Animais Invertebrados

Animais Invertebrados

Animais Invertebrados

Equipe: Afonso

Erivan

Fred Lima

Introdução

  • O uso de animais para fins medicinais é conhecido como zooterapia;

  • O uso desses animais como fontes de medicamentos é um fenômeno transcultural historicamente antigo e geograficamente disseminado e está intimamente relacionada à etnofarmacologia;

  • Profilaxias mágicas, tais como: patuás, bentinhos, amuletos, talismãs e gestos;

  • Estima-se atualmente que 40% dos medicamentos disponíveis na terapêutica moderna tenham sido desenvolvidos a partir de fontes naturais(Calixto, 2000);

  • Plínio e Hipócrates(50 d.C.) registraram escargots (Helix sp.) na ginecologia e para facilitar os partos;

  • Poucos estudos científicos estão voltadas ao assunto.

Taxonomia

  • Total de 233 espécies de animais comercializadas para propósitos medicinais.

  • As espécies inventariadas da medicina popular brasileira compreendem 5 categorias taxonômicas e estão distribuídas em 41 famílias. As categorias com maior número de espécies medicinais citadas foram: insetos (n=41), moluscos (n=17) e crustáceos (n=16) .

  • As 81 espécies registradas são utilizadas para tratar diferentes enfermidades, que são classificadas em 19 categorias de acordo com o Centro Brasileiro de Controle de Doenças;

  • A doença mais tratada utilizando-se invertebrados medicinais é a asma, para a qual emprega-se 34 espécies

  • As espécies utilizadas para tratamento de uma maior variedade de enfermidades são os insetos: abelhas da família Apidae – Apis mellifera (28 enfermidades), Melipona scutellaris (26), Trigona spinipes (23), e a barata Blattidae Periplaneta americana (21).

Apis mellifera (Linnaeus, 1758)

  • Conhecida como abelha italiana;

  • Combate a bronquite, úlcera, diabetes, verminose, dor de cabeça, tontura, dor de coluna, feridas, queimaduras, caxumba, varizes, artrose, celulite, rouquidão, gripe, tosse, amebíase, reumatismo, tuberculose, dor de garganta, asma e anemia

Melipona scutellaris (Latreille, 1811)

  • Conhecida popularmente como Urucu;

  • Combate à dor de cabeça, enxaqueca, pancadas, verminoses, dor de estômago, tuberculose, hemorragia após parto, catarata, micose, gripe, câncer, asma, bronquite, problemas intestinais, tosse, impotência sexual, problemas nos olhos, fraqueza, trombose, amebíase, picada de cobra, raiva.

Trigona spinipes (Fabricius, 1793)

  • Popularmente denominada de arapuá;

  • Auxilia no combate a asma, tosse, gripe, bronquite, acne, diabetes, pancadas, trombose, enxaqueca, coceira, dor de garganta, tontura, fraqueza, escabiose, pulgas em cachorros, congestão nasal, para induzir aborto, coqueluche, irritação durante nascimento de um dente, dor de ouvido, epilepsia, falta de ar, atraso da menarca.

Periplaneta americana (Linnaeus, 1758)

  • Nossa querida e significante, barata;

  • Esofagite, asma, dor de estômago, cólica intestinal, dor de ouvido, alcoolismo, epilepsia, vômito, furúnculo, hemorragia, bronquite, diarréia, gonorréia, panarício, câncer, pancadas, queimaduras, cólicas menstruais, feridas, “para puxar estrepada”, desintoxicação (abuso de álcool).

Animais ameaçados

  • A utilização de animais para propósitos medicinais provoca uma forte pressão extrativista sobre as populações naturais, devido à grande aceitação das práticas médicas tradicionais;

  • Quatro espécies de estrelas-do-mar estão incluídas no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção: Oreaster reticulatus, Echinaster echinophorus, E. brasiliensis e Luidia senegalensis.

  • a) Luidia senegalensis, b) Oreaster reticulatus,

  • c) Lytechinus variegatus, e

  • d) Echinaster echinophorus.

  • Estrelas-do-mar secas à venda em mercados populares do nordeste do Brasil: a) Oreaster reticulatus (esquerda) e Astropecten sp. (direita), e b) Aglomerado de estrelas (Oreaster reticulatus) junto a couro de lagartos.

Reunião anual da Sociedade de Entomologia da Paraíba (SEP)

  • Campina Grande ,09 e 10 de dezembro de 2004 realizou um encontro da SEP tendo como tema: Fatores e Insumos\Defensivos e Controle Biológico ;

  • Coordenado pela Embrapa Algodão.

Revisão bibliográfica

  • Costa-Neto, E.M., e Pacheco, J.M. 2005. Utilização medicinal de insetos no povoado de Pedra Branca, Santa Terezinha, Bahia, Brasil.;

  • Alves R. R. N., e Dias T. L. P.2010, Usos de invertebrados na medicina popular no Brasil e suas implicações para conservação.;

  • Marques, J. G. W. 1997. ‘Fauna medicinal: Recurso do ambiente ou ameaça à biodiversidade?’.

  • www.Embrapa.com.br;

  • http://bugguide.net.

“A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas.” Johann Goethe

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