apostila cimento

apostila cimento

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SUMÁRIO1
INTRODUÇÃO2
DEFINIÇÃO3
FABRICAÇÃO DO CIMENTO4
a) Dosagem, secagem e homogeneização das matérias-primas4
b) Clinquerização6
c) Mineralogia do clínquer7
d) Adições finais e moagem8
FUNÇÕES DAS ADIÇÕES9
a) Gesso9
b) Fíler calcário9
c) Pozolana9
d) Escória de alto-forno9
TIPOS E APLICAÇÕES DO CIMENTO1
a) Definição da nomenclatura1
b) Resistência à compressão1
c) Tipos de cimento da Itambé12
d) Aplicações para os cimentos da Itambé14
FORMAS DE COMERCIALIZAÇÃO15
a) A granel15
b) Ensacado15
DICAS PRÁTICAS17
a) Recebimento do cimento adquirido17
b) Armazenamento do cimento17
c) Prazo de validade18
d) Utilização18
e) Tempo de pega19
ESPECIFICAÇÕES DO CIMENTO20

SUMÁRIO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................................................. 21

Introdução

Na busca do desenvolvimento dos profissionais da construção civil, a Cia. de Cimento Itambé criou o TIMÃO.

Através de treinamentos no próprio local de trabalho, profissionais recebem informações sobre o uso correto de cimentos, concretos, argamassas, ferramentas e equipamentos para construção civil.

Acompanhados de um carro oficina, instrutores apresentam na prática diversos temas e esclarecem dúvidas existentes na aplicação dos materiais.

A cada aula percebe-se a melhoria da qualidade na execução dos serviços realizados pelos clientes Itambé.

Para conhecer mais informações, entre em contato com os Assessores Técnicos da Itambé.

Curitiba, abril de 2004.

Definição

O cimento Portland é um dos mais importantes materiais de construção e altamente empregado pela humanidade. Por definição, é um “aglomerante hidráulico resultante da mistura homogênea de clínquer Portland, gesso e adições normalizadas finamente moídos”.

Aglomerante porque tem a propriedade de unir outros materiais.

Hidráulico porque reage (hidrata) ao se misturar com água e depois de endurecido ganha características de rocha artificial, mantendo suas propriedades, principalmente se permanecer imerso em água por aproximadamente sete dias.

A combinação do cimento com materiais de diferentes naturezas como areia, pedra, cal, aditivo e outros, origina a formação das pastas, argamassas e concretos.

Figura 01 – Jazida e britador

Fabricação do cimento

Sua fabricação é de acordo com as especificações da ABNT – Associação

Brasileira de Normas Técnicas.

O cimento depende, principalmente, para sua fabricação, dos seguintes materiais: calcário, argila, minério de ferro e gesso.

Durante o processo de fabricação, os materiais são analisados por diversas vezes, de forma a alcançar a composição química desejada. A fabricação do cimento envolve as seguintes operações:

a) Dosagem, secagem e homogeneização das matérias-primas

O calcário é a matéria-prima básica, contribui de 85 a 95% na fabricação do cimento, é constituído basicamente de carbonato de cálcio (CaCO3) e, dependendo de sua origem geológica, pode conter várias impurezas como magnésio, silício, alumínio e ferro. A rocha calcária é extraída de jazidas com auxílio de explosivos.

Os grandes blocos de pedra fragmentada obtidos através da explosão, são submetidos ao processo de britagem, sendo reduzidos ao tamanho de grão menor ou igual a 25 m.

Para melhorar a qualidade do clínquer, o calcário recebe algumas correções complementares de:

Este conjunto de materiais é enviado para moagem no moinho vertical de rolos, em proporções pré determinadas, onde se processa o início da mistura íntima, secagem e a homogeneização necessária, formando-se a farinha crua.

CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS DE DIFERENTES ARGILASQUARTZITO COMPONENTEARGILA IARGILA IIARGILA I(areia)

Figura 02 – Moinho de rolos

b) Clinquerização

A farinha crua moída é calcinada até fusão incipiente, a uma temperatura de 1450ºC em um forno rotativo, onde então obtém-se o clínquer.

CalcárioFilitoQuartzitoMagnetita
(Pedra)(Argila)(Saibro)(Minério de ferro)

Figura 03 – Matérias-primas do cimento

c) Mineralogia do clínquer

A sílica, alumina, ferro e cal reagem no interior do forno, dando origem ao clínquer, cujos compostos principais são os seguintes:

01)- 3CaO.SiO2 Silicato tricálcico=(C3S) 18 a 6% no cimento
02)- 2CaO.SiO2Silicato dicálcico=(C2S) 1 a 53% no cimento
03)- 3CaO.Al2O3Aluminato tricálcico=(C3A) 05 a 20% no cimento

04)- 4CaO.Fe2O3.Al2O3Ferro aluminato tetracálcico =(C4AF) 04 a 14% no cimento

Obs.: Resultados de centenas de ensaios de trinta cimentos nacionais realizados pela ABCP.

Figura 05 – Moinho de bolas

d) Adições finais e moagem

Para a obtenção do cimento Portland, faz-se a moagem do clínquer com diversas adições, como o gesso (até 5%), calcário, pozolana e escória, onde assegurase ao produto a finura e homogeneidade convenientes, de acordo com as normas da ABNT.

O processo de moagem do clínquer e de suas adições é um fator importante, pois irá influenciar em algumas características, como a hidratação e as resistências inicial e final do cimento.

Funções das adições a) Gesso A gipsita, sulfato de cálcio di-hidratado, é comumente chamada de gesso. É adicionada na moagem final do cimento, com a finalidade de regular o tempo de pega, permitindo com que o cimento permaneça trabalhável por pelo menos uma hora, conforme ABNT. Sem a adição de gipsita, o cimento tem início de pega em aproximadamente quinze minutos, o que tornaria difícil a sua utilização em concretos.

b) Fíler Calcário A adição de calcário finamente moído é efetuada para diminuir a porcentagem de vazios, melhorar a trabalhabilidade, o acabamento e pode até elevar a resistência inicial do cimento.

c) Pozolana A pozolana é a cinza resultante da combustão do carvão mineral utilizado em usinas termoelétricas. Também há possibilidade de se produzir pozolana artificial queimando-se argilas ricas em alumínio a temperaturas próximas de 700ºC. A adição de pozolana propicia ao cimento maior resistência a meios agressivos como esgotos, água do mar, solos sulfurosos e a agregados reativos. Diminui também o calor de hidratação, permeabilidade, segregação de agregados e proporciona maior trabalhabilidade e estabilidade de volume, tornando o cimento pozolânico adequado a aplicações que exijam baixo calor de hidratação, como concretagens de grandes volumes.

d) Escória de alto-forno A escória de alto-forno, é sub-produto da produção de ferro em alto-forno, obtida sob forma granulada por resfriamento brusco.

Os diferentes tipos e teores de adições usados na moagem do clínquer permitem que se obtenham cimentos de características diversas, possibilitando ao construtor conseguir sempre um cimento mais adequado ao concreto e argamassa a que se destina.

CaO58,0 a 6,0%
SiO2 19,0 a 25,0%
AlO3 3,0 a 9,0%
Fe2O3 1,5 a 4,5%
MgO0,3 a 6,1%

Composição química Porcentagem SO3 0,8 a 3,0%

Tipos e aapplliiccaaççõõess do cciimmennttoo a) Definição da nomenclatura b) Resistência à compressão

A resistência à compressão é uma das características mais importantes do cimento e é determinada em ensaio normal descrito na NBR 7215.

O ensaio é realizado em corpo-de-prova cilíndrico de 05 cm x 10 cm, feito com argamassa de traço 1: 3: 0,48, com areia padronizada e submetido a ruptura em idades pré-definidas.

As classes de resistência do cimento são 25 MPa, 32 MPa e 40 MPa. Os cimentos de alta resistência inicial, CP V-ARI, têm resistência mínima aos 07 dias de 34 MPa.

CP I - F - 32 Classe de resistência aos 28 dias, em MPa

Tipo de adição (F fíler, Z pozolana, E escória)

Tipo de cimento Cimento Portland

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