AULA 02 - intro revestimento

AULA 02 - intro revestimento

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IFPB DIRETORIA DO CAMPUS JOÃO PESSOA DETALHAMENTO DE PROJETOS PROFESSORA: ANGELA NUNES e-mail: angelanunes2@hotmail.com aula 02 introdução ao revestimento de piso e parede

O revestimento de pisos e paredes é o primeiro elemento compositivo escolhido e aplicado no ambiente. Conferindo a este espaço a conduta pensada e idealizada pelo designer, como um reflexo do desejo do cliente e das expectativas dos possíveis usuários.

A escolha do material deve ser influenciada por fatores técnicos e estéticos, numa comunhão em busca de um resultado satisfatório para o cliente e para a concepção do espaço.

CRITÉRIOS FUNCIONAIS 1. Segurança – Basicamente contra fogo, derrapagem, manchas; 2. Conforto – térmico, acústico, luminotécnico, visual, sonoro;

3. Durabilidade – garantia do estado do material sem uma troca necessária antes do fim da vida útil;

4. Resistência ao uso – garantia das características do material durante sua vida útil; 5. Facilidade de limpeza, manutenção e reparo.

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CRITÉRIOS ESTÉTICOS 1. Cor; 2. Textura; 3. Brilho; 4. Padronagem; 5. Rusticidade; 6. Dimensões – tamanho e forma;

CRITÉRIOS FUNCIONAIS 1. Aquisição; 2. Instalação / montagem; 3. Transporte; 4. Vida útil e durabilidade; 5. Manutenção, limpeza, reparos e substituição.

Os revestimentos podem ser separados em dois tipos, de acordo com o estado físico no momento da aplicação:

1. DUROS Cerâmica Porcelanato Ladrilho Hidráulico Madeira Maciça Laminados Pedra Natural Mármore Granito Marmoglass Vidro

2. MACIOS / MALEÁVEIS Fibras sintéticas ou naturais para carpetes e tapetes Tinturas Placas plásticas (plurigoma, paviflex) Papel Vinílicos Cimentados

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Os revestimentos são aplicados para proteção das superfícies. Podem ser colocados no piso e nas paredes – apenas na extremidade inferior (rodapé), em meia altura (meia parede) e em toda extensão. Sob o vão das portas, encontramos as soleiras que fazem a transição de materiais entre ambientes.

Para uso adequado em cada ambiente, na escolha do material devemos observar os aspectos descritos abaixo. Nos materiais sintéticos e industrializados é mais fácil obter estas informações, por conta dos estudos e dos índices existentes para uso e fabricação destas peças. Nos materiais naturais, como pedras, a ausência de índices específicos pode ser compensada por informações mais genéricas sobre o material.

1. Resistência ao Tráfego

Capacidade da superfície do material resistir à abrasão, isto é, resistir aos riscos gerados pelo pisoteio durante o uso, mantendo suas características. Nas cerâmicas, esta resistência é medida pelo índice PEI. Os materiais com superfícies polidas e brilhantes estão mais suscetíveis ao desgaste causado pelo tráfego, em áreas com fluxo intenso devemos dar preferência a materiais com acabamento fosco ou semipolido, aqueles com brilho podem ser usados desde que recebam produtos para prolongar sua resistência e evitar estragos.

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2. Resistência Química

Capacidade da superfície do material resistir às substâncias e manchas. Para tal, tratamentos químicos e mecânicos são dispensados às superfícies para torná-las impermeáveis e dificultar a absorção de produtos que possam comprometer o aspecto das peças. Materiais como Porcelanato, por exemplo, estão propensos à manchas e devem ser evitados em ambientes sujeitos a muitas substâncias, caso sejam utilizados em pisos de cozinha e banheiro recomenda-se o uso de produtos que protejam a superfície e que nódoas sejam limpas o mais rápido possível.

3. Resistência Mecânica

Capacidade das peças resistirem às cargas aplicadas sobre elas, evitando à ruptura ou deformação delas. A espessura das peças e o processo de fabricação do material, no caso dos sintéticos, são fatores condicionantes da resistência mecânica dos mesmos.

4. Absorção de água

Capacidade do material absorver líquidos, principalmente água. A habilidade da absorção do material está diretamente ligada à necessidade de evitar a formação de poças nos ambientes, como áreas de lazer, piscinas e banheiros. A capacidade de absorção é a permeabilidade assistida do material, isto é, o trânsito lento e gradual de líquidos sem a possibilidade de infiltrações.

5. Atrito

Capacidade da superfície do material evitar derrapagens. Para tal, a superfície deve ter rugosidade adquirida no processo de fabricação ou através do desgaste por procedimentos químicos ou mecânicos. Em granitos, por exemplo, são utilizados artifícios como jateamento ou apicoamento para desgastar a face exposta do material e atribuir rugosidade às peças.

6. Tamanho

A dimensão das peças predefinidas ou o corte das peças definidas pelo projetista, na intenção de privilegiar a proporção do espaço disponível para aplicação e evitar cortes desnecessários e o desperdício do material. Assim, para espaços menores, recortados e irregulares as peças menores serão mais adequadas. E para espaços mais extensos, as peças maiores significarão amplitude e menos rejuntamento.

Para a melhor aplicação das peças devemos sempre conferir a qualidade do material e as superfícies onde estes serão aplicados. Além disso, devemos ter em mente alguns princípios, entre eles:

1. A superfície a ser aplicada deve estar seca e nivelada (contra-piso), e para áreas molhadas com o caimento necessário para escoamento das águas para os ralos;

2. Primeiro deve-se aplicar o revestimento dos pisos e após o das paredes para que as placas da fiada inferior da parede fiquem acima daquelas que revestem o piso, impedindo infiltrações no rejuntamento, caso escorra água pela parede. Tanto para áreas internas, quanto externas;

3. Aplicar as peças na paredes de cima para baixo para que o piso já esteja seco quando a última fiada vá ser colocada;

4. Nos pisos, aplicar primeiro as peças das laterais e dos fundos, para que não haja pisoteio das peças recém assentadas.

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Quanto à forma de aplicação podemos considerar três formas básicas, de acordo com o tipo de material.

1. Para materiais duros: Cerâmica, Porcelanato, Pedra, Mármore, Granito, Marmoglass, Madeira a. Paredes b. Pisos

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2. Para Madeira maciça ou laminados: 3. Para materiais maleáveis: papel, placas plásticas, revestimento vinílico, fibras:

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