Trabalho apresentado à matéria de TEV-06 Gestão Ambiental ,UDESC – CEPLAN para o curso de Tecnologia mecânica- Produção industrial

Orientador: Prof. Charles Costi

INTRODUÇÃO04
1. JUSTIFICATIVA05
2. OBJETIVO06
3. PROBLEMATIZAÇÃO07
3.1 METODO DE PESQUISA08
3.2 DADOS DA PESQUISA09
3.3 ANÁLISE DA PESQUISA10
CONCLUSÃO1
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS12

As inovações tecnológicas geradas pelas inteligências humanas embora gerem grandes avanços, também geram grandes riscos a saúde, isto quando não gerenciadas de forma adequada.

Este projeto, por sua vez, pretende levar a população em geral um conhecimento básico sobre PGRSS (programa de gerenciamento de serviços da saúde), que por razões talvez de desconhecimento e pela forma inadequada de como ocorre a fiscalização colocam em risco a saúde pública.

Espera-se assim contribuir para o desenvolvimento de ações seguras para o gerenciamento de resíduos de serviços da saúde, bem como disponibilizar informações de onde encontrar formas de obter o PGRSS.

1. JUSTIFICATIVA

O PGRSS, dentre vários problemas ambientais, foi escolhido porque o público em geral desconhece sua existência, o que por conseqüência pode levar a geração de várias doenças, isto se tais resíduos não forem gerenciados de forma adequada.

Por esta razão, após consultar a RDC - Resolução da Diretoria Colegiada da

ANVISA No 306, a qual dispõe sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, e também a Resolução CONAMA No 358 (Conselho

Nacional do Meio Ambiente), que dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências, optou-se em trabalhar com este tema, objetivando elaborar orientações para os estabelecimentos geradores de resíduos bem como para a população em geral.

2. OBJETIVO

O presente projeto objetiva orientar de forma segura e adequada a todos os interessados sobre o que é?, onde encotrar? e como aplicar o PGRSS?

Assim sendo, foi elaborado uma cartilha simplificada (em anexo), com as instruções básicas sobre PGRSS, a qual recomenda-se ser distribuida de forma gratuita - sendo confeccionada e custeada pela administração municipal, tendo uma tiragem inicial de 1.0 exemplares, tendo como base os serviços de saúde e o público em geral.

Com o intuíto de preservar o meio ambiente e a saúde pública, entendemos que através da aplicação do presente trabalho, cria a possibilidade de melhorias na maneira de gerenciamento dos resíduos gerados pelos serviços da saúde em nosso munícipio.

3. PROBLEMATIZAÇÃO

De forma aleatória se realizou uma pesquisa de campo onde se obteve dados, sendo alguns muito preocupantes, pois fora constatado que em vários prestadores de serviços da saúde há um desconhecimento do que é, e para que serve um PGRSS.

Muitas vezes há o conhecimento, porém reportado que a fiscalização é nula ou ineficiente, ou seja, existe o PGRSS, porém fiscalizado só quando da abertura do estabelecimento.

Também, há vários empreendimentos onde o PGRSS é existente, bem como há uma fiscalização permanente, tendo o cumprimento dos objetivos do PGRSS.

Porém, a maior preocupação está naqueles que de forma desconhecida ou por falta de informação não dão destino correto aos seus resíduos, podendo contaminar o meio ambiente, bem como as pessoas que nele se encontram e que também poderão ser contaminadas.

3.1 METODO DE PESQUISA

Dentre vários métodos de pesquisa realizou-se uma pesquisa de campo. Elaborou-se um questionário com sete (7) questões básicas, onde foram escolhidos aleatoriamente os estabelecimentos de serviços da saúde.

As questões elaboradas foram as seguintes: 1- O estabelecimento possui um Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços da Saúde - PGRSS? 2- Existe identificação no estabelecimento que demonstre que há um plano de PGRSS? 3- Qual o procedimento para acondicionamento destes resíduos? 4- Existe um responsável técnico? Qual a sua participação na elaboração e execução do PGRSS? 5- Quem efetua o recolhimento dos resíduos gerados pelo estabelecimento? 6- Qual a peridiocidade para o recolhimento destes resíduos? 7- Já foram fiscalizados por algum órgão responsável? O que foi abordado durante a fiscalização? Receberam alguma orientação? Foram entrevistados vinte e três (23) estabelecimentos, dentre os quais nove (9) não possuem PGRSS e quatorze (14) possuem PGRSS, mas com alguma ressalva. Ou seja, 39,14% não possuem PGRSS contra 60,86% que possuem.

3.2 DADOS DA PESQUISA Quadro 01 - Estabelecimentos entrevistados.

Gráfico 01 - Análises dos estabelecimentos que possuem PGRSS.

Estabelecimentos Entrevistados

Total Possui Não Possui Ambulatório Empresarial 1 1

Bombeiros 1 1

Consultório Odontológico 4 3 1 Farmácias 5 5 Lab. Analises Clínicas 1 1

Salões de Beleza 6 6

Tatuadores 2 2 Veterinárias 3 2 1

3.3 ANÁLISE DA PESQUISA

Com o intuito de esclarecer os dados da pesquisa, os quais talvez não representem a realidade exposta vale ressaltar alguns dados:

Ao total das pessoas entrevistadas, pessoas que deveriam ser esclarecidas como os bombeiros, ou seja, talvez com uma instrução maior ou de melhor esclarecimento são as pessoas que desconhecem o PGRSS, contudo os estabelecimentos como tatuadores que talvez por preconceito sejam marginalizados são aqueles que estão bem orientados em relação ao PGRSS.

Contudo vale ressaltar que farmácias, laboratórios de análises clínicas e demais que são fiscalizados pelo conselho de farmacologia tem o PGRSS, e atendem as normas.

Porém é bem visto que os salões de beleza e cabeleireiros desconhecem o programa e nunca foram orientados sobre o assunto.

Após várias discussões e análises da RDC No 306 e da RESOLUÇÃO

CONAMA No 283, optou-se pela elaboração de uma cartilha para melhor orientar os estabelecimentos e usuários de serviços da saúde, esperando-se que, se aplicada for, a informação chegue a todos os interessados para possam ser orientados quanto a aplicação do PGRSS.

Contudo, entende-se que o foco principal não deva ser a punição, mas sim, em primeiro momento, a orientação de forma segura para que a população não corra o risco de contaminação.

A cartilha não é um remédio salvador, mas uma ferramenta para auxiliar a fiscalização a manter o PGRSS em pleno funcionamento.

w.anvisa.gov.br Resolução - RDC nº 306, de 07 de dezembro de 2004* RDC: Resolução da Diretoria Colegiada w.mma.gov.br/conama CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA RESOLUÇÃO CONAMA Nº 283, DE 12 DE JULHO DE 2001

- 13 - ANEXOS

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