Dispepsia: dor ou desconforto agudo, crônico ou recorrente no abdomen superior. Sensação de plenitude, saciedade precoce, queimação, empanzinamento, eructação, náusea ou vômito.

  • Dispepsia: dor ou desconforto agudo, crônico ou recorrente no abdomen superior. Sensação de plenitude, saciedade precoce, queimação, empanzinamento, eructação, náusea ou vômito.

    • Etiologia:
      • Intolerância alimentar ou drogas
      • DUP, GERD, CA gástrico, gastroparesia
      • Infecções parasitárias, condições de má-absorção
      • Helicobacter pylori
      • Doença pancreática
      • Trato biliar
      • Dispepsia funcional

Gastropatia: condições onde há dano epitelial ou endotelial sem inflamação

  • Gastropatia: condições onde há dano epitelial ou endotelial sem inflamação

  • Gastrite: evidência histológica de inflamação.

    • Gastrite hemorrágica ou erosiva
      • álcool, AINH, stress com dç grave, hipertensão portal.
    • Gastrite não erosiva ou inespecífica
      • H pylori, anemia perniciosa, gastrite linfocítica
    • Gastrite específica (endoscopia ou histologia):
      • Infecciosa, granulomatosa, eosinofílica, hipertófica (Ménetrier ).

Histologia: perda da superfície epitelial que extende profundamente até alcançar ou penetrar a muscular da mucosa.

  • Histologia: perda da superfície epitelial que extende profundamente até alcançar ou penetrar a muscular da mucosa.

  • Clínica: perda da superfície mucosa visível pela endoscopia ou radiologia, profunda e com diâmetro maior que 5 mm.

  • Erosões: lesões superficiais menores que 5 mm

DUP- ocorre na mucosa gástrica ou duodenal quando os fatores defensivos da mucosa são prejudicados ou são vencidos por fatores luminais como o ácido ou pepsina.

  • DUP- ocorre na mucosa gástrica ou duodenal quando os fatores defensivos da mucosa são prejudicados ou são vencidos por fatores luminais como o ácido ou pepsina.

  • 5 vezes mais comum no duodeno

    • 95% no bulbo ou canal pilórico
  • No estômago são localizadas mais no antro (60%) e na junção do antro e corpo na pequena curvatura.

  • H 1.3: 1 F

  • UD – 30-55 anos, UG- 55-70 anos

AINH

  • AINH

  • Helicobacter pylori

  • S. Zollnger-Ellison

Países subdesenvolvidos e indivíduos de baixo nível sócio-econômico e educacional

  • Países subdesenvolvidos e indivíduos de baixo nível sócio-econômico e educacional

  • Aglomerações domésticas

  • Condições insalubres de vida

  • Água ou alimentos contaminados

1 em 6 pacientes infectados desenvolvem UP

  • 1 em 6 pacientes infectados desenvolvem UP

  • Prevalência de infecção pelo H pylori na UD = 75-90%

  • A maioria dos pacientes com UD a infecção ocorre no antro gástrico, o que está associado com maior secreção gástrica e diminuição da secreção de bicarbonato na mucosa. O aumento da exposição ácida leva a pequenas ilhas de mucosa gástrica (metaplasia intestinal) no bulbo duodenal. A colonização destas ilhas pelo H pylori pode levar a duodenite ou úlcera duodenal.

Dor epigástrica

  • Dor epigástrica

  • 50% dos pacientes com alívio da dor com alimentos ou antiácidos e recorrência 2 a 4 horas depois.

  • Pode acordar a noite

  • Náuseas e anorexia pode ocorrer com UG

  • Vômitos sugere obstrução gástrica ou malignidade.

Testes não-invasivos

  • Testes não-invasivos

    • Teste respiratório com carbono 13 ou 14 – acurácia >95%
    • Teste de antígeno fecal: S = 91% e E = 93%
    • Sorologia acurácia baixa (80-84%)
      • Ulceras sangrantes, gastrite atrófica, linfoma MALT, recente ou uso atual de IBP e antibióticos.
  • Testes invasivos

    • Histologia
    • Cultura
    • Teste da urease

    •  A uréia pode ser marcada no átomo de carbono ( 14C ou 13C ).
    •  Os testes consistem em levar a urease do H. pylori a desdobrar a uréia marcada formando HCO3- e NH4+ .
    •  A solubilidade do CO2 é baixa no suco gástrico.
    •  O 14CO2 ou 13CO2 rapidamente atravessa a mucosa atingindo a corrente sangüínea.
    •  O 14CO2 expirado pode ser facilmente detectado por um espectrômetro de cintilação líquida.
    •  É método padrão ouro para controle de tratamento da infecção.
    •  Sensibilidade e especificidade acima de 90%.

Dispepsia não ulcerosa

  • Dispepsia não ulcerosa

  • Testar e tratar em pacientes com dispepsia não investigada

  • UD e UG ativa ou não, incluindo complicadas

  • MALToma

  • Gastrite atrófica

  • Após ressecção de câncer gástrico

  • Parentes de primeiro grau de pacientes com CA gástrico

  • Desejo do paciente

  • Usuário de AINH.

Agentes anti-secretores de ácido:

  • Agentes anti-secretores de ácido:

    • Inibidores da bomba de prótons (IBP)- se liga a enzima H+K+-ATPase ou bomba de próton inativando-a.
      • Omeprazol ou rabeprazol 20 mg
      • Lansoprazol 30 mg
      • Esomeprazol ou pantoprazol 40 mg
    • UD – 4 semanas
    • UG – 8 semanas
    • Leve diminuição de vitamina B12 e de absorção de ferro.

Antagonistas dos receptores H2

  • Antagonistas dos receptores H2

    • Cimetidina- 800 mg ao deitar
    • Ranitidina – 300 mg ao deitar
    • Famotidina- 40 mg ao deitar
    • Nizatidina – 300 mg ao deitar
  • Alívio dos sintomas em 2 semanas; taxa de cicatrização das UD e UG de 85-90% em 6 e 8 semanas respectivamente.

Agentes que aumentam as defesas da mucosa

  • Agentes que aumentam as defesas da mucosa

    • Bismuto
    • Misoprostol
      • É um análogo de PG que estimula muco gastroduodenal e secreção de bicarbonato; 3-4 vezes ao dia; profilaxia de úlceras em usuários de AINH não seletivo.
    • antiácido contendo alumínio

Terapia de erradicação do H pylori

  • Terapia de erradicação do H pylori

    • OBJETIVOS:
      • ALIVIAR OS SINTOMAS DISPÉPTICOS
      • PROMOVER CICATRIZAÇÃO DAS ÚLCERAS
      • ERRADICAR A INFECÇÃO DO H PYLORI

II Consenso Brasileiro sobre Helicobacter pylori

  • II Consenso Brasileiro sobre Helicobacter pylori

  • Inibidor de bomba protônica (IBP) em dose padrão (omeprazol 20 mg, lansoprazol 30 mg, pantoprazol 40 mg, rabeprazol 20 mg ou esomeprazol 40 mg), + amoxicilna 1g + claritromicina 500 mg 2vezes ao dia, durante 7 dias.

  • IBP dose padrão 1 vez ao dia + claritromicina 500 mg 2 vezes a dia + furazolidona 200 mg, 2 vezes ao dia 7 dias.

3. IBP em dose padrão 1 vez ao dia + furazolidona 200 mg 3 vezes ao dia, + cloridrato de tetraciclina 500 mg, 4 vezes ao dia durante 7 dias.

  • 3. IBP em dose padrão 1 vez ao dia + furazolidona 200 mg 3 vezes ao dia, + cloridrato de tetraciclina 500 mg, 4 vezes ao dia durante 7 dias.

No mínimo 1 mês após o final do tratamento

  • No mínimo 1 mês após o final do tratamento

  • Teste respiatório com carbono 13 ou 14.

  • Pesquisa de antígenos fecais

  • Endoscopia digestiva com pesquisa do H pylori (teste da urease ou biópsia).

Não utilizar macrolídios e os nitroimidazólicos.

  • Não utilizar macrolídios e os nitroimidazólicos.

  • IBP 2 vezes ao dia + sal de bismuto 240 mg, 2 vezes ao dia+ furazolidona 200 mg, 2 vezes ao dia + amoxicilina 1g (ou doxiciclina 100 mg), 2 vezes ao dia, por 10 ou 14 dias.

  • IBP 2 vezes ao dia + levofloxacina 500 mg, 1 vez ao dia+ amoxicilina 1g, 2 vezes ao dia durante 10 dias.

Considerar outras causas: AINH, Zollinger-Ellison, neoplasia gástrica.

  • Considerar outras causas: AINH, Zollinger-Ellison, neoplasia gástrica.

    • IBP – UD não complicada – 4 semanas
    • IBP- UG não complicada- 8 semanas
    • Antagonistas de receptor H2 – UD cimetidina 800 mg, ranitidina ou nizaidina 300 mg,famotidina 20 mg 1 vez ao dia a noite por 6 semanas; UG – 12/12 h 8 semanas
    • Úlceras complicadas: IBP

Paciente de 28 anos com queixas dispépticas (dor epigástrica, desconforto abdominal, gases), evacuação normal. Sem queixas urinárias. Estável hemodinâmicamente. Abdomen com leve desconforto em epigástrio.

  • Paciente de 28 anos com queixas dispépticas (dor epigástrica, desconforto abdominal, gases), evacuação normal. Sem queixas urinárias. Estável hemodinâmicamente. Abdomen com leve desconforto em epigástrio.

  • Qual sua conduta?

  • Paciente de 50 anos, com queixa de dor epigástrica em queimação, de forte intensidade que alívia com alimentos. Acorda o paciente a noite com dor. Nega perda de peso, bom estado geral. Nega uso de AINH.

  • Qual sua conduta?

Há 1 mês, paciente masculino de 65 anos com dor epigástrica que agrava quando se alimenta, perda de peso de 2 kg no período. Nega uso de AINH. Estável heodinamicamente. Abdomen com dor em região epigástrica.

  • Há 1 mês, paciente masculino de 65 anos com dor epigástrica que agrava quando se alimenta, perda de peso de 2 kg no período. Nega uso de AINH. Estável heodinamicamente. Abdomen com dor em região epigástrica.

  • Qual sua conduta?

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