fundamentos eletroeletronica

fundamentos eletroeletronica

(Parte 1 de 3)

1 FUNDAMENTOS

0.0Conceitos Básicos.
1.0Sentido da Corrente.
2.0Resistência Elétrica.
3.0Materiais Condutores, Isolantes.
4.0Resistores.
5.0Resistência Equivalente.
6.0Lei de Ohm.
7.0Resistividade.
8.0Divisor de Tensão e Corrente.
9.0Circuito Elétrico.

SUMÁRIO: Capítulo sobre corrente contínua. 10.0 Circuito Série.

1.0 Circuito Paralelo. 12.0 Potência Elétrica.

13.0 Pilhas e Bateria. 14.0 Instrumentos de Medida.

15.0 Ponte Resistiva .

16.0 Lei de Kirchhoff para Tensão. 17.0 Lei de Kirchhoff para corrente

18.0 Lei dos Nós 19.0 Lei das Malhas

20.0 Tensão Contínua 21.0 Tensão Alternada.

Capítulos sobre corrente alternada 2.0 Materiais Elétricos

23.0 Transformadores.

24.0 Motores. 25.0 Geradores.

26.0 Geração e Distribuição de Energia Elétrica. 27.0 Técnicas de Solda.

28.0 Bibliografia 29.0 Anexos

3 CONCEITOS BÁSICOS

1- Matéria e Substância

Matéria é tudo que existe no universo. A madeira, o vidro, a água são exemplos de matéria. No entanto podemos perceber diferenças nessas matérias:

O vidro é transparente, a madeira não. A água não tem forma própria.

Essas diferenças ocorrem porque cada tipo particular de matéria é uma substância com características próprias.

2- Moléculas e átomos Molécula é a menor parte que pode existir de uma substância. São partes tão pequenas, que não podem ser vistas mesmo com o auxílio aos microscópios.

Pôr exemplo, uma molécula de água é a menor quantidade de água que pode existir.

As moléculas são constituídas de átomos.

O que caracteriza uma molécula é o tipo de átomo, a quantidade deles e o modo como são combinados para constituí-la. Atualmente são conhecidos 103 tipos diferentes de átomos. Cada tipo recebeu um nome e tem características próprias.

3- Prótons, Nêutrons e Elétrons Durante muito tempo se acreditou que o átomo fosse a menor parte da matéria. Tanto assim que o seu próprio nome( do grego a = sem e tomo = dividir) significa “o que não se pode dividir”. Atualmente, sabe-se que o átomo se compõe de Prótons, Nêutrons e Elétrons.

A estrutura do átomo consiste em um núcleo central, formado pôr dois tipos de partículas simples e indivisíveis: os prótons e os nêutrons. Os prótons têm carga elétrica positiva, e os nêutrons não têm carga.

4 CONCEITOS BÁSICOS.

Em volta desse núcleo gira um número variável de partículas de carga elétrica negativa- os elétrons – que realizam milhões de rotações pôr segundo.

O núcleo positivo – prótons – atrai os elementos negativos, impedindo que eles saiam de sua órbita (fig.4)

Nota O hidrogênio é o único elemento que tem apenas um próton no núcleo e um elétron em órbita.

4- Equilíbrio de cargas elétricas importante saber que, em condições normais, o número de elétrons em torno de um núcleo é sempre igual ao número de prótons desse núcleo (figs.5,6,7), havendo, portanto, equilíbrio de cargas elétricas.

5 CONCEITOS BÁSICOS

É possível, porém,retirar ou acrescentar elétrons aos átomos de um corpo. Quando isso acontece, passa a existir uma diferença de cargas elétricas no átomo. Dizemos, então, que o átomo está eletrizado ou ionizado.

Quando um átomo perde ou recebe elétrons, transforma-se num Íon.

Se ficar com falta de elétrons, será um Íon positivo ou cátion. Se ficar com excesso de elétrons, será um Íon negativo ou Ânion.

Para esclarecimento, vejamos os seguintes exemplos: Um átomo de ferro tem 26 prótons e 26 elétrons. Se ele perder 3 elétrons, ficará com 26 prótons (carga positiva) e 23 elétrons (carga negativa) e será um Íon positivo ou Cátion. Se o átomo de ferro receber 3 elétrons, ficará com 26 prótons (carga positiva) e 29 elétrons (carga negativa) e será Íon negativo ou Ânion.

5 - Há vários Processos para desequilibrar as cargas elétricas dos átomos de um corpo, criando uma diferença de potencial cuja tensão elétrica será tanto maior quanto maior for a diferença das cargas. No decorrer do curso, analisaremos os processos industriais, porém podemos estudar agora o primeiro processo de que se tem notícia: o de Eletrização Pôr Fricção .

Sabe-se, quando um corpo é friccionado com outro, ambos adquirem cargas elétricas: um pôr perder elétrons e o outro pôr recebê-lo. Podemos constatar esse processo, fazendo a experiência que se segue:

A Cortamos papel fino em partículas do menor tamanho possível.

B Friccionamos o lado de um pente num pedaço de flanela, seda ou lã, sempre no mesmo sentido.

C Aproximamos o pente das partículas de papel. Conclusão: As partículas de papel são atraídas pelo pente.

6 CONCEITOS BÁSICOS

6.0 Tensão Elétrica Sempre que há uma diferença de potencial (d.d.p.), existe uma tensão tendendo a restabelecer o equilíbrio. Podemos demonstrar isso facilmente, pôr meio de duas vasilhas com água, ligadas pôr um tubo com registro.

Na fig.2, a água das vasilhas está no mesmo nível, não havendo diferença de potencial entre as mesmas.

Se abrirmos o registro, não haverá fluxo de água de uma para a outra.

Na fig.3, o nível da água na vasilha A é superior ao da vasilha B, existindo uma diferença de potencial entre os Se abrirmos o registro, haverá fluxo de água de A para B, até que a água fique no mesmo nível nas duas vasilhas.

Do exposto podemos verificar que a diferença de potencial hidráulico (da água) provocou uma tensão hidráulica.

Para entendermos a tensão elétrica, é necessário aprendermos alguma coisa sobre Constituição da matéria.

7 7.0 Medida da Tensão Elétrica Vimos que sempre se modifica a estrutura dos átomos de um corpo, este fica eletrizado. Se tivermos dois corpos com cargas elétricas diferentes, haverá entre eles uma diferença de potencial (d.d.p.) elétrico, da mesma forma que houve uma diferença de potencial hidráulico no caso das vasilhas. É importante, em todos os campos de aplicação da eletricidade, sabermos o valor da tensão da d.d.p. Para isso, existe uma unidade de medida,que é o Volt, e um instrumento para medi-la, que é o voltímetro.

8.0 A Corrente Elétrica

Quando um átomo está ionizado, sua tendência é voltar ao estado de equilíbrio. Evidentemente, um corpo eletrizado tende a perder sua carga, libertando-se dos elétrons em excesso, ou procurando adquirir os elétrons que lhe faltam. Concluímos, então, que basta unir corpos com cargas elétricas diferentes para que se estabeleça um fluxo de elétrons, que chamamos CORRENTE ELÉTRICA.

Para se ter uma idéia exata da grandeza (INTENSIDADE) de uma corrente elétrica, tornou-se necessário estabelecer uma unidade padrão.

Falar em elétrons que passam pôr segundo num condutor é impraticável, pois os números envolvidos nos problemas seriam enormes. A fim de se eliminar esses inconvenientes, fez-se uso de uma unidade de carga elétrica – o COLOUMB (C) – que corresponde a 6,28 x 1018 elétrons.

A intensidade de corrente elétrica é medida em AMPERE e corresponde à quantidade de COLOUMBS que passa pôr segundo em um condutor. Uma intensidade de 1 Coulomb pôr segundo equivale a um ampère.

O instrumento que mede a intensidade de corrente é o AMPERÍMETRO.

Devemos lembrar quê: Corrente Elétrica é um fluxo de elétrons em movimento.

Tensão Elétrica é a força que desloca os elétrons.

8 CONCEITOS BÁSICOS

Sentido da Corrente Elétrica

Para entendermos o sentido da corrente elétrica, é bom recapitularmos as condições de cargas elétrica do átomo.

Como sabemos os prótons tem carga positiva, e os elétrons, cargas negativas. Se o átomo perde elétrons, ficará com carga positiva. Se o átomo recebe elétrons, ficará com carga negativa. Se consideramos as condições de carga dos átomos apresentados, havendo ligação entre eles, o átomo B (-) cederá dois elétrons ao átomo A (+). Logo, o sentido da corrente elétrica é da carga negativa (-) para a carga positiva (+).

Entretanto, antes de ter alcançado esses conhecimentos sobre os átomos, o homem já fazia uso da eletricidade e sabia que algo se movimentava, produzindo a corrente elétrica, e, pôr uma questão de interpretação, admitiu que o sentido da corrente elétrica fosse do positivo (+) para o negativo (-).

Para evitarmos dúvidas, sempre que considerarmos o sentido da corrente como sendo igual ao dos elétrons, diremos Sentido Eletrônico e , no caso oposto, Sentido Convencional Ou Clássico.

9 EXERCÍCIOS SOBRE : CONCEITOS BÁSICOS.

R É tudo que existe no universo

1.0 Definir o que vem a ser matéria .

RÉ substância própria de cada matéria.

2.0 Definir substância.

3.0 Definir átomo . R É uma partícula composta de prótons, nêutrons e elétrons.

4.0 Como é distribuído os prótons, nêutrons e elétrons no átomo ? R Os prótons e nêutrons, se localizam na parte na parte central do núcleo e os elétrons ficam girando em torno do núcleo.

5.0 O que é equilíbrio de cargas elétricas ? R É quando o número de prótons é igual ao número de elétrons.

6.0 Definir átomo eletrizado ou ionizado. R É quando um átomo perde ou recebe elétrons para se equilibrar suas cargas elétricas.

7.0 Quais são os nomes dos átomo ionizados ou eletrizados ? R Átomo negativo ou ânion: Átomo positivo ou cátion

8.0 Qual a unidade de medida de tensão elétrica e qual o equipamento para medila?

R Volts, voltímetro.

9.0 Qual a unidade de medida de corrente elétrica e qual o equipamento para medi-la? R Ampère, amperímetro.

10.0 Qual a unidade de medida de cargas elétricas ? R Coulomb (C), seu valor é 6,28 x 1018.

1.0 Definir corrente elétrica. R É o deslocamento de um fluxo de elétrons em um meio condutor.

12.0 Definir tensão elétrica.

R É força que desloca os elétrons. 13.0 Quais os sentido da corrente elétrica e sua definição? R Sentido eletrônico: a corrente sai pelo terminal negativo da fonte geradora. Sentido convencional: a corrente sai pelo terminal positivo

10 RESISTÊNCIA ELÉTRICA.

Definição:

A oposição que os materiais oferecem á passagem da corrente elétrica chamamos de Resistência Elétrica (R).

A resistência elétrica é de grande importância na solução dos problemas de eletricidade.

A unidade de medida da resistência elétrica é o OHM .

Quando queremos medir resistências muito grandes, usamos o MEGOHM(MΩ),

que equivale a 1.0.0 de ohms, ou o QUILOHM (KΩ).

Quando queremos medir resistências muito pequenas, usamos o MICROHM

(μΩ) ou o MILIOHM (mΩ).

A resistência elétrica é medida em instrumentos chamados OHMÍMETROS. Quando a resistência é muito grande, o instrumento usado é o MEGOMETRO.

O inverso da resistência é a condutância (C), Que tem como unidade o MHO .

C = 1R = 1
RC

Escala de Unidades:

109 106 103 UNIDADE 10-3 10-6 10-9 10-12
GIGA MEGAKILO UNIDADE MILI MICRO NAN PICO

Exemplos de Unidades: Tensão (Volt), Corrente (Ampère), Resistência (Ohm), Potência (Watt),

Capacitância (Farad), Indutância (Henry).

Todos os materiais oferecem uma certa oposição a passagem da corrente elétrica; no entanto dependendo da substância do material, essa oposição é maior ou menor, sendo que alguns materiais praticamente não permitem a passagem da corrente elétrica.

- Os materiais que oferecem pouca oposição a passagem da corrente elétrica chamamos de ; materiais condutores.

Ex Prata, cobre, alumínio Produtos; fio de cobre , fio de alumínio

- Os materiais que praticamente não permitem passagem da corrente elétrica chamamos de ; materiais isolantes.

Ex Vidro, borracha, porcelana. Produtos; isoladores de pino

A razão da maior ou menor oposição oferecida à passagem da corrente elétrica tem sua explicação na estrutura dos átomos.

Em alguns materiais, os elétrons em órbitas mais afastadas sofrem pouca atração do núcleo, tendo facilidade de se deslocar de um átomo para outro átomo, num rodízio desordenado, sendo chamados de elétrons livres.

Os elétrons livres são numerosos nos materiais condutores e praticamente inexistentes nos materiais isolantes.

1. Converter 2,1 V em milivoltsR 2.100 mV
2. Converter 2500 V em KvoltsR 2,5 kV
3. Converter 356 mV em VoltsR 0,356 V
4. Converter 50. 0 Ωem MΩ. R 0,5 MΩ
5. Converter 8,2 KΩem Ω. R 8.200 Ω
6. Converter 680 KΩem MΩ. R 0,680 MΩ
7. Converter 47.0 Ωem KΩ. R 47 KΩs
8. Converter 20 0 Pf emF. R 0,002 F
9. Converter 100.0 Ωem KΩ. R 100 kΩ
10. Converter 12.0 KΩem Ω. R 12 Ω
1. Converter 0,006 Aem mA. R 6 mA
12. Converter 2 Aem mA. R 2.0 mA
13. Converter 1.327 mem A. R 1,327 A
14. Converter 20.0μAem A. R 0,020 A

EXERCÍCIOS SOBRE: RESISTÊNCIA ELÉTRICA. 15. Converter 0,25 mA em A. R 250 μA

12 RESISTORES

Definição:

Resistor é um componente formado pôr um corpo cilíndrico de cerâmica sobre o qual é depositada uma camada de material resistivo. Esse material determina o tipo e o valor de resistência nominal do resistor. Ele é dotado de dois terminais colocados nas extremidades do corpo em contato com o filme resistivo.

Os resistores são utilizados nos circuitos eletrônico para limitar a corrente elétrica e, conseqüentemente, reduzir ou dividir tensões.

Os resistores são componentes que formam a maioria dos circuito eletrônicos. Eles são fabricados com materiais de alta resistividade com a finalidade de oferecer maior resistência à passagem da corrente elétrica. Dificilmente se encontrará um equipamento eletrônico que não use resistores

Este capítulo vai tratar dos resistores e de seu código de cores. Desse modo, você vai ser capaz de identificar as características elétricas e construtivas dos resistores. Vai ser capaz também de interpretar os valores de resistência expressos no código de cores.

1) Tipos de Resistores Fixos.

Há quatro tipos de resistores, classificados segundo sua constituição: Resistor de filme de carbono;

Resistor de filme metálico; Resistor de fio;

Resistor para montagem em superfície (SMR).

Cada um dos tipos tem, de acordo com sua constituição, características que o tornaram mais adequadas a determinada aplicação.

O resistor de filme de carbono, também conhecido como resistor de película, apresenta formatos e tamanhos variados como mostra a ilustração a seguir.

Esse tipo de resistor constitui-se por um corpo cilíndrico de cerâmica que serve de base à fabricação do componente.

Sobre o corpo do componente é depositada uma fina camada de filme de carbono, que é um material resistivo.

A potência varia de 1/16 W a 2W.

Material resistivo carbono puro

Aplicação: uso geral, circuito de vídeo e áudio.

Resistor de fio; constitui-se de um corpo de porcelana ou cerâmica, sobre este corpo enrola-se um fio especial, geralmente de níquel-cromo. O comprimento e seção desse fio determinam o valor do resistor, que tem capacidade para operar com valores altos de corrente elétrica. A potência varia de 2W a 200 W.

Aplicação em circuitos de grande potência.

Resistor de filme metálico: tem o mesmo formato que os resistores de filme de carbono o que diferencia é o fato do material resistivo é uma película de níquel , que resulta em valores ôhmicos mais precisos.

Aplicação em circuitos de precisão, computadores, circuitos lógicos. A potência varia em 1/16 W a 1 W.

Resistor SMR: resistor montado em superfície é constituído de um minúsculo corpo de cerâmica com alto grau de pureza no qual é depositada uma camada vítreo metalizada formada por uma liga de cromo-silício.

Aplicação em circuitos eletrônicos, através de máquinas de inserção automática, por tamanho muito pequeno.

Potência menores que 1/16 W.

Essas diferenças situam-se em quatro faixas de valores percentuais de

1.0 Para resistores de uso geral:2.0 Para resistores de precisão
± 2% de tolerância± 10% de tolerância
± 1% de tolerância± 5% de tolerância

tolerância:

Empregam-se os resistores de precisão apenas em circuitos em que os valores de resistência são críticos e em aparelhos de medição.

A tabela abaixo informa que, um resistor de 220 Ω ±5%(valor nominal), pôr exemplo, pode apresentar qualquer valor real de resistência entre 232 Ω e 209 Ω.

Devido à modernização do processo industrial, os resistores estão sendo produzidos pôr máquinas especiais que utilizam raios lazer para o ajuste final da resistência nominal. Pôr isso, dificilmente, são encontrados no mercado resistores para uso geral com percentual de tolerância maior do que ±5%.

Características elétricas dos resistores:

O resistor tem características elétricas que o diferenciam de outros componentes. Elas são:

Resistência nominal; Percentual tolerância;

Dissipação nominal de potência.

Resistência nominal:

A resistência nominal é o valor da resistência elétrica especificada pelo fabricante. Esse valor é expresso em ohms (Ω), em valores padronizados estabelecidos pela norma IEC63. Assim, pôr exemplo, pode-se ter resistores de

18Ω, 120Ω,4k7Ω, 1MΩ.

Neste curso, serão empregados os valores padronizados da série E-24, ou seja, 10, 1, 12, 13, 15, 16, 18, 20, 2, 24, 27, 30, 3, 36, 39, 43, 47, 51, 56, 62, 68, 75, 82,91

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