Monografia de logística no comércio eletrônico

Monografia de logística no comércio eletrônico

(Parte 1 de 6)

RIO DE JANEIRO JUNHO, 2007

Monografia apresentada à

Universidade Estácio de Sá como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Administração.

Orientador: Prof. Sylvio Moreira Alexandre Filho

RIO DE JANEIRO JUNHO, 2007

2 RESUMO

O presente trabalho aborda a gestão logística no Comércio Eletrônico entre empresas brasileiras, que pode se tornar um diferencial neste tipo de negócio. O objetivo deste trabalho acadêmico é demonstrar os tipos de logísticas utilizadas para melhor atender as empresas-clientes no e-commerce de forma personalizada aumentando a qualidade e agregando valor ao serviço / produto. O presente estudo foi conduzido de forma teórica, baseando-se em material já elaborado, publicado em livros, revistas, jornais, material de palestras e artigos científicos, o que caracteriza-se como pesquisa bibliográfica e, com apresentação de um relato de caso. No primeiro capítulo aborda-se o Comércio Eletrônico, com definições; com ênfase no Comércio Eletrônico negócio-anegócio, e os tipos de oportunidades geradas por essas organizações e sua atuação no mercado brasileiro. No segundo capítulo será apresentada a gestão logística com conceitos e importância nas organizações, demonstrando o sistema de logística integrada. No terceiro capítulo têm-se a logística no e-business, com sua importância no setor, com destaque na categoria de negócio-a-negócio; apresentando o recurso da tecnologia de informação na logística com seus principais sistemas utilizados no e-commerce. No quarto capítulo a atenção estará voltada ao mercado de Comércio Eletrônico na atualidade, com a visão logística utilizada no setor e as perspectivas do mercado para o futuro. No quinto capítulo demonstra um relato de caso de uma empresa logística brasileira de sucesso na distribuição de materiais – os Correios – com suas formas de atuação e seu portifólio de produtos voltados para o e-commerce. Na conclusão, são feitas considerações sobre a necessidade de um gestão logística de material diferenciado para cada cliente.

PALAVRAS-CHAVE: Gestão Logística, Comércio Eletrônico, Distribuição de Material, Empresas-Clientes.

3 SUMÁRIO

INTRODUÇÃO5
1 COMÉRCIO ELETRÔNICO6
COMÉRCIO ELETRÔNICO NEGÓCIO-A-NEGÓCIO10

1.1 CLASSES DE OPERAÇÕES COMERCIAIS:

COMÉRCIO ELETRÔNICO12
1.3 COMÉRCIO ELETRÔNICO NO BRASIL13

1.2 OPORTUNIDADES GERADAS PELO

LOGISTICA INTEGRADA (SUPPY CHAIN)15
2.1 GESTÃO DE ESTOQUE NO SCM20
2.2 LOGÍSTICA DE DISTRIBUIÇÃO NO SCM21
3 A LOGÍSTICA NO E-BUSINESS24
3.1 A LOGÍSTICA NO NEGÓCIO-A-NEGÓCIO25
3.2 A TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)26
3.2.1 ERP – Enterprise Resource Planning30

2 GESTÃO LOGÍSTICA:

ECR – Efficiente Consumer Response31
3.2.3 JIT – just in time32
3.2.4 CRM - Custumer Relationship Management3

3.2.2 EDI – Eletronic Data Interchange e

ELETRÔNICO ATUAL36
4.1 VISÃO LOGÍSTICA DO MERCADO ATUAL37
BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS41
5.1 SERVIÇO DE LOGÍSTICA INTEGRADA41
5.2 O E-SEDEX42
CONCLUSÃO45

5 INTRODUÇÃO

Com o meio empresarial mais dinâmico e competitivo a necessidade de adaptar-se ao novo cenário mundial é crucial para o negócio. E através do uso da internet e a tecnologia de informação as organizações atuais estão se reorganizando para utilizar essas novas e poderosas ferramentas a seu favor, nesse cenário aparece um novo tipo de empresa: a de Comércio Eletrônico.

O Comércio Eletrônico transformou-se em um instrumento moderno e eficaz de comercialização, com vital importância para a ampliação do comércio em geral. Face a estas inovações introduzidas por ele no mercado atual, há a necessidade de uma reestruturação da logística para atender a esse novo contexto, através de utilização de métodos diferenciados em gestão de distribuição de material, para cada cliente. Pois as empresas de e-commerce, inclusive as brasileiras, estão provocando mudanças na relação entre clientes, parceiros e fornecedores e devido a elas ocorre novas formas de gestão na área logística, que acarreta na utilização de métodos que resultam em inúmeros benefícios.

Portanto as diferenças na forma de gestão logística mas empresas de Comércio

Eletrônico brasileiras para com as empresas-clientes são evidentes e através delas podem oferecer diferencial aos seus clientes impulsionando-os no desenvolvimento empresarial deles, portanto estas poderão obter resultados significativos em produção, processos internos, reduzindo custos, entre outras vantagens.

6 1 COMÉRCIO ELETRÔNICO

Com a globalização e a utilização de Internet como meio principal de Tecnologia de

Informação (TI) e de comunicação, surge no mercado um novo ambiente empresarial, competitivo e dinâmico, integrando as organizações e criando um novo canal de divulgação e de negócios, com grande potencial de exploração. Este canal revolucionário é o Comércio Eletrônico.

Segundo Deitel, Deitel e Steinbuhler (2004), algumas terminologias usadas como sinônimos de Comércio Eletrônico são: e-commerce que envolve trocas entre clientes, parceiros comerciais e fornecedores; e e-business que é composto pelos mesmos elementos que o e-commerce, porém inclui operações em função do próprio negócio, como infraestrutura corporativa, produção, desenvolvimento e gerenciamento de produtos. Portanto, para estes autores, o e-business é a forma mais abrangente de denominação de uma organização de Comércio Eletrônico.

O uso do Comércio Eletrônico está revolucionando a forma de operação das organizações. Segundo Albertin (2002), o Comércio Eletrônico tem como uma de suas definições a utilização dos processos de negócio, em sua cadeia de valor no ambiente eletrônico, através de tecnologias de informação e comunicação, para atender aos objetivos do negócio.

Segundo Tigre e Dedrick (2003), o Comércio Eletrônico é apontado como algo inovador e radical, capaz de revolucionar mercados e organizações, principalmente após a explosão da demanda por acesso digital em banda larga. Com rápida ascensão, direcionado por influências do ambiente econômico dentre outros, o Comércio Eletrônico tem influencia nas novas tecnologias ao nível empresarial, quer em âmbito nacional, quer em nível internacional.

Albertin (2002, p. 13) diz: “Assim, seja pelo novo ambiente empresarial ou por força das influências entre os setores, todas as organizações têm sido afetadas pela nova realidade do mercado e Comércio Eletrônico.”. O Comércio Eletrônico aparece como um rentável canal que as organizações, que em geral, estão utilizando-o para proporcionar modernos meios de serviços aos seus clientes.

O Comércio Eletrônico permite agilizar os processos de negócios e aperfeiçoar o relacionamento com clientes. Para Albertin (2002, p. 16):

Os sistemas de comércio eletrônico podem ter valor significativo como uma alavanca para novas estratégias de gerenciamento de clientes, principalmente porque eles:

Conectam diretamente compradores e vendedores;

Apóiam troca de informações totalmente digitadas entre eles;

Eliminam os limites de tempo e lugar;

Apóiam interatividade, podendo adaptar-se dinamicamente ao comportamento do cliente; e

Podem ser atualizados em tempo real, mantendo-se sempre atualizados.

Felipini (2007) afirma que o sucesso do e-commerce, nos Estados Unidos e na Europa, já é de reconhecimento comum e caminha para se tornar cada vez mais representativo como canal de comercialização. Ainda para Felipini (2007, p. 3) “Tanto para os comerciantes tradicionais quanto para os empreendedores da nova economia, o e-commerce representa novos desafios e, principalmente, novas oportunidades de se chegar até o cliente de forma rápida, ágil e com um custo sensivelmente menor”.

Para Pereira (2006) o Comércio Eletrônico é um diferencial em termos competitivos mercadológicos, diminuindo a distância entre as partes negociadoras, tornando os processos organizacionais mais rápidos difundindo as informações intra-organizacional e extraorganizacional.

Segundo Deitel, Deitel e Steinbuhler (2004), o e-business e o e-commerce facilitam as transações comerciais com o aumento da velocidade nas mesmas, tendo como resultado uma competição acirrada entre as empresas. Faz com que elas empreguem novas tecnologias, integrando sistemas mais modernos para atender as necessidades da nova demanda do consumidor atual.

1.1 CLASSES DE OPERAÇÕES COMERCIAIS: COMÉRCIO ELETRÔNICO NEGÓCIO-A-NEGÓCIO

O conceito de Comércio Eletrônico aporta diferentes percepções de suas potencialidades, inclusive em suas estratégias de venda ou complementar aos métodos de vendas já existentes.

As operações comerciais no e-business são divididas em classes de categorias em conformidade as transações efetuadas por ele. Segundo Pereira (2006), as categorias de transações de classes são quatro:

Negócio-a-negócio ou Business to Business (B2B), na qual as negociações são feitas entre empresas, relacionadas à cadeia produtiva de bens e serviços;

Negócio-a-consumidor ou Business to Consumer (B2C), tendo uma relação de consumo entre as partes, sendo elas a do adquirente do produto ou serviço (consumidor) de um lado e de outro a de venda do produto ou serviço (fornecedor), destinada à satisfação de uma necessidade particular do consumidor.

Business to Goverment (B2G), diz respeito às negociações em que uma das partes contratantes é uma pessoa jurídica integrante da Administração direta ou indireta do setor público e empresas de economia mista.

Consumer to Consumer (C2C), as duas partes contratantes que realizam o negócio não são de caráter empresarial, sendo que tal negócio é efetivado através de um agente intermediário.

De acordo com Yoshizaki (2000), o B2B tem e terá, nos próximos anos, taxas de crescimentos exponenciais maiores que as classes de e-business mais conhecidas pelo grande público – B2C e C2C – no Brasil e no resto do mundo, em relação ao volume de vendas.

Segundo Tigre e Dedrick (2003), O B2B respondia por 90% do Comércio Eletrônico total, que representava 0,32% do PIB brasileiro em 2000.

Segundo Albertin (2002), apesar de as transações de B2B serem dez vezes menores que no comércio de consumo, o grande volume de dinheiro está nesta categoria.

De acordo com Pereira (2006), o comércio na categoria Business to Business é diversificado, pois representa suas relações voltadas para a cadeia produtiva de bens e serviços.

Um artigo publicado por Felipini (2007) aborda que o Comércio Eletrônico entre as empresas, apesar de ser menos comentado que o varejo on-line, tem registrado um excelente desempenho no Brasil.

Ainda neste artigo de Felipini (2007), exemplifica algumas transações eletrônicas realizadas entre empresas, que são:

A empresa compra produtos de outras empresas ou vende regularmente para elas, usando Internet ou Extranet, com sua rede privada expandida.

A empresa realiza licitação para escolha de sua fornecedora de suprimentos ou participa como uma candidata à fornecedora de suprimentos.

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