Guia - de - Campo Vegetação Cerrado

Guia - de - Campo Vegetação Cerrado

(Parte 1 de 2)

Departamento de Florestas

Secretaria deBiodiversidade e FlorestasMinistério do Meio Ambiente

Biodiversidade 43

Vegetação do Cerr ado

500 e s p é c i e s

Biodiversidade 43

Vegetação do Cerrado 500 espécies

Ministério do MeioAmbiente

Guia de Campo

Vegetação do Cerrado 500 espécies

Brasília - 2011

Ministério do Meio Ambiente Secretaria de Biodiversidade e Florestas

Catalogação na Fonte Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis

M488g Medeiros, João de Deus.

Guia de campo: vegetação do Cerrado 500 espécies / João de Deus Medeiros. –

Brasília: MMA/SBF, 2011. 532 p. : il. color. ; 29 cm. (Série Biodiversidade, 43)

1. Bioma Cerrado. 2. Vegetação do cerrado. 3. Manual. I. Ministério do Meio Ambiente. I. Secretaria de Biodiversidade e Florestas. II. Departamento de Florestas. IV. Título. V. Série. CDU(2.ed.)504.73(213.54)(036)

Agradecimentos

A elaboração desta publicação somente foi possível após longas e prazerosas jornadas por diversos recantos do Cerrado brasileiro, contando, na imensa maioria das vezes, com a colaboração e apoio de Márcia Stefani, que muito auxiliou nas fotos, identificação e revisão dos textos, Miriam Prochnow e Wigold Schaffer, sempre dispostos a desbravar novas trilhas e rumos nesse imenso cerrado.

Ao Maurício Mercadante, pelo apoio e acompanhamento no trabalho de busca por novos espécimes para registro, sempre estimulando e passando dicas valiosas.

Ao André Ribeiro e Fábio Ricarte, do Departamento de Áreas Protegidas da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, pelas informações relativas ao Cadastro Nacional de Unidades de Conservação.

À Iona’i Ossami de Moura, do Núcleo Cerrado e Pantanal do Departamento de Conservação da Biodiversidade da SBF, pelas informações sobre políticas públicas para o Cerrado.

Ao Gustavo Girão Braga, técnico da Confederação Nacional de RPPN, pela listagem de reservas particulares do Cerrado.

Ao Mauro Pires e Larissa Malty, do Departamento de Políticas de Controle do Desmatamento/MMA, nossos agradecimentos pelo apoio prestado no processo de diagramação.

E finalmente, à equipe do Departamento de Florestas da SBF pelo grande apoio prestado na fase de revisão das informações técnicas e organização dos dados. Nesse esforço agradeço o envolvimento do Fernando Coutinho Pimentel Tatagiba, Felipe Monteiro Diniz, Cristiane de Queiroz Pinheiro, Barbara Fabiana de Sena Bezerra, Luísa Resende Rocha, Luiz Sérvulo de Aquino, Roberta Magalhães Holmes, Tatiana Rehder, Hélio dos Santos Pereira, e as estagiárias Pryscila Dytz e Mariana Rezende de Oliveira e Silva.

João de Deus Medeiros DFLOR.SBF.MMA

Apresentação08
Como Utilizar o Guia de Campo10
O Bioma Cerrado12

Sumário

Acanthaceae16
Alstroemeriaceae26
Amaranthaceae28
Anacardiaceae30
Annonaceae36
Apocynaceae43
Araliaceae65
Arecaceae67
Aristolochiaceae79
Asteraceae80
Begoniaceae101
Bignoniaceae102
Bixaceae127
Bromeliaceae129
Boraginaceae135
Burseraceae137
Cactaceae138
Campanulaceae146
Cannabaceae149
Caryocaraceae150
Celastraceae151
Chrysobalanaceae154
Clusiaceae157
Combretaceae166
Commelinaceae167
Connaraceae170
Convolvulaceae171

Famílias Botânicas Cyperaceae ..................................................... 180

Dilleniaceae183
Droseraceae185
Ebenaceae187
Ericaceae188
Eriocaulaceae190
Erythroxylaceae192
Euphorbiaceae195
Fabaceae205
Gentianaceae264
Humiriaceae273
Hypericaceae274
Iridaceae275
Lamiaceae278
Lauraceae283
Lecythidaceae285
Loganiaceae286
Loranthaceae289
Lycopodiaceae292
Lythraceae293
Malpighiaceae303
Malvaceae319
Marantaceae336
Marcgraviaceae337
Mayacaceae339
Melastomataceae340
Meliaceae391
Moraceae393
Myristicaceae394
Myrsinaceae395
Myrtaceae397
Nyctaginaceae407
Onagraceae409
Ochnaceae410
Orchidaceae414
Passifloraceae433
Peraceae436
Piperaceae437
Poaceae440
Polygalaceae443
Polygonaceae4
Proteaceae446
Rhamnaceae448
Rubiaceae449
Rutaceae468
Santalaceae473
Sapindaceae474
Sapotaceae478
Siparunaceae481
Simaroubaceae482
Solanaceae483
Styracaceae485
Turneraceae486
Urticaceae487
Velloziaceae489
Verbenaceae493
Violaceae502
Vitaceae503
Vochysiaceae505
Xyridaceae514

Oxalidaceae ................................................... 431

no âmbito do MMA516

Políticas Públicas para o Cerrado

no Cerrado521

Unidades de Conservação da Natureza Bibliografia ................................................... 527

Apresentação

A publicação Guia de Campo da Vegetação do Cerrado – 500 espécies, que ora disponibilizamos ao público é uma contribuição do Departamento de Florestas (DFLOR.SBF.MMA) voltada ao esforço de difusão de informações referentes ao bioma Cerrado, procurando com isso sensibilizar e conscientizar o grande público do valor e importância estratégica desse bioma para a conservação da biodiversidade brasileira.

A publicação traz informações básicas sobre 500 espécies de ocorrência no bioma, acompanhadas de fotografias obtidas de exemplares crescendo em condições naturais, a maioria delas em unidades de conservação da natureza. Com ela os visitantes dessas áreas protegidas terão condições e um estímulo adicional para observar e admirar a bela e diversificada flora do Cerrado.

No Brasil, embora os avanços obtidos no alcance das metas nacionais de biodiversidade da CDB não tenham sido homogêneos, uma destas foi integralmente cumprida, a que se refere a publicação de listas e catálogos das espécies brasileiras (meta 1.1). Destacamos aqui o lançamento da “Lista de Espécies da Flora do Brasil” (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/), editada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 2010. Com a edição desta Lista o MMA contribui com a implementação da Estratégia Global para a Conservação de Plantas (GSPC), facilitando o consenso e a sinergia nos níveis global, nacional, regional e local para impulsionar o conhecimento e a conservação de plantas.

Com a disponibilização deste Guia de Campo da Vegetação do Cerrado procuramos difundir, de maneira mais simples e direta, uma parcela ainda pequena dessa grande quantidade de espécies vegetais que figuram na “Lista de Espécies da Flora do Brasil”, focando as plantas do bioma Cerrado. É uma complementação numericamente ainda modesta, considerando que somente de Angiospermas a Lista de Espécies da Flora do Brasil elenca 31.156 espécies, porém significativa na perspectiva de popularizar e ampliar a difusão do conhecimento sobre a biodiversidade nacional, em sintonia com as diretrizes de ações do Ano Internacional das Florestas.

Braulio Ferreira de Souza Dias Secretário de Biodiversidade e Florestas

Como utilizar este

Guia de Campo

A publicação Guia de Campo da Vegetação do Cerrado procura disponibilizar informações básicas sobre 500 espécies de ocorrência no bioma, acompanhadas de fotografias obtidas de exemplares crescendo em condições naturais, na imensa maioria dos casos, no espaço de unidades de conservação da natureza. Com a disponibilização desta publicação procuramos estimular o melhor aproveitamento da visitação a estas unidades, incentivando a observação mais detida das espécies vegetais protegidas nesses espaços, tornando assim a visita mais instrutiva e atraente.

Todas as espécies estão identificadas com seu nome cientifico, seguindo a nomenclatura botânica adotada na “Lista de Espécies da Flora do Brasil” (http://floradobrasil.jbrj.gov.br/2010/), editada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro. As espécies estão agrupadas pela respectiva família botânica, com a informação complementar referente as designações populares mais conhecidas e difundidas, quando existentes, o habito e o tipo de ambiente que a espécie ocupa, a sua área de distribuição, indicada pela sigla dos estados onde a espécie ocorre e, por último a indicação do local onde foi obtida a foto do espécime. As designações de habito e ambiente seguem os registros da obra “Cerrado: ecologia e flora” (Sano, Almeida & Ribeiro, 2008).

As fotos selecionadas procuram retratar aspectos diagnósticos da espécie, facilitando assim sua identificação em campo. Em alguns casos, seguindo essa orientação, fotos adicionais, em dimensão menor, foram incluídas.

Todas as fotos usadas nesta publicação estão disponíveis na página do autor no flickr (http:// w.flickr.com/), na condição “creative commons” não comercial, o que significa que os arquivos estão disponíveis, permitindo trabalhos derivados, mas somente para propósitos não comerciais. Algumas fotos são de autoria de Márcia Stefani e são identificadas com a sigla MS, todas as demais são fotos do autor, João de Deus Medeiros, responsável também pela identificação botânica das espécies. Sugestões e criticas que possam aprimorar este trabalho são bem vindas, e poderão ser postadas no referido espaço virtual do flickr.

O Bioma Cerrado

O bioma Cerrado cobre aproximadamente 2% do território nacional, figurando como segundo maior bioma brasileiro. Localiza-se em uma grande área do Brasil Central, fazendo fronteira com outros importantes biomas: Amazônia ao norte, Caatinga a nordeste, Pantanal a sudoeste e Mata Atlântica a sudeste. Além disso, e também decorrente da dinâmica histórica dos ecossistemas, existem encraves de vegetação de Cerrado em outros domínios de vegetação, como as áreas de Cerrado no estado de Roraima, Amapá, Amazonas (Campos de Humaitá), Rondônia (Serra dos Pacaás Novos), Pará (Serra do Cachimbo), Bahia (Chapada Diamantina) e para o sul do estado de São Paulo e Paraná. A fauna e flora do Cerrado são extremamente ricas, e a sua vegetação nativa, em graus variados de conservação, ainda cobre 60,42% do bioma no Brasil.

O bioma Cerrado abriga mais de 1.0 espécies vegetais, das quais 4.400 são endêmicas, além de uma grande variedade de vertebrados terrestres e aquáticos e elevado número de invertebrados. No Cerrado a heterogeneidade espacial é um fator determinante para a ocorrência dessa diversidade de espécies. Os ambientes do Cerrado variam significativamente no sentido horizontal, sendo que áreas campestres, florestais e brejosas podem existir em uma mesma região. Essa enorme biodiversidade qualifica o Cerrado como a savana mais rica do mundo. Além dessa rica biodiversidade, o Cerrado se destaca como berço das águas, abrigando as nascentes dos principais rios das bacias Amazônica, da Prata e do São Francisco, e como base de sobrevivência cultural e material de um sem-número de habitantes, comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, geraizeiros, dentre outros, que têm no uso de seus recursos naturais a fonte de sua subsistência.

A típica vegetação do Cerrado se caracteriza pelos troncos tortuosos, baixo porte, ramos retorcidos, cascas espessas e folhas grossas. É importante ressaltar que a vegetação não apresenta essa característica em decorrência da escassez de água, já que o Cerrado abriga densa rede hídrica, mas devido a outros fatores edáficos, notadamente o desequilíbrio no teor de micronutrientes, a exemplo do alumínio.

Destaca-se que a vegetação do Cerrado “sensu lato” não possui uma fisionomia única em toda a sua extensão. Ela é bastante diversificada, apresentando desde associações campestres abertas, até associações florestais densas, como os cerradões. Entre estes dois extremos fitofisionômicos, viceja uma gama de associações intermediárias, caracterizando o Cerrado como um verdadeiro mosaico de formas fisionômicas.

O bioma Cerrado é um dos que mais sofreu com a ocupação humana, sendo superado apenas pela Mata Atlântica. A pressão crescente para o desmatamento de novas áreas para expansão agropecuária está levando à exaustão progressiva dos recursos naturais da região. As florestas do Cerrado são também tremendamente afetadas pela extração predatória para produção de carvão. A conjugação desses fatores posiciona o Cerrado como um hotspot de biodiversidade e desperta especial atenção para a conservação dos seus recursos naturais.

A grande riqueza de espécies no Cerrado, associada a heterogeneidade na distribuição das mesmas, faz com que as estratégias de conservação in situ, particularmente com a expansão das áreas protegidas sob a forma de Unidades de Conservação da Natureza, se deparem com enormes desafios. Além das conhecidas ameaças a conservação da biodiversidade, as peculiaridades do Cerrado tornam muitas áreas do seu domínio como espaços únicos e insubstituíveis, o que remete a necessidade de grande esforço para ampliar o nosso conhecimento sobre a riqueza biológica que esse bioma abriga, e assim superar as lacunas nas estratégias de conservação.

A presente publicação procura contribuir com esse esforço ao disponibilizar um guia de campo que auxilie na identificação das espécies vegetais que ocorrem no bioma Cerrado. O objetivo maior é sensibilizar o grande público, destacando a enorme diversidade e beleza das espécies de plantas que ocorrem no Cerrado, e com isso ampliar a conscientização sobre a importância e o valor intrínseco desse bioma e, fundamentalmente, incentivar essa prazerosa atividade que é a observação e contemplação da nossa bela e rica flora do Cerrado.

Clistax brasiliensis, ACANTHACEAE – Hábito: Subarbusto; Fitofisionomia ou Habitat: Mata de galeria; Distribuição: AM, PA, MA, CE, BA, MT, GO, DF, MS, MG, SP, RJ, PR, SC, RS; Local da foto: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – Cavalcante – GO.

Justicia lanstyakii, ACANTHACEAE – Hábito: Erva, subarbusto; Fitofisionomia ou Habitat: Mata de galeria, cerrado (lato sensu), campo sujo, campo limpo; Distribuição: MT, GO, DF; Local da foto: Parque Nacional de Brasília – Brasília - DF.

Justicia phyllocalyx, ACANTHACEAE – Hábito: Subarbusto; Fitofisionomia ou Habitat: Campo Sujo, Campo Úmido; Distribuição: MT, GO, MG; Local da foto: Jardim Botânico de Brasília - Brasília – DF.

Lepidagathis floribunda, ACANTHACEAE – Hábito: Arbusto; Fitofisionomia ou Habitat: Mata de galeria, mata seca (de encosta), cerradão, cerrado (lato sensu); Distribuição: TO, BA, MT, GO, DF, MS, MG, SP; Local da foto: Parque Nacional Grande Sertão Veredas - Chapada Gaúcha - MG.

Ruellia affinis, ACANTHACEAE – Hábito: Subarbusto ou trepadeira; Fitofisionomia ou Habitat: Mata de galeria, mata seca, campo rupestre (lato sensu), transição com mata atlântica; Distribuição: BA; Local da foto: Parque Estadual da Serra dos Pirineus - Pirenópolis - GO.

Ruellia geminiflora, ACANTHACEAE – Hábito: Subarbusto ou erva; Fitofisionomia ou Habitat: Borda de mata ciliar, cerradão, cerrado (stricto sensu), campo sujo, campo limpo, campo rupestre (lato sensu), savanas amazônicas, área antrópica; Distribuição: AM, PA, MA, CE, BA, MT, GO, DF, MS, MG, SP, RJ, PR, SC, RS; Local da foto: Chapada Imperial - Brazlândia - DF.

Ruellia incomta, ACANTHACEAE – Hábito: Subarbusto; Fitofisionomia ou Habitat: Borda de mata ciliar, cerrado (stricto sensu), campo sujo, campo rupestre (lato sensu); Distribuição: RO, BA, MT, GO, DF, MG; Local da foto: Jardim Botânico de Brasília - Brasília – DF.

Ruellia puri, ACANTHACEAE - Ruélia azul – Hábito: Subarbusto; Fitofisionomia ou Habitat: Mata de galeria, cerrado (lato sensu), campo limpo, campo rupestre (lato sensu); Distribuição: PA, RO, MT, GO, DF, MG, SP; Local da foto: APA do Planalto Central - Brasília - DF.

Ruellia simplex, ACANTHACEAE - Ruélia azul – Hábito: Arbusto; Fitofisionomia ou Habitat: Mata, savanas amazônicas; Distribuição: MT, SP, RS; Local da foto: APA do Planalto Central - Brasília - DF.

Ruellia villosa, ACANTHACEAE – Hábito: Subarbusto ereto; Fitofisionomia ou Habitat: Mata de galeria, cerrado (stricto sensu), campo úmido, campo rupestre (lato sensu); Distribuição: BA, GO, DF, MG; Local da foto: APA do Planalto Central - Brasília - DF.

ALSTroEmEriACEAE

Alstroemeria plantaginea, ALSTROEMERIACEAE – Hábito: Erva ereta; Fitofisionomia ou Habitat: Mata, Cerrado Rupestre, Campo Sujo, Campo Rupestre (lato sensu); Distribuição: BA, MG, SP; Local da foto: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso de Goiás. - GO

Alstroemeria stenopetala, ALSTROEMERIACEAE – Hábito: Erva ereta; Fitofisionomia ou Habitat: Cerradão, Cerrado (stricto sensu), Campo Úmido; Distribuição: GO, DF; Local da foto: Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros - Alto Paraíso de Goiás – GO.

AmArANTHACEAE

Gomphrena arborescens (Sin: Gomphrena officinalis), AMARAnThACEAE - Para-tudo – Hábito: Subarbusto ereto; Fitofisionomia ou Habitat: Cerrado (stricto sensu), Campo Sujo, Campo Rupestre (lato sensu); Distribuição: MT, DF, MS, MG, SP; Local da foto: Parque Nacional de Brasília - Brasília – DF

Gomphrena scapigera, AMARANTHACEAE – Hábito: Subarbusto ereto; Fitofisionomia ou Habitat: Cerrado (stricto sensu), Campo Sujo, Campo Rupestre (lato sensu); Distribuição: BA e MG; Local da foto: Parque Estadual do Biribiri - Serra do Espinhaço - Diamantina - MG.

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