Universidade de são paulo

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INSTITUTO OCEANOGRÁFICO

IOB0132 - Produtores Primários Marinhos

Relatório do Trabalho de Campo

Ubatuba – JULHO/2011

Orientadora/Pesquisas

Flaviany Mathey

Alunos

Caio Ferreira 5653287

Carina Rezende 5653286

Celina Rondinelli 5452493

Dan Vieira 5653272

Dante i Natalino 5653122

Fabio Santana 5653369

Luis Fabiano Baldessan 5653388

Roberto de Oliveira 5653450

Sumário

1 Introdução p. 3

2 Macroalgas e Costão Rochoso ....................................................p. 6

2.1 Zonação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p 6

3 Materiais e métodos p. 8

3.1 Coleta de macroalgas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .p. 8

3.2 Fitoplâncton . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 9

4 Resultados p. 10

4.1 Coleta de macroalgas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p.10

4.2 Fitoplâncton . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p.10

4.3 Estudo dirigido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p.12

5 Discussão e conclusão p. 15

5.1 Estudo dirigido . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p.15

Referências p. 16

3

1 Introdução

Foi realizada uma viagem de campo até a Base Clarimundo de Jesus do IO-USP, situada no município

de Ubatuba na Enseada do Flamengo (ilustrada na Figura 1), mais exatamente na praia do Lamberto

(23_ 30,00S 45_ 0,70W). A Enseada do Flamengo é uma área de baixo hidrodinamismo, protegida das

grandes tempestades e contornada por grandes paredões rochosos.

Figura 1: vista geral da Enseada do Flamengo

As praias desta enseada são compostas por

areias que variam de finas até grossas, e apresentam

grandes quantidades de rochas. Devido ao fato

do litoral Sudeste ser altamente recortado e rodeado

de serras, estas rochas (provavelmente desprendidas

da serra adjacente) encontradas ao longo de

toda a região costeira acabam se fixando nas praias

e oferecem um ótimo substrato para a colonização

por diversos organismos que habitam a interface entre

a hidrosfera, a litosfera e a atmosfera. O nome

usualmente dado a esse ambiente costeiro é costão

rochoso, que é considerado muito mais uma extensão

do ambiente marinho que do terrestre, uma vez que a maioria dos organismos que habitam-no, estão

relacionados ao mar.

O ecossistema em um costão rochoso pode ser muito complexo, porém apresenta grande variação

quanto a biodiversidade devido ao regime de maré e das ondas que agem sobre o costão. Por isso, podemos

classificar os costões em dois tipos: um costão exposto e um costão protegido. O costão rochoso em

questão, ou seja, o estudado na Enseada do Flamengo em Ubatuba, trata-se de um costão protegido (característica

adquirida devido à enseada). Observando-se a área destacada no gráfico da Figura 2, que relaciona

a quantidade de estresse que as espécies do costão rochoso estudado estão sofrendo e a biodiversidade

correspondente, estima-se que este seja um costão rochoso protegido que apresenta uma biodiversidade

média.

Esse ecossistema de média biodiversidade pode ser composto principalmente por macroalgas, crustáceos

associados ou não, moluscos e esponjas incrustados. As macroalgas são organismos multicelula4

0 50 100

Estresse

Baixa

Média

Alta

Biodiversidade

Biodiversidade em relação ao estresse imposto pelo meio

estresse x biodiversidade.nb 1

Figura 2: gráfico ilustrando a biodiversidade relacionada a uma dada taxa de estresse

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