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São Bento do Sul 2013

em mecânica

Trabalho de Conclusão de Estágio apresentado ao curso de Tecnologia Mecânica - Modalidade Produção Industrial de Móveis, da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, como requisito para obtenção do grau de tecnólogo Orientador: Sandro Keine ,M.Eng.

SÃO BENTO DO SUL – SC 2013

Agradeço primeiramente a Deus pela vida e, principalmente, por ter me ajudado a superar todas as minhas limitações neste caminho.

À minha família: obrigado pelo apoio e por acreditarem na minha capacidade

Aos professores, que no decorrer desse curso contribuíram com o conhecimento para o meu aprendizado. Em particular ao meu professor e orientador Sandro Keine, pelo apoio e dedicação.

A industria Tuper por me proporcionar tal experiência.

Aos meus colegas e amigos, obrigado a todos por contribuírem e fazerem parte da minha história; agradeço a todos, por toda luz e motivação que trazem à minha vida!

Muito obrigado!

“O maior dos espíritos engrandece o menor dos homens.” (Matt Groening)

No aprimoramento da confiabilidade dos ativos, ou seja, os equipamentos adotam-se sistemas de gestão da manutenção aplicando métodos para aumentar a confiabilidade dos equipamentos e neste visa mostrar que para um mundo moderno não se aceita mais contar com mantenedores que atuam com manutenção corretiva. Pois inversamente a manutenção corretiva à manutenção preventiva busca obstinadamente evitar a ocorrência de falhas, ou seja, busca prevenir, contudo se a política de implementação não estiver bem evidenciada pode gerar desconfianças quanto a sua eficácia. Para viabilizar a pesquisa e criar um sistema eficaz utilizou-se de pesquisa em livros, manuais e observações in loco, pois é uma pesquisa demonstrativa na qual visa mostrar em dados às informações coletadas. Contudo neste queremos mostrar como aplicar, montar e gerenciar um método de manutenção preventiva no qual se estima reduzir os custos da manutenção e aumentar a confiabilidade dos equipamentos e aumentar suas horas de funcionamento, pois nem sempre os fabricantes nos informam com clareza os dados precisos para a adoção nos planos de manutenção preventiva.

PALAVRAS-CHAVES: Manutenção preventiva; gestão da manutenção.

Figura 1 – Modelo de ordem de serviço21

LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Objetivo/Situação Atual................................................................................23

INTRODUÇÃO09
1.1 – OBJETIVOS GERAIS10
1.2 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS10
2 – HISTÓRICO DA EMPRESA1
3 – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA12
3.1 – MANUTENÇÃO CORRETIVA12
3.2 – MANUTENÇÃO PREVENTIVA12
3.3 – CUSTOS DA MANUTENÇÃO14
3.4 – ESTRUTURAS DE MANUTENÇÃO15
3.5- PLANEJAMENTO DA MANUTENÇÃO16
3.5.1 – Tipos de Controle da Manutenção16
3.6 – IMPLANTAÇÃO DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA17
3.7 – ORDENS DE SERVIÇO18
4 – METODOLOGIA19
4.1 – CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA19
4.2 – EM RELAÇÃO AOS OBJETIVOS19
5 – SITUAÇÃO ATUAL20
5.1 – LEGENDA DA ORDEM DE SERVIÇO2
CONCLUSÃO23
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS24

SUMÁRIO ANEXOS.........................................................................................................................25

1. INTRODUÇÃO

A presença da automação nos meios industriais produtivos é uma realidade. Em uma época em que a máquina auxilia o trabalho do homem, uma constante evolução ocorre na questão tecnológica com o advento de maquinaria cada vez mais eficiente e atualizada para suprir as crescentes demandas do processo produtivo.

Todavia, pouca importância é dada ao fato de que, sendo evidente a evolução da mecanização, torna-se necessário, também um incremento na área de manutenção.

Frequentes problemas no conjunto maquinário das empresas têm mostrado que equilibrar o binômio evolução / manutenção significa não apenas uma melhor qualidade produtiva, mas também e principalmente – uma questão de sobrevivência do próprio organismo empresarial.

preventiva enquanto fator estratégico para qualidade produtiva e redução de custos

Este trabalho propõe uma discussão acerca da necessidade da manutenção

Tendo em vista que o produto fabricado é o resultado de um processo no qual qualquer contaminante resulta em queda da qualidade e perda de clientes é bastante plausível a necessidade de refletir sobre a manutenção preventiva como melhoria da qualidade produtiva, uma vez que a qualidade costuma ser um fator decisivo para o êxito do produto no contexto do mercado.

A referência teórica para o presente estudo é fornecida a partir da manutenção preventiva industrial, com base em leituras e pesquisas em livros e manuais e observações in loco.

Assim como todas as empresas de ramo industrial, a empresa em estudo busca aumentar o desempenho de seu maquinário instalado a fim de aumentar a produtividade e reduzir e tempo de máquina para por quebra assim tornando-se competitiva no mercado.

Um meio de alcançar estes objetivos e evidenciando a execução da manutenção preventiva em suas máquinas e equipamentos, bem como nos elementos de composição destes.

1.1 OBJETIVOS GERAIS

Este estudo tem como objetivo a Implementação de um Programa de Manutenção Preventiva para Máquinas Injetoras.

1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Pesquisar material para base teórica de estudo; Descrever o atual processo de gestão para manutenção das injetoras; Realizar levantamento dos dados; Identificar as oportunidades de melhorias;

Propor sugestões de melhorias para as oportunidades encontradas no setor de manutenção da unidade Vanfix.

2. HISTÓRICO DA EMPRESA

Sobre a Vanfix

Incorporada à Tuper desde 2008, a Vanfix é uma empresa que há 16 anos atua no mercado nacional de injeção plástica. Com sede em São Bento do Sul - SC está presente também em grande parte do Brasil com seus produtos. Possui um portfólio de mais de 400 itens e produz aproximadamente 1.500.0 peças por mês.( http://www.vanfix.com.br/vanfix.php )

Sobre a Tuper

Com 40 anos de atividades, a Tuper é uma das maiores processadoras de aço do

País. Sua estrutura é formada por oito unidades e mais de 115 mil metros quadrados de área industrial construída. Possui sede em São Bento do Sul/SC e unidade industrial em Xanxerê, além de estar presente em mais de 20 pontos de distribuição, localizados em cidades estratégicas do país. Seus produtos atendem 2 segmentos de mercado. http://www.vanfix.com.br/vanfix.php )

3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

3.1 MANUTENÇÃO CORRETIVA

Definição Técnica: Manter em perfeito estado de conservação e funcionamento: equipamento, acessórios e tudo o que está ligado ao setor fabril de uma indústria. (SANTOS, 2010, p. 13).

Segundo Pinto e Xavier (2007) ao atuar em um equipamento que apresenta um defeito ou um desempenho diferente do esperado estamos fazendo manutenção corretiva. Assim a manutenção corretiva não é necessariamente, a manutenção de emergência corretiva.

Convêm observar que existem duas condições especificas que levam à manutenção corretiva:

a) Desempenho deficiente apontado pelo acompanhamento das variáveis operacionais.

b) Ocorrência da falha.

De maneira geral, a atuação principal da manutenção corretiva é corrigir ou restauraras condições de funcionamento do equipamento ou sistema. (PINTO e XAVIER, 2007)

Quando uma empresa tem a maior parte de sua manutenção corretiva na classe da não planejada, seu departamento de manutenção é comandado pelos equipamentos e o desempenho empresarial da organização, certamente, não está adequado às necessidades de competitividade atuais. (PINTO e XAVIER, 2007, p. 18)

3.2 MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Inversamente à política de manutenção corretiva, a manutenção preventiva procura obstinadamente evitar a ocorrência de falhas, ou seja, procura prevenir. Em determinados setores, como na aviação, a adoção de manutenção preventiva é imperativa para determinados sistemas ou componentes, pois o fator segurança se sobrepõe aos demais. (PINTO e XAVIER, 2007, p. 39)

Como nem sempre os fabricantes fornecem dados precisos para a adoção nos planos de manutenção preventiva, além das condições operacionais e ambientais influem de modo significativo na expectativa de degradação dos equipamentos, a definição de periodicidade e substituição deve ser estipulada para cada instalação ou no máximo plantas similares operando em condições também similares. (PINTO e XAVIER 2007, p. 40)

Isso leva à existência de duas situações distintas na fase inicial de operação:

a) Ocorrência de falhas antes de completar o período estimado, pelo mantenedor, para intervenção; b) Abertura do equipamento / reposição de componentes prematuramente.

corretiva(PINTO e XAVIER, 2007, p. 40)

Evidentemente, ao longo da vida útil do equipamento não pode ser descartada a falha entre duas intervenções preventivas, o que, obviamente, implicará uma ação

Os seguintes fatores devem ser levados em consideração para uma adoção de uma política de manutenção preventiva:

Quando não é possível a manutenção preditiva.

Aspectos relacionados com segurança pessoal ou da instalação que tornam mandatória a intervenção, normalmente para substituição de componentes.

Por oportunidade em equipamentos críticos de difícil liberação operacional.

Riscos de agressão ao meio ambiente.

Em sistemas complexos e / ou de operação contínua. Ex: petroquímica, siderúrgica, indústria automobilística, etc. (PINTO e XAVIER, 2007, p. 40; 41)

A manutenção preventiva será tanto mais conveniente quanto maior for a simplicidade na reposição; quanto mais altos forem os custos de falhas, quanto mais as falhas prejudicarem a produção e quanto maiores forem as implicações das falhas na segurança pessoal e operacional. (PINTO e XAVIER, 2007, p. 41)

Se, por um lado, a manutenção preventiva proporciona um conhecimento prévio das ações, permitindo uma boa condição de gerenciamento das atividades e nivelamento de recursos, além de previsibilidade de consumo de materiais e sobressalentes, por outro promove , via de regra, a retirada do equipamento ou sistema de operação para execução dos serviços programados. Assim, possíveis questionamentos à política de manutenção preventiva sempre serão levantados em equipamentos, sistemas ou plantas onde o conjunto de fatores não seja suficientemente forte ou claro em prol da política. (PINTO e XAVIER 2007, p. 41)

Além disso outros pontos negativos com relação à manutenção preventiva é a introdução de defeitos não existentes no equipamento devido a:

Falha humana. Falha de sobressalentes.

Contaminações introduzidas no sistema de óleo.

Falhas dos procedimentos de manutenção. (PINTO e XAVIER 2007)

3.3 CUSTOS DA MANUTENÇÃO

Ações efetivas induzem a uma boa gestão dos processos de desgaste normal dos ativos em uma organização. Ainda é prevista a alta competitividade em atingir e manter a estabilidade dos equipamentos, levando em conta a qualidade em fases como: Planejamento, Execução e Controle efetivos dos custos. (Pereira, 2010, p.1).

materiais e sobressalentes. Perda de produto por máquina

Efetuando em mão de obra direta própria ou contratada. Dispêndio em mão de obra de supervisão. Dispêndio em parada. O dispêndio total deste evento deve ser levantado e os valores totais gastos devem ser fornecidos para o dono ou usuário do item ou do equipamento. (BRANCO, FILHO, 2010, p.15).

Antigamente, quando se falava em custos de manutenção a maioria dos gerentes achava que:

Não havia meios de controlar os custos de manutenção.

A manutenção em si, tinha um custo muito alto.

Os custos de manutenção oneravam, e muito, o produto final.

Em termos de Brasil, essas afirmações eram muito intuitivas, desde que a mensuração desses custos era meramente contábil, ou seja, não havia indicadores técnico-gerenciais que fossem representativos. Por outro lado, alguma verdade se escondia sob essas afirmações, pois a performance global da manutenção deixa a desejar. (PINTO e XAVIER 2007, p.56; 57)

Hoje em dia isto ocorre por motivos gerenciais que julgam que a manutenção não tem atividades meramente tão importantes, por isto os investimentos não deveriam ser altos valores, pois já que não tinham valores expressivos não tinham competência e representatividade para mudar a situação, e nos dias de hoje ainda é possível encontrar um bom número de empresas brasileiras que estão nesta situação. (PINTO e XAVIER, 2007).

No Brasil, o custo da manutenção em relação ao faturamento bruto das empresas apresentou uma tendência de queda entre 1991 e 1995, tendo se estabilizado no entorno de 4,0% a partir daí. (PINTO e XAVIER, 207, p. 57)

Custos Diretos: são aqueles de necessidade para os equipamentos em funcionamento, estão incluídos os custos de manutenções como corretivas, preventivas, preditivas bem como os de grandes serviços de reforma ou modernização. (PINTO e XAVIER 2007).

Custos Indiretos: são os provenientes da estrutura gerencial e os de apoio administrativos, como análises de custos de melhorias, engenharia, supervisão onde também se colocar os custos com aquisição de novos equipamentos ferramentas e instrumentos de manutenção. (PINTO e XAVIER, 2007).

3.4 ESTRUTURAS DE MANUTENÇÃO:

As estruturas de manutenção tem funções distintas entre as indústrias e são formadas de forma que lhe são pertinentes, assim teremos como exemplo indústrias de nosso conhecimento. (PINTO e XAVIER, 2007).

Manutenção Mecânica: dedicada as partes propriamente ditas de movimentos mecânicos dos equipamentos. (PINTO e XAVIER, 2007).

Manutenção Elétrica: dedicada as estrutura de alimentação elétrica bem como as de comando eletroeletrônicos dos equipamentos. (PINTO e XAVIER 2007).

Podemos entretanto dizer que fazem parte da manutenção como equipe de apoio:

Suprimentos: incluso como administração do almoxarifado. (PINTO e XAVIER, 2007).

Ferramentaria: dispõe dos equipamentos de usinagem. (PINTO e XAVIER 2007).

Segurança do Trabalho: incluso como administrador dos itens de segurança em trabalhos específicos. (PINTO e XAVIER, 2007).

Engenharia de manutenção: dispõe de pequenos projetos, estudos e análise de manutenção. (PINTO e XAVIER, 2007).

3.5 PLANEJAMENTO DA MANUTENÇÃO

Como a manutenção dever ser executada em todos os níveis de atividades, mas neste estudo referindo-se especialmente aos ativos ou seja os equipamentos industriais.(BRANCO FILHO, 2008).

Uma manutenção eficiente deve ter seus trabalhos controlados e bem planejados, para isto haverá quem tome contra do que será realizado, e verifique se o que fora realizado está de acordo com o que fora planejado. .(BRANCO FILHO, 2008).

3.5.1 Tipos de Controle da Manutenção:

Conforme Branco Filho (2008), o planejamento e o controle da manutenção poderá basicamente ser feito de três tipos: manual, semi-informatizado e informatizado.

Manual: como o próprio nome já indica toda a documentação que é exigida para análise ou execução das tarefas são preenchidos manualmente e guardados em gavetas ou arquivoa físico. .(BRANCO FILHO, 2008)

Semi-informatizado: é aquele onde as manutenções preventivas são controladas com auxílio de computador, e as demais corretivas são controladas manualmente. .(BRANCO FILHO, 2008)

Informatizado: já indicado pelo próprio nome todo o sistema de manutenção é controlado através de computadores, em casos específicos existem softwares de manutenção que fazem todo controle assim que são alimentados. .(BRANCO FILHO, 2008).

3.6 IMPLANTAÇÃO DA MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Após definir qual sistema de controle irá ser utilizado deve-se seguir alguns itens de implementações que definirão a sequência da manutenção preventiva. (BRANCO FILHO, 2008).

Definir as atribuições: estabelecer a documentação as equipes e o que cada um deverá fazer. (BRANCO FILHO, 2008)

Procedimento para com os equipamentos: agir sobre o equipamento conforme manual técnico estabelecido pelo fabricante. .(BRANCO FILHO, 2008)

Identificação dos equipamentos: Como parte fundamental da montagem do sistema preventivo é importante identificar os equipamentos independentes do critério escolhido. .(BRANCO FILHO, 2008).

Criação dos procedimentos de manutenção: deverão ser elaborados para que as tarefas nos auxiliem no levantamento e alocação dos recursos sejam matérias ou financeiros. .(BRANCO FILHO, 2008)

Adequação ou projeto do documento ordem de serviço: é neste passo que se verifica o impresso e destina-se o que poderá ser feito, refeito ou arquivar ou descartar. .(BRANCO FILHO, 2008)

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