Tripulante operacional

Tripulante operacional

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3º BATALHÃO DE BUSCA E SALVAMENTO

CURSO DE TRIPULANTE OPERACIONAL – CTOp 2007

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES GENERALIDADES DO 3º BATALHÃO DE BUSCA E SALVAMENTO

MISSÃO DO 3ºBBS

PPrestar serviços de excelência em operações aéreas de

Bombeiros, fomentando o desenvolvimento da qualidade e capacidade operacional da Corporação, da proteção e satisfação da comunidade do Distrito Federal e Entorno, por meio da união de todos os nossos militares, visão de futuro, dinamismo, responsabilidade, coragem e segurança.

VISÃO DO 3ºBBS

SSer uma unidade aérea reconhecida e respeitada na Corporação, comunidade local e no Brasil, por seu profissionalismo, competência técnica e operacional. Identificada como uma unidade singular que coopera decisivamente para a melhoria dos serviços prestados pelo CBMDF e na qualidade da segurança pública e da defesa social no Distrito Federal.

Ser constituída por pessoal altamente qualificado, motivado e coeso, que professa valores morais e éticos, que identificam o militar do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Compromissado com a Corporação, com orgulho de pertencer ao 3º. Batalhão de Busca e Salvamento e a servir à sociedade do Distrito Federal e ao Brasil.

1. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES6
1.1. FINALIDADE6
1.2. OBJETIVO6
1.3. ÂMBITO6
2. GENERALIDADES DO 3º BATALHÃO DE BUSCA E SALVAMENTO7
2.1. 3º BBS - BATALHÃO DE BUSCA E SALVAMENTO7
2.3. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL7
2.4. EFETIVO7
2.5. SERVIÇO DIÁRIO7
2.6. AS TRIPULAÇÕES8
BOMBEIROS9
3.1. CONCEITUAÇÃO DE TERMOS9
3.2. ORGANIZAÇÃO OPERACIONAL DO CBMDF10
3.3. FASES DE COMANDO1
3.4. CADEIAS DE COMANDO1
3.5. PRINCÍPIOS DA OPERAÇÃO AÉREA1
3.6. FASES DO SOCORRO AÉREO13
4. CRITÉRIOS PARA SOLICITAÇÃO DE APOIO AÉREO15

3. EMPREGO TÁTICO DO HELICÓPTERO EM MISSÕES DO CORPO DE

HELICÓPTEROS16
4.1.1. DO PESSOAL DO CIADE16
4.1.2. DAS GUARNIÇÕES TERRESTRES17
4.2. PROCEDIMENTOS TÁTICOS BÁSICOS18
4.2.1 FATOR TEMPO19
4.2.2. FATOR SITUACIONAL21
4.2.3. FATOR CLÍNICO2
4.3. CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO DO TRANSPORTE AEROMÉDICO2

4.1. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO E ACIONAMENTO DOS

TRANSPORTES INTER-HOSPITARES23
4.5. FERRAMENTAS PARA USO PELAS EQUIPES DO CIADE23
4.5.1. TABELA DE TEMPO DE VÔO23

4.4. QUADROS DETERMINANTES PARA O EMPREGO DO HELICÓPTERO EM

TABELA 0123

TEMPO DE DESLOCAMENTO DO RESGATE-01 - CIDADES SATÉLITES – TEMPO DE DESLOCAMENTO DO RESGATE-01 – ENTORNO – TABELA 02 ......... 26

TEMPO DE DESLOCAMENTO DO RESGATE-01 – RODOVIAS – TABELA 0327
TABELA 0429

TEMPO DE DESLOCAMENTO DO RESGATE -01 – POSTOS DO CBMDF –

– TABELA 0529
DESLOCAMENTOS INTER-HOSPITALARES – TABELA 0631
Raio de Cobertura Operacional por Tempo Resposta32
CHECK LIST DE PRIORIDADE DE DECOLAGEM – CHECK LIST 033
CHECK LIST DE EXCLUSÃO – CHECK LIST 0434
FERRAMENTAS PARA USO DAS EQUIPES DE TERRA - CHECK LIST 0534
CHECK LIST CLÍNICO – CHECK LIST 0635
5. SITUAÇÕES ESPECIAIS PARA ACIONAMENTO DE HELICÓPTERO36
5.1. INDISPONIBILIDADE DAS AERONAVES DO CBMDF36
5.2. DAS EQUIPES DA BASE RESGATE36
5.3. DA COMPOSIÇÃO SOCORRO AÉREO37
5.3.1. COMPOSIÇÃO DAS TRIPULAÇÕES37
5.3.2. PERÍODO DIURNO DURANTE A SEMANA37
5.3.2. PERÍODO NOTURNO, FINAIS DE SEMANA E FERIADOS37
5.4. DO EMPREGO AÉREO SEGUNDO O TIPO DE MISSÃO37
5.5. DOS CRITÉRIOS ESPECIAIS DE EMPREGO AÉREO38
CHECK LIST DE PRIORIDADE DE DECOLAGEM – CHECK LIST 0740
PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO40
PARA OPERAÇÕES DE40
RESGATE E TRANSPORTE AEROMÉDICO40
6. SEGURANÇA DE VÔO45
6.1. ORIGEM DA SEGURANÇA DE VÔO E DE SUA FILOSOFIA45
6.2. DEFINIÇÃO E IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO45
6.3. FUNDAMENTOS DA PREVENÇÃO46
6.4. ACIDENTE E INCIDENTE AERONÁUTICO47
6.5. RELATÓRIO DE PERIGO47
7. NOÇÕES DE AERODINÂMICA DE ASAS ROTATIVAS49
7.1. INTRODUÇÃO49
7.2. CONCEITOS GERAIS49
7.3. CONDIÇÕES ATMOSFÉRICAS52
7.4. VÔO PAIRADO52
7.7. RESSONÂNCIA COM O SOLO5
8. TÉCNICAS DE OPERAÇÕES AÉREAS56

TEMPO DESLOCAMENTO DO RESGATE-01 HBB PARA OUTROS HOSPITAIS 8.1. PROCEDIMENTOS PADRÕES ............................................................................... 56

8.2. POSICIONAMENTO EMERGENCIAL PADRÂO57
8.3. PROCEDIMENTO PARA POUSO DE EMERGÊNCIA57
8.4. APROXIMAÇÃO E EMBARQUE57
7.5. DESEMBARQUE58
8.6. PROCEDIMENTOS DE APROXIMAÇÃO E EMBARQUE DE MATERIAL59
8.7. DESEMBARQUE DE MATERIAL59
8.8. APROXIMAÇÃO E EMBARQUE DE MACA60
8.9. APROXIMAÇÃO E DESEMBARQUE DE MACA61
8.10. História do Rapel62
8.1. RAPEL63
8.12. DESEMBARQUE NO RAPEL63
9. ZONA PARA POUSO DE HELICÓPTERO - Z.P.H65
9.1. CONCEITO65
9.2. PREPARAÇÃO DE UMA Z.P.H65
9.3. ESTABELECENDO E COORDENANDO UMA Z.P.H65
10. TÉCNICA DE RESGATE AÉREO - MC GUIRE68
10.1. CONCEITO68
10.2. MC GUIRE ÚNICO68
10.3. MC GUIRE DUPLO69
10.4. MC GUIRE COM "MACA DE RESGATE”70
10.5. OPERAÇÃO DE DESEMBARQUE E PREPARAÇÃO PARA O RESGATE71
10.6. OPERAÇÃO DE RESGATE72
10.7. MC GUIRE COM USO DO "TRIÂNGULO DE RESGATE"72
1DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

1.1. FINALIDADE

O Manual Técnico de Operações Aéreas tem a finalidade de padronizar os procedimentos a serem adotados pelo militar do CBMDF, quando envolvido em operações com o emprego de helicópteros.

1.2. OBJETIVO

envolvendo o emprego de helicópteros e elevar o nível de segurança destas operações

Ampliar a capacidade operacional do militar do CBMDF, no tocante as missões

1.3. ÂMBITO

O presente MTO se aplica a todas as Organizações Bombeiro Militar, Oficiais e Praças, envolvidos diretamente com a atividade aérea no CBMDF.

2GENERALIDADES DO 3º BATALHÃO DE BUSCA E SSAALLVVAAMMENNTTOO

2.1. 3º BBS - BATALHÃO DE BUSCA E SALVAMENTO

O 3º BBS – Batalhão de Aviação Operacional é uma Unidade Operacional Aérea, caracterizada pela peculiaridade de sua atividade e pela ampla gama de operações desenvolvidas. Dada a essa segunda característica, pode-se considerar o 3º BBS como uma Unidade Multimissão, que opera em apoio direto às demais unidades da Corporação, independentemente da área de atuação ou do teatro de operações.

A capacidade operativa do 3º BBS assemelha-se a outras unidades aéreas Párapúblicas espalhadas pelo Brasil. Contudo, o 3º BBS é o único serviço aéreo exclusivamente administrado por uma Corporação Bombeiro Militar. As demais unidades aéreas são administradas por Corporações Policiais Militares que executam ações de bombeiro com a utilização de helicópteros.

2.3. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

A estrutura organizacional do 3º BBS é assim dividida: 01 Comando

01 Sub-Comando

01 Seção de Operações

01 Seção de Segurança de Vôo

01 Seção de Instrução

01 Seção de Manutenção

01 Seção de Administração

2.4. EFETIVO

O efetivo atual do 3º BBS é de 68 (quarenta) homens, dividido entre Oficiais e

Praças. O Quadro de pilotos é dividido entre os Pilotos de Helicóptero e de avião. Ao todo, o CBMDF possui 16 (treze) pilotos em atividade, sendo 12 (doze) de Helicóptero e 04 (quatro) de Avião. O 3º BBS tem o seu pessoal distribuído no expediente, desempenhando suas funções previstas na estruturara organizacional na unidade e nas escalas de serviço.

Os Tripulantes Operacionais responsáveis pela execução direta da missão, ao todo são 31(vinte) tripulantes entre Sargentos, Cabos e Soldados. Todos possuem especializações em atividades operacionais, destacando-se: Emergência Médica, Salvamento nas diversa áreas, Resgate.

Quanto aos Mecânicos de Vôo, o 3º BBS possui 14 (dez).

2.5. SERVIÇO DIÁRIO

Diariamente o socorro aéreo do 3º. BBS será composto por 02 (duas) aeronaves devidamente equipadas e tripuladas por pessoal qualificado em cada equipamento. No período diurno durante a semana, 02 (duas) aeronaves estarão disponíveis para decolagem imediata. No período noturno, finais de semana e feriados, 02 (duas) aeronaves estarão disponíveis, sendo 01 (uma) aeronave disponível para decolagem imediata (ALERTA UM) e 01 (uma) para decolagem num tempo estimado entre 15 a 25 minutos (ALERTA DOIS) após o acionamento.

2.6. AS TRIPULAÇÕES

Cada tripulação de serviço do 3º BBS é composta basicamente por 02 (dois) Oficias e 02 (duas) Praças. Os Oficias são divididos em duas funções distintas, são elas: o Comandante da Aeronave, responsável final por todas as ações realizadas, que tem por competência a condução direta do vôo e de todas as funções inerentes à parte aeronáutica, além da administração da segurança de vôo; e o Co-Piloto que, além de ser o substituto direto do Comandante da Aeronave, é o responsável pela administração em si da ocorrência, coordenando a ação dos tripulantes e fazendo a ligação entre a aeronave e as equipes em terra ou com o próprio CIADE. Em algumas Corporações o Co-Piloto é chamado de Comandante de Socorro Aéreo.

Os Tripulantes Operacionais são os responsáveis pela ação operacional direta e pelo auxílio à condução da aeronave. Em cada tripulação encontra-se, no mínimo, 01 (um) Socorrista.

Em apoio às tripulações, encontram-se os mecânicos de vôo. Para cada ala de serviço, existe 01 (um) militar responsável pela área técnica de manutenção.

3EMPREGO TÁTICO DO HELICÓPTERO EM MISÕES DO CORPO DE

9 BOMBEIROS

3.1. CONCEITUAÇÃO DE TERMOS

Considere as seguintes conceituações:

MISSÕES OPERACIONAIS: Missões típicas para o emprego do helicóptero, relacionadas diretamente com atividade fim da Corporação em todas as suas diversas modalidades, no restrito cumprimento a solicitações de pronto atendimento emergenciais do CBMDF ou diretamente correlacionadas a estas. São missões OPERACIONAIS as Ações de Busca e salvamento de qualquer natureza, resgates, combate a incêndios urbanos e florestais, emergências médicas, transporte interhospitalar, transporte de pessoal, operações de suprimento e de materiais operacionais, apoio pericial, observação, coordenação e controle aéreo de ocorrências, prevenções, missões típicas de Defesa Civil e de Segurança Pública.

MISSÕES ADMINISTRATIVAS: Aquelas relacionadas diretamente com as atividades da Corporação em todas as suas diversas modalidades sem, no entanto, a urgência nem a necessidade de prontas respostas inerentes às missões operacionais e de socorro atendidas pelo CBMDF. Todas as missões administrativas podem e devem ser planejadas com antecedência. São missões ADMINISTRATIVAS os vos de levantamento estratégico, filmagem e fotografia, instruções de qualquer natureza, transporte de autoridades, demonstrações, apoio aéreo a órgãos governamentais e outras missões afins. Para a solicitação e execução de vôos administrativos, conforme definição constante do presente PROGRAMA os interessados deverão oficializar o pedido junto ao Comandante Geral do CBMDF por meio dos tramites administrativos normais da Corporação.

AERONAVE DE APOIO: Toda aeronave pertencente à outra instituição pública ou privada, empenhada em missão de socorro do Corpo de Bombeiros em apoio direto às aeronaves do CBMDF ou em substituição a elas.

TRANSPORTE AEROMÉDICO: Operação de transporte médico especializado, utilizando-se de meios aéreos, de caráter eletivo, sempre interhospitalar, efetuada desde que o paciente apresente condições para tal e a remoção, não represente riscos imediatos de agravamento do quadro clínico do paciente, através da utilização de recursos materiais e metodologia de suporte avançado de vida.

RESGATE: Operação de caráter emergencial, da cena do evento ao Centro

Médico de Referencia, através da utilização de pessoal médico e paramédico especializado, assim como de metodologias e equipamentos de suporte básico ou avançado de vida, nas quais a estabilização do paciente poderá ser realizada a bordo e a caminho do Centro Médico de Referencia.

ACIDENTES DE MASSA: evento não programado envolvendo de 05 (cinco) a 10 (dez) vítimas, requerendo assistência hospitalar e, demandando ainda, mais de duas equipes de socorro na cena do evento, com duração das atividades limitada a poucas horas. Exemplo clássico: Acidente de ônibus, incidentes em presídios.

CATÁSTROFE: evento não programado, geralmente não previsível, envolvendo mais de dez vítimas, com duração de mais de dez horas na cena, requerendo assistência multidisciplinar e revezamento de equipes. Exemplo clássico: desabamentos com soterramentos, catástrofes naturais, acidentes de aviões de grande porte.

TEMPO RESPOSTA: É o tempo decorrido entre, o momento do deslocamento de uma unidade de emergência ao local do evento, até o início do primeiro atendimento à vítima por essa unidade.

TEMPO DE TRANSPORTE: É o tempo decorrido entre, o momento do início do deslocamento de uma unidade de emergência, do local do evento, até a entrada do paciente na emergência do hospital de referência.

PRIMEIRO SOCORRO: Código indicativo da aeronave disponível para emprego imediato ao longo de todo serviço de 24h.

SEGUNDO SOCORRO: Código indicativo da aeronave disponível para emprego imediato como segundo socorro, durante o período diurno, ficando em regime de sobreaviso no período noturno, finais de semana e feriados.

3.2. ORGANIZAÇÃO OPERACIONAL DO CBMDF

A premissa básica do CBMDF em relação à sua organização operacional é a de possuir a capacidade de se ajustar às necessidades das operações. Essa premissa pressupõe uma estrutura dinâmica que responda de forma eficaz e eficiente aos anseios da sociedade. Segundo o Plano de Emprego operacional do CBMDF, essa organização deve obedecer sempre ao “Princípio da Unidade de Comando”, segundo a hierarquia funcional dos militares envolvidos nas operações – em que no vértice da pirâmide se situe o Comandante da Operação, como primeiro e principal responsável, dotado da respectiva competência e autoridade.

1 3.3. FASES DE COMANDO

A ação de comandar operacionalmente uma atividade de Bombeiro subentende a existência de um planejamento estratégico e tático, de uma organização adequada dos meios e recursos disponíveis, de uma coordenação das ações a serem implementadas, levando-se em conta todos os meios disponibilizados e por último, conforme o plano de emprego, o controle, que tem como finalidade o rigor do cumprimento das ordens transmitidas, da sua adequação à obtenção dos objetivos planejados e da evolução da situação.

Segundo o próprio Plano de Emprego, essas 04 (quatro) fases do comando formam um ciclo evolutivo e dinâmico em constante renovação, em face da própria evolução das situações.

3.4. CADEIAS DE COMANDO

Segundo o “Princípio da unidade de comando”, salientada anteriormente, verifica-se a importância dada ao comandante de uma operação como elemento de decisão (“principal responsável...competência e autoridade”), atribuindo-lhe o ponto mais alto da hierarquia funcional.

Nas ações operacionais, o Plano de Emprego estabelece a seguinte cadeia de comando: Chefes das guarnições, Subtenentes e Sargentos de dia e prontidão,

Oficiais Comandantes de Socorro, Oficiais de operações, Supervisor de dia, Comandantes de Companhias Regionais de Incêndio, Superior de Dia, Comandante de Batalhões, Comandantes Operacionais, Chefe do Estado-maior Geral e Comandante Geral.

Verifica-se, portanto, que na cadeia de comando operacional, há inversão de “poder” frente à cadeia de comando normal. Nessa última, em seu ponto mais alto, encontraremos o comandante geral, e em sua base, o chefe de guarnição.

Contudo, nas situações em que um militar hierarquicamente superior esteja em um nível tal da cadeia de comando que fique subordinado a outro militar mais moderno, prevalecerá a hierarquia do posto ou graduação. O Plano de Emprego é claro nesse aspecto, observado os preceitos constantes no número 13 Organização Operacional, mais especificamente no número 13.1 Sistema de Comando Operacional.

O sistema de Comando Operacional do CBMDF prevê que, em virtude da amplitude do evento apurado ou estimado, e, em decorrência da forma, quantidade, ou das prévias informações chegadas junto ao COCB, o comando direto das ações no local da ocorrência poderá evoluir desde o Chefe de Guarnição até o Chefe do Estado Maior Geral.

3.5. PRINCÍPIOS DA OPERAÇÃO AÉREA

Proteger e socorrer a sociedade são deveres do Estado através dos órgãos públicos que integram o sistema de Segurança Pública. Esse sistema vem, ao longo das últimas décadas, empregando efetivamente o recurso aéreo nas diversas atividades desses órgãos. Utilizando-se como paralelo as missões policiais executadas principalmente pelas Polícias Militares de Minas Gerais e São Paulo, verifica-se segundo FONTANA (1996), que:

“o incremento do radiopatrulhamento aéreo nos órgãos provedores de segurança pública passou a ser uma necessidade básica e deixou de ser um mero instrumento de luxo que propicia status e favorece a mordomia”.

O emprego do helicóptero na Polícia Militar de Minas Gerais proporcionou, segundo FONTANA (1996), um rápido atendimento ao público e passou a desencadear objetivamente ações de respostas efetivas. Hoje, a indisponibilidade de uma aeronave do Batalhão de Missões Especiais provoca um grande transtorno à operacionalidade da Corporação.

Dentre as diversas características técnicas do helicóptero, é possível sintetizá-las em duas grandes qualidades, consideradas como dois grandes potenciais do recurso aéreo. São elas a Velocidade e a Versatilidade.

Esses dois potenciais estão inseridos em princípios que norteiam qualquer atividade de serviço aéreo policial e de defesa civil. O Princípio da Universalidade, em que o 3º BBS, por exemplo, através de seu vetor operacional, face aos diversos tipos de ocorrências inerentes ao CBMDF, deve ser capaz de dar tratamento adequado às mesmas. O segundo é o Princípio da Oportunidade no Atendimento, proporcionado pela rapidez no atendimento, e que, é a base do potencial velocidade, citado anteriormente. Por último, e intimamente ligado ao Princípio da Universalidade, encontra-se o Princípio do Generalismo, que diz respeito diretamente ao militar e à sua especialização. A bagagem operacional deste militar deve contar com variados assuntos para que, independentemente da situação, possa ser dado um tratamento adequado ao problema.

A Velocidade (Princípio da Oportunidade no Atendimento) é verificada a partir da comparação direta entre o helicóptero e outros meios de transporte terrestres, os quais são suscetíveis a todas as interferências do trânsito das grandes cidades e da qualidade das estradas brasileiras, o que reduz drasticamente a média de velocidade das viaturas de socorro, além de agregar um elevado grau de risco de acidentes.

Por outro lado, a Versatilidade, como potencialidade, é o resultado da capacidade do helicóptero de realizar uma série de atividades de forma eficiente e eficaz (Princípio da Universalidade e do Generalismo). Verifica-se essa capacidade quando a aeronave realiza missões de salvamento de várias naturezas, ações de combate a incêndios, sejam elas urbanas ou florestais, missões de emergência médica e ainda, uma diversidade de atribuições secundárias na área administrativa, tais como: levantamentos de área, vôos de fotografia e filmagem, transporte de autoridades, e outros. De um modo geral, as viaturas utilizadas pelo Copo de Bombeiros destinam-se especificamente a um determinado fim, não sendo dotadas de capacidade técnica para a realização de outras atividades. Por exemplo, viaturas de combate a incêndios não são preparadas ou adequadas para a realização de ações de emergência médica. Por outro lado, viaturas de emergência médica não são apropriadas para incêndios florestais.

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