doenças ocupacionais 2

doenças ocupacionais 2

DOENÇAS DO SISTEMA OSTEOMUSCULAR

  • As transformações no mundo do trabalho, decorrentes da introdução de novos modelos organizacionais e de gestão, têm repercussões ainda pouco conhecidas sobre a saúde dos trabalhadores, dentre as quais se destacam LER/DORT.

  • Têm origem multifatorial complexa. Destacam-se:

    • exigências mecânicas repetidas por períodos de tempo prolongados,
    • utilização de ferramentas vibratórias,
    • posições forçadas,
    • fatores da organização do trabalho, como, por exemplo, exigências de produtividade, competitividade,

SINTOMAS

  • SINTOMAS

  • dor espontânea ou à movimentação passiva, ativa ou contra-resistência;

  • alterações sensitivas (fraqueza, cansaço, peso, dormência, formigamento, sensação de diminuição, perda ou aumento de sensibilidade, agulhadas, choques);

  • dificuldades para o uso dos membros, particularmente das mãos, e, mais raramente, sinais inflamatórios e áreas de hipotrofia ou atrofia.

CLASSIFICAÇÃO

  • CLASSIFICAÇÃO

  • Baremo Internacional de Invalideces – Valoración de las Discapacidades y del Daño Corporal, Mélennec (1997)

  • GRUPO 1- Transtornos Funcionais Leves

  • GRUPO 2 - Transtornos Funcionais Moderados

  • GRUPO 3 - Transtornos Funcionais Médios

  • GRUPO 4 - Transtornos Funcionais Importantes

  • GRUPO 5 - Transtornos Funcionais Muito Importantes

  • Incômodo quase inexistente

  • até

  • perturbações graves e permanentes

  • EXEMPLOS DE DOENÇAS E AGENTES CAUSAIS

  • Gota induzida pelo chumbo

  • Artroses

  • Síndrome cervicobraquial

  • Dorsalgia

  • Sinovites (tenossinovites, fascites, tendinites)

  • Bursites

  • Fluorose do esqueleto

  • Osteonecrose

    • Causas:posturas ou métodos de trabalho, frio, vibração, pressão, esforço intenso, monotonia fisiológica ou psicológica, fatores psicossociais, carga de trabalho, agentes químicos.

TRATAMENTO

  • TRATAMENTO

  • Medicamentos: antiinflamatórios, analgésicos;

  • gelo ou calor no local;

  • imobilização do local afetado ou repouso no leito;

  • afastamento das atividades laborais e extra-laborais que exijam movimentação e posturas dos membros superiores que os sobrecarreguem;

  • medidas de fisioterapia;

  • massagem;

  • acupuntura ou medicação homeopática;

  • formação de grupos terapêuticos, incluindo atividades de informação, vivências, com cunho informativo-pedagógico-psicoterapêutico;

  • cirurgia.

PREVENÇÃO (Fatores Técnicos)

  • PREVENÇÃO (Fatores Técnicos)

  • isolamento do agente ou substância por enclausuramento, suprimindo ou reduzindo a exposição;

  • informação e comunicação dos riscos aos trabalhadores;

  • EPI e EPC adequados;

  • facilidades para a higiene pessoal adequada (banheiros, pias, vestuário);

  • medidas de controle médico e monitoramento biológico dos trabalhadores expostos.

  • análise ergonômica do trabalho real (conteúdo das tarefas, ritmo e intensidade do trabalho, condições físicas dos postos de trabalho, sistemas de turnos, premiação, incentivos, fatores psicossociais, relações de trabalho);

  • Estratégias de defesa individuais e coletivas.

DOENÇAS DA PELE E DO TECIDO SUBCUTÂNEO

  • Dermatoses ocupacionais compreendem as alterações da pele, mucosas e anexos, direta ou indiretamente causadas, mantidas ou agravadas pelo trabalho. São determinadas pela interação de dois grupos de fatores:

    • predisponentes (indiretas) - idade, sexo, doenças concomitantes, fatores ambientais(clima, temperatura, umidade), hábitos e higiene;
    • causas diretas - agentes biológicos, físicos, químicos ou mecânicos no trabalho, produzindo ou agravando uma dermatose preexistente.
  • As dermatites de contato são as dermatoses ocupacionais mais frequentes. Estima-se que, juntas, as dermatites alérgicas de contato e as dermatites de contato por irritantes respondem por cerca de 90% dos casos de dermatoses ocupacionais.

SINTOMAS

  • SINTOMAS

  • Desconforto

  • Prurido

  • Rubor

  • Edema

  • Dor

  • Ferimentos

  • Pústulas

  • Bolhas

  • Descamação

CLASSIFICAÇÃO

  • CLASSIFICAÇÃO

  • EXEMPLOS DE DOENÇAS E AGENTES CAUSAIS

  • Dermatoses pápulo-pustulosas (acne, foliculite)

  • Dermatite alérgica de contato

  • Dermatites de contato por irritantes

  • Urticária de Contato

  • Queimadura solar

  • Dermatite por fotocontato, ceratose actínica

  • Radiodermatites (aguda, crônica e não-especificada)

    • Causas: solventes, hidrocarbonetos, óleos minerais, queimaduras, radiações não ionizantes, frio, calor, bactérias, insetos.

TRATAMENTO

  • TRATAMENTO

  • Medicamentos: antiinflamatórios, analgésicos, pomadas cicatrizantes, corticóides, anti-histamínicos, adrenalina;

  • Uso de sabonetes neutros;

  • Afastamento da exposição ao agente causal;

  • Hidratação;

  • Uso de compressas frias ou de pasta d’água

PREVENÇÃO

  • PREVENÇÃO

  • substituição do agente por outros mais seguros, menos tóxicos ou lesivos;

  • isolamento do agente ou substância por enclausuramento, suprimindo ou reduzindo a exposição;

  • diminuição do tempo de exposição e do número de trabalhadores expostos;

  • classificação e rotulagem das substâncias químicas;

  • informação e comunicação dos riscos aos trabalhadores;

  • EPI e EPC adequados;

  • facilidades para a higiene pessoal adequada (banheiros, pias, vestuário);

  • Adequação do ambiente - Ex.: sistemas de ventilação e exaustão, manutenção de máquinas/equipamentos e monitoramento sistemático dos agentes agressores;

  • medidas de controle médico e monitoramento biológico dos trabalhadores expostos.

DOENÇAS DO OUVIDO

  • A Perda Auditiva Induzida pelo Ruído (PAIR) é um dos problemas de saúde relacionados ao trabalho mais freqüentes em todo mundo.

  • A investigação, a orientação terapêutica e a caracterização dos danos ao aparelho auditivo provocados pelas situações de trabalho, devem ser realizadas em centros especializados.

  • Entretanto, os profissionais que trabalham diretamente com a saúde do trabalhador devem estar capacitados a reconhecer suas manifestações para o correto encaminhamento do paciente.

  • Tipos:

    • disfunção do sentido da audição;
    • disfunção vestibular ou da função do equilíbrio.

SINTOMAS

  • SINTOMAS

  • Perda ou redução da audição

  • Sensibilidade a sons altos

  • Dor de ouvido

  • Perda do equilíbrio

  • Tonturas

  • Sangramento do ouvido

  • Zumbidos

  • Saída de ar sibilante pelo ouvido (perfuração do tímpano)

CLASSIFICAÇÃO

  • CLASSIFICAÇÃO

  • Evolução clínica da PAIR ocupacional:

  • 1.º ESTÁGIO: compreende as primeiras 2 ou 3 semanas de início da exposição. O trabalhador pode referir tinidos (acufeni) em finais de jornada, sensação de plenitude auricular, cefaléia e tontura. A audiometria pós-exposição ao ruído pode mostrar aumento de limiares auditivos em freqüências agudas, reversíveis após afastamento da exposição;

  • 2.º ESTÁGIO: caracteriza-se por ser completamente assintomática, exceto por eventuais tinidos. Pode durar de meses a anos e a audiometria pode mostrar perda de 30 a 40 dB (NA) na freqüência de 4 KHz, atingindo às vezes as freqüências de 3 e 6 KHz;

3.º ESTÁGIO: o trabalhador passa a referir dificuldades para ouvir o tique-taque de relógios, o som de campainhas de residências e/ou telefones, necessidade de aumentar o volume do rádio e TV, dificuldade para compreender alguns sons de consoantes principalmente em ambientes com ruídos de fundo (inclusive de baixa intensidade), pode começar a pedir que repitam o que foi falado. O déficit audiométrico nas frequências atingidas na fase 2 aumenta de intensidade, podendo atingir de 45 a 60 dB (NA);

  • 3.º ESTÁGIO: o trabalhador passa a referir dificuldades para ouvir o tique-taque de relógios, o som de campainhas de residências e/ou telefones, necessidade de aumentar o volume do rádio e TV, dificuldade para compreender alguns sons de consoantes principalmente em ambientes com ruídos de fundo (inclusive de baixa intensidade), pode começar a pedir que repitam o que foi falado. O déficit audiométrico nas frequências atingidas na fase 2 aumenta de intensidade, podendo atingir de 45 a 60 dB (NA);

  • 4.º ESTÁGIO: coincide com a surdez pelo ruído. O trabalhador encontra dificuldade para ouvir a voz de familiares e colegas de trabalho, pede que falem mais alto. Por causa do recrutamento, os sons são percebidos de maneira distorcida, já descrita como “se fosse um rádio mal sintonizado”. A audiometria mostra comprometimento também das freqüências de 2, 3 e 8 KHz.

CLASSIFICAÇÃO

  • CLASSIFICAÇÃO

  • Disfunções vestibulares ou do equilíbrio:

  • CLASSE 1: (a) sinais de desequilíbrio vestibular estão presentes sem achados objetivos consistentes com estes sinais e (b) as atividades usuais da vida diária podem ser realizadas sem assistência.

  • CLASSE 2: (a) sinais de desequilíbrio estão presentes, com achados objetivos consistentes com os sinais e (b) as atividades usuais da vida diária são realizadas sem assistência, exceto as atividades complexas, tais como andar de bicicleta, ou outras atividades específicas requeridas no trabalho, tais como andar em andaimes,operar guindastes, etc.

CLASSE 3: (a) sinais de desequilíbrio vestibular estão presentes com achados objetivos consistentes e (b) as atividades usuais do paciente em sua vida diária não podem ser realizadas sem assistência, exceto atividades muito simples, tais como autocuidado, atividades domésticas, caminhar, viajar em veículo a motor dirigido por outra pessoa, etc.

  • CLASSE 3: (a) sinais de desequilíbrio vestibular estão presentes com achados objetivos consistentes e (b) as atividades usuais do paciente em sua vida diária não podem ser realizadas sem assistência, exceto atividades muito simples, tais como autocuidado, atividades domésticas, caminhar, viajar em veículo a motor dirigido por outra pessoa, etc.

  • CLASSE 4: (a) sinais de desequilíbrio vestibular estão presentes, com achados objetivos consistentes e (b) as atividades da vida diária não podem ser realizadas sem assistência, exceto autocuidado.

  • CLASSE 5: (a) sinais de desequilíbrio vestibular estão presentes, com achados objetivos consistentes com os sinais, (b) as atividades da vida diária não podem ser realizadas sem assistência, exceto autocuidado que não requeira deambulação e (c) é necessário o confinamento do paciente em casa ou em outro estabelecimento.

  • EXEMPLOS DE DOENÇAS E AGENTES CAUSAIS

  • Otite

  • Perfuração da membrana do tímpano

  • Labirintite

  • Perda da audição provocada pelo ruído e trauma acústico

  • Hipoacusia ototóxica

  • Otalgia e secreção auditiva

  • Alteração do limiar auditivo, discriminação auditiva e hiperacusia

    • Causas: agentes irritativos, alérgicos e/ou tóxicos.
    • Ouvido interno - substâncias neurotóxicas e fatores de risco de natureza física, como ruído, pressão atmosférica, vibrações e radiações ionizantes.
    • Otites externas - agentes biológicos
    • Lesão do pavilhão auricular - eventos de natureza traumática.

TRATAMENTO

  • TRATAMENTO

  • É essencialmente preventivo!

  • Antibióticos, descongestionantes, medicação específica

  • Reabilitação labiríntica e vestibular

PREVENÇÃO

  • PREVENÇÃO

  • substituição do agente por outros mais seguros, menos tóxicos ou lesivos;

  • isolamento do agente ou substância por enclausuramento, suprimindo ou reduzindo a exposição;

  • diminuição do tempo de exposição e do número de trabalhadores expostos;

  • classificação e rotulagem das substâncias químicas;

  • informação e comunicação dos riscos aos trabalhadores;

  • EPI e EPC adequados;

  • facilidades para a higiene pessoal adequada (banheiros, pias, vestuário);

  • Adequação do ambiente - Ex.: sistemas de ventilação e exaustão, manutenção de máquinas/equipamentos e monitoramento sistemático dos agentes agressores;

  • medidas de controle médico e monitoramento biológico dos trabalhadores expostos.

NEOPLASIAS

  • Grupo de doenças caracterizadas pela perda de controle do processo de divisão celular,levando à multiplicação celular desordenada.

  • Neoplasia Maligna - A inoperância dos mecanismos de regulação e controle da multiplicação, pode levar à propagação para outras regiões do corpo (metástase).

  • Não se conhece todos os mecanismos envolvidos. O desenvolvimento da neoplasia envolve dois estágios:

    • Iniciação - mutações material genético da célula.
    • Promoção, mudanças intra e extracelulares permitem a proliferação da célula transformada, dando origem a um nódulo que, em etapas posteriores, pode se disseminar para regiões distintas do corpo.

Os cânceres relacionados ao trabalho diferem de outras doenças ocupacionais, entre outros, pelos seguintes aspectos:

  • Os cânceres relacionados ao trabalho diferem de outras doenças ocupacionais, entre outros, pelos seguintes aspectos:

  • a despeito da legislação brasileira e de outros países estabelecerem limites de tolerância para diversas substâncias carcinogênicas, segundo o preconizado internacionalmente, não existem níveis seguros de exposição;

  • existem muitos tipos de cânceres;

  • os cânceres, em geral, desenvolvem-se muitos anos após o início da exposição, mesmo após a cessação da exposição;

  • os cânceres ocupacionais não diferem, em suas características morfológicas e histológicas, dos demaiscânceres;

  • em geral, existem exposições combinadas e/ou concomitantes. Por outro lado, têm em comum com outras doenças ocupacionais a dificuldade de relacionar as exposições à doença e o fato de que são, em sua grande maioria, preveníveis.

SINTOMAS

  • SINTOMAS

  • Anorexia

  • Dor ou desconforto no local

  • Edema

  • Icterícia

  • Hemorragias

  • Feridas

  • Manchas na pele

  • Dores de dente

  • Queda dos dentes

  • Rouquidão

  • Tosse

  • Febre

  • EXEMPLOS DE DOENÇAS E AGENTES CAUSAIS

  • Neoplasia maligna do estômago

  • Angiossarcoma do fígado

  • Neoplasia maligna do pâncreas

  • Neoplasia maligna da cavidade nasal e dos seios paranasais e pele

  • Neoplasia maligna da laringe

  • Neoplasia maligna dos brônquios e do pulmão

  • Neoplasia maligna dos ossos e cartilagens articulares dos membros

  • Mesoteliomas: da pleura, do peritônio e do pericárdio

  • Neoplasia maligna da bexiga

  • Leucemias

    • Causas: formol, asbesto (amianto), arsênico, esteróides, DDT, derivados do petróleo, radiações ionizantes

TRATAMENTO

  • TRATAMENTO

  • Cirurgia

  • Criocirurgia

  • Radioterapia

  • Quimioterapia

PREVENÇÃO

  • PREVENÇÃO

  • substituição do agente por outros mais seguros, menos tóxicos ou lesivos;

  • isolamento do agente ou substância por enclausuramento, suprimindo ou reduzindo a exposição;

  • diminuição do tempo de exposição e do número de trabalhadores expostos;

  • classificação e rotulagem das substâncias químicas;

  • informação e comunicação dos riscos aos trabalhadores;

  • EPI e EPC adequados;

  • facilidades para a higiene pessoal adequada (banheiros, pias, vestuário);

  • Adequação do ambiente - Ex.: sistemas de ventilação e exaustão, manutenção de máquinas/equipamentos e monitoramento sistemático dos agentes agressores;

  • medidas de controle médico e monitoramento biológico dos trabalhadores expostos.

Comentários