comercio gestao de comercio 1 economia e mercados

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Escola Estadual de

Educação Profissional - EEEP Ensino Médio Integrado à Educação Profissional

Curso Técnico em Comércio

Gestão de Comércio I Economia e Mercado

Governador Vice Governador

Secretário Executivo Assessora Institucional do Gabinete da Seduc

Cid Ferreira Gomes Francisco José Pinheiro

Antônio Idilvan de Lima Alencar Cristiane Carvalho Holanda

Secretária da Educação Secretário Adjunto

Coordenadora de Desenvolvimento da Escola Coordenadora da Educação Profissional–SEDUC

Maria Izolda Cela de Arruda Coelho Maurício Holanda Maia

Maria da Conceição Ávila de Misquita Vinãs Thereza Maria de Castro Paes Barreto

Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP]Ensino Médio Integrado à Educação Profissional

Sumário

Conceitos fundamentais da Economia02
Resumo06
Atividade de aprendizagem06

UNIDADE 1 – Conceitos fundamentais da Economia

Valor07
Resumo14
Atividade de aprendizagem14

UNIDADE 2 – Valor

O sistema econômico15
Resumo34
Atividade de aprendizagem34

UNIDADE 3 – Mensuração da atividade econômica

Conceitos de Economia35

Material Complementar

Gestão de Comércio I – Economia e Mercados 1

Gestão de Comércio I – Economia e Mercados1

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Conceitos fundamentais da

Economia

Nos dias de hoje, quando andamos pela cidade, percebemos um grande movimento no comércio. Centenas de pessoas enchem as lojas, despertando um contentamento enorme nos vendedores. Os compradores estão contentes, pois as lojas oferecem uma infinidade de produtos, desde roupas de todos os tipos até equipamentos eletrônicos mais sofisticados, de modo a satisfazer a todos os gostos. Veja que essa variedade de bens satisfaz a vontade do consumidor mais exigente e mais rico ao menos exigente e com menor poder de compra. O importante é que são milhões de produtos que milhares de pessoas podem comprar e compram todos os dias. Essa cena pode ser vista em qualquer cidade do Brasil e do mundo. É bom lembrar que a disciplina Economia, que ora estamos iniciando, se interessa, em grande medida, por essas coisas ditas comuns. No Século XIX, Alfred Marshall disse que a Economia procura estudar os negócios comuns da vida da humanidade. Por negócios comuns, podemos entender as cenas comuns da vida econômica. Hoje, a Economia continua estudando e tentando entender como esses negócios comuns funcionam: como funciona nosso sistema econômico?

Para saber mais

*Alfred Marshall – (1842–1924) – foi um dos mais influentes economistas de seu tempo. Seu livro Princípios de Economia (Principles of Economics, disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Marshall-_note-

PRINCIPLES#_note-PRINCIPLES) procurou reunir num todo coerente as teorias da oferta e da demanda, da utilidade marginal e dos custos de produção, tornando-se o manual de Economia mais adotado na Inglaterra por um longo período. O método analítico-matemático de Marshall foi uma de suas maiores contribuições para a moderna Ciência Econômica. Fonte: Wikipédia (2007).

Quando e por que o sistema econômico entra em crise, ocasionando mudanças de comportamento das pessoas e empresas?

Etimologicamente, a palavra “economia” vem dos termos gregos oikos (casa) e nomos (norma, lei), e pode ser compreendida como “administração da casa”. Note-se que administrar uma casa é algo bastante comum na vida das pessoas. Portanto, essa aproximação de que as casas e as economias têm muita coisa em comum é muito utilizada.

Em síntese, pode-se dizer que a Economia estuda a maneira como se administram os recursos escassos com o objetivo de produzir bens e serviços, e como distribuí-los para seu consumo entre os membros da sociedade. Pense como uma família toma decisões no seu dia-a-dia: quais tarefas cada membro deverá desempenhar, e o que cada um deles vai receber em troca? Quem vai preparar o almoço e o jantar? Quem vai lavar e passar? Qual aparelho de televisão vai ser comprado? Qual carro vai ser adquirido? Onde passar as férias de final de ano? Quem vai? Onde vai ficar?

Segundo Mankiw (2005, p. 3), “[...] cada família precisa alocar seus recursos* escassos a seus diversos membros, levando em consideração as habilidades, esforços e desejos de cada um”. Veja que os recursos produtivos, também denominados fatores de produção, são os elementos utilizados no processo de fabricação dos mais variados tipos de bens (mercadorias) e utilizados para satisfazer as necessidades humanas. O que é uma necessidade humana?

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Entende-se por esta a sensação de que falta alguma coisa unida ao desejo de satisfazê-la. Acreditamos que todas as pessoas sentem necessidade de adquirir alguma coisa, sentem desejo tanto por alimentos, água e ar, quanto por bens de consumo* como televisão, computador, geladeira, etc.

Da mesma forma que uma família precisa tomar muitas decisões, uma sociedade também precisa fazer o mesmo. Precisa claramente definir o que produzir, para quem produzir, quando produzir e quanto produzir. Em linhas gerais, a sociedade precisa gerenciar bem seus recursos, principalmente se considerarmos que estes, de maneira geral, são escassos.

GLOSSÁRIO *Recurso – insumo ou fator de produção, um material que seja necessário em uma construção ou em um processo de produção. Fonte: Wikipédia. *Bens de consumo – bem comprado para satisfazer desejos e necessidades pessoais, tais como: sabonete, refrigerante, pasta e escova de dentes, pente, sorvete, camisa, lápis, sapato e outros. Nem sempre o consumidor é aquele que compra o bem, mas sim aquele que o usa. Fonte: Lacombe (2004)

Tradeoffs: em Economia, esse termo significa uma situação de escolha conflitante. Exemplos: redução da taxa de desemprego com aumento da taxa de inflação. Mais recursos para a saúde podem significar menos para educação. Talvez o maior tradeoffs que a sociedade brasileira enfrenta nos dias de hoje seja entre eficiência e eqüidade.

Assim como uma família não pode ter todos os bens que deseja, ou seja, dar aos seus membros todos os produtos e serviços que desejam, uma sociedade também não pode fazer o mesmo. A razão para que isso aconteça está na escassez. Escassez significa que os recursos são limitados em termos de quantidade disponível para uso imediato. Portanto, escassez significa também que a sociedade não tem todos os recursos que gostaria de ter para produzir todos os bens e serviços para oferecer a todos os seus membros. A Economia, assim, tem sido entendida como o estudo de como a sociedade administra seus recursos escassos, embora haja quem discorde disto. Ainda que possamos estudar Economia de muitas maneiras, existem algumas idéias que se tornam centrais nesta disciplina. Essas idéias são consideradas como princípios básicos de Economia por parte de alguns economistas. Portanto, para poder compreender Economia, é bom saber mais sobre quais são esses princípios e o que significa cada um. Segundo Mankiw (2005), não há nada de misterioso sobre o que é uma economia. Em qualquer parte do mundo, uma economia é um grupo de pessoas que estão interagindo umas com as outras e, dessa forma, vão levando a vida. Diante disso, podemos imaginar que a primeira coisa que precisamos entender quando se quer compreender uma economia é saber como são tomadas as decisões dessas pessoas. Portanto, cabe questionar: como as pessoas tomam decisões? Quatro princípios norteiam essa primeira questão: primeiro: as pessoas precisam fazer escolhas, e essas escolhas não são de graça. Elas precisam ser feitas tendo em vista que os recursos são escassos. Não é possível atender a todas as necessidades de maneira ilimitada. Portanto, a sociedade precisa fazer suas escolhas, assim como os indivíduos no seu dia-a-dia;

Os economistas usam o termo mudanças marginais para explicar os pequenos ajustes incrementais a uma ação existente. segundo: o custo real de alguma coisa é o que o indivíduo deve despender para adquiri-lo, ou seja, o custo de um produto ou serviço é aquilo do que tivermos de desistir para consegui-lo; terceiro: as pessoas são consideradas racionais e, por isso, elas pensam nos pequenos ajustes incrementais de todas as suas decisões. Isto significa que as pessoas e empresas podem melhorar seu processo de decisão pensando na margem.

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Portanto, um tomador de decisão considerado racional deve executar uma ação se, e somente se, o resultado dos benefícios marginais forem superiores aos seus custos marginais; quarto: as pessoas reagem a estímulos. Como elas tomam suas decisões levando em conta os benefícios e seus custos, qualquer alteração nessas variáveis pode alterar o comportamento da sua decisão. Assim, qualquer incentivo que ocorra pode alterar a conduta do tomador de decisões. Nota-se que os formuladores de políticas públicas fazem bastante uso deste princípio. A segunda questão básica que norteia o processo econômico é como as pessoas interagem, ou seja, como as economias funcionam. Isto é muito importante em Economia, pois, a partir desse princípio, podemos compreender que o comércio pode ser bom para todos os agentes, que os mercados* são geralmente bons organizadores da atividade econômica, que os mercados às vezes falham e que, por isso, os governos podem melhorar os resultados do mercado.

GLOSSÁRIO *Mercado – a demanda quantificada total para determinado produto ou serviço num período determinado. Fonte: Lacombe (2004)

O padrão de vida das pessoas depende da sua capacidade de produzir bens e serviços. Portanto, o desenvolvimento econômico, e a expansão das atividades econômicas de um país são pontos fundamentais para entender como funciona a economia de um país. Na realidade, a idéia de que há ganhos com o comércio foi introduzida na Economia de forma mais bem elaborada em 1776, por Adam Smith, com o seu livro Riqueza das nações.

*Adam Smith (1723–1790) – economista e filósofo escocês, considerado o pai da Economia Moderna e um dos mais importantes teóricos do liberalismo econômico. Autor de Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações, procurou demonstrar que a riqueza das nações resultava da atuação de indivíduos que, movi- dos apenas pelo seu próprio interesse egoísta, promoviam o crescimento econômico e a inovação tecnológica. Fonte: Wikipédia (2007).

Os ganhos do comércio são oriundos, sobretudo, da divisão do trabalho, portanto, da especialização. O fundamento que fica é que a economia como um todo pode produzir mais e melhor quando cada pessoa se especializa em uma tarefa. Isto aumenta a produtividade* do sistema, aumentando, assim, a quantidade de bens e serviços à disposição das pessoas. Dessa forma, temos mais comércio, mais desenvolvimento dos lugares e das pessoas.

GLOSSÁRIO *Produtividade – relação entre os produtos obtidos e os fatores de produção empregados na sua obtenção. A produtividade é o quociente que resulta da divisão entre a produção obtida e um dos fatores empregados na produção (insumo). Fonte: Lacombe (2004).

Em economias centralizadas, são os planejadores que estabelecem o quanto vai ser produzido e o que vai ser consumido. Dessa forma, apenas o governo, através do órgão de planejamento, pode organizar a atividade econômica de maneira a oferecer e atender a todas as demandas eventualmente estabelecidas pela população. Veja que em economias de mercado essa função de estabelecer o quanto e como produzir é atribuição do mercado, ou seja, as decisões do planejador central são substituídas pelas decisões de milhares de pessoas e empresas. Diante disso, o mercado é considerado, na maioria das vezes, a melhor forma para destinar os recursos escassos. Porém, às vezes, ele falha nesse processo de destinar de maneira eficiente os recursos e fazer a distribuição eqüitativa de seu produto, e, quando isso acontece, o governo precisa intervir na economia. Isto significa que, quando os mercados não estão alcançando a eficiência econômica e a eqüidade na distribuição de renda, a intervenção do governo deve ocorrer. Podemos dizer que a questão da capacidade de produzir bens e serviços está relacionada ao nível de produtividade do país. Para Romer (2002), o que explica as grandes diferenças de padrão de vida entre os

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Escola Estadual de Educação Profissional [EEEP]Ensino Médio Integrado à Educação Profissional países ao longo do tempo é a diferença de produtividade entre eles. Dessa maneira, onde a produtividade das pessoas é maior, ou seja, produzem mais bens e serviços em menos tempo, o padrão de vida é maior.

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