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(Parte 1 de 3)

FACULDADE DE EDUCAÇÃO THEREZA PORTO MARQUES

O VÍDEO COMO RECURSO E INSTRUMENTO PEDAGÓGICO DENTRO DE UMA CONCEPÇÃO AUTÔNOMA

Uma Pedagogia Audiovisual Orientada Conforme o Novo Paradigma Educacional

CATERINA CASARETTI

REGIANE ELEN DA ROCHA

Jacareí

2011

FACULDADE DE EDUCAÇÃO THEREZA PORTO MARQUES

O VÍDEO COMO RECURSO E INSTRUMENTO PEDAGÓGICO DENTRO DE UMA CONCEPÇÃO AUTÔNOMA

Uma Pedagogia Audiovisual Orientada Conforme o Novo Paradigma Educacional

CATERINA CASARETTI

REGIANE ELEN DA ROCHA

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC),

Apresentado ao Curso de Graduação em

Pedagogia, da Faculdade de Educação

Thereza Porto Marques, para obtenção

da Licenciatura Plena.

Jacareí

2011

VÍDEO COMO RECURSO E INSTRUMENTO PEDAGOGICO DENTRO DE UMA AUTÔNOMA

Uma Pedagogia Audiovisual Orientada dentro do Novo Paradigma Educacional

por:

Caterina Casaretti

Regiane Elen Rocha

Trabalho de Conclusão do Curso de Graduação em Pedagogia (Licenciatura Plena) da Faculdade de Educação Thereza Porto Marques.

Banca Avaliadora:

______________________________________________________________________________

Prof.

______________________________________________________________________________

Prof.

Jacareí

2011

DEDICATÓRIAS

A Déa Maria Sodré Simões, Carlo Casaretti, o grupo The Beatles, ao Cartola,

a Jorge Mautner, às professoras, Maria José Eras Guimarães e Ivani Catarina

Arantes Fazenda, a Paulo Reglus Neves Freire na qualidade de serem pessoas

iluminadas que me abriram as portas de um novo paradigma e me ajudaram a

construir os meus caminhos à Pedagogia.

E finalmente aos meus amigos de trabalho o Querido Guedes e Querido Ivã por nos mantermos vivos através do cinema itinerante.

DEDICATÓRIAS

A Maria Eunice F. da Rocha,

Raul C. Rodrigues da Rocha (em memória),

a Rafaela da Rocha França,

Ana Lúcia P. Lopes,

Maria José Eras Guimarães,

Ruy César do Espírito Santo e Edgar Morin.

AGRADECIMENTOS

Ao grande Pai Celestial, o inominável, à grande Mãe Gaia e a todos os seres celestiais,

animais e plantas, ao povo que se mantém fiel à lucidez e à realidade e à todas as tribos

guerreiras a favor da paz entre os seres, a minha mais profunda saudação.

Aos meus queridos pais, minha família, pela formação ética e moral que me

proporcionaram,

sem as quais não teria tido indignação e reflexões suficientes à idealização e

desenvolvimento do presente trabalho.

A todos os professores e em especial ao professor Carlos pela sua gentileza de ser, ao

professor Fausto por ser honesto historicamente, à professora Maria José pela sua

humildade

finíssima, à professora Arlene e Maria Helena, pela doçura, à professora Elenice por

nos tornarmos, “as amigas Paulo Freire”, à professora Maria Isabel, Gláucia, e Cristina Quina pela simpatia e

competência, à Evelise, Denise e Piedade por aprendermos a conviver, à Silvia, pela sua

alegria, às professoras Célia, Maerinete e Terezinha pela tranqüilidade, à professora Ivani Fazenda e ao grupo

GEPI, pela ressurreição a cada dia, aos meus alunos de todos os dias, além de todos aqueles que me alfabetizaram assim

como tantos outros que comigo estiveram em minha trajetória, como professores da vida.

A todos os seres que mesmo sem compromisso algum ajudaram em minha evolução como

pessoa, nas situações mais adversas em que nos encontrávamos, um abraço gratuito e a

esperança de que em algum dia possamos vir a desfrutar de relações mais fraternas entre

todos os espíritos que habitam neste planeta.

Aos funcionários da Secretaria, Biblioteca, Informática e Limpeza da FAETEC,

pela atenção e presteza com que sempre atenderam às minhas solicitações especialmente à

Angelita e Nelson! E à Sueli por sua presteza exemplar, assim como á Maria, Bernardina,

João, Ives, Vetriz, Cláudia, Raquel, Rosangela, Azul, diretores, coordenadores e colaboradores, alunos do Verdinho, as amigas

Isabela, Regiane, Pamela, Érika e Graça, de todas as horas.

A todos os meus queridos colegas de sala que comigo conviveram mesmo em meio a

enormes divergências e nos suportamos em nome da evolução de nossas consciências, inconsistências e ideais

sendo mestres uns aos outros para aproximarmos da maestria de nós mesmos.

AGRADECIMENTOS

A minha Família pela educação formadora.

A minha filha Rafaela pela compreensão e doçura.

Ao tio Carlinhos pelo apoio.

Ao professor Carlos pela sua paciência e ao professor Fausto

pela formação e por ampliar nossos horizontes.

A Maria José por nos mostrar o caminho e

A todos os professores que nos acompanharam nessa caminha de formação de pessoas.

A professora Ivani Fazenda e ao grupo GEPI pela busca da cura através do conhecimento.

Ao meu amigo Adriano T. Amorim por estar sempre me incentivando e me ajudando a refletir sobre mim mesma.

A minha amiga Caterina Casaretti por proporcionar momentos de experiências e conhecimento.

A todos os meus colegas de sala pela amizade.

A professora Rosemary que me ajudou nessa caminhada.

EPÍGRAFES

(“...) a prática educativa como um exercício constante em favor da produção e do desenvolvimento da

autonomia de educadores e educandos”.

(FREIRE, 1996, p. 164)

A improvisação é um milagre que só engana quem desconhece a técnica necessária para as práticas

criativas. Consideram a inspiração como um circunstância extraordinária, um estado hipnótico

que dispensaria, de certa forma, toda diligência material. Na verdade, é necessário acabar com

essa lenda do artista inspirado que vive fora do mundo. O criador é responsável pela sua criação.

Deve colocar sua lucidez a serviço de uma realização rigorosa, respeitando a lógica, a dinâmica e

os imperativos técnicos. A improvisação reduz-se a um tipo de sensibilidade para as exigências do

momento, que quando se trata, por exemplo, de modificar alguma coisa de última hora, no último

minuto. Em resumo, a improvisação só existe em relação ao detalhe. No que diz respeito ao conjunto,

o trabalho deve ser conduzido com precisão matemática”.

(Federico Fellini, in Whoghgelmuth, p. 8 2005.)

RESUMO

A falta de uma interpretação mais aprofundada dos métodos existentes e na ordenação de suas transposições didáticas, elevam-se muitas vezes às disputas ideológicas que pretendem a manutenção de estruturas sociais desiguais hierárquicas utilizando-se como estratégia de manutenção da ordem artimanhas que embaralham os níveis sociais e ainda, os mantém em constantes modificações superficiais e de níveis que “curvam a vara” parafraseando os conceitos de Saviani em Escola e Democracia, onde faz análise de um trecho do discurso de Lênin para desvelar seu raciocínio em relação à dialética acadêmica, descrevendo-o como o popularmente, “o virar a casaca”. Na evidencia de como são modificadas as estruturas e revelando o que vem acarretando no surgimento de fenômenos, como os do fracasso escolar, descaso intelectual e a evasão, perpetuando assim, situações ainda mais conflitantes e graves como os de degenerescência social em diversos níveis e aspectos comportamentais culturais e ou cognitivos, pertencendo às ordens públicas ou privadas, aos diferentes níveis de ensino participantes, de maneira formal ou informal; problemas como os de motivação que acarretam na indisciplina pela razão de não vir a conseguir projetar no hoje, um futuro dialético para uma educação compatível com a nossa atualidade que aponta aos problemas na ordem da complexidade. Surge um questionamento inevitável a ser feito diante a todo este processo: o que se pode fazer para se obter melhores resultados obedecendo a critérios formativos e não só mediante o processo formativo, observando-se também a plenitude desta formação, se utilizando de recursos simples aliados à posturas adequadas de atitudes nas transposições didáticas ampliando assim, o objeto da cidadania, para o ser sujeito no ato educativo. Em nossa busca em construir sentidos diferentes daqueles a que fomos acometidas (os) a percorrer em nossas formações, tradicionais, e partindo de uma realidade de educadoras (es) em formação, que vieram de um ensino público precário e por vezes à mercê das políticas utilitaristas que até então, se nos utilizavam aqui, para as suas manobras utilitaristas, enfim, hoje analisamos aqui os nossos papéis de observadoras e também a de objetos observados, respeitando a interdisciplinaridade inerente a cada ser sutil, sendo-nos ao mesmo tempo objeto e sujeitos, em busca de nossa identidade lingüística. Problematizamos aqui, a nossa formação e o fruto desta observação é a nossa própria formação através de nosso olhar, a nossa intervenção acadêmica, através de nossa pesquisa. Assim damos início à construção trôpega como identidades lingüísticas a serem desenvolvidas nesta monografia. Hoje, temos em mãos para estudo, as pesquisas científicas sobre a energia, e é possível então refletir sobre a simultaneidade de um posicionamento em diferentes espaços ou tempos. Sabemos que foi exatamente estes estudos que levaram a física clássica perder posição para a física moderna, a física da relatividade quântica. Adentrando-nos neste complexo da humanidade onde o observador é ao mesmo tempo objeto observado e interfere com a sua observação reagente, agentes e transformadores de conteúdos.Temos aqui um sentido comum a ser percorrido, porém tão somente quando se compreende que para conduzir-se ou conduzir alguém é preciso antes de tudo amar-se e amá-los. É deste amor incondicional ao próximo, que procuramos dar início aqui, as nossas buscas de significação interior em todos os instantes sagrados de nossas existências enquanto educadoras, em busca de um retorno àquilo a que fomos separadas ou simplesmente esquecemos pela falta de estímulos. Tais habilidades que viriam hoje a nos servir somente quando fossemos servir ao outro e que, nos dariam sentidos ao uso do nosso conhecimento e da nossa identidade, uma certa competência emocional. Como metáfora deste processo poderíamos dizer a chave de nós mesmos, nós, ao construí-las as utilizaremos para que possamos abrir nossas percepções. Se o conhecimento abre portas e se não construímos chaves que se encaixem nestas fechaduras como desfrutaremos daquilo que nos é sagrado cuidar, a nossa integridade de sujeitos?

Palavras chave: transposições didáticas; interdisciplinaridade; formação; habilidades; identidade lingüística.

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

Para uma educação compatível com a nossa atualidade que nos mostre os problemas na ordem da complexidade, e, diante de todo este processo, o que podemos fazer para obter melhores resultados observando a plenitude do sujeito que se forma, é preciso apontar para a algumas hipóteses já observadas por grandes teóricos da educação.

Percebemos que a maior importância deste processo vem a ser a desmistificação dos roteiros educativos ao momento em que elevem o grau do estudo ao âmbito do currículo e estamos neste ponto, afinados aos do teórico Paulo Freire, pela luta incessante em favor das integridades dos sujeitos enquanto seres em construção sofrendo situações caóticas e, portanto, complexas, como fica evidente na sua rigorosidade enquanto integridade ética a ser desenvolvida.

Cooperar para uma qualidade de vida e sustentabilidade harmoniosa e plena que se estimule como menciona em seus estudos, Sant´Anna, que o educador deverá estimular todos os sentidos do educando para que venha a ter um resultado satisfatório.

O presente trabalho tem como objetivo geral contribuir com educadores quanto à política de transposições didáticas mais eficazes, que respeitem a construção crítica e, como objetivo específico, romper com o paradigma clássico indo de encontro à teoria da equivalência global e ecossistêmica da sustentabilidade. De grande valor à comunidade científica, ao estudo da educação e na contribuição para a autonomia de sujeitos rompendo com posturas obsoletas ainda ativas nas instituições na ordem estrutural em políticas das instituições sejam elas privadas ou públicas. O trabalho vem focalizar eventuais respostas para a faculdade de Pedagogia Thereza Porto Marques, escolas públicas do ensino médio e fundamental em Jacareí, SP, a favor de uma expansão da educação dialógica dentro de uma realidade “tecnocomunicativa” emergente, mantendo a interdisciplinaridade dos conteúdos.

Acrescenta à comunidade da ciência pedagógica caminhos para uma educação significante e atual que possibilite uma construção de identidades sociais nas comunidades ao incluí-los na leitura de mundo discutindo os novos paradigmas emergentes contribuindo assim com modelos mais salutares em relação ao tradicionalismo científico clássico.

No contexto de dar autonomia aos indivíduos, onde autonomia não é vista como o processo do integrar da norma, e sim, no adquirir uma autonomia na construção de sua identidade histórica.

Observa-se o objeto de estudo possuindo diversas fontes primárias e secundárias alémdos referenciais teóricos existentes onde foram procuradas concepções que embasassem e pudessem demonstrar atendimento às recomendações necessárias ao estudo em questão. O instrumento de pesquisa utilizado para a verificação consiste no cruzamento de dados, por possuírem uma grande fidelidade através de extensa análise de textos, resumos e busca aos referenciais para a posterior observação. Os dados coletados foram tratados, organizados e analisados através dos cinco passos de Herbart e de Kuhn mediante uma interpretação dialógica e autônoma do processo e decorre o presente trabalho nos métodos dedutivo-dialético traçando paralelos por se tratar de possuir dois eixos em questão: romper o paradigma, e aplicar sua nova expressão interdisciplinar. O embasamento teórico do trabalho obteve-se a partir da busca e localização, tanto na literatura sobre educação audiovisual como na literatura e em outras áreas de interesse, de contribuições sobre: a interdisciplinaridade; inclusão; avaliação; didática; direitos humanos; dignidade humana; ética entre as demais aplicações.

A base teórica deste trabalho se fundamenta nos estudos de Ferréz, Sant´Anna e Whohgelmuth entre outros autores que compartilham as mesmas linhas de pensamento e de ação prática. No capítulo 1, fazemos uma breve introdução histórica das T.I.C.s, (Tecnologias de Informação e Comunicação) e sua utilização pedagógica; as reflexões necessárias sobre o tema e introdução ao desenvolvimento propriamente dito; no capítulo 2, vem a explanação a respeito do novo Paradigma e de como vem a ser o ensinar no século vinte e um, o ato pedagógico na sala de aula e suas aplicações interdisciplinares e avaliativas; no capítulo 3, perpassando o rompimento com o paradigma clássico para adentrar ao paradigma quântico emergencial na educação; em considerações finais optamos pelo fechamento no inacabado como ponto de partida a um posterior trabalho de pesquisa a ser novamente retomado em forma de artigo a acadêmico-científico.

CAPÍTULO I

HISTORICIANDO AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

*Historiciando as tecnologias de informação e comunicação

Segundo Whohgelmuth (2005), a etapa do desenvolvimento da comunicação humana é dividida em quatro grandes momentos sobrepostos onde cada etapa é caracterizada pelo uso de novas formas de comunicar e que sempre transformam a sociedade. Em primeiro momento temos a etapa da exteriorização do corpo através de gestos, a comunicação impessoal (única), em segundo temos as linguagens de transposição como o desenho, ritmo, música escrita e fonética; em terceiro está a amplificação com a imprensa, o satélite e a rede de informações na era da comunicação de elite; em quarto retornamos à era da comunicação individual porém com todos os itens anteriores acoplados.

Whohgelmuth, nos apresenta através de sua pesquisa que desde as primeiras pinturas nas cavernas, se disseminou pelos continentes uma forma de história e de comunicação visual, - A mais antiga linguagem do ser humano é audiovisual e discorre sobre a produção de uma pedagogia audiovisual que eleva os princípios de autonomia e destaca que se utilizando de uma boa interpretação dos métodos e instrumentos compatíveis existentes é possível que esta interpretação revele um modelo eficaz.

Trataremos do conceito da complexidade sabendo que muitos teóricos já dissecaram o conceito de maneira enciclopédica, porém, o que é importante para nós é ter em mente a compreensão de que existem estruturas simples e complexas e que para se compreender uma categoria complexa é preciso antes compreender categorias mais simples, como explica Piaget em seus estudos sobre a maturidade biológica e emocional, onde o sentido está em uma complexidade crescente que perpassa por desequilíbrios e reequilibrações para acomodar o assimilado e compreender a continuidade de um estudo. É preciso antes desenvolver as imagens mentais que servem como gatilho para o próximo conhecimento a ser adquirido seguindo uma proporção geométrica fazendo aqui uma analogia a espiral do conhecimento histórico complexo e rudimentar existente porque contém em si o contraditório e o aleatório em probabilidades. Para refletir sobre a história da era relacional, resgatamos alguns pontos importantes que nos situam aos acontecimentos existentes de uma época.

Um ponto muito importante a ser tratado é situar-se nas ondas evolutivas da humanidade, citando a terceira onda de Alvin Tofler, - A humanidade experimentou até hoje duas grandes ondas de transformação, tendo cada uma delas sepultado culturas e civilizações precedentes (...). A primeira onda de mudança - a revolução agrícola – levou milênios para se desenvolver (...) a segunda foi o nascimento da civilização industrial (...) agora avança de forma mais rápida ainda, sendo possível que a terceira onda invada a história aperfeiçoando-a em poucas décadas. (apud in Ferrés, p. 8, 1996).

O teórico, Ferrés (1996), autor de estudos sobre a vídeo-educação que aponta outro detalhe muito importante para acrescer nossas observações é a de - Neste estudo procuro o objetivo de tomar consciência das causas determinantes de uma urgente modificação em relação a posturas do mediador em relação ao uso do vídeo nos processos educativos. - para se adequar às radicais mudanças sociais que geraram um novo tipo de pessoa. (FERRÉS, p, 5, 1996).

Para todos, percebê-lo-íamos como integrantes de uma única realidade existencial comum. Uma alteração interna de postura perante o mundo, que permita entender a atuação interdisciplinar e compreendê-la como um resgate de um caminho fragmentado a percorrer, dadas as dificuldades e complexidades atuais que envolvem particularmente a todos os seres vivos na ordem planetária.

Como nos exemplifica Férres: - as invenções tecnológicas provocam mudanças culturais, as quais, por sua vez, geram mudanças na estrutura social. Woghgelmuth explica a respeito do nascimento do modelo de comunicação radiotelevisivo conhecido como I-M-R: O modelo de comunicação rádio-televisivo é conhecido como I-M-R, Interlocutor-meio-receptor, que surgiu no exército durante a Segunda Guerra Mundial como instrumento para comunicar às tropas os comandos desejados; mediante a hierarquia, não necessitava e/ou possuíra retroalimentação (retorno) e através do rádio, os aliados usufruíam de codificação e decodificação criptográfica para que informação não caísse no ouvido dos inimigos. (WOHLGEMUTH, p.17, 2005)

Já o tipo retroalimentação deriva do modelo I-M-I: modelo I – M – I, que coloca em contato interlocutores utilizando instrumentos de comunicação. Os sistemas universais de educação e capacitação popular baseiam-se em decisões individuais e parte dessa temática está enraizada no processo cultural. (WOHLGEMUTH, p, 17-18, 2005.) Hoje, estamos na era da reflexão retroalimentativa horizontal e participativa, ou seja não hierárquica, o I-M-I interlocutor-meio-interlocutor auxiliam a verdadeira comunicação entre os seres. Como explana Luhan (1972):

Os meios de comunicação, transformando o ambiente, fazem surgir em nós relações únicas de percepção sensorial. A extensão de um sentido qualquer transforma nossa maneira de perceber o mundo. Quando mudam tais relações o homem se modifica, conforme Luhan (1972).

Para não sermos atropelados pela própria comunicação e perdermos a nossa respeitabilidade enquanto profissionais da educação precisamos adequarmo-nos aos novos tempos e as tecnologias disponíveis de forma a sempre termos espaço de aplicar a nossa arte enquanto ofício pedagógico já que as tendências tecnológicas modificaram essencialmente as relações com a aquisição do conhecimento, como fica claro para Freinet (1974). A imagem é hoje a forma superior de comunicação. E,contrariamente ao que se tem acontecido com a escrita e com o livro, que não tem conseguido substituir a linguagem, hoje, estamos diante de uma técnica que trata apenas de uma elite ou de uma minoria de privilegiados ou de especialistas que se vê afetada por esse fato, mas da massa do povo, da humanidade, já que serão nações inteiras as que passaram, talvez, da cultura da palavra à cultura da imagem sem passar pela etapa intermediária da escrita e do livro.

Claro ao pensador Paulo Freire que em muitas de suas obras nos evidencia o objeto político no ato educacional e que os interesses servem a quem financia as estruturas de poder que mantém uma educação imposta e hierárquica, fragmentada e que portanto, no decorrer deste tipo de formação as consequências deste processo são justamente o que a escola deveria atribuir como prioridade no ensino. Parece paradoxal, mas, é totalmente observável e para facilitar este entendimento à critério de exemplo cito o periódico Ensino Superior, onde Luciano Velleda nos posiciona da seguinte maneira: Filhos da revolução digital (...) Um importante ponto de partida para entender o comportamento dos adolescentes de hoje é o contexto social da revolução digital. O processo, de fato, está em curso há algumas décadas e o que se vê atualmente é o crescimento de uma geração imersa, desde o seu nascimento, numa avançada expansão tecnológica, cujos efeitos são amplos e, de certa forma, ainda imprevisíveis, constata Velleda (2010).

Imprevisíveis tanto por parte de alunos como por parte de professores que sofrem o mesmo processo em sua formação. Saltando a uma análise epistêmica sobre “palavra”, Paschalin e Spadoto, em Gramática definem “palavra” como sendo um símbolo criado pelo homem para representar o seu mundo, e que a língua é um fenômeno social à disposição das pessoas que compõem a comunidade; já a fala é a utilização da língua pelo falante e que existem níveis de fala e a mistura entre os níveis de fala e de compreensão é responsável por muitos conflitos entre situações sociais, e que também nos parece evidente em “a ordem do discurso de Foucault (1998) suponho que em toda sociedade a produção do discurso é ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada e redistribuída por certo número de procedimentos que tem por função conjurar seus poderes e perigos, dominar seu acontecimento aleatório, esquivar sua pesada e temível materialidade.

Outro salto agora, ao famoso livro chinês das sombras móveis vindo a ser o precursor do cinema, mas, oficialmente é a pesquisa de Peter Roget que em 1824, em seus estudos científicos vem a descobrir o fenômeno da persistência da retina que deu vida à idéia de cinema.Thomas Alva Edison, em 1894 apresenta à comunidade científica o seu Cinetoscópio,que permitia ver individualmente 15 segundos de filme. Coube aos irmãos Lumière em1895 em Paris, a construção do cinematógrafo que possibilitava filmar e projetar. George Mélies, um mágico, antevendo o sucesso que o cinema poderia ter, apresentou-se aos irmãos Lumière, interessado em comprar a patente da invenção. A resposta que recebeu não foi a mais esperançosa: “esta invenção não está à venda, aliás, para você seria a ruína, só pode ser explorada por pouco tempo como uma curiosidade científica, pois, fora disso, não tem futuro comercial.” Mélies montou, entretanto a primeira empresa para a produção de filmes, a Star Films. Daí em diante o cinema transforma-se numa mega indústria.

Para Wohlgemuth (2005), a era da amplificação corresponde à era da imprensa e a última, a da comunicação a que nos encontramos, e que está em seu auge neste momento. Explica que ao passar pelas revoluções da imprensa e do cinema, tem-se hoje, uma invasão de tecnologias

de comunicação em massa, aplicadas à educação, como o vídeo, a TV, mídias móveis como o celular, entre uma infinidade de meios de comunicação e tecnologias aplicadas, à internet e jogos virtuais que aglomeram verdadeiros clãs de adoradores.

Participando enfim das reflexões e discussões existentes sobre as novas descobertas científicas que auxiliam na construção do paradigma educacional emergente já detalhado por Maria Cândida de Moraes em relação às T.I.C.s em sua obra, O paradigma educacional emergente, segundo a autora as tecnologias expandem caminhos para a reflexão das condutas de comportamentos, no âmbito da formação e de suas práticas.

Hoje nos periódicos mais comuns tem-se a confirmação: “A tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento de habilidade para atuar no mundo de hoje”, afirma Lotito (apud Polato, 2009).

Atuar no mundo de hoje, e como é atuar no mundo de hoje? Continua-se hoje um processo de ensino que não contribui para uma relação educacional verdadeira, as tecnologias que já participam no auxílio do trabalho pedagógico, são trabalhadas de forma estanque onde há um modelo que, ao invés de construir cidadãos críticos, formam numa concepção bancária levando a um fenômeno de degenerescência social. No artigo Educar Para que..., da equipe, Mundo Jovem, problematizam: (tecnologias de informação e comunicação). Basta, portanto, olhar hoje para o mercado de trabalho, para confirmar que a educação não acaba nunca. Se alguém não está disposto a sempre aprender mais, acaba ficando para trás.

Visto que o presente trabalho tem como objetivo geral, contribuir com educadores quanto às políticas de transposições didáticas de uma maneira eficaz que se respeite a construção crítica do ser e, como objetivo específico, romper com o paradigma clássico, indo de encontro à teoria da equivalência global ecossistêmica e sustentável, para tanto, faz-se necessário uma reflexão:

A crise na educação tem raízes estruturais e se formou uma objetividade nas suas várias manifestações de confrontos metodológicos, gestão, formação e baixa qualidade. As crises não diminuem porque os problemas sociais se agravam (...), constata Longman (2002)

Temos aqui presente um efeito “bola de neve” de proporções descontroladas onde gerações inteiras sofrem de uma amnésia educativa porque simplesmente eles não foram realmente educados, no máximo, foram confinados a atividades despropositais e sem nenhum gancho com a realidade e é apenas um número que será instrumentalizado dentro de um jogo de poderes, como ressalta Freire sobre o homem moderno:

Não sabe o que quer, o que pensa e sente. Ajusta-se ao mandado de autoridades anônimas e adota um eu que não lhe pertence. Quanto mais procede deste modo, tanto mais se sente forçado a conformar a sua conduta à expectativa alheia. Apesar de seu disfarce de iniciativa e otimismo, o homem moderno está esmagado por um profundo sentimento de impotência que o faz olhar fixamente e, como que paralisado para as catástrofes que se avizinham, afirma Fromm (apud Freire, 1980).

Outro teórico da educação que fez uma linda analogia ao assunto em seu livro O renascimento do sagrado na educação, o professor Ruy César do Espírito Santo da PUC- SP, representa os adolescentes sendo educados como se fossem cachorros não sabendo que na verdade são leões. O que percebemos com base nas observações gerais pessoais e fundamentadas é que, nos dias atuais há uma fragmentação tão grande do conhecimento que fica impossível ao cidadão comum compreender o todo à que pertence. Agora com as novas descobertas, constata-se que a ciência moderna nasce de um processo de ruptura em relação a antiga visão de mundo, fundamentada numa separação entre indivíduo conhecedor e a realidade tida como independente do indivíduo que a observa e vem estabelecendo 3 postulados :

1. A existência de leis universais, de caráter matemático.

2. A descoberta destas leis pela experiência científica.

3. A reprodutividade dos dados experimentais.

E como revela Basarab (2001), também a respeito da atitude: é necessário agir com rapidez, agora. Pois amanhã será tarde demais. O que preconiza um aceleramento das variáreis destrutíveis em grau planetário por estarmos vivendo um momento de colapso ambiental institucionalizado pelas políticas que não preservam o meio ambiente a ponto de danificá-lo irreversivelmente; conceitos que fortalecem a lei do mais forte, e no convívio social, refletem em políticas autoritárias que não fortalecem a democracia e esta por sua vez, esconde numa maioria uma minoria nunca ouvida enquanto vence uma maioria, porém, é mediante um olhar complexo que se há de perceber a democracia como sendo orgânica, que fortaleça o respeito e cultivo de situações harmoniosas entre os homens e o ambiente e entre o homem e outros homens no sentido de gênero humano.

Vem daí a rigorosidade de todo um processo de auto conhecimento, auto avaliação e integração de fragmentos soltos e sem sentido através do link da interdisciplinaridade assim como fica evidente que não poderemos mais utilizar o significado de coisa alguma por se manter em construção permanente e portanto, não se poderá utilizar como luz guia de nosso conhecimento porque não podemos desprezar as intempéries do presente o que não foge ao processo de planejamento detalhado.

* O Problema da Falsa Neutralidade Científica dentro da Sala de Aula

Segundo Libâneo (2008), o péssimo nível de qualidade de ensino, e acredita que o problema seja porque muitos não terem compreendido que a própria ação pedagógica dentro das escolas e das salas de aula era também uma luta política. Porque partem do princípio de que “a pedagogia é uma reflexão teórica a partir e sobre as práticas educativas” – ainda ressalta que – o Brasil viveu 21 anos de ditadura militar, cujo impacto político e social afetou vários campos, mormente o da educação. Junto a essas dificuldades, é visível que a profissão de pedagogo, como a de professor, tem sido abalada por todos os lados: baixos salários, deficiências de formação, desvalorização profissional implicando baixo status social e profissional, falta de condições de trabalho, falta de profissionalismo etc.

Esses fatores, por sua vez, rebatem na desqualificação acadêmica da área, fazendo com que docentes e pesquisadores de outras áreas desconheçam a especificidade da pedagogia, embora a critiquem. Ainda completa: Acrescente-se que, de modo geral, esses estudos ao irem direto para sala de aula, espaço fundamental da docência, ignoram os determinantes institucionais e sociais do ensinar, ao não procederem à articulação, na formação desses professores, dos saberes da docência – os pedagógicos, os de experiência, os das áreas específicas. A atividade docente, como sabemos, se reduz a um deles, a sala de aula e essa redução, em certa medida, é responsável pelos resultados de fracasso escolar.

Neste entendimento fica notório observar máximas como as descritas nas atividades éticas escritas na Carta da Terra: (...) o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. (Carta da Terra), como resgate de nós mesmos num sentido comum.

Percebemos que: como educadores somos chaves fundamentais de um processo de identidade cultural de indivíduos e que é notável não estar só no valor estrutural e sim no conteúdo humano, que na medida em que nos utilizamos, mesmo que seja de recursos simples ou precários, aliadas a uma real interpretação dos instrumentos que já são utilizadas e que facilitam a relação entre professores e alunos por equalizarem suas distâncias, tenderíamos a evoluir a um nível de pensamento num padrão mais ecossistêmico até nas transposições didáticas, sendo este um ponto crucial para a obtenção da qualidade de vida a todos.

Este valor passa a ser imprescindível para que possamos realmente adquirir um nível social elevado no sentido qualitativo onde como exemplo da premissa está em adquirirmos a consciência de que somos todos integrantes de um mesmo sistema e que o dano gerado a outrem infere sobre nós mesmos, sensivelmente até mesmo na ordem de pensamentos e ações.

Na consecução para se elevar esta relação social fica claro o que Paulo Freire notabilizava como necessárias modificações dos papéis, de professor à pesquisador como elo de ligação entre o potencial em construção do aluno ao conhecimento em foco, mediante caminho percorrido e problematizados a ponto de situar-se-lhe em sua realidade propondo-lhes os pontos de observação para ambos, tanto aluno quanto professor através do processo educativo cooperativo, formativo e autoavaliativo onde o erro é, claramente, um erro construtivo verdadeiramente.

* Como o professor na era digital e relacional intrapessoal, diante da nova cidadania global aprende a ensinar de maneira retroalimentativa e dialógica?

Na sala de aula, o vídeo-celular, como solução doméstica na forma de gancho introdutório dos conteúdos mediante processo de criações coletivas. O que vai de acordo com a teoria de Freinet e suas invariantes pedagógicas e que outros autores fortalecem: “a social ou cultural, sendo indispensável uma busca do conhecimento de forma dinâmica, interativa em que atitudes, hábitos, habilidades, crenças, sejam definidos como formação humana, consta Sant’Anna ( 2004).

Até porque se não nos antenarmos da necessidade do ousar a mudança estaremos nos confinando a um futuro bestial e involutivo, afinal não precisamos nos esforçar muito para visualizar mentalmente o estrago atribuído pela falta de objetividade dentro de um processo que envolve a todos os que pertencem à nossa comunidade de forma direta ou indiretamente. Observando este trecho teremos mais clareza: Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo, torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente, ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda, observa Freire (1996,).

* O que queremos para a educação do futuro?

Cooperar para uma qualidade de vida e sustentabilidade harmoniosa e plena que se estimule como menciona em seus estudos, Sant´Anna, que o educador deverá estimular todos os sentidos do educando para que venha a ter um resultado satisfatório.

Antes de pensarmos na Educação do futuro penso que deverá existir futuro para que exista a suposta educação e mesmo terá que existir as famosas imagens mentais que proporcionam o elo com novos conhecimentos de maneira propedêutica porém aleatória. Partindo do presente onde o que existe realmente é o percurso, trabalhar conceitos de cidadania global participando como atuante deste processo de integração mundial na rede da internet viria nesta integração uma esperança salutar a ativação dos sujeitos na ordem do dia.

Se o foco de atenção da aprendizagem do futuro é a imagem como caminho da leitura: precisamos nos adaptar de forma a ter sempre em base de nosso olhar o desvelamento dos aparelhos ideológicos da máquina, o que vai de encontro a uma educação crítica dos conteúdos Como diz Ferrés: Nossa visão de mundo, da história e do homem está intimamente ligada à visão imposta pelos meios de comunicação. (FERRÉS, p. 9, 1996.) e me parece praticar o efeito inverso uma maneira de desvelar o processo ideológico já que na medida em que o aluno se apropria da construção de uma ideia, ele terá de trabalhar todos os recursos envolvidos num processo que se forma em comunhão com os outros integrantes deste processo em consenso, participando do processo de cidadania aplicada num âmbito que se veste de recurso, mas ocorre tornar-se instrumento de avaliação dentro deste processo e o avaliar em percurso, que infere posteriormente em uma formação plena e ética dos sujeitos envolvidos.

* Por que optamos por aprender na era relacional?

Quando escolhemos seguir um caminho traçamos uma direção e um destino, esta rota exige estratégias para que consigamos chegar aonde desejamos, o que exige planejamento, autoavaliação, avaliação de percurso. Passo a passo estamos criando uma rota de onde partimos até onde pretendemos chegar marcamos o ponto índice.

As circunstâncias adversas poderão interferir assim como o estado físico, emocional, material e intelectual em que nos encontramos e que este estado poderá nos impedir de chegar ao nosso objetivo. A Sobrevivência social no capitalismo que tende ao salto de um pensamento eco-sistêmico ou de convivência pacífica entre homens e natureza.

Golleman (1996), em seus estudos sobre inteligência emocional, coloca-a como ferramenta de inclusão no mercado de trabalho do futuro, e todas as ferramentas de qualidade atuais como, Qualidade Total, R7, planilhas que medem o desempenho testado em microambientes apontam para saber lidar com as situações, ou seja, a capacidade de relacionamento o mantém integrado ao meio e o mobilizará em sua ascensão social, parece-nos mais que óbvio que seguindo as tendências modais do mercado de trabalho torna-se evidente que o valor do conhecimento e saber aplicá-lo torna o grau de importância maior para a inclusão ao mercado de trabalho já nos dias atuais em nosso país. Através de telejornais observamos uma grande impostação de mão de obra qualificada. Se não aprendemos a nos relacionar, como poderemos existir nas eras das relações?

Partimos agora deste ponto de reflexão para analisar as qualidades das relações que parece ser o campo em que acontecem os confrontos de valores culturais e econômicos de uma comunidade social.

Estabelecer índices de critérios nos parece uma maneira de resgate qualitativo transitório e em contraproposta está uma realidade escolar que se mantém retrógrada, quanto a estabelecer matrizes de referências, que também não se mostram lá muito eficazes e que são também pouco compreendidas pela maioria de professores que compartilham um índice de formação também precários.

* Novos Paradigmas e como ensinar no século XXI.

Segundo Morin (2000), um paradigma pode ser definido por: promoção/seleção dos conceitos-mestres da inteligibilidade. Assim , a ordem, nas concepções deterministas, a matéria nas concepções materialistas, o espírito, nas concepções espiritualistas, a estrutura, nas concepções estruturalistas, são os conceitos-mestres selecionados/selecionadores, que excluem ou subordinam os conceitos que lhes são antimônicos (a desordem, o espírito, a matéria, o acontecimento).

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