Carrapato e carrapato estrela

ERASTO FERREIRA DE ASSIS NETO

KÊNIA GRILO COSMO

Carrapato

  • O Boophilus microplus, conhecido como carrapato dosbovinos, é um parasita que necessita obrigatoriamente passar uma fase de sua vida sobre o bovino;

  • Originou-seprovavelmente da Ásia;

  • Adaptou-se perfeitamente ao clima dos países tropicais;

O carrapato dos bovinos é um parasita de alta importância, produzindo perdas diretas e indiretas pela transmissão de doenças e pelo custo de seu combate;

  • O carrapato dos bovinos é um parasita de alta importância, produzindo perdas diretas e indiretas pela transmissão de doenças e pelo custo de seu combate;

Que doenças os carrapatos podem transmitir?

  • Babesiose;

  • Borreliose ou Doença de Lyme;

  • Ehrlichiose;

  • Febre maculosa.

Ciclo de vida do Carrapato Bovino

  • O ciclo de vida do carrapato divide-se em fase de vidalivre e fase de vida parasitária;

  • A fase de vida livre inicia-se após a queda da teleógina com o período de pré-postura, que tem, em média, duração de dois a três dias, podendo se estende a mais de 90;

  • A fase de ovopostura, dura em torno de 17 a mais de 90 dias;

  • A fase de eclosão são necessários de cinco a dez dias, podendo, no entanto durar até mais de 100.

Após o nascimento das neo-larvas, é necessário um período de 4 a 20 dias para que se tornem larvas infestantes;

  • Após o nascimento das neo-larvas, é necessário um período de 4 a 20 dias para que se tornem larvas infestantes;

  • O tempo de vida livre gira em torno de 28 a 51 dias, podendo se estender a mais de 300 dias;

  • Em condições ótimas de temperatura e umidade, a queda/ postura/ eclosão tem duração de um mês;

  • A fase de vida livre sofre interferências climáticas;

  • A fase de vida parasitária é praticamente constante em todas as regiões.

A fase de vida parasitária inicia-se quando a larva infestante instala-se no hospedeiro

  • A fase de vida parasitária inicia-se quando a larva infestante instala-se no hospedeiro

    • Larva parasitária e transforma-se em metalarva;
    • É necessários cinco dias em média.
  • São necessárias várias transformações para que o parasito chegue ao estádio adulto;

Cada postura uma fêmea produz de 2.000 a 3.000 ovos;

  • Cada postura uma fêmea produz de 2.000 a 3.000 ovos;

  • Na fase parasitária são necessários, em média, de 18 a 26 dias para a fixação, alimentação, troca de cutícula, fase adulta e acasalamento, assim como para a alimentação e queda das fêmeas;

  • Os machos permanecem mais tempo sobre o bovino e se acasalam com outras fêmeas.

Podem atingir um rápido final de ingurgitamento à noite, chegando a 8-11 mm (150-250 mg) e se destacando do animal nas primeiras horas do dia;

  • Podem atingir um rápido final de ingurgitamento à noite, chegando a 8-11 mm (150-250 mg) e se destacando do animal nas primeiras horas do dia;

  • Os padrões de ingurgitamento se diferenciam entre as estações.

O carrapato bovino diminui a produção de carne;

  • O carrapato bovino diminui a produção de carne;

  • Desvaloriza o couro;

  • O carrapato adulto que ataca o gado leiteiro diminui a produção em 8,9ml por dia.

Diferença de resistência entre espécies

  • O hospedeiro preferencial do B. microplus é obovino, sendo que as maiores infestações ocorrem em Bos taurus e as menores em Bos indicus;

  • Ovelha, cavalo, veado, cão, cabra, homem e outros também podem ser hospedeiros;

Zebuínos possuem mais glândulas sebáceas na pele, produzindo odores que afastariam o carrapato;

  • Zebuínos possuem mais glândulas sebáceas na pele, produzindo odores que afastariam o carrapato;

  • Maior mobilidade do animal;

  • Reação inflamatória mais intensa que o gado europeu e seu comportamento sanguíneo leva-o a proceder a uma autolimpeza mais eficiente, o que contribuiria para um equilíbrio carrapato/hospedeiro (tese mais difundida).

Diferenças de graus de infestação nas diferentes regiões do corpo dos bovinos

  • Não se distribuem de forma homogênea pelo corpo dos animais que parasitam;

  • Dentre os locais mais parasitados por carrapatos estão: as regiões da virilha, pata traseira e úbere;

  • Os locais menos parasitados: cabeça, região escapular, costelas e flanco.

Influência dos fatores sazonais no ciclo do carrapato bovino

  • A fase de vida livre é bastante influenciada, principalmente pela temperatura e umidade;

  • O período seco, de temperaturas mais baixas, prejudica o desenvolvimento da fase de vida livre;

  • Tendo seu ciclo de vida mais curto e maiores infestações na “época das águas”, a época mais recomendada para proceder ao controle químico de forma estratégica.

Informativo sobre como tratar os carrapatos

Carrapato-estrela

  • O Amblyomma cajennense, conhecido popularmente como carrapato-estrela, rodoleiro, micuim, carrapato-pólvora ou carrapatinho;

  • É muito comum em equinos;

  • Se distribui por todo o corpo do animal, especialmente nas axilas, entrepernas, ganacha e região próxima ao ânus;

Apesar de preferir os equinos, é considerado de baixa especificidade parasitária;

  • Apesar de preferir os equinos, é considerado de baixa especificidade parasitária;

  • É capaz de sobreviver por vários meses em jejum na pastagem, à espera do hospedeiro;

  • Uma única fêmea produz de 5.000 a 8.000 ovos, quantidade superior à do carrapato dos bovinos, que chega no máximo a 3.000;

  • Necessita de 3 animais hospedeiros para completar seu ciclo de vida.

Não adianta tratar somente os equinos;

  • Não adianta tratar somente os equinos;

  • Não vale a pena esperar que os carrapatos morram de fome;

  • Principal erro: tratar o carrapato-estrela da mesma forma que se faz para controlar o carrapato bovino;

A primeira medida profilática a ser adotada é identificar as épocas de predominância dos “filhotes” do carrapato-estrela;

  • A primeira medida profilática a ser adotada é identificar as épocas de predominância dos “filhotes” do carrapato-estrela;

  • Ocorre geralmente nos meses mais frios do ano (primeiramente larvas e depois ninfas);

  • Nestes períodos, uma série de tratamentos carrapaticidas a intervalos semanais deve ser realizada nos animais que frequentam os pastos infestados;

  • É importante utilizar carrapaticida direcionado ao combate de Amblyomma cajannense, obreservando-se as recomendações da bula.

IMPORTANTE: animais banhados devem retornar ao pasto para que funcionem com “aspiradores” dos micuins e carrapatinhos que lá estão à espera do hospedeiro;

  • IMPORTANTE: animais banhados devem retornar ao pasto para que funcionem com “aspiradores” dos micuins e carrapatinhos que lá estão à espera do hospedeiro;

  • Os carrapatos adquiridos que conseguirem sobreviver serão eliminados no próximo tratamento.

Deste modo nos meses mais quentes, época de predominância dos adultos, já será percebida uma redução na infestação;

  • Deste modo nos meses mais quentes, época de predominância dos adultos, já será percebida uma redução na infestação;

  • O tratamento deve ser substituido por “catação manual” ou rasqueamento dos animais, estourando-se ou queimando-se os carrapatos retirados;

  • É importante ressaltar que, para cada fêmea eliminada correspondem 5.000 a 8.000 carrapatos a menos.

Medidas adicionais

Obrigado!!!

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