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Cultivo e processamento do Caju

Sara Pires do Amaral Rios

Fernanda Oliveira Jéssica Câmara Siqueira

USP/DT (Agência USP de Inovação / Disque-Tecnologia) novembro 2011

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1 INTRODUÇÃO3
2 CARACTERÍSTICAS DA PLANTA4
2.1 FAMÍLIA4
2.2 FLORAÇÃO4
2.3 FRUTO – A CASTANHA5
2.4 PSEUDO FRUTO5
3 CARACTERÍSTICAS NUTRICIONAIS DO CAJU6
4 VARIEDADES6
4.1 CAJUEIRO COMUM7
4.2 CAJUEIRO ANÃO PRECOCE7
5 CLIMA E SOLO8
6 PROPAGAÇÃO8
6.1 REPRODUÇÃO SEXUADA8
6.2 REPRODUÇÃO ASSEXUADA8
6.2.1 ESTAQUIA9
6.2.2 MERGULHIA9
6.2.3 ENXERTIA9
7 PLANTIO9
7.1 PREPARO DO SOLO9
7.2 PLANTIO DE SEMENTES9
7.3 PLANTIO DE MUDAS9
8 CALAGEM10
9 ADUBAÇÃO10
9.1 ADUBAÇÃO DE PLANTIO10
9.2 ADUBAÇÃO DE FRUTIFICAÇÃO10
10 TRATOS CULTURAIS1
10.1 COROAMENTO1
10.2 CONTROLE DE PLANTAS INFESTANTES1
10.3 PODAS1
10.3.1 PODA DE FORMAÇÃO1
10.3.2 PODA DE LIMPEZA1
10.3.3 PODA DE MANUTENÇÃO1
10.4 IRRIGAÇÃO12
10.5 SUBSTITUIÇÃO DE COPAS EM CAJUEIRO COMUM12
1 PRAGAS E MÉTODOS DE CONTROLE CONTROLE13
12 DOENÇAS E MÉTODOS DE CONTROLE CONTROLE14

Sumário DOSSIÊ TÉCNICO

13 SISTEMA DE AGROTÓXICOS FITOSSANITÁRIOS – AGROFIT ON-LINE15
14 COLHEITA E PÓS COLHEITA15
14.1 CAJU DE MESA15
14.1.1 OPERAÇÕES PARA COLHEITA16
14.1.2 RECOMENDAÇÕES PARA COLHEITA ADEQUADA16
14.1.3 CLASSIFICAÇÃO16
14.1.4 EMBALAGEM16
14.1.5 ARMAZENAMENTO REFRIGERADO16
14.2 CAJU PARA INDÚSTRIA16
15 PROCESSAMENTO DO CAJU17
15.1 PROCESSAMENTO DA CASTANHA17

Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas - SBRT - http://www.respostatecnica.org.br 2 15.2 PROCESSAMENTO DO PEDÚNCULO ................................................................................. 19

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Título Cultivo e processamento do Caju

Assunto Cultivo de caju Resumo

Cultivo e processamento de caju: preparo do solo, métodos de propagação, plantio, clones, adubação, controle de pragas e doenças, tratos culturais, colheita, pós-colheita, indústria do pedúnculo (suco integral,polpa, cajuína e doces), indústria do fruto (castanha).

Palavras-chave

Agricultura; caju; cajueiro-anão-precoce; castanha de caju; cultivo; pedúnculo do caju; processamento

Conteúdo

1 INTRODUÇÃO

O cajueiro (Anacardium occidentale L.) é uma planta dicotiledônea pertencente à família Anacardiaceae. É uma espécie originária da América Tropical dispersa em quase todo o território brasileiro, com produção nordestina correspondente a mais de 95% da produção nacional e área plantada de aproximadamente 240 kg/ha em todo o país (CAVALCANTI et al., 2008).

O caju é formado pela castanha e pelo pedúnculo, ou falso fruto. Do pedúnculo pode ser obtida grande quantidade de produtos, a partir do processamento industrial ou mesmo de forma artesanal (produção de sucos, doces e desidratados e na culinária, no preparo de pratos questes e/ou frios). A partir da castanha se obtém a amêndoa, principal produto da industrialização do caju; o líquido da casca da castanha (LCC) é a matéria-prima básica para a fabricação de vernizes, tintas, plásticos, lubrificantes, inseticidas; o tanino, da película da amêndoa é utilizado com grande aplicação na indústria química (PAIVA; GARRUTI; SILVA NETO, 2000).

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Figura 1 – Caju Fonte: (VIVA TERRA [20--?])

A produção comercial do cajueiro está concentrada em torno de cinco países: Índia, Brasil, Moçambique, Tanzania e Quênia, que juntos, correspondem a 98% da produção de mundial de castanha de caju (LEITE, 1994). O agronegócio mundial do caju movimenta cerca de 2,4 bilhões de dólares por ano. No Brasil, a produção de amêndoa de castanha de caju destinase, tradicionalmente, ao mercado externo e os principais mercados consumidores da amêndoa são os EUA e Canadá, com cerca de 85% das importações.

No Brasil a quase totalidade da produção de castanhas situa-se no nordeste - pela aceitação da planta ao clima tropical do litoral nordeste - nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grandes do Norte (SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS – SEBRAE, 2005), gerando empregos no campo e na atividade agroindustrial (PAIVA; GARRUTI; SILVA NETO, 2000). Além disso, os produtos derivados do caju são nutritivos e portanto, apresentam elevada importância alimentar.

provenientes de indústrias menores (PAIVA; GARRUTI; SILVA NETO, 2000)

O processamento integral do caju - pedúnculo e a castanha - se dá, no Brasil, por uma minoria das fábricas. A maior parte destas industrializam produtos do caju e algumas fazem a extração do líquido da casca da castanha (LCC) e aproveitamento do excedente de casca 2 CARACTERÍSTICAS DA PLANTA

2.1 Família

O cajueiro-comum (Anacardium occidentale L.) pertence ao gênero Anacardium da família Anacardiaceae. É a única espécie do gênero domesticada e aproveitada economicamente (LEITE, 1994). Algumas outras espécies são utilizadas no programa de melhoramento genético.

2.2 Floração

O cajueiro é uma planta andromonóica, com flores masculinas (estaminadas) e hermafroditas numa mesma panícula. As flores masculinas abrem-se às 06:0 horas (até as 16:0 horas) e as hermafroditas às 10:0 horas (até as 12:0 horas). A receptividade do órgão reprodutor feminino existe desde 24 horas antes até as 48 horas depois da abertura da flor. A polinização é predominantemente cruzada. A frutificação ocorre na época seca decorrendo 60-65 dias da floração à frutificação completa (SEBRAE. 2005).

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2.3 Fruto – a castanha

O fruto do cajueiro é a castanha, um aquênio reniforme, com comprimento e largura variáveis, de cor castanho-acinzentada, a casca coriácea lisa, com mesocarpo alveolado, cheio de um líquido escuro, quase preto, cáustico, inflamável, denominado Líquido da Casca da Castanha (LCC) (CORREIA, 1963 apud LEITE1994; MECOL, [20--?]). O LCC é muito utilizado na indústria química (PAIVA; GARRUTI; SILVA NETO, 2000).

Figura 2 – Partes do fruto do caju – castanha Fonte: (MECOL, [20--?])

A parte comestível do fruto (embrião) é a amêndoa, de coloração branca quando crua (SEBRAE, 2005).

Figura 3 - Corte longitudinal da castanha de caju Fonte: (PAIVA; GARRUTI; SILVA NETO, 2000)

2.4 Pseudo fruto

O pseudo-fruto ou maçã, é um pedúnculo hipertrofiado, carnoso, suculento, que apresenta grande variação de tamanho; formato cilíndrico, periforme ou alongado; e cor variando desde o amarelo-canário ao vermelho vinho (LEITE, 1994; SEBRAE, 2005).

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Figura 4 - Pseudo fruto do caju Fonte: (MOSQUIN, 2007)

3 CARACTERÍSTICAS NUTRICIONAIS DO CAJU

A amêndoa da castanha de caju apresenta grande valor nutritivo (TAB. 1), rica em óleos essenciais à nutrição humana.

Tabela 1: Composição Nutricional da Castanha-de-cajú torrada e sem sal. Nome científico: Anacardium occidentale

Nutriente Valor por 100g

Calorias (Kcal) 574 Proteínas (g) 15,31 Lípides totais (gordura) (g) 46 Ácidos graxos, total saturados (g) 9 Ácidos graxos, total mono-insaturados (g) 27 Ácidos graxos, total poli-insaturados (g) 8 Colesterol (mg) 0 Carboidratos (g) 3 Fibra total dietética (g) 3 Cálcio, Ca (mg) 45 Ferro, Fe (mg) 6 Magnésio, Mg (mg) 260 Fósforo, P (mg) 490 Potássio, K (mg) 565 Sódio, Na (mg) 16

Zinco, Zn (mg) 5.6 Selênio, Se (mg) 1,7

Folato total (mcg) 69 Fonte: (UNITED STATES DEPARTMENT OF AGRICULTURA - USDA, 2001)

O pseudo fruto é muito nutritivo, apresentando altos teores de vitaminas (principalmente a C) e minerais como cálcio, ferro e fósforo (LEITE, 1994).

4 VARIEDADES

De acordo com Leite (1994), na natureza existem dois tipos de caju: o comum (ou gigante) e o anão precoce.

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4.1 Cajueiro Comum

floração dura 4 a 5 meses e a planta vive 35 anos (SEBRAE, 2005)

O cajueiro comum (FIG. 5) é uma planta de porte alto, atingindo uma altura entre 6 e 20 metros. Sua copa apresenta-se ereta, compacta a esparramada. A primeira floração dá-se entre 3º e 5º ano de vida. O peso da castanha varia de 3 a 33g. O pseudo fruto tem cor amarela ou vermelha e pode pesar de 20 a 500g. Estabiliza a produção no 8º ano de vida; a

Figura 5 – Cajueiro Comum FONTE: (ITAUEIRA, [2011?a])

4.2 Cajueiro Anão Precoce

O cajueiro anão precoce (FIG. 6) é uma planta de porte baixo, entre 2 a 4 metros. Sua copa apresenta-se compacta (em torno de 7 metros de envergadura), ereta; entra em floração aos seis meses, inicia floração um mês antes do que a do cajueiro comum e esta dura 7 a 9 meses. O peso do fruto varia de 3 a 13g e o do pseudo fruto 20 a 160g (SEBRAE, 2005).

Figura 6 - Cajueiro anão precoce Fonte: (ITAUEIRA, [2011?b])

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5 CLIMA E SOLO

A planta exige altas temperaturas para seu desenvolvimento, sendo um planta bastante sensível ao frio e as geadas, que afetam negativamente a floração e frutificação (LEITE, 1994).

O cajueiro é uma planta tropical, cujo desenvolvimento está bem adaptado às condições do litoral nordestino. As condições ótimas para o seu cultivo são temperaturas entre 2 ºC e 32 ºC, muita luminosidade, precipitação acima de 1200 m/ano, com 3 a 4 meses de estiagem, no máximo, e altitudes inferiores a 600 metros. É uma planta de alta rusticidade, porém não prospera em solos rasos e muito argilosos, desenvolvendo-se bem em solos profundos, férteis e arenoargilosos (BRASIL, p. 2, 2011).

A produção do cajueiro está relacionado com o tipo de solo, podendo ser cultivado em solos de textura média (barrentos) ou arenoargilosos e profundos. O solo deve ter boa fertilidade e o pH em torno de 6,5 (SÁ; PAIVA; MARINHO, 2000).

O cajueiro necessita de chuvas entre 800 a 1600 m anuais distribuídos entre 7 e 8 meses e de um período seco de 4 a 5 meses (FERNANDES, 2009). Esta planta se adapta bem as faixas de umidade do ar, no entanto, elevadas taxas de umidade do ar (acima de 80%) favorecem o aparecimento de doenças fúngicas, que reduzem sua produção (LEITE, 1994).

Os ventos favorecem a polinização, mas nunca devem estar a velocidades acima de 7m/seg, pois provocam queda das flores e tombamento de plantas jovens (SEBRAE, 2005).

6 PROPAGAÇÃO

As mudas de cajueiro podem ser propagadas pelos métodos sexuado e assexuado (vegetativa). Para a propagação sexuada, faz-se o plantio da castanha, já na propagação assexuada ou propagação vegetativa, utiliza-se as partes vegetativas da planta como gemas, folhas e caules (OLIVEIRA et al., 2005; SÁ; PAIVA; MARINHO, 2000).

6.1 Reprodução Sexuada

Selecionar sementes de plantas sadias, vigorosas, altamente produtivas, com pseudofrutos grandes, pesando de 9 a 12 g (cajueiro comum) e 7 a 10 g (cajueiro anão precoce) (FRUTAS NO BRASIL, [20--?]).

Após seleção, as castanhas devem afundar em meio líquido, e aquelas que flutuarem devem ser excluidas. Em seguida, ficam ao sol por 2 dias para secar ou à sombra por 5 a 6 dias. Podem ser armazenadas, conservando seu poder germinativo, por 12 meses se guardadas em sacos de pano ou de papel (FRUTAS NO BRASIL, [20--?] ).

O conhecimento existente faz com que não se recomende a utilização de mudas de pé-franco (plantio direto da semente) na formação de pomares de cajueiro. Quando se utiliza mudas de pé-franco, as plantas ficam diferentes na altura, na envergadura, na formação da copa, no período de floração, na frutificação, na colheita, na coloração, no paladar do pedúnculo e na produção do pedúnculo e da castanha. Também dificulta o controle das pragas e doenças, a colheita e até a passagem de máquinas entre as fileiras do plantio, ao contrário do que ocorre num pomar formado com mudas enxertadas (SÁ; PAIVA; MARINHO, 2000).

6.2 Reprodução Assexuada

A propagação vegetativa é uma técnica que oferece a vantagem de permitir ao produtor selecionar plantas geneticamente superiores, aquelas de maior produção individual, resistentes a pragas e moléstias e de menor exigência nutricional (PAVONI, 2002 apud ULLMANN, 2002).

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6.2.1 Estaquia

A propagação vegetativa pro estaca consite em destacar da planta original um ramo, uma folha ou raiz e colocá-los em um meio adequado para que ser forme um sistema radicular, ou seja, uma nova planta com as mesmas característica genéticas da planta mãe (PAVONI, 2002 apud ULLMANN, 2002).

De acordo com Pavoni (2002 apud ULLMANN, 2002) este processo de multiplicação tem sido pouco estudado na cultura do cajueiro e os resultados experimentais obtidos são por demais contraditórios. Por esta razão, este processo de propagação não é o mais utilizado para o cajueiro.

6.2.2 Mergulhia

A mergulhia é um processo de multiplicação vegetativa que consiste em enterrar um ramo ou parte de um ramo da planta com a finalidade de provocar a formação de raízes. Quando estiver suficientemente enraizada, o ramo é destacado, passando a constituir uma nova muda (PAVONI, 2002 apud ULLMANN, 2002).

6.2.3 Enxertia

A técnica consiste basicamente em juntar os tecidos de uma planta aos tecidos de outra planta, geralmente da mesma espécie, passando a formar uma planta com as duas partes: o enxerto (copa) e o porta-enxerto (cavalo). Essa planta produzirá frutos de acordo com a parte aérea (PAVONI, 2002 apud ULLMANN, 2002).

Geralmente os porta enxertos utilizados na multiplicação do cajueiro, são proveniente de sementes. Antes da enxertia, os porta enxerto são escolhidos e separados em grupos, em função do tamanho e do vigor vegetativo, sendo eliminadas todas as planas débeis e cloróticas (PAVONI, 2002 apud ULLMANN, 2002).

Logo após ter feito o plantio das mudas enxertadas pode-se observar que junto da brotação do enxerto nascem brotações doporta-enxerto ou cavalo. Essas brotações do porta-enxerto ou cavalo devem sereliminadas pois competem por alimentos com os brotos enxertados (SÁ; PAIVA; MARINHO, 2000).

7 PLANTIO

7.1 Preparo do solo

As operações de aração e gradagem são necessárias para evitar a pulverização e compactação do solo. A profundidade de aração é de 30 cm e da gradagem, 20 cm. Em solos compactados pode-se utilizar a subsolagem. Caso isto seja necessário, a operação deverá ser executada apenas na faixa onde serão abertas as covas (MONTENEGRO, 2003).

7.2 Plantio de sementes

As castanhas devem ser mergulhadas em água, em seguida tratadas com fungicida, cerca de 12 a 16 horas antes do semeio. No plantio direto, semeia-se 2 castanhas por cova de 3 a 6 cm de profundidade comprimindo a terra com o pé. A germinação ocorre após 12 a 25 dias. Nos primeiros 30 dias, irrigar diariamente com meio litro de água, em período seco irrigar 2 vezes por dia (FRUTAS NO BRASIL, [20--?]).

7.3 Plantio de mudas

Se o plantio for feito no sistema de sequeiro, ou seja, na época das chuvas, recomenda-se fazer o plantio da muda sempre na época do início das chuvas. Se o plantio for feito no

Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas - SBRT - http://www.respostatecnica.org.br 10 sistema irrigado, pode ser feito em qualquer época do ano. Recomenda-se selecionar mudas que possuem seis folhas verdes, maduras e sadias (SÁ; PAIVA; MARINHO, 2000).

No plantio com mudas, abre-se espaço na cova para o torrão, tira-se o saco e coloca-se o torrão no centro da cova apertando a terra em volta dele. As covas abertas devem ter as dimensões de 30 x 30 x 30 cm, para terrenos leves e 40 x 40 x 40 cm, para terrenos pesados (FRUTAS NO BRASIL, [20--?]).

Na abertura da cova separar a terra dos primeiros 10 a 15 cm de altura. O espaçamento para cajueiro comum deve ser de 10 x 10 m até 15 x 15 m, para cajueiro precoce 7 m x 7 m ou 9 x 7 x 7 m (FRUTAS NO BRASIL, [20--?]).

Coloca-se o torrão com a muda no meio da cova e completar com terra para cobrir o torrão que está com a muda. e soca-se levemente com os pés ao redor da muda (SÁ; PAIVA; MARINHO, 2000). Recomenda-se socar levamente com os pés ao redor da muda, irrigar a cova com 20 litros de água e por capim seco ou palha em volta da muda (FRUTAS NO BRASIL, [20--?]).

8 CALAGEM

A análise do solo é o primeiro passo para um bom programa de adubação e calagem. A grande maioria dos solos brasileiros apresenta características de acidez, toxidez de Alumínio (Al) Al e/ou Manganês (Mn) e também baixos níveis de Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg). Para incorporação destes solos ao processo produtivo brasileiro, é necessária calagem (LOPES, 1990).

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