Aproveitamento das cascas de coco verde para produção de briquete em salvador - ba

Aproveitamento das cascas de coco verde para produção de briquete em salvador -...

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Dissertação apresentada ao Programa de Pós–graduação em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo – Ênfase em Produção Limpa, Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia, como requisito para obtenção do grau de Mestre.

Orientador: Prof. Dr. Sandro Fábio César

Salvador 2008

S5871 Silveira, Monica Silva

Aproveitamento das cascas de coco verde para produção de briquetes em Salvador-

BA. / Monica Silva Silveira – Salvador-BA, 2008. 163 p.; il.

Orientador: Dr. Sandro Fábio César Dissertação (Mestrado em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo). – Universidade Federal da Bahia. Escola Politécnica, 2008.

1. Coco. 2. Resíduos orgânicos – reaproveitamento. 3. Energia – fontes alternativas. 4.

Briquetes. I. Universidade Federal da Bahia. Escola Politécnica. I. César, Sandro Fábio. I. Título.

CDD 628.4

Dissertação aprovada como requisito para obtenção do grau de Mestre em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo – Ênfase em Produção Limpa, Universidade Federal da Bahia, pela seguinte banca examinadora:

Sandro Fábio César - Orientador _ Doutor em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC Santa Catarina, 2002.

Viviana Maria Zanta _ Doutora em Hidráulica e Saneamento, Universidade de São Paulo - USP São Carlos, 1998.

Ricardo Fernandes Carvalho

Doutor em Ciência e Engenharia de Materiais, Universidade de São Paulo - USP São Carlos, 2005.

Salvador, 14 de março de 2008.

Dedico este trabalho aos meus pais, Francisca e Benedito e ao meu irmão, Flávio. Minha família o meu maior bem.

A Deus, pela companhia inseparável em todos os dias da minha vida.

Aos meus pais, Francisca e Benedito, e ao meu irmão, Flávio, pelos ensinamentos, amor, apoio e dedicação.

A Marcos José, companheiro de todas as horas, pelo amor, incentivo e compreensão. Ao Centro de Recursos Ambientais – CRA, pela oportunidade de realização deste mestrado. Ao professor orientador, Sandro, pela atenção, incentivo e dedicação.

A Empresa de Limpeza Urbana do Salvador – Limpurb, pela disponibilidade dos dados e atenção, em especial François Prudhomme, Fátima Sampaio, Pedro Rabello e Euvaldo Nunes.

A Luiz Veras, da Embrapa Agroindústria Tropical, pela atenção e informações.

Aos meus familiares e padrinhos, pelo carinho, em especial a Kiko, Dina, Juciene, Aládia, Iracy, Thiago, Jaqueline, Katy, Laécio, Lourdes, Carmelito e Alice.

Aos meus amigos e colegas do CRA, pelo incentivo, ajuda e carinho, em especial a Cláudia, Rosana, Andréa, Verônica, Neuracy, Rosileide, Anderson, Marcelo, Letícia, Joselita, Sílvio, Jeizon, Luís Cláudio, Ana Cristina, Tatiana, Carlos, Ana Cláudia, Rita Góes, Lúcia de Fátima, Ilton, Artur Wilson e Luiz Paulo.

Aos meus amigos, pelo incentivo, ajuda e compreensão, em especial Cilene, Alessandro, Patrícia, Railda, Francis, Rita Dione, Jorge Urpia, Antonio José, Jacira, Ângela, Edenildes, Jorge, Maura, Rita, Vera, Cleide, Natalino e Katy.

A Fabriciano, João Paulo, Thiago e Linda Carla, pelo apoio na formatação deste trabalho.

A Maria Antoanette, colega de trabalho e de mestrado, pela divisão das aflições, incentivo e orações.

A todos os vendedores de água de coco verde, barraqueiros e ambulantes, localizados do Porto da Barra a Ondina, pelas informações prestadas durante a realização deste trabalho, em especial Ary, Alagoas, Marco Pólo, Diego, Luiz, Jorge, Alex, Antonio, Agnaldo e Conceição.

A todos, os meus sinceros agradecimentos.

O presente trabalho consiste no aproveitamento das cascas de coco verde para a produção de briquetes. O Estado da Bahia é o maior produtor de coco do Brasil. A avaliação do potencial de aproveitamento do resíduo do coco verde pode ser uma alternativa para diminuir o espaço ocupado por estes resíduos no aterro sanitário, e desta forma aumentar a vida útil do mesmo, como as melhorias na saúde pública com a redução da proliferação de vetores. O briquete produzido com este resíduo surge também como alternativa para fornecimento de energia preservando as florestas nativas ou plantadas com espécies exóticas e como incremento na cadeia produtiva do coco verde por meio de agregação de valor e geração de emprego e renda para uma classe social menos favorecida e profissionais com mão-de-obra qualificada que estejam desempregados. A área onde foram feitos os levantamentos da quantidade de cascas geradas pelas barracas e ambulantes, além de como é realizado o fluxo do coco verde, da produção até o destino final, foi o trecho da Orla de Salvador-BA do Porto da Barra a Ondina. Os fatores que influenciaram na escolha desta área foram o impacto visual causado pela disposição destes resíduos, a zona turística, a concentração de um comércio específico, barracas, para venda de água de coco verde “in natura” e o consumo durante todo o ano. O levantamento foi realizado no período de outubro de 2006 a outubro de 2007. A média do volume ocupado por 300 cascas de coco, com peso médio de 1,5 kg, foi 1m3, sendo a média diária de cascas de coco verde geradas na alta estação de 2.798 unidades e na baixa estação de 1.375 unidades. São necessárias a média de 25,18 t de cascas de coco verde na alta estação e 12,37 t na baixa estação para atender a demanda mínima da usina de briquetagem. Com isso, o custo anual da Limpurb para coletar e dispor estes resíduos, que poderão ser aproveitados, no aterro sanitário é de R$ 727.683,0.

Palavras-chave: cascas de coco verde, aproveitamento, impactos, energia, briquetes.

This paper concerns about the utilization of the green coconut husk for the briquettes production. The State of Bahia is the biggest producer of coconut in Brazil. The evaluation of the utilization potential of the green coconut residues means a path to reduce the gap taken by these residues on the sanitary landfill, in order to increase their useful life, such as the public health improvement because of the decrease of the vectors’ proliferation. The briquettes which are produced from these residues take form as an alternative for the energy generation, preserving so the native as the planted forests with exotic species, and also as a development of the green coconut trade chain through the value aggregation and the generation of employment and income to poor people and qualified professionals who are unemployed. The area where the surveys of the amount of husks discarded by the tents and vendors and also the way how the green coconut trade chain, from the production through the final destination, was a location along the shore of Salvador-BA, between “Porto da Barra” and “Ondina”. The reasons that influenced the choice of that area were the visual impact caused by the disposal of the residues, the tourist zone, the concentration of a specific trade market, the sum of tents to sell green coconut natural water and its consumption during all the year. The research took course from 2006 (October) through 2007 (October). The diary average of the volume taken by 300 green coconut husks, with average weight of 1,5 kg, was 1m3, and the diary average of green coconut husks discarded during the high season was 2,798 unities and 1,375 unities during the low season. It’s necessary an average of 25.18 tons of green coconut husks on the high season and 12.37 tons on the low season to satisfy the lowest demand of the briquettes manufacturing plant. Because of this, the annual costs of collecting and disposal in the landfill of residues which can be used by Limpurb is R$ 727.683,0.

Keywords: green coconut husk, utilization, impacts, energy, briquettes.

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FIGURA 01 – DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DA PRODUÇÃO DE CARVÃO VEGETAL, DA LENHA E DE MADEIRA EM TORA DA EXTRAÇÃO VEGETAL E SILVICULTURA NO BRASIL NOS ANOS DE 2004 E 2005.

EUCALIPTO E PINUS NO BRASIL NO PERÍODO DE 2000 A 202030

FIGURA 02 – COMPORTAMENTO DA OFERTA E DEMANDA DE MADEIRA DE

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FIGURA 03 – COQUEIRO COM DESTAQUE PARA OS FRUTOS E INFLORESCÊNCIA.

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FIGURA 04 – CASCAS DE COCO VERDE, OBJETO DE ESTUDO DESTE TRABALHO.

FIGURA 05 – DESENHO ESQUEMÁTICO DAS PARTES QUE COMPÕEM O COCO, COM DESTAQUE PARA O ENRAIZAMENTO DO FRUTO-SEMENTE..41

BARRA43
FIGURA 07 – COQUEIRO ANÃO LOCALIZADO NA PÇ. BAHIA SOL – ONDINA4

FIGURA 06 – COQUEIROS GIGANTES LOCALIZADOS NA AV. OCEÂNICA –

INTERIOR57

FIGURA 08 – CASCAS DO COCO VERDE COM ÁGUA ACUMULADA NO SEU

RESÍDUOS57

FIGURA 09 – CASCAS DO COCO VERDE MISTURADAS A OUTROS TIPOS DE

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FIGURA 10 – CASCAS DO COCO VERDE, DEIXADAS POR AMBULANTE, APÓS VENDA DA ÁGUA – LOCAL: AV. OCEÂNICA PRÓXIMO AO CRISTO.

PORTO E FAROL DA BARRA64

FIGURA 1 – CASCA DO COCO VERDE, DEIXADAS POR AMBULANTE, APÓS VENDA DA ÁGUA – LOCAL: AV.SETE DE SETEMBRO, ENTRE O

FIGURA 12 – CASCAS DO COCO VERDE, DEIXADAS POR AMBULANTES, APÓS VENDA DA ÁGUA – LOCAL: PRAIA DO PORTO DA BARRA...............64

VENDA DA ÁGUA – LOCAL: AV. OCEÂNICA - ONDINA65

FIGURA 13 – CASCAS DO COCO VERDE, DEIXADAS POR BARRAQUEIRO, APÓS

VENDA DA ÁGUA – LOCAL: PÇ MAL. DEODORO – COMÉRCIO6

FIGURA 14 - CASCAS DO COCO VERDE, DEIXADAS POR BARRAQUEIRO, APÓS

VENDA DA ÁGUA – LOCAL: PÇ DA PIEDADE - CENTRO6
FIGURA 16 – CONSTITUIÇÃO ESTRUTURAL DE UMA FIBRA VEGETAL68

FIGURA 15 – CASCAS DE COCO VERDE, DEIXADAS POR AMBULANTE, APÓS

COCO VERDE, FORTALEZA-CE72
FIGURA 18 – FLUXOGRAMA OPERACIONAL DA USINA73
FIGURA 19 – CASCAS DE COCO VERDE SENDO DEPOSITADAS NA BAIA74
FIGURA 20 – CASCAS DE COCO VERDE NO ELEVADOR75
FIGURA 21 – CASCA DE COCO DILACERADA APÓS TRITURAÇÃO75
FIGURA 2 – PRENSA COM CALHA PARA RECOLHIMENTO DO LCCV76
FIGURA 23 – CLASSIFICADORA DE PÓ E FIBRA7
FIGURA 24 – PÓ ORIUNDO DAS CASCAS DE COCO VERDE7

FIGURA 17 - EQUIPAMENTOS DA USINA DE BENEFICIAMENTO DAS CASCAS DE

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FIGURA 26 – BRIQUETES80
FIGURA 27 – BIOMANTA DE FIBRA DE COCO APLICADA EM TALUDE83

FIGURA 25 – FIBRA DE COCO VERDE APÓS SECAR A TEMPERATURA AMBIENTE.

AGROINDÚSTRIA TROPICAL84
FIGURA 29 – BERMALONGAS84
FIGURA 30 – ENCHIMENTO DE FIBRA DE COCO TERMO-ACÚSTICO87
FIGURA 31 – MANTA ANTI-RUÍDO87

FIGURA28 – MANTAS DE FIBRA DE COCO PRODUZIDAS NA USINA DA EMBRAPA

FIGURA 32 – CHAPA DE PARTÍCULA COM 20% DE FIBRAS DE COCO E 6% DE ADESIVO. ........................................................................................................8

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