Laboratório Mecânica dos Solos I

prof. Agda

FRASCO DE AREIA

No controle da compactação no campo, é regra geral tomar-se um ensaio de laboratório como referência e verificar o que é obtido no campo, com equipamento, comparando estes resultados com os de laboratório, dentro de certas especificações.

  1. Controla-se a execução do serviço; controlando o equipamento, o numero de passadas no rolo, a espessura da camada, o teor de umidade e outras condições que se julguem necessárias a uma boa execução do serviço.

  2. Controla-se certos parâmetros do solo após compactado, como grau de compactação, índice de compacidade, percentagem de vazios, etc. o ideal no entanto, é que seja feita uma combinação dos dois tipos de controle citados.

As condições de rolamento de uma estrada, durante sua vida de serviço, guarda um estreita relação com a uniformidade de compactação.

Para o corpo dos aterros o grau mínimo de compactação é de 95% e para a camada final é de 100% em relação ao proctor normal, com uma tolerância de - 3% no teor de umidade, comparando com a umidade ótima, deverá ser feita uma determinação da massa específica de campo para cada 1000m3 de solo compactado. Já para a camada final do aterro para cada 200m3 de solo compactado será feita uma determinação da massa específica de campo.

Para o reforço do subleito o grau mínimo de compactação é de 100% em relação ao proctor intermediário e a tolerância de variação da umidade é  2%, e deve ser feita um determinação da massa específica para cada 100m de extensão de camada compactada. Já para as camadas de sub-base e base o grau mínimo de compactação e de 100% da energia especificada e a variação de umidade é de  2%, sendo que a cada 50m de extensão é feita a determinação da massa específica de campo. Para a pavimentação de vias urbanas o grau mínimo de compactação é de 95% com uma tolerância na variação da umidade de  3% e a cada 100m de extensão de camada compactada é determinada a massa específica de campo.

2. OBJETIVO

Determinar a massa específica aparente seca de campo usando método do frasco de areia.

3. APARELHAGEM

3.1 Frasco de plástico com 5.0 litros de capacidade, dotado de gargalo rosqueado e funil provido de registro.

3.2 Bandeja quadrada com 30 cm de lado e bordos de 2.5 cm de altura, com orifício circular no centro, dotado de rebaixo para o apoio do funil.

3.3 Balança com capacidade 10 kg, sensível a 1.0g.

3.4 Talhadeira de aço com 30 cm de comprimento.

3.5 Marreta de 1,0 kg.

3.6 Recipiente que permite guardar amostra sem perda de umidade

3.7 Aparelho Speedy completo com ampola de carbureto de cálcio pulverizado.

3.8 Peneiras Nº 20 (0,8 mm) e Nº 30 (0,6 mm)

3.9 Escova metálica.

3.10 Cilindro de volume conhecido

3.11 Régua graduada e cápsula de alumínio.

4. TAREFAS DE LABORATÓRIO

4.1 Peneirar a areia lavada, na peneira Nº 20 e na peneira Nº 30, o que fica retido na peneira Nº. 30 é utilizado no ensaio.

4.2 Coloca-se a areia preparada no ítem 4.1 no frasco até o conjunto pesar 6000g = P1

4.3 Istala-se o conjunto frasco com areia + funil sobre a bandeja citada no item 3.2 e esta sobre um superfície plana, abre-se o registro, deixando a areia escoar livremente até cessar o seu movimento no interior do frasco, fecha-se o registro e recolhe-se a areia derramada e pesa-se, obtendo-se assim o peso da areia correspondente ao volume do funil e do rebaixo da bandeja, P2.

4.4 Coloca-se o frasco com areia + funil sobre um cilindro de volume conhecido, abre-se o registro, deixando a areia escoar livremente até completar o volume do cilindro, recolhe-se a areia que encheu o cilindro e determina-se seu peso, dividindo o peso da areia que completou o cilindro pelo volume do cilindro, obtém-se a massa específica aparente da areia. (areia)

5. TAREFAS DE CAMPO

5.1 Limpa-se a superfície da camada onde será feita a determinação da massa específica, tornando-a plana e horizontal.

5.2 Coloca-se a bandeja nesta superfície e faz-se uma cavidade (furo) cilindrica no solo com diâmetro igual ao furo da bandeja e profundidade de cerca de 15cm.

5.3 Recolhe-se o solo tirado da cavidade, pesando-o (PW)

5.4 Toma-se uma amostra de solo determina-se o teor de umidade (W), pelo método do Speedy ou outro método rápido.

5.5 Pesa-se o conjunto frasco com areia + funil (peso antes=P1)

5.6 Coloca-se o frasco apoiado na bandeja sobre a cavidade e abre-se o registro, deixando a areia escoar até completar o volume do furo e do funil + rebaixo, pesa-se o conjunto frasco com o resto da areia + funil (peso depois = P3).

6. CÁLCULOS

6.1 Peso da areia que enche a cavidade no solo + funil + rebaixo P4= P1 – P3

6.2 Peso da areia que enche a cavidade no solo P5 = P4 – P2.

6.3 Fator de Correção FC.

6.4 Peso do solo seco PS= PW x FC

6.5 Volume do Furo (Cavidade) VFuro

6.6 Massa específica aparente de campo Campo

6.7 Grau de Compactação GC

Não espere o juízo final, ele acontece todos os dias”

Dr. Hill

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