TrabalhoAV2

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Introdução

Quando se desenvolve um novo produto também será necessário desenvolver um processo capaz de produzi-lo na quantidade demandada com menor custo, boa qualidade, confiabilidade, rapidez e flexibilidade.

O projeto, ainda no nível estratégico, identifica a rede de operações produtivas com uma maior atenção no macroprocesso, que tem por objetivo agregar recursos produtivos e entregar, ao consumidor, bens, serviços ou ainda um misto dos dois. Neste nível as decisões necessitam de altos investimentos, por exemplo: novos produtos, novas unidades fabris, aumento da capacidade instalada com aumento de área, mudanças radicais no processo de fabricação ou até mesmo troca da localização do parque produtivo.

No nível Tático a preocupação é o Arranjo físico ou Layout das instalações, tecnologia utilizada na produção, disponibilidade de recursos para cada setor envolvido e mão-de-obra qualificada. Este nível age quando as mudanças não são representativas ou não envolvem altos investimentos.

No nível operacional, geralmente não ocorrem decisões diretas de mudanças no layout do parque fabril ou criação de novos produtos e processo, contudo este nível é responsável por grande parte das informações que auxiliam nas decisões do níel estratégico.

Arranjo Físico

Arranjo Físico pode ser definido como o estudo da localização dos recursos de transformação objetivando a melhor trajetória dos recursos transformados. Note que a melhor trajetória pode não ser a menor. Os microprocessos que compõem o sistema de produção devem ser organizados de forma a otimizar a transferência entre eles dos produtos semiacabados, assim como a acumulação destes entre aquelas.

Dificilmente um planejamento atinge uma pormenorização tal que o torne perfeito, sendo assim, pode ser possível melhorá-lo. Neste trabalho iremos nos preocupar com localização dos postos de trabalhos em posições adequadas com o objetivo de economizar tempo e aumentar a produtividade, ou seja, do Arranjo Físico ou Layout da planta.

Projetos

O grande desafio da atualidade é o processo de transformar recursos naturais em itens de satisfação de necessidades humanas. Vencer este desafio significa, além de desenvolver novos produtos, desenvolver também processos produtivos cada vez mais eficientes. Os objetivos de desempenho do sistema produtivo dependem de quais os fatores valorizados pelo seu mercado consumidor. Os Objetivos de desempenho de processo produtivos são:

Custo;

Qualidade;

Rapidez;

Confiabilidade;

Flexibilidade;

Projetos de Produtos

Metodologias Top-down e Botton-up

O que o cliente espera de um produto ou serviço?

Clientes esperam que um produto ou serviço satisfaça uma necessidade ou atenda um desejo. Dessa forma podemos desenvolver um produto usando as metodologias Top-down ou Botton-up.

Top-down

A metodologia Top-down de desenvolvimento de produtos e processos inicia-se no resultado, ou seja, o que se espera que seja fabricado. As ideias podem surgir através de:

  • Brainstorming, onde se reúne integrantes da organização e cada um, em um ambiente bem descontraído, revela suas ideias; ou

  • Pesquisa de Marketing, onde se reúne um grupo de clientes-alvos e destes se retiram informações sobre suas necessidades (pode ser seguido ou não de Brainstorming);

Clientes compram conceitos [Slack et al 2002], mas quando participam da formação da ideia original do projeto ficam ainda mais satisfeitos, assim sendo, produtos assim desenvolvidos necessitam de menores investimentos em marketing, porém os desejos dos consumidores podem gerar um alto custo de produção.

Com a ideia do produto, e este geralmente já com seu formato definido, nas mãos começa o árduo trabalho de detalhamento do produto. Esses detalhes incluem tecnologia, máquinas de manufatura, matéria-prima/componentes, etc que serão agregadas para obtenção das funcionalidades ora designadas ao produto.

Botton-up

A metodologia Botton-up, seleciona os recursos produtivos disponíveis e as diversas formas de agregá-los em novos produtos com novas funcionalidades. Nessa metodologia a participação do cliente no processo de criação do produto é mínima e desta. Os custos referente a marketing tendem a ser elevados.

Os telefones celulares atuais são exemplos de desenvolvimento Botton-up. Nesta última década podemos observar aparelhos cada vez com mais funcionalidades incluídas, como por exemplo: rádio FM, pendrive, mp4 player, câmera fotográfica, filmadora, lanterna, etc. tem alguns que até servem como telefone.

Etapas de elaboração de produtos

Uma definição de projeto adequada a este trabalho é: atividade programada com data de início e fim bem definidas que tem por objetivo constituir um produto, um serviço ou ainda um misto dos dois, assim como também o desenvolvimento do seu processo produtivo. Em uma visão mais ambiciosa e resumida Projeto é uma atividade que busca a satisfação do consumidor.

O desenvolvimento de um produto e/ou serviço mantém uma relação direta com seu processo produtivo onde algumas decisões sobrepõem-se. O produto mantém uma relação de eficácia com possibilidade real de produção enquanto o processo produtivo precisa ser eficiente para não agregar ao produto um custo maior que o seu valor. A figura 1 monstra esta relação de forma resumida.

Um projeto evolui da concepção à especificação [Slack et al 2002] passando pelas seguintes fases:

  • Geração de Ideias

Utilizando uma das metodologias Top-down ou Botton-up cria-se um Conceito de produto.

  • Triagem das ideias;

A triagem é uma das etapas mais importantes do projeto. Nesta etapa são consideradas as tecnologias disponíveis, custo total e valor final do item. Marca também o início do projeto do processo fabril.

  • Projeto Piloto;

Trata-se de um pré-projeto o mais detalhado possível e posto a prova em situações reais.

  • Avaliação e melhoria

A partir do projeto piloto é feito o refinamento do projeto corrigindo-se as falhas ocorridas durante a fase de testes.

  • Projeto Final.

Após percorridas todas estas etapas tem-se em mãos uma promessa de produto ou serviço que atenderá as necessidades dos seus consumidores.

Projetos de Processos

O processo de produção de um produto/serviço depende de todo um arcabouço que irá variar de acordo com o volume e a variedade que este será produzido. Os tipos de processos mais utilizados atualmente são:

Para produtos

Processos por projetos – Neste tipo de processo os recursos produtivo são organizados de forma única para atender um único projeto por vez. Sua principal característica é alta variabilidade.

Processo por oficina (jobbing) – Tipo de processo onde alguns recursos podem ser compartilhados entre um ou mais projetos simultaneamente, mas com certa restrição. Uma das suas característica é a o baixo volume, embora este seja maior do que o por projetos.

Processo em lotes – Os recursos produtivos oferecem boa flexibilidade podendo ser ajustados (Setup) para mudarem algumas características dos produtos por eles produzidos. Sua variedade depende do tamanho do lote a ser produzido e do tempo de setup.

Processo em massa – Este tipo de processo é geralmente utilizado em montadoras. Seus produtos são geralmente itens contáveis. Possui certa flexibilidade, entretanto sua característica marcante e o alto volume produzido.

Processo contínuo – Os itens produzidos não podem ser contados individualmente. Geralmente são fluidos, grãos, produtos de refinos, etc. Não possui flexibilidade, mas altíssimo volume.

Para Serviços

Serviços Profissionais – Oferece alto nível de contato com o cliente. O serviço é “montado” pelo próprio cliente. Ênfase nos profissionais onde estes tem a liberdade de utilizar equipamentos ou não.

Loja de Serviços – Os serviços, um misto de equipamentos e profissionais, são previamente estabelecidos, porém oferecem certa flexibilidade. Os clientes têm a liberdade de escolher quais serviços (Pacote de serviços) irá utilizar.

Serviços em massa – Maior dependência de equipamentos. Não apresentam flexibilidade, porém oferecem um alto volume de atendimento. Pouquíssimo contato com o cliente.

Os processos fabris podem ainda ser classificados quanto ao arranjo dos seus recursos transformadores. Este arranjo varia de acordo com as características dos recursos transformadores e dos recursos transformados que integram o processo.

O arranjo físico de processo pode assumir as seguintes formas:

Arranjo físico Posicional – Neste arranjo os recursos transformados ficam na mesma posição até o fim do processo. Já os recursos transformadores entram e saem de cena conforme um cronograma previamente elaborado. Este arranjo é utilizado quando os recursos a serem transformados são muito pesados, os quais necessitariam de muitos esforços para serem movidos, ou muito delicados, com alto risco para remoção.

Arranjo físico por processo – Os recursos transformadores são de difícil movimentação, portanto são organizados de forma que os recursos transformados percorram o menor trajeto possível.

Arranjo físico celular – Os recursos transformadores ficam arranjados em células onde os recursos transformados chegam, percorrem as atividades (não necessariamente todas) e seguem para outra parte do processo produtivo.

Arranjo por produto – Os recursos transformadores são organizados de forma que sejam estabelecidos roteiros bem definidos para cada produto.

Tipos de Processos de manufatura

Tipo básicos de arranjo físicos

Tipo de Processos de Serviços

Processo por Projetos

Arranjo Físico Posicional

Serviços Profissionais

Processo por Jobbing

Arranjo Físico por Processos

Porcesso por Lotes

Lojas de Serviços

arranjo físico Celular

Processo por Massa

Serviços de Massa

Arranjo Físico Por Produto

Processo Contínuo

Arranjo físico Misto

Embora todas estas classificações o que se tem na prática é um misto dos tipos de processos e arranjos físicos. Por exemplo, um automóvel foi que foi montado através de um processo em massa com o arranjo físico por produto teve suas rodas fabricadas através de um processo contínuo para gerar a mistura de borracha e depois um processo por lotes com arranjo físico, provavelmente, celular. O processo por projetos com arranjo físico posicional será escolhido para a construção de uma casa, entretanto alguns de seus recursos produtivos foram produzidos a partir de outros processos, por exemplo, o cimento foi fabricado em um processo contínuo. Assim podemos definir o arranjo físico misto como uma mistura que tem por finalidade proporcionar meios de se atingir os objetivos da produção com maior eficiência.

O processo de fabricação geralmente é projetado concomitante com o projeto do produto. Um produto novo pode ter grande aceitação no mercado consumidor, porém sem um processo produtivo adequado a demanda pode não ser atendida plenamente o que dará margem a produtos concorrentes ou produtos substitutos. Além disso, se seu custo for alto será necessário reduzir o lucro para manter um preço adequado sob o risco de perder mercado. Outro aspecto é a disponibilidade de tecnologias disponíveis e necessárias para o processo produtivo.

O PERT/CPM no Projeto de Processos

Uma ferramenta muito utilizada na gestão de projetos é o Program Evaluation and Review Technique - PERT associada ao Critical Path Method – CPM juntas elas oferecem uma forma eficaz de projetar, controlar e rever todas as fases de um projeto. Representados na forma de um diagrama de rede podem apresentar dois tipos de construção:

  • Atividades representadas em setas;

  • Atividades representadas em nós.

Regras de montagem de um diagrama de rede com representação das atividades em setas

Etapa - Fim

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