas criações, invariavelmente, acaba por angariar uma multidão de admiradores. E também outra, não menor, de detratores.

Fortemente imagéticos, seus edifícios, em sua maioria concebidos a partir de matérias- primas pouco usuais, como o titânio, falam de uma outra realidade. De um mundo no qual o sonho da forma pura aparece propositalmente deformado. Do bruto e do inacabado. De formas estruturais sem função. Para alguns, em síntese, as obras mais importantes de nosso tempo. Para outros, uma arquitetura que cede ao espetaculoso e ao midiático, visando se transformar, ela própria, em atração turística.

Nascido em Toronto, em 1929, Gehry cedo se transferiu para os Estados Unidos, onde se graduou em arquitetura. Primeiro de seus projetos construídos, a casa onde mora, em Santa Mônica, na Califórnia, é tomada por muitos críticos como o primeiro exemplar de arquitetura desconstrutivista. Rótulo ainda hoje contestado pelo arquiteto, apesar de o projeto estar alinhado com a corrente arquitetônica dos anos 80.

Livre de qualquer rigidez formal herdada do modernismo e afastada de qualquer princípio universal - sobretudo da crença de que a forma, necessariamente, deveria seguir a função -, foi ela, a casa de 1978 onde ele ainda vive, a responsável pelo salto inicial na carreira do arquiteto. Abrindo as portas, por exemplo, para a construção de um edifício com o grau de complexidade da Casa Dançante, de 1996, concebido em Praga, em parceria com o arquiteto Vlado Miluni.

Primeira das constatações: ao contrário do que se supõe, é notável como todo o desconstrutivismo de Gehry se deve muito mais à construção das tradicionais maquetes do que às incontáveis ferramentas digitais de que dispõem os arquitetos de hoje.

A CASA DANÇANTE : PRAGA

A "Casa Dançante" é considerada a mais controversa construção de Praga. A primeira vista o lado esquerdo do prédio parece que foi esmagado. Numa alusão ao efeito violento das bombas. E ao mesmo tempo parece que está "dançando.”

A CASA DANÇANTE : PRAGA

O edifício foi projetado em 1992, e concluído em 96. E causou polêmica na época – a República Tcheca havia saído do comunismo havia três anos, estava se separando da Eslováquia e as coisas mudavam rapidamente, talvez rápido demais para alguns. Quem bancou a idéia foi o então presidente Vaclav Havel, um homem das artes (ele mesmo é escritor), que esperava instalar ali um centro cultural. 

Havel logo aprendeu que o capitalismo tem seu lado negro, e o centro cultural nunca saiu do papel. O edifício foi ocupado por escritórios de diversas empresas, e assim permanece até hoje. Então, para o turismo, a Casa Dançante é algo para se ver, mas não para entrar. A menos que queira almoçar no restaurante da cobertura, que dizem ter uma linda vista do rio.

A CASA DANÇANTE : PRAGA

A Casa Dançante (Tančící dům em checo) encontra-se no local que anteriormente era ocupado por um edifício Neo-Renascentista, destruído por um bombardeamento em 1945 (uma das raras vítimas arquitetônicas de Praga durante a II Guerra Mundial). Foi preciso esperar até 1960 para que os escombros do anterior prédio fossem removidas, e mais 34 anos até que a construção da atual estrutura se iniciasse.

A CASA DANÇANTE : PRAGA

Em meados dos anos 80 ele teve algumas conversas com o seu vizinho Vlado Milunic sobre a recuperação daquele espaço. Quando assumiu as funções presidenciais, no início dos anos 90, encomendou um estudo arquitetônico preliminar a Milunic. Pouco depois, o banco holandês ING concordou em patrocinar a construção de um edifício revolucionário naquela localização, e Milunic ficou encarregue de selecionar e convidar um arquiteto de renome internacional. A sua primeira escolha, Jean Nouvel, declinou a oferta devido à pequena área onde o imóvel seria construido (491 m). De seguida, foi contactado o norte-americano Frank Gehry (responsável, entre outros trabalhos, pelo Museu Guggenheim de Bilbau), que aceitou a proposta.

O edifício reflete um conceito de arquitetura desconstrucionista, que, claro, levantou enorme polêmica em meados dos anos 90. Hoje, faz já parte da paisagem urbana de Praga e a população aprendeu a aceitar a presença da insólita Ginger & Fred (nome inicial do projeto, alusivo ao par de dançarinos Fred Astaire e Ginger Rogers). A construção foi feita em 99 painéis de concreto de forma irregular, todos eles diferentes entre si, exigindo uma coragem individual. O edifício não foi pintado: os arquitetos envolvidos optaram por manter o aspecto inicial dos materiais de construção.

Com uma visão de criar um edifício icônico, em Praga, o ING contratou Frank Gehry para o projeto de arquitetura para o futuro, dando-lhe um orçamento quase ilimitado e liberdade artística. A construção da Casa de Dançante começou em 1994 e terminou em 1996. A casa também tem sido apelidada de Fred e Ginger para sua vaga semelhança com os dois dançarinos ou a Casa Embriagado por sua forma distorcida e indisciplinados. O telhado é anfitrião de um restaurante francês com vistas magníficas sobre o rio Vltava. Localizado na Resslova Street, é uma curta distância da estação de metro.

Construído em uma praça cercada por sete edifícios - o século XIX, Frank Gehry contestou a acusação, que é feito muitas vezes, ignorar os espaços que rodeiam as suas criações, com molduras sinuosas da fachada que torna a perspectiva mais confuso , reduzindo o contraste com os edifícios circundantes. Respeitando a tradição da cidade de Praga, em que muitos edifícios importantes são encimadas por cúpulas e pináculos, Gehry decorou o prédio com uma decoração que consiste em tiras de malha de arame tecido.

 Idealizada pelos arquitetos  Frank Gehry e Vlado Milunc, a arquitetura curvilínea do Dancing House surgiu da vaga inspiração em um casal bailando. Todos os fios de objetos simples com atributos personalizados e animados

Rodeado por influência barroca, gótica e art nouveau, brindando a todos com a vista maravilhosa do Castelo de Praga, do rio Vltava e os telhados vermelhos do Bairro Littler.

No topo do edifício, o bar e restaurante Céleste conquista os românticos com sua cozinha francesa espetacular

Uma das coisas mais interessantes em Praga é o modo como a cidade consegue abrigar prédios e monumentos das mais variadas épocas e escolas, e ainda assim formar um conjunto harmônico. Prova disso é a Casa Dançante (Tancící dum), um prédio moderno e ousado que, ainda assim, não destoa da paisagem clássica praguense.

Oficialmente, o prédio de chama Nationale-Nederlanden building, mas ninguém reconhece por esse nome. Para todos é a Casa Dançante. O apelido, obviamente, vem da arquitetura do edifício, cheia de curvas e com dois blocos distintos, dando a impressão de um casal dançando. Alguns chamam a obra de edifício Ginger & Fred, em homenagem a Ginger Rogers e Fred Astaire, que nunca dançaram em Praga, mas são a quintessência de uma época em que casais dançavam juntos, as mulheres de saia rodada.

"(...) Como [O PRÉDIO DANÇANTE] é situado em uma rua [DE PRAGA] bastante movimentada, o prédio depende de circulação forçada de ar, fazendo com que o interior fique menos agradável aos ocupantes. (...)" (WIKIPÉDIA)

Detalhe das janelas - irregularidade e movimento.

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