Navegação

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Componentes do sistema Seguimento espacial

São 24 satélites transmitindo sinais em 6 órbitas a 20.200 km, com uma inclinação de 55º, cada satélite efetuando uma volta a cada 12 horas. Os satélites têm vida útil de 10 anos aproximadamente, necessitando de periódicas substituições.

Seguimento de controle

É responsável pela monitoração, geração, correções e avaliação de todo o sistema, existe uma estação central nos Estados Unidos e monitoras em outros pontos da terra.

Diferencial GPS (DGPS)

É uma técnica usada em tempo real para remover a maioria dos erros que o GPS possa apresentar. O DGPS consiste em um receptor GPS estacionário sobre um ponto de coordenadas conhecidas (estação base), que no caso de navegação na costa brasileira são utilizadas as estações radiogoniométricas da Marinha. Como esses receptores conectados à estação base estão relativamente próximos, irão experimentar erros similares que serão corrigidos, chegando à precisão de 5 m.

Termos utilizados no GPS:

Ao navegar utilizando o GPS, devemos levar em consideração alguns termos próprios do equipamento:

•TRK ou BRG É o rumo apresentado pelo GPS; o instrumento já fornece o rumo verdadeiro.

DGPS, receiver e antena

• COG Rumo no fundo; é a direção resultante realmente navegada, desde o ponto de partida até o ponto de chegada, num determinado momento, ou seja, o rumo no fundo é a resultante entre o rumo na superfície e a corrente.

• VMG Velocidade no fundo; é a velocidade ao longo da derrota realmente seguida em relação ao fundo do mar, desde o ponto de partida até o ponto de chegada.

• SOA Velocidade de avanço; é aquela com a qual se pretende progredir ao longo da derrota planejada. Os cálculos do ETA e do ETD são feitos baseados nesta velocidade.

• ETA Hora estimada de chegada

• ETD Hora estimada de partida

• MOB Homem ao mar; esta tecla do GPS permite que, em caso de homem ao mar, imediatamente após ser acionada, o GPS insere um ponto chamado MOB com a posição atual e ao mesmo tempo executa a função GO TO (vá para), considerando este ponto como destino.

2.8 Sistema de Socorro e Segurança Marítimos (GMDSS)

A Convenção SOLAS determina que o Comandante de qualquer navio no mar ao receber um sinal de perigo de outro navio, aeronave ou embarcação de sobrevivência deverá prosseguir a toda velocidade para o local do incidente a fim de prestar auxílio às pessoas em perigo.

O princípio básico do GMDSS é que as autoridades de busca e salvamento, localizadas em terra e os navios que estejam nas proximidades, sejam rapidamente alertados sobre o incidente, assim como poderão participar das operações de busca e salvamento.

Os equipamentos requeridos para serem instalados em um navio são determinados basicamente pela sua área de operação.

•Área A1 Área dentro da cobertura radiotelefônica com no mínimo uma estação costeira VHF, em que um permanente alerta de chamada seletiva (DSC) seja disponível, cerca de 20 a 30 milhas náuticas.

•Área A2 Área excluindo a área A1 dentro da cobertura radiotelefônica, com no mínimo uma estação em MF, em que um permanente alerta DSC seja disponível cerca de 100 milhas náuticas.

27 NAVNAV

•Área A3 Área excluindo as áreas A1 e A2 dentro da cobertura de um satélite geo-estacionário

INMARSAT, em que um permanente alerta seja disponível. Esta área está entre 70º N e 70º S, que é a faixa de cobertura dos satélites INMARSAT.

•Área A4 Área que fica fora das áreas A1, A2, A3.

Sistema de comunicação no GMDSS

As comunicações por satélite são particularmente os elementos mais importantes do GMDSS. O sistema INMARSAT emprega quatro satélites geo-estacionários e opera as estações terrenas de navio (SES) na banda 1.5 e 1.6 GHz banda L, provendo-as com os recursos de alerta de socorro e capacidade para comunicação por radioteleimpressão e radiotelefonia.

As Balizas Radio Indicadoras de Posição em Emergência (EPIRB) de 1,6 GHz (banda L) também são usadas para gerar alerta de socorro, assim como as EPIRBs de 121,5 e 406 MHz que utilizam o sistema COSPAS-SARSAT com seis satélites que estão em órbita polar, sempre com o objetivo de identificar o navio e sua posição em caso de alerta de socorro.

Comunicação a longa distância

É utilizada a comunicação em HF como alternativa para a comunicação por satélite.

Comunicação a média distância

Neste tipo de comunicação é utilizada a MF fazendo-se a comunicação navio/terra, navio/navio e terra/navio. É utilizada a freqüência 2.187,5 KHz usada para alerta de socorro e chamadas de segurança usando-se o DSC.

Comunicação a curta distância

O VHF é utilizado na freqüência de 155,525 MHz (canal 70) para alertas de socorro e chamadas de segurança, usandose DSC e 156,800 MHz (canal 16) para tráfego de socorro e segurança por radiotelefonia, inclusive comunicação de coordenação SAR na área de ação.

VHF portátil

Bibliografia

BARROS, Geraldo Luiz Miranda de. Navegar é fácil. Rio de Janeiro: Marítima, 1999.

BARROS, Geraldo Luiz Miranda de. Navegando com a eletrônica. 1 ed. Rio de Janeiro: Catau, 1995.

BRASIL. Marinha do Brasil. Diretoria de Portos e Costas. Regulamento Internacional para Evitar Abalroamento no Mar – RIPEAM-1972. Rio de janeiro, 1996.

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