Evolução Ferroviaria

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Agência Nacional de Transportes Terrestres

Março de 2010

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O processo de privatização da operação ferroviária teve início, praticamente, com a inclusão da Rede Ferroviária Federal S. A. – RFFSA no Programa Nacional de Desestatização, em 1992.

As privatizações das malhas ferroviárias ocorreram entre 1996 a 1998, concentrando se em 1997.

A ANTT foi implantada em 2002, através da lei n° 10.233, de 5 de junho de 2001.

Extensão da Malha Ferroviária – 2009 Extensões em km

Operadoras Reguladas pela ANTT Origem

Bitola Total

ALLMO – América Latina Logística Malha Oeste RFFSA - 1.945 - - 1.945 FCA – Ferrovia Centro-Atlântica RFFSA - 7.910 - 156 8.066 MRS – MRS Logística RFFSA 1.632 - - 42 1.674 FTC – Ferrovia Tereza Cristina RFFSA - 164 - - 164 ALLMS – América Latina Logística Malha Sul RFFSA - 7.293 - 1 7.304 FERROESTE – Estrada de Ferro Paraná Oeste - - 248 - - 248 EFVM – Estrada de Ferro Vitória a Minas - - 905 - - 905 EFC – Estrada de Ferro Carajás - 892 - - - 892 TNL - Transnordestina Logística RFFSA - 4.189 - 18 4.207 ALLMP - América Latina Logística Malha Paulista RFFSA 1.463 243 - 283 1.989 ALLMN - América Latina Logística Malha Norte - 500 - - - 500 VALEC/Subconcessão: Ferrovia Norte-Sul - FNS - 571 - - - 571 Subtotal - 5.058 2.897 - 510 28.465

Demais Operadoras Origem

Bitola Total

O Estado do Paraná detém a concessão da FERROESTE. As Ferrovias Trombetas e Jarí são industriais e locais. A CBTU e as Ferrovias Corcovado, Campos do Jordão, CPTM, Central,

Supervia e TRENSURB só transportam passageiros.

A extensão de linhas eletrificadas é de 549 km e são utilizadas no transporte de passageiros de regiões metropolitanas.

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São operadoras públicas a CBTU, CENTRAL, CPTM e TRENSURB. As demais são operadoras privadas.

Com a transferência das operações para a iniciativa privada houve uma desoneração dos cofres públicos, que deixou de alocar cerca de R$ 350 milhões e passou a arrecadar cerca de R$ 400 milhões por ano. Acresça-se ainda o recebimento em dia dos tributos incidentes sobre os serviços.

O Programa de Integração e Adequação Operacional das Ferrovias, aprovado pelo Governo em 2003, tem como objetivos promover a integração das ferrovias e reconstituir os corredores operacionais de transporte ferroviário e, ainda, facilitar a operação multimodal.

A ANTT deu início imediato a sua implantação, atuando principalmente na reestruturação das malhas, com desincorporação e incorporação de trechos; na celebração de contratos operacionais específicos entre as operadoras e na reestruturação societária, visando novos investimentos nas concessões.

Em 1992 a operação das ferrovias ainda estava a cargo da EFVM, EFC,

RFFSA e FEPASA. Com a reformulação as concessionárias passaram a ser:

Iniciais Atuais

NOVOESTE - Ferrovia Novoeste S. A. ALLMO - América Latina Logística Malha Oeste S.A FCA - Ferrovia Centro - Atlântica S.A. FCA - Ferrovia Centro - Atlântica S.A. MRS Logística S.A. MRS Logística S.A. FTC - Ferrovia Tereza Cristina S.A. FTC - Ferrovia Tereza Cristina S.A. ALL - América Logística do Brasil S.A. ALLMS - América Latina Logística Malha Sul S.A. FERROESTE - Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A FERROESTE - Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A EFVM - Estrada de Ferro Vitória a Minas EFVM - Estrada de Ferro Vitória a Minas EFC - Estrada de Ferro Carajás EFC - Estrada de Ferro Carajás CFN - Companhia Ferroviária do Nordeste S.A TNL - Transnordestina Logística S.A. FERROBAN - Ferrovia Bandeirantes S.A. ALLMP - América Latina Logística Malha Paulista S.A. FERRONORTE - Ferrovias Norte Brasil S.A ALLMN - América Latina Logística Malha Norte S.A. VALEC / S.A. Ferrovia Norte Sul - FNS VALEC / S.A. Ferrovia Norte Sul

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CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO DE TRANSPORTE FERROVIÁRIO DAS CONCESSIONÁRIAS EM 2009

Concessionárias Clientes Principais Produtos Transportados

ALLMO 29 Minério de ferro, celulose, soja e farelo, açúcar, manganês, derivados de petróleo e álcool e areia.

FCA 161 Soja e farelo, calcário siderúrgico, minério de ferro, fosfato, açúcar, milho e adubos e fertilizantes.

MRS 100 Minério de ferro, carvão mineral, produtos siderúrgicos, ferro gusa, cimento, soja.

FTC 16 Carvão mineral, contêiner.

ALLMS 349 Soja e farelo, açúcar, derivados de petróleo e álcool, milho, cimento.

FERROESTE 28 Soja e farelo, milho, contêiner, trigo.

EFVM 89 Minério de ferro, carvão mineral, coque, produtos siderúrgicos, celulose.

EFC 24 Minério, ferro gusa, manganês, cobre, combustíveis derivados do petróleo e álcool.

TNL 53 Cimento, derivados de petróleo, alumínio, calcário, coque.

ALLMP 65 Açúcar, cloreto de potássio, adubo, calcário e derivados de petróleo e álcool.

ALLMN 45 Soja e farelo, milho, óleo vegetal, adubo, combustível.

FNS 8 Soja e farelo, areia, fosfato, cloreto de potássio.

Carga Transportada em milhões de tu

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Produção de Transporte em bilhões de tku

Índice de Acidentes Acidentes por milhão de trens x km

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