Doenças Sexualmente Transmissíveis

Doenças Sexualmente Transmissíveis

Doenças Sexualmente Transmissíveis

  • Profª Drª Rita Wetler Tonini

O que são?

  • DSTs são doenças infecciosas que podem ser disseminadas através do contato sexual.

  • Algumas podem também ser transmitidas por vias não sexuais, porém formas não-sexuais de transmissão são menos frequentes.

  • Um grande número de infecções são transmitidas predominantemente ou exclusivamente por contato sexual.

  • DSTs podem ser causadas por uma grande variedade de organismos, tais como protozoários, leveduras, bactérias e vírus.

Como são transmitidas?

  • Ocorre através do contato íntimo com a pessoa infectada (secreções genitais ou sangue)

  • Sexo vaginal, oral, anal, instrumentos perfuro-cortantes

  • Transmissão de mãe para filho - através do útero ou do parto.

  • Apesar das doenças venéreas se manifestarem na genitália externa, elas podem atingir a próstata, o útero, os testículos e outros órgãos internos.

  • Algumas dessas infecções causam apenas uma irritação local, coceira e uma leve dor, outras podem causar infertilidade.

Como controlar e tratar?

  • O tratamento é específico para cada doenças, sendo feito basicamente com antibióticos.

  • Penicilina, ceftriaxona, spectinomicina, tetraciclina (bactérias) 

  • Aciclovir (vírus)

  • Uso do preservativo masculino ou feminino são formas bastante eficientes de prevenir o contágio da maioria das DSTs.

  • Importante: Deve ser usado no sexo vaginal, anal e oral!

  • É importante localizar os indivíduos que tiveram contato sexual com pessoas infectadas e determinar se estes também necessitam tratamento - é bastante difícil, especialmente porque nem todos os casos são reportados.

Pediculose

  • Parasitas – são pequenos animais que buscam alimento nas pessoas que infectam

  • O Phthirus pubis , também chamado de “chato” é um exemplo de parasita

  • A fêmea deposita seus ovos (lêndeas) na base dos pelos pubianos

Transmissão: muito contagiosa, transmitida através do contato sexual, mas pode ser veiculada por meio de vestuário, roupas de cama e toalhas contaminadas.

  • Transmissão: muito contagiosa, transmitida através do contato sexual, mas pode ser veiculada por meio de vestuário, roupas de cama e toalhas contaminadas.

  • Em uma relação com alguém contaminado, a probabilidade de contrair é de cerca de 95%.

  • Sintomas: surgem em 1 a 2 semanas após a infestação, o prurido extremo constitui a principal característica.

  • Diagnóstico: exame clínico.

  • Tratamento: agentes locais (xampus, medicamentos parasiticidas) e medicação oral.

Condiloma (HPV)

  • Condiloma é a designação genérica do Papilomavírus Humano.

  • Outras denominações: condilomatose, condiloma acuminado e crista de galo.

  • O HPV tem períodos de latência variáveis de um indivíduo para o outro.

  • Sintomas: lesões verrugosas, a princípio microscópicas e de difícil visualização, que vão lentamente crescendo como lesões sobrepostas umas às outras. Podem chegar a lesões grandes como a palma da mão de um adulto.

  • Transmissão: sexual (gênito-genital, oro-genital ou gênito-anal) e sua manifestação depende da imunidade do contaminado. 

Diagnóstico: faz-se por peniscopia direta e sempre que possível, biópsia para confirmar-se a suspeita clínica.

  • Diagnóstico: faz-se por peniscopia direta e sempre que possível, biópsia para confirmar-se a suspeita clínica.

  • Tratamento: quase sempre é cirúrgico (criocirurgia, laser, cirurgia de alta frequencia – CAF) que consiste em queimar as lesões ou a excisão das lesões que serão mandadas para exame anatomopatológico, fazendo-se assim a biópsia e o tratamento ao mesmo tempo. Medicamentos para melhorar o sistema imune também podem ser usados.

  • A cauterização química, tem uma série de contra-indicações e complicações que me levaram a quase descartá-la para uso rotineiro.

  • O paciente deve ser alertado para a possibilidade de recidivas após os tratamentos.

  • Na mulher a evolução da doença ocorre com mais frequência (câncer de colo de útero, de vulva e de ânus. No homem, pode evoluir para câncer de pênis e de ânus.

Herpes

  • É uma doença causada pelo Herpes simplex vírus (VHS) tipo 1 ou tipo 2, ambos da família herpesvírus humanos.

  • Sintomas:  pequenas e dolorosas lesões na pele e mucosa desta região, que desaparecem espontaneamente cerca de uma semana após seu surgimento.

  • O vírus pode ficar latente e acontecer recorrência da infecção.

  • Transmissão: contato sexual. Cerca de 80% das pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas podem transmitir a doença

  • A gravidade das lesões,  freqüência e gravidade das recidivas dependem da imunidade da pessoa. Infecção anterior pelo VHS oral poderá ter uma infecção pelo VHS genital atenuada (anticorpos cruzados).

Diagnóstico:exame físico. Biópsia e cultura de tecidos, para isolamento do vírus, podem ser necessárias

  • Diagnóstico:exame físico. Biópsia e cultura de tecidos, para isolamento do vírus, podem ser necessárias

  • Tratamento: Antibióticos e medicamentos para aumentar a imunidade. Normalmente, visa aumentar os períodos de latência em meses e até anos.

  • Ainda não existe cura para qualquer tipo de herpes.

  • Maiores cuidados devem ser adotados em gestantes, mesmo que o seja apenas no seu parceiro sexual. Deve-se então, evitar o coito durante a gravidez ou fazê-lo de modo seguro.

  • A imunidade baixa contribui para tornar as recidivas mais frequentes. Não há evidências médicas de relação do herpes com qualquer tipo de câncer humano.

  • A infecção pelo VHS é normalmente associada à infidelidade. Deve-se considerar a latência do vírus, que pode ser de vários anos.

Uretrites

  • Designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra masculina e feminina.

  • Uretrites inflamatórias – não são DSTs, normalmente causada por traumas.

  • Uretrites infecciosas –são doenças sexualmente transmissíveis (DST). Classificação:  

    • Uretrite gonocócica - causada pelo gonococo Neisseria gonorrhoeae
    • Uretrites não-gonocócicas - são mais comumente causadas por Tricomonas, clamídia, micoplasma e ureaplasma.

Gonorréia

  • Também conhecida como blenorragia, uretrite gonocócica, esquentamento, corrimento, escorrimento e pingadeira. É causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.

  • Sintomas: A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupa íntima do portador.

  • Transmissão: prática sexual desprevenida - inclusive anal e oral. Assim, ânus e faringe podem, também, se comprometer.

  • A probabilidade de contaminação após o relacionamento com um parceiro doente é de 90%.

Diagnóstico: devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados. 

  • Diagnóstico: devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados. 

  • Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações mais sérias: orquite, epididimite ou prostatite, infertilidade e estenose de uretra.  

  • Tratamento: Antibióticos.

  • Na maior parte das vezes o urologista vai preferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomas importantes.

Tricomoníase

  • Também chamada de uretrite, uretrite não gonocócica ou UNG; é causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis.

  • Transmissão: relações sexuais desprotegidas ou contato íntimo com as secreções de indivíduo infectado.

  • O período de incubação varia entre duas e três semanas.

  • A maioria das pessoas acometidas não tem manifestações sintomáticas – importância de se visitar, ao menos uma vez ao ano, o urologista.

  • Mesmo sem manifestar sintomas a pessoa é capaz de contaminar outros indivíduos. 

Sintomas: dor ao urinar ou ao ter relações sexuais, ardor e coceira na região genital, corrimento leitoso ou purulento (mais comum no período da manhã).

  • Sintomas: dor ao urinar ou ao ter relações sexuais, ardor e coceira na região genital, corrimento leitoso ou purulento (mais comum no período da manhã).

  • Está associada à transmissão do HIV, doença inflamatória pélvica, câncer cervical, infertilidade, parto prematuro e nascimento de bebês com baixo peso.

  • Não sendo tratada, a infecção pode reincidir.

  • Diagnóstico: análise do histórico e análise laboratorial da secreção.

  • Tratamento: medicamento específico, tratamento do parceiro e abstinência alcoólica e sexual, até que os mesmos sejam autorizados pelo médico.

Candidíase

  • É a infecção causada pela Candida albicans, e não é obrigatoriamente uma DST.

  • No homem ocorre a balanopostite ou postite por cândida e na mulher, vaginite ou cervicite por cândida.

  • É uma levedura da flora natural do organismo. É favorecida por ambientes quentes e úmidos, como a vagina e o prepúcio.

  • Transmissão: o microtraumatismo peniano que resulta de uma relação sexual pode ser o suficiente para desencadear o processo de instalação

  • Sintomas: ardência ao contato com secreção vaginal ou com a urina. Apresenta pequenas lesões avermelhadas e puntiformes. A pele torna-se avermelhada, brilhante e friável com prurido. 

Pessoas com o sistema imunológico debilitado possuem predisposição às infecções por cândida.

  • Pessoas com o sistema imunológico debilitado possuem predisposição às infecções por cândida.

  • Diagnóstico: exame clínico.

  • Tratamento: visa principalmente alívio dos sintomas e diminuir a população da levedura a uma quantidade que não agrida o organismo.

  • O tratamento do casal é imperativo e medidas higiênicas adequadas devem ser adotadas para seu controle efetivo.

  • Não há a menor possibilidade de erradicá-la definitivamente.

  • Em alguns homens portadores de diabetes, pode ser necessária circuncisão, como uma medida profilática.

Cancro mole

  • É também conhecido pelos nomes cancróide, cancro venéreo e, popularmente, cavalo.

  • É causada pela bactéria Haemophilus ducreyi ocorrendo, mais frequentemente, em pacientes do sexo masculino, entre vinte e trinta anos de idade.

  • Sintomas: surgimento de uma pequena bolha avermelhada que se rompe rapidamente, na glande ou prepúcio.

  • Como é bastante contagiosa, dá lugar a outras lesões dolorosas, profundas, de base mole e de borda irregular.

  • Podem surgir ínguas na região da virilha, que se fundem e acumulam pus, que pode ser liberado.

  • Transmissão: sexual. Pênis, ânus e boca podem, ser contaminados, dependendo da modalidade sexual.

Seu período de incubação varia entre três dias e duas semanas.

  • Seu período de incubação varia entre três dias e duas semanas.

  • Diagnóstico: análises clínicas e exames com o material secretado.

  • Tratamento: uso de fármacos, higiene local e aplicações de compressas com permanganato de potássio diluído ou água boricada.

  • A segreção purulenta pode ser aspirada com uma agulha.

  • Diferentemente de algumas DST’s, o cancro mole não desenvolve complicações e tem cura total.

  • O paciente deve ser acompanhado por cerca de três meses, a fim de verificar se a cura foi efetiva.

Cancro duro

  • A sífilis, ou cancro duro é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria espiroqueta (Treponema pallidum).

  • Transmissão: contato sexual e pode ser transmitida verticalmente.

  • Sintomas: evolução em estágios

Fase primária - lesão inicial (cancro duro) - úlcera única e indolor na boca, no pênis, na vagina ou no reto que regride espontaneamente.

  • Fase primária - lesão inicial (cancro duro) - úlcera única e indolor na boca, no pênis, na vagina ou no reto que regride espontaneamente.

  • Fase secundária - manifestações na pele e mucosas, geralmente acometendo mãos e pés – erupções cutâneas acompanhadas de mal estar, febre e prurido.

  • Fase latente - não há sinais ou sintomas.

  • Fase terciária - manifestações sistêmicas: cutâneo-mucosas, neurológicas, cardiovasculares e articulares que podem causar a morte

  • Diagnóstico: exames laboratoriais sanguíneos.

  • Tratamento: antibióticos.

Clamídia

  • É uma doença infecto-contagiosa que pode atingir homens e mulheres sexualmente ativos, causada pela bactéria Chlamydia trachomatis.

  • Sintomas: ardor, dor ao urinar, aumento do número de micções e, em alguns casos, corrimento translúcido, principalmente ao amanhecer. Nos homens, pode haver inflamação das estruturas próximas à uretra, como epidídimos, testículos e próstata. 

  • Corrimento abundante e com pus, em alguns casos mais raros.

  • Nas mulheres pode se manifestar de forma assintomática.

  • Transmissão: relações sexuais sem o uso de preservativos com parceiro portador.

O período de incubação é de aproximadamente quinze dias. Neste período, o portador já pode ser capaz de transmitir a doença. 

  • O período de incubação é de aproximadamente quinze dias. Neste período, o portador já pode ser capaz de transmitir a doença. 

  • Na ausência de tratamento, indivíduos do sexo masculino podem ter suas uretras estreitadas, há risco de infertilidade e maior probabilidade de serem infectados pelo vírus da AIDS.

  • Diagnóstico: coleta de material por esfregaço na uretra, para exames de imunofluorescência direta.

  • Tratamento: uso de antibióticos e deve envolver tanto o paciente quanto seu (s) parceiro (s). A abstinência sexual é indicada.

  • Pelo fato de haver grandes chances de reinfecção, recomenda-se que novos exames sejam feitos entre três e quatro meses após o término do tratamento.

Gardnerella

  • Causada pela bactéria Gardnerella vaginalis - flora vaginal feminina.

  • Quando algum fator propicia sua proliferação exagerada, provoca a vaginose bacteriana, ou gardnerella.

  • Transmissão: relação sexual

  • Sintomas: nos homens causa inflamação no prepúcio e glande, ou uretrite; com ou sem coceira, ardência ao urinar e corrimento.

  • O período de incubação varia entre dois e vinte e um dias.

  • Tais problemas podem provocar infertilidade e aumento de risco de infecções por outras DSTs.

Diagnóstico: análise de material vaginal e/ou uretral.

  • Diagnóstico: análise de material vaginal e/ou uretral.

  • Tratamento: é indicado o uso de antibiótico, prescrito pelo médico. Em muitos casos, é recomendado o mesmo procedimento ao parceiro sexual.

  • Prevenção: cuidados relacionados à higiene íntima,

  • limitar o número de parceiros sexuais,

  • utilizar preservativo em todas as relações,

  • fazer o tratamento completo, para evitar recidivas.

Hepatite B

  • Infecção das células hepáticas pelo HBV (Hepatitis B Virus)

  • Pode se apresentar como infecção inaparente e subclínica até a rapidamente progressiva e fatal.

  • Sintomas: falta de apetite, febre, náuseas, vômitos, astenia, diarréia, dores articulares, icterícia.

  • Complicações/Conseqüências: Hepatite crônica, Cirrose hepática, Câncer do fígado, além de formas agudas severas com coma hepático e óbito. 

  • Transmissão: sangue, sêmen e secreções vaginais e, menos comumente, a saliva.

  • Período de Incubação: 30 – 180 dias (em média 75 dias). 

Diagnóstico: exame laboratorial específico (sangue).

  • Diagnóstico: exame laboratorial específico (sangue).

  • Tratamento: Não há medicamento para combater diretamente o agente da doença, trata-se apenas os sintomas e as complicações. 

  • Prevenção: Vacina, com grande eficácia no desenvolvimento de níveis protetores de anticorpos (3 doses).

  • Sexo seguro

  • Cuidados com a manipulação do sangue.

AIDS

  • É uma doença viral, causada pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana) até o presente momento incurável.

  • O vírus invade células responsáveis pelo sistema imunitário, e expõe o indivíduo portador à ação de outras doenças, podendo ser fatal em estágios mais avançados.

  • Transmissão: sangue, sêmen, leite materno, e fluidos vaginais de portadores da doença.

  • O tempo entre o contágio e a manifestação de sintomas, ou mesmo detecção do vírus, é bem variável, podendo compreender períodos que variam entre três meses e dez anos.

  • Mesmo sem sintomas o indivíduo pode contaminar outras pessoas.

Sintomas: febre persistente, calafrios, dores musculares e de cabeça, ínguas e manchas cutâneas são alguns sintomas que podem se manifestar inicialmente.

  • Sintomas: febre persistente, calafrios, dores musculares e de cabeça, ínguas e manchas cutâneas são alguns sintomas que podem se manifestar inicialmente.

  • Diagnóstico: teste sanguíneo específico, que pode ser feito gratuitamente, e sem prescrição médica, em serviços de saúde pública.

  • Tratamento: medicamentos antirretrovirais.

  • Os medicamentos impedem a multiplicação do HIV, melhorando o sistema imunitário do indivíduo.

  • Estes remédios podem causar efeitos colaterais, como enjôos, diarréia, insônia e mal estar.

  • Seu uso não deve ser suspendido, salvo quando o médico recomendar, já que este ato pode fazer com que o vírus se torne resistente ao medicamento.

  • O uso de álcool e outras drogas não é recomendado.

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