Fertilidade e Infertilidade

Fertilidade e Infertilidade

Sexualidade e Fertilidade do Homem

  • Profª Rita Wetler Tonini

Estatística e História

  • Estatísticas mundiais - 15% dos casais que desejam engravidar apresentam algum tipo de infertilidade.

  • O fator masculino contribui, isoladamente, em 30% dos casos.

  • Uma combinação de fatores masculino e feminino existe em 20% dos casos.

  • Portanto, o fator masculino contribui para a falência reprodutiva em 50% dos casais inférteis.

Durante muito tempo, os empecilhos eram todos atribuídos às mulheres - recentemente passaram a fazer parte do universo masculino.

  • Durante muito tempo, os empecilhos eram todos atribuídos às mulheres - recentemente passaram a fazer parte do universo masculino.

  • Talvez seja essa a razão de se saber tão pouco sobre a infertilidade no homem.

  • Por isso, atualmente, a conduta é encaminhar o casal para avaliação.

  • A dificuldade pode estar tanto num quanto no outro, ou nos dois parceiros.

Fertilidade do casal

  • Muitos fatores influenciam a fertilidade do casal:

  • idade do homem, idade da mulher,

  • freqüência e técnica do coito,

  • uso de lubrificantes vaginais,

  • passado de doenças sexualmente transmissíveis,

  • exposição a produtos tóxicos ambientais ou a certos medicamentos,

  • coexistência de algumas doenças, etc.

Função reprodutiva do homem

  • Hormônios produzidos no hipotálamo estimulam a hipófise

  • A hipófise estimula os testículos a produzirem testosterona

  • A testosterona estimula e regula a produção de espermatozóides

  • Estes são armazenados e amadurecidos nos epidídimos.

  • Dos epidídimos, são conduzidos pelos ductos deferentes até as vesículas seminais

  • São misturados com sua secreção e desembocam na próstata, onde também se misturam com sua secreção.

  • Forma-se o sêmen, que ainda recebe uma pequena contribuição das secreções da uretra.

Infertilidade do homem

  • A infertilidade masculina é definida como a incapacidade de engravidar a parceira após 1 ano (12 ciclos menstruais) de relações sexuais frequentes, não protegidas, ou seja, sem uso de qualquer método contraceptivo.

  • Não confundir com esterilidade, que é definida como a incapacidade definitiva de engravidar a parceira.

  • Várias enfermidades ou condições que acometem desde o cérebro até a uretra, podem ser responsáveis pelo comprometimento da fertilidade masculina.

Causas da Infertilidade

  • 1- Enfermidades do hipotálamo e hipófise

  • O comprometimento da secreção normal dos hormônios afetarão adversamente a função testicular.

  • Diversas doenças ou condições podem desencadear hipogonadismo, ou seja, função testicular diminuída ou abolida:

  • Doenças de origem genética, tumores, mal formações, inflamações, degenerações, traumatismos externos ou cirúrgicos, aneurismas, infartos, excesso de androgênios (hormônios masculinos) por uso de anabolizantes ou administrados terapeuticamente, doenças sistêmicas como diabetes, hipotireoidismo ou obesidade severa.

2- Enfermidades primárias dos testículos

  • 2- Enfermidades primárias dos testículos

  • São responsáveis por cerca de 35% das causas de ausência de espermatozóides no ejaculado ou alteração importante da qualidade do sêmen. Vários são os fatores responsáveis:

  • A) Síndrome de Klinefelter - anomalia congênita, com repercussões na esfera testicular, em que o cromossomo sexual é defeituoso.

  • B) Criptorquidia - outra anomalia congênita, em que um ou ambos os testículos não migram para a bolsa escrotal. Dificulta ou impede a produção adequada das células germinativas, os espermatozóides.

  • C) Varicocele - enfermidade das veias do escroto - varizes escrotais, ou seja, dilatações venosas que dificultam o retorno do sangue, fazendo com que este fique acumulado nas veias escrotais, dificultando o resfriamento testicular, prejudicando a formação dos espermatozóides.

D) Defeitos do cromossomo Y - detectada apenas em sofisticados testes de laboratório, acomete cerca de 20% dos homens inférteis. Provocam alterações que dificultam ou impedem a produção adequada das células germinativas.

  • D) Defeitos do cromossomo Y - detectada apenas em sofisticados testes de laboratório, acomete cerca de 20% dos homens inférteis. Provocam alterações que dificultam ou impedem a produção adequada das células germinativas.

  • E) Orquites virais - infecções secundárias dos testículos, geralmente após um foco à distância. Um dos mais comuns é a parotidite - cerca de 20% dos homens que tiveram caxumba desenvolvem orquite. Pode haver destruição das células germinativas, incapacitando a produção futura de espermatozóides.

  • F) Orquiepididimites - infecções dos testículos e epidídimos, causadas por DSTs, geralmente causadas por bactérias, dentre elas, a Chlamydia e gonorréia. Estas infecções poderão destruir as células germinativas ou obstruir os epidídimos.

G) Intoxicação ou uso crônico de algumas substâncias - maconha, cetoconazol, cimetidina, antiandrogênicos, quimioterapia, pesticidas, metais pesados, etc. podem ser responsáveis pela produção anormal de espermatozóides e testosterona.

  • G) Intoxicação ou uso crônico de algumas substâncias - maconha, cetoconazol, cimetidina, antiandrogênicos, quimioterapia, pesticidas, metais pesados, etc. podem ser responsáveis pela produção anormal de espermatozóides e testosterona.

  • H) Radiações ionizantes - os raios X são o representante mais conhecido, podem comprometer ou impedir a produção de espermatozóides, dependendo da dose a que o paciente se expôs.

  • I) Hipertermia - exposição prolongada dos testículos a altas temperaturas (saunas ou banhos quentes de imersão), afeta a produção dos espermatozóides.

  • J) Anticorpos anti-espematozóides - anticorpos que atacam e destroem as próprias células reprodutivas, podem ocorrer espontaneamente ou como conseqüência de alguma agressão testicular.

L) Traumatismos diretos, acidentais ou cirúrgicos sobre os testículos ou epidídimos - poderão comprometer a produção dos espermatozóides, por destruição da massa testicular ou afetar a permeabilidade ou função dos epidídimos.

  • L) Traumatismos diretos, acidentais ou cirúrgicos sobre os testículos ou epidídimos - poderão comprometer a produção dos espermatozóides, por destruição da massa testicular ou afetar a permeabilidade ou função dos epidídimos.

  • M) Torção do cordão espermático - uma urgência urológica de início súbito, ocorre quando o cordão espermático dá voltas sobre seu próprio eixo, estrangulando a circulação sangüínea testicular, o que provoca morte das células germinativas.

  • N) Enfermidades crônicas debilitantes - uma série de doenças que afetam o organismo como um todo, podem comprometer a função testicular. Como exemplos, podemos citar a desnutrição, anemia falciforme, cirrose hepática e insuficiência renal.

3- Alterações do transporte dos espermatozóides

  • 3- Alterações do transporte dos espermatozóides

  • A) Anormalidades dos epidídimos – distúrbios na concentração, amadurececimento e transporte podem ocorrer devido a ausência congênita ou adquirida dos epidídimos, alterações do funcionamento normal destes ou obstrução, comprometendo a fertilidade.

  • B) Anormalidades dos ductos deferentes - ausência congênita ou adquirida dos ductos deferentes, alterações da sua capacidade de impulsionar os espermatozóides ou sua obstrução, inclusive após vasectomia, impedirão o correto transporte dos espermatozóides até a uretra.

C) Disfunções ejaculatórias - distúrbios hormonais, diabetes, lesões dos nervos da medula ou pélvicos, cirurgias pélvicas, distúrbios da próstata, poderão fazer com que o paciente não ejacule ou o faça em direção contrária, para dentro da bexiga.

  • C) Disfunções ejaculatórias - distúrbios hormonais, diabetes, lesões dos nervos da medula ou pélvicos, cirurgias pélvicas, distúrbios da próstata, poderão fazer com que o paciente não ejacule ou o faça em direção contrária, para dentro da bexiga.

  • Disfunção erétil peniana e ejaculação precoce também são fatores que contribuem para a infertilidade masculina.

4- Fatores desconhecidos

  • 4- Fatores desconhecidos

  • Em um número razoável de homens inférteis, apesar de exaustiva investigação, não se consegue descobrir uma causa que justifique tal condição.

  • Além disso, existem homens que apesar de várias análises seminais normais, não conseguem engravidar uma parceira aparentemente fértil.

  • Portanto, requer estudos multidisciplinares para que se possa tratar adequada e satisfatoriamente seu portador.

  • O primeiro passo para um tratamento bem sucedido e a consequente gravidez da parceira, é o correto diagnóstico da situação.

  • Muitas causas de infertilidade masculina podem ser corrigidas, outras, poderão ser contornadas com diversos métodos disponíveis de fertilização em laboratório.

Testes de fertilidade

  • Espermograma

  • Teste de penetração espermática – avalia capacidade dos espermatozóides de penetrar no muco cervical;

  • Ultra-sonografia do testículo com Doppler – detecta presença ou não de varicocele;

  • Teste pós-coito (TPC) – exame feito na mulher poucas horas após a relação sexual. Mostra se os espermatozóides estão passando pelo canal cervical.

Espermograma

  • Teste laboratorial indicado para:

  • Investigações de esterelidade e/ou infertilidade;

  • Invetigações médico-legal;

  • Controle pós-vasectomia;

  • Investigações de patologias tratoreprodutoras;

  • Detectando-se alterações - repetir mais 2 amostragens, com intervalo de 3 meses;

  • Achados similares - procede-se à investigação da causa da infertilidade masculina;

Procedimento

  • O sêmen é obtido por masturbação após um período de abstinência sexual de 2 a 7 dias.

  • As principais características avaliadas no sêmen são:

    • concentração,
    • motilidade,
    • morfologia (Kruger),
    • pH,
    • volume,
    • vitalidade,
    • viscosidade.

Valores de referência

  • Volume

  • 2,0 - 5,0 mL – NORMOSPERMIA

  • ausência de ejaculado – ASPERMIA

  • < 2,0 mL – HIPOSPERMIA

  • > 5,0 mL – HIPERESPERMIA

  • pH deve estar na faixa de 7,2 a 8,0

  • Número de espermatozóides

  • acima de 20.000.000/ mL = NORMOZOOSPERMIA

  • abaixo de 20.000.000/mL = OLIGOZOOSPERMIA

  • acima de 200.000.000/mL = POLIZOOSPERMIA

  • ausência de espermatozóides = AZOOSPERMIA

Motilidade

  • Motilidade

  • Categoria A = progressão linear rápida

  • Categoria B = progressão linear lenta ou não linear

  • Categoria C = motilidade não progressiva

  • Categoria D = imóveis

    • NORMAL
    •  a 25% de categoria A, ou
    • > 50%, categoria A + B
    • ASTENOZOOSPERMIA
    • Motilidade < 25%, categoria A
  • Morfologia

  • Normal > 30% formas normais

  • TERATOZOOSPERMIA < 30% formas normais

Vitalidade

  • Vitalidade

  • normal  70% de espermatozóides vivos

  • > 70% de espermatozóides mortos NECROZOOSPERMIA

  • Leucócitos

  • normal – valores < 1.000.000/mL

  • > 1.000.000 de leucócitos/mL = LEUCOSPERMIA

  • Bioquímica

  • ácido cítrico (avalia função prostática)= 52 mmol

  • frutose (avalia função vesículas seminais)= 13 mmol

Exame Físico-Químico

  • Tempo de duração coagulação

  • 3 fases: liquefeita – coagulado (5 -30’) – liquefação final

  • pH - 7,2 – 8,0

  • > 8,0 – deficiência secreção prostática

  • < 7,0 – deficiência secreção vesicular

  • Viscosidade – quando elevada, diminui motilidade dos espermatozóides

  • Cor – Normal - Branco opaco a cinza claro

  • Amarelo – abstinência sexual

  • Amarelo intenso – icterícias

  • Purulentos – infecções

  • Róseo- vermelho – hemácias (Inflamação próstata e vesícula seminal)

Exame Físico-Químico

  • Aspecto - Normal – homogêneo

  • Logo após a ejaculação – espesso e gelatinoso

  • Após liquifação – mais fluido e opalescente

  • Volume – 2,0 – 5,0 mL - depende frequência de coito

  • < 1,0 mL insuficiente para realização do exame

  • Odor – Característico - resultado ação da enzima diaminooxidade

Exame Microscópico

  • Motilidade

  • 1 hora > 50% (A + B)

  • > 25% (A)

  • Fatores que interferem: temperatura e pH

  • 40 – 45ºC – motilidade máxima

  • 5 – 10ºC - cessam movimentos

  • pH ácido – reduz motilidade;

  • Contagem– câmara de Newbauer

  • Diluição – 1:20 – 100L sêmen + 1,9 mL de sol. Fisiológica

  • Normal - 40 X 106/mL

Vitalidade - nº expresso em (%) de formas vivas e mortas

  • Vitalidade - nº expresso em (%) de formas vivas e mortas

  • Corantes: azul de tripan, eosina e nigrosina

  • Técnica:

  • 1 gota de sêmen + 2 gotas eosina + 3 gotas nigrosina

  • Mortas - coradas

  • Vivas – não coradas

  • Valor normal: > 75% de formas vivas

  • Morfologia- avaliados conforme aparência - cabeça e cauda

  • Valor normal: OMS – > 30% formas normais

  • Demais literaturas - > 70% formas normais

Espermograma normal

  • OMS 2010

  • Volume 2 a 5 mL

  • Liquefação ± 30 min

  • pH 7,2 – 8,0

  • Cor branco opaco

  • Aspecto homogêneo

  • Odor característico

  • Viscosidade normal

Inimigos da Fertilidade

  • Fumar mais do que 20 cigarros por dia leva a alterações de concentração e da motilidade dos espermatozóides.

  • O mesmo ocorre para aqueles que fumam maconha ou usam cocaína.

  • O álcool em excesso está associado à diminuição das testosteronas e diminuição do volume do sêmen.

  • Medicamentos, como a quimioterapia e radioterapia

  • Toxinas do meio ambiente como os solventes, pesticidas e alguns metais como o magnésio e o chumbo

  • Doenças ocupacionais além de exposições ao calor que ocorre em algumas profissões.

Possibilidades Terapêuticas

  • O primeiro passo para um tratamento bem sucedido é o correto diagnóstico da situação.

  • Muitas causas de infertilidade masculina podem ser tratadas por meio de procedimentos simples como a terapia hormonal ou pequenas cirurgias.

  • Em outras situações mais complexas é necessária a indicação de inseminação artificial.

  • Técnicas de reprodução assistida ainda são muito caras, mas em centros universitários já é possível contar com departamentos especializados e capacitados para oferecer estes procedimentos para os pacientes com menor renda

Disfunções Sexuais

  • DISFUNÇÃO ERÉTIL

  • Atinge mais de 100 milhões de homens em todo o mundo.

  • O homem possui dificuldades em conversar sobre seu problema

  • Sente-se diminuído diante da companheira

  • Amigos normalmente reagem com gozações e depreciação

  • O medo e a vergonha infundada de sua condição dificulta o acesso deste homem, até mesmo, ao especialista.

  • Causas da Disfunção Erétil:

    • Orgânicas
    • Psicogênicas
    • Mistas

Principais Causas Orgânicas

  • Principais Causas Orgânicas

  • A ereção envolve os sistemas nervoso, endócrino, vascular e tecidual dos corpos cavernosos. Alterações em qualquer um desses fatores podem contribuir pelo menos em parte para a disfunção erétil.

  • Lesões ou distúrbios vasculares que prejudiquem a perfeita circulação do sangue no pênis.

  • A doença arterial oclusiva diminui o fluxo sangüíneo e reduz sensivelmente a ereção peniana.

  • Alterações nos nervos que conduzem os estímulos sexuais até o pênis.

  • Alterações na produção de hormônios, levando a diminuição do interesse pela atividade sexual.

  • Alterações anatômicas e fisiológicas dos corpos cavernosos.

Causas Psicogênicas

  • Causas Psicogênicas

  • Tem seu mecanismo de atuação relacionado com a inibição central do processo da ereção, de fundo emocional e sem a participação de nenhum componente orgânico.  

  • Diversos fatores emocionais tais como: o stress, a ansiedade, a vergonha, problemas familiares, problemas financeiros , entre outros, podem ser responsáveis pela disfunção erétil.

  • Preocupação excessiva do indivíduo com sua performance sexual também pode levar à disfunção erétil.

  • O receio e a vergonha de falhar levam o homem a se abster de qualquer contato sexual, conduzindo-o a um ciclo vicioso.

Causas Mistas

  • Causas Mistas

  • Compreendem a combinação de fatores orgânicos e emocionais.

  •  Após passar por sucessivos fracassos ao tentar a relação sexual, a sensação de inferioridade provoca um enorme impacto psicológico. O ciclo  vicioso criado torna cada vez mais difícil a possibilidade de resolver sozinho o problema.

  • Em se tratando de ereção , expressão máxima da masculinidade, torna-se extremamente raro que um paciente com uma causa orgânica, qualquer que seja, não acabe apresentando, também, um comprometimento emocional.

Fatores que favorecem a disfunção erétil

  • Fatores que favorecem a disfunção erétil

  • A disfunção erétil é um quadro clínico associado a vários fatores de risco, destacam-se:  

  • Doenças Crônicas: arteriosclerose, hipertensão arterial, Insuficiência renal, insuficiência hepática, insuficiência coronariana, doenças endócrinas como diabetes e depressão.

  • Cirurgias na pelve, levando ao comprometimento dos nervos que conduzem os estímulos responsáveis pela ereção. Ex.: retirada da bexiga e da próstata (tumores).

  • Traumas que afetem a medula espinhal, impedindo a transmissão dos impulsos nervosos.

  • O tratamento tumores malignos com irradiação da pelve compromete os nervos envolvidos no processo de ereção.

Medicamentos: Determinadas drogas têm como efeito colateral a interferência no processo de ereção através de mecanismos diversos.

  • Medicamentos: Determinadas drogas têm como efeito colateral a interferência no processo de ereção através de mecanismos diversos.

  • Atualmente acredita-se que 25 % dos casos de disfunção erétil são devidos ao uso de medicamentos.

  • Destacam-se: alguns medicamentos para tratamento de Câncer de próstata, hipertrofia benigna da próstata, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, ulcera péptica, entre outros.

  • Fumo, abuso do álcool e o uso de drogas comprometem a ereção em razão dos danos causados ao aparelho circulatório e sistema nervoso em geral.   

EJACULAÇÃO PRECOCE

  • EJACULAÇÃO PRECOCE

  • É aquela que ocorre em um curto espaço de tempo após a ereção plena ou até mesmo antes que essa aconteça. O termo descontrole ejaculatório é o mais adequado.

  • Não existe um tempo considerado “normal” para a ejaculação.

  • O tempo entre o início dos estímulos sexuais até o orgasmo, varia entre os homens e entre as mulheres.

  • Existem casais em que o homem ejacula rapidamente, porém a mulher também é capaz de atingir o orgasmo em um curto período de tempo.

  • Nestes casos a questão da ejaculação precoce não é percebida e o casal pode manter durante anos uma atividade sexual considerada satisfatória.

Pode atingir homens de todas as idades, em um número bem maior as pessoas imaginam.

  • Pode atingir homens de todas as idades, em um número bem maior as pessoas imaginam.

  • Estima-se que 75% dos homens ejaculam nos primeiros dois minutos após a penetração.

  • Alguns autores, são da opinião que o homem pode exercer um controle voluntário sobre a ejaculação.

  • A ejaculação precoce seria uma condição na qual o homem não é capaz de exercer um certo controle sobre o reflexo ejaculatório. 

Causas da Ejaculação Precoce

  • Causas da Ejaculação Precoce

  • A explicação mais aceita é que a grande maioria dos casos a ejaculação precoce tem origem emocional.

  • Diversas situações são associadas à ejaculação precoce:

  • Como a ejaculação é um reflexo, está sujeita a um condicionamento ou “aprendizado”. 

  • Masturbação na adolescência – orgasmo rápido. 

  • Iniciação sexual – locais onde o casal pode ser surpreendido.

  • Primeira relação - temor, a ansiedade e inexperiência.

  • Dificuldades no relacionamento do casal: ressentimentos, rancores, infidelidade descoberta, posturas competitivas, insegurança, desgaste afetivo, etc.

Possibilidade da parceira engravidar - interrupção do coito como contraceptivo; no outro extremo, a obrigatoriedade da relação sexual, com o objetivo de engravidar.

  • Possibilidade da parceira engravidar - interrupção do coito como contraceptivo; no outro extremo, a obrigatoriedade da relação sexual, com o objetivo de engravidar.

  • Em última análise, todos os fatores geradores de ansiedade podem levar ao desencadeamento da ejaculação precoce.            

  • As causas orgânicas da ejaculação precoce são raras.

  • Geralmente são oriundas de infecções e processos inflamatórios da próstata e da uretra, além de certas doenças que comprometem o sistema nervoso.

  • Nos casos de lesões cutâneas que afetem, principalmente à glande, a ejaculação precoce pode ser provocada pelo aumento da sensibilidade.

EJACULAÇÃO RETARDADA

  • EJACULAÇÃO RETARDADA

  • A demora em atingir o orgasmo acompanhado da ejaculação também pode ser motivo de inadequação do casal.

  • Sua origem pode estar na ansiedade e angustia que atuariam impedindo que o homem consiga relaxar

  • Outro motivo são processos orgânicos que levem ao comprometimento do sistema nervoso.

  • Com o aumento da idade, é normal que o tempo decorrido desde o início da atividade sexual até a ejaculação também aumente.

FALTA DE DESEJO

  • FALTA DE DESEJO

  • A diminuição da libido, no homem,  está ligada principalmente ao uso de determinados medicamentos e drogas

  • doenças agudas e crônicas com comprometimento do estado geral do indivíduo levarão obviamente a uma diminuição do interesse pela atividade sexual. 

  • Doenças endócrinas que alterem os níveis de testosterona podem cursar com diminuição da libido.

  • A falta de desejo também ocorre por cirurgias que levem à retirada dos testículos.

  • A deterioração do relacionamento afetivo do casal compromete diretamente o desejo sexual.

FALTA DE ORGASMO

  • FALTA DE ORGASMO

  • Retardo ou ausência do orgasmo estão relacionadas principalmente as doenças neurológicas levando ao comprometimento da transmissão dos estímulos sexuais.

  • O uso de determinadas substâncias tóxicas podem retardar ou abolir o orgasmo.

  • A ansiedade e a preocupação exagerada com o desempenho sexual seriam as principais causas psicogênicas envolvidas.

  • Da mesma forma estão envolvidos o desagrado com a relação sexual e a degradação afetiva do casal.

Tratamento de Disfunção Erétil

  • Novas descobertas terapêuticas + avanços tecnológicos = quase totalidade dos pacientes pode se curar.

  • O paciente e sua parceira devem discutir com seu médico para a escolha do tratamento mais adequado.

  • Eliminação dos fatores de riscos   

  • Evitar o uso do fumo, álcool e drogas;

  • Tratar a hipertensão arterial, o diabetes e as taxas elevadas de colesterol;

  • Substituir medicamentos que prejudiquem a ereção por outros sem tais efeitos colaterais;

  • Promover o controle do peso e a prática de exercícios físicos em pacientes obesos e sedentários;

  • Evitar condições de stress, etc.

Aconselhamento e ou psicoterapia

  • Aconselhamento e ou psicoterapia

  • Nos casos de disfunção erétil de origem psicogênica

  • 75 % dos casos apresenta resultados positivos em seis meses

  • Ao longo de três anos chega-se a soma   de 96%

  • A média é de 16 sessões na maioria dos casos.

  • Os pacientes tratados em casais evoluem mais rapidamente.

  • Medicamentos de uso oral

  • Estudos clínicos, tem apresentado excelentes resultados com alguns medicamentos como Sildenafila (Viagra), Tadalafila (Cialis), Vardenafila (Levitra), Iodelafila (Helleva), etc.

  • Como todo medicamento, o uso destes, necessita de uma avaliação criteriosa do paciente pelo médico.

Dispositivos de constrição à vácuo

  • Dispositivos de constrição à vácuo

  • O estado de ereção é obtido através de uma pequena câmara de vácuo, onde é introduzido o pênis.

  • A sucção provocada pelo vácuo vai provocar o intumescimento dos tecidos do pênis.

  • A ereção artificialmente provocada é mantida através de um anel de borracha colocado na base do pênis que impede o retorno do sangue através das veias superficiais do mesmo.

  • É um método de difícil emprego por pacientes que não possuam muita destreza manual

Administração de medicamentos através da uretra

  • Administração de medicamentos através da uretra

  • A medicação específica é introduzida na uretra, através de um aplicador próprio que acompanha o medicamento. 

  • Estatisticamente, os resultados obtidos são inferiores aos observados com a injeção  intra-cavernosa.

Aplicação de medicamentos no interior do corpo cavernoso

  • Aplicação de medicamentos no interior do corpo cavernoso

  • Há alguns anos, a injeção intra-cavernosa de determinadas drogas era a forma mais comum de tratamento da disfunção erétil.

  • Atualmente, ainda é bastante utilizada com excelentes resultados.

  • A injeção é aplicada pelo próprio paciente que deve ser bem orientado e treinado pelo médico, até o perfeito domínio do método.

  • O sucesso do tratamento varia de 65 a 85%.

Implantação de próteses penianas

  • Implantação de próteses penianas

  • É um procedimento cirúrgico - são colocadas estruturas cilíndricas de silicone no interior dos corpos cavernosos, mantendo a rigidez artificialmente.

  • Indicação: disfunções de origem orgânica em pacientes que não se adaptem ou não apresentem resultados satisfatórios com outros métodos.

  • Atualmente as próteses mais utilizadas são de dois tipos:

  • Semi-rígidas - dois cilindros com camadas de silicone que envolvem filamentos de prata ou aço inoxidável. Conferem rigidez e maleabilidade satisfatórias. A rigidez é permanente.

  • Infláveis - dois cilindros infláveis conectados a um reservatório de líquido e uma bomba.  Os cilindros são introduzidos nos corpos cavernosos e a bomba colocada sob a pele da bolsa escrotal. A bomba insufla o líquido nos cilindros provocando a rigidez. O pênis pode assumir um aspecto mais natural de flacidez. 

Cirurgias venosas e arteriais

  • Cirurgias venosas e arteriais

  • Têm por objetivo restabelecer a perfeita circulação do sangue no pênis nos casos em que a mesma está comprometida levando a disfunção erétil.

  • Diversas técnicas cirúrgicas foram propostas ao longo dos anos. Atualmente têm um papel limitado no tratamento da disfunção erétil.

  • Tratamento Psicoterápico

  • Formas clássicas de psicoterapia não apresentam bons resultados no tratamento da disfunção erétil psicogênica.

  • As técnicas demandam um tempo relativamente longo para produzir seus efeitos.

  • Os pacientes desejam um alívio rápido para o seu problema. Freqüentemente, quando não o conseguem, abandonam o tratamento.

Técnicas mais rápidas (psicoterapia breve) têm apresentado melhores resultados.  

  • Técnicas mais rápidas (psicoterapia breve) têm apresentado melhores resultados.  

  • A associação de psicoterapia e medicação que ajude a promover a ereção têm demonstrado bons resultados, com índices menores de abandono. A medicação poderá ser retirada aos poucos.

  • A disfunção erétil deve ser considerada como um problema do casal. O tratamento conjunto oferece um resultado mais rápido, melhor e mais duradouro.

  • O objetivo da terapia também é melhorar o relacionamento afetivo do casal, muitas vezes comprometido pelos transtornos causados pela disfunção erétil.

  • O aumento da comunicação entre os parceiros, promovido pela terapia, tem efeitos extremamente benéficos sobre a relação.

O tratamento permitirá ao homem reduzir sua ansiedade com relação à performance sexual, promoverá o aumento de sua confiança e auto-estima.

  • O tratamento permitirá ao homem reduzir sua ansiedade com relação à performance sexual, promoverá o aumento de sua confiança e auto-estima.

  • Durante a terapia, o paciente pode externar suas dúvidas, preconceitos e tabus em relação à atividade sexual, possibilitando uma ação educativa.

  • O tratamento psicoterápico dura em média de quatro a seis meses, com a periodicidade de uma sessão semanal. 

  • Os resultados positivos, são observados em 75% dos pacientes, em um período de seis meses.

  • O percentual de insucesso é devido ao abandono do tratamento ou àqueles casos que apresentam um comprometimento mais profundo em relação ao seu desenvolvimento emocional.

  • A psicoterapia de grupo está sendo utilizada e  revelou-se bastante eficaz. O vínculo estabelecido com o grupo fortalece o desejo de cura e diminui os índices de abandono da terapia. 

O tratamento permitirá ao homem reduzir sua ansiedade com relação à performance sexual, promoverá o aumento de sua confiança e auto-estima.

  • O tratamento permitirá ao homem reduzir sua ansiedade com relação à performance sexual, promoverá o aumento de sua confiança e auto-estima.

  • Durante a terapia, o paciente pode externar suas dúvidas, preconceitos e tabus em relação à atividade sexual, possibilitando uma ação educativa.

  • O tratamento psicoterápico dura em média de quatro a seis meses, com a periodicidade de uma sessão semanal. 

  • Os resultados positivos, são observados em 75% dos pacientes, em um período de seis meses.

  • O percentual de insucesso é devido ao abandono do tratamento ou àqueles casos que apresentam um comprometimento mais profundo em relação ao seu desenvolvimento emocional.

  • A psicoterapia de grupo está sendo utilizada e  revelou-se bastante eficaz. O vínculo estabelecido com o grupo fortalece o desejo de cura e diminui os índices de abandono da terapia. 

Tratamento de Ejaculação Precoce

  • O tratamento da ejaculação precoce é baseado, fundamentalmente, nos seguintes pontos:

  • Mudança da atitude do paciente frente à atividade sexual.

  • Resolução da angustia e conflitos vividos pelo paciente.

  • Treinamento de técnicas que possibilitem identificar e adiar o momento da ejaculação.

  • Oferecer ao paciente e todas as informações e esclarecimentos necessários para eliminar conceitos errados e tabus com relação à atividade sexual.

  • Também no caso da ejaculação precoce, a participação conjunta do casal é fundamental para o bom resultado do tratamento.

Tratamento Medicamentoso

  • Tratamento Medicamentoso

  • Determinados medicamentos devem ser usados, como coadjuvantes, no tratamento da ejaculação precoce.

  • Substâncias empregadas para reduzir a ansiedade e certos antidepressivos estão entre os medicamentos mais utilizados.

  • O uso de pomadas e cremes anestésicos, com o objetivo de diminuir a sensibilidade local, têm apresentado bons resultados.

  • Importante mencionar que, nesses casos, o homem deve usar “camisinha” ou retirar a medicação antes do coito, para evitar que a mucosa vaginal seja anestesiada pelo medicamento, reduzindo a sensibilidade da parceira.

Tratamento da Falta de Desejo

  • Os casos de origem orgânica serão tratados de acordo com a doença básica, compreendendo:

  • Reposição hormonal, quando necessário.

  • Substituição dos medicamentos que inibem a libido por outros que não apresentem tal efeito colateral.

  • Cirurgia, nos casos de tumores que comprometam as glândulas tireóide ou hipófise.

  • Uso de antidepressivos, nos casos em que o sintoma é devido a depressão.

  • Cuidados gerais de melhoria do estado físico do paciente, em doenças espoliativa.

Os casos de origem psicogênica, na dependência do tempo de existência do sintoma e de sua intensidade, aconselha-se uma das seguintes formas de Terapia:

  • Os casos de origem psicogênica, na dependência do tempo de existência do sintoma e de sua intensidade, aconselha-se uma das seguintes formas de Terapia:

  • Aconselhamento

  • Terapia Sexual

  • Psicoterapia Breve

  • Psicoterapia Clássica

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