Estamparia

Estamparia

(Parte 1 de 8)

Professor:Eng. Msc. Ivar Benazzi Jr.
Apoio:

Elpidio Gilson Caversan Monitora: Denise A. Queiroz Lima

Revisão Março 2010

DM 0206007-01 FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SOROCABA w.fatec.org

- Fatec - So - Tecnologia de estampagem - - 2 -

1- INTRODUÇÃO
1.1- Operações de cortepág 04
1.2- Operações de deformaçãopág 06
1.3- Generalidades dos Metaispág 07
A - Operações no Trabalho dos Metais em Chapaspág 08
B - Os Metais em Chapaspág 08
C - Fabricação dos Metais Laminadospág 08
D - Características dos Metais em Chapaspág 09
E - Características das Chapaspág 10
F - Verificações das Chapaspág 10
2- OPERAÇÕES DE CORTE
2.1- Corte com tesoura guilhotinapág 12
A - Força de corte em tesoura guilhotinapág 12
B - Fases do corte em tesoura guilhotinapág 13
C - Tesoura guilhotina com facas paralelaspág 14
D - Tesoura guilhotina com facas inclinadaspág 15
E - Condição máxima de inclinação das facaspág 16
F - Geometria de corte das facaspág 18
G - Folga entre as facas da guilhotinapág 18
2.2- Puncionamentopág 18
A - Força de corte no puncionamentopág 19
B - Folga entre punção e matrizpág 19
C - Estudo de Lay-out da tira (Baixa Produção)pág 21
- Utilização racional do materialpág 21
- Estampo com disposição normal (Vertical)pág 2
- Estampo com disposição normal (Horizontal)pág 24
- Estampo com disposição e inversão de cortepág 25
- Estampo de peças circularespág 26
D – Estudo de Lay-out de fita (Alta Produção)pág 30
- Utilização racional do materialpág 30
- Estampo com disposição normal (Vertical)pág 31
- Estampo com disposição e inversão de cortepág 32
- Estampo de peças circularespág 34
E - Determinação do posicionamento da espigapág 36
- Método analíticopág 36
- Método do baricentro do perímetropág 38
- Espiga de Fixaçãopág 41
F - Construção e execução dos estampos de cortepág 42
- Simples de cortepág 42
- Aberto com guia para o punçãopág 43
- Fechado com guia p/ o punção e p/ a chapapág 43
- Aberto com colunas de guiaspág 43
- Aberto com extrator flutuante guiado por colunaspág 4
- Aberto com extrat. flut. e porta-punção guiado por colunaspág 4
- Progressivopág 45
G - Estampos progressivos de cortepág 45
H - Elementos construtivos dos estampos de cortepág 48
- Limitadores de avançopág 48
- Placas de choquepág 51
- Punçõespág 52
- Porta-punçãopág 54
- Régua de Guia da Fitapág 54
- Apoio da tirapág 56

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- Molaspág 57
I- Matrizespág 59
- Características geométricaspág 59
- Cálculo da vida útil e espessura do talãopág 59
- Cálculo da espessura da matrizpág 60
- Cálculo da espessura da parede entre furospág 61
- Materiais para punções e matrizespág 61
3- OPERAÇÕES DE DEFORMAÇÃO
3.1- Dobrapág 62
A - Cálculo da força de dobramentopág 62
B - Raio mínimo de dobrapág 64
C - Retorno elásticopág 64
D - Cálculo do comprimento desenvolvidopág 67
E - Dobras de perfil em “U”pág 70
- Força de dobramento s/ planificação de fundopág 70
- Força de dobramento c/ planificação de fundopág 70
- Força de dobramento c/ utilização de sujeitadorespág 71
E - Estampos de enrolarpág 75
3.2 - Repuxopág 75
A - Cálculo do diâmetro do blanquepág 76
- Método das igualdades entre as áreaspág 76
- Método do baricentro do perímetropág 7
B - Repuxo em vários estágiospág 78
3.3 - Etapas do Repuxopág 83
A - Análise do produtopág 83
B – Diâmetro do discopág 83
C – Número de estágiospág 85
D – Força de Repuxopág 85
E – Sujeitadorespág 86
F – Extratorespág 86
G – Folga entre punções e matrizespág 86
H – Componentes do primeiro repuxopág 87
I – Componentes dos demais estágios de repuxopág 87
J – Guias Flutuantespág 87
K – Escolha da Prensa – força totalpág 87
4- FERRAMENTAIS DIVERSOS
4.1- Classificações das ferramentaspág 8
4.2- Elementos Normalizadospág 90
5- EQUIPAMENTOS
5.1 – Prensaspág 92
A - Características das Prensaspág 92
B - Escolha da Prensa Convenientepág 93
C -Dispositivos de Proteçãopág 93
D - Esquema de Repuxo e Estampo Progressivopág 95
5.2 – Dobradeirapág 95
5.3 - Automações em Prensaspág 96
A - Desbobinador para Fitaspág 96
B - Endireitadores para Fitaspág 97
6 - SIMBOLOGIA DE ESTAMPAGEMpág 103
7 - ROTEIRO DO PROJETO DE ESTAMPAGEMpág 104
8 - COMPONENTES FUNDAMENTAIS DE UM ESTAMPOpág 105
9 - TABELA DE TOLERÂNCIAS PUNÇÃO - MATRIZpág 108
10 - SEQUÊNCIA DE CORTE DE PEÇAS INCLINADASpág 110

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1- INTRODUÇÃO

Estampagem é o conjunto de operações com as quais sem produzir cavaco submetemos uma chapa plana a uma ou mais transformações com a finalidade de obtermos peças com geometrias próprias. A estampagem é uma deformação plástica do metal.

Os estampos são compostos de elementos comuns a todo e quaisquer tipos de ferramentas (base, inferior, cabeçote ou base superior, espiga, colunas de guia, placa de choque, placa guia, parafusos e pinos de fixação, e outros) e por elementos específicos e responsáveis pelo formato da peça a produzir (matriz e punções).

Veja na figura ao lado a nomenclatura:

01- Espiga 02- Cabeçote ou Base Superior 03- Placa de choque 04- Porta Punção 05- Punção 06- Colunas de guia 07- Buchas 08- Pinos de fixação 09- Parafusos 10- Extrator 1- Guia das chapas 12- Matriz 13- Base inferior

Outra definição dá-se por processos de conformação mecânica, realizado geralmente a frio, que compreende um conjunto de operações, por intermédio das quais uma chapa plana é submetida a transformações por corte ou deformação, de modo a adquirir uma nova forma geométrica.

1.1 - Operações de corte

• Corte • Entalhe

• Puncionamento

• Recorte

• Transpasse

Corte – Quando há separação total do material.

Entalhe – Quando há corte sem separação total.

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Puncionamento – É a obtenção de figuras geométricas por meio de punção e matriz através de impacto.

Recorte – É a operação de corte realizada pela segunda vez.

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Transpasse – É a operação de corte associada à operação de deformação (enrijecimento em chapas muito finas).

Exemplos: fuselagem de aviões, painéis de automóveis, brinquedos, eletrodomésticos, etc.

1.2 - Operações de deformação

• Dobramento • Repuxo

• Extrusão

• Cunhagem

• Forjamento à frio

Dobramento - É a mudança de direção da orientação do material.

Repuxo - Obtenção de peças ocas a partir de chapas ou placas planas devido à penetração do material na matriz forçada pelo punção (Ex. lataria de automóvel, copo de filtro de óleo, etc).

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Extrusão - Deformação do material devido a esforços de compressão (Ex. vasos de pressão, cápsula de bala de revolver, tubo aerossol, extintores).

Utilização de vanguarda – caixilharia, tubos sem costura, tubos de pasta de dente, cápsculas de armamentos, etc.

Cunhagem - Obtenção de figuras em alto ou baixo relevo através de amassamento do material

(ex. moedas, medalhas, etc )

Forjamento à frio – obtenção de formatos que alteram drasticamentea geografia do blanque, Ex:

cabeças de parafusos , esferas (processo inicial), calibragem (operação de redução de espessura do material após repuxo),etc.

1.3 - Generalidades dos Metais

O trabalho dos metais em chapas é o conjunto de operações a que se submete a chapa para transformá-la em um objeto de forma determinada. A extensão deste método de trabalho é devida:

• Capacidade de Produção • Baixo preço de Custo

• Intercambiabilidade

• Leveza e Solidez das Peças Obtidas

As possibilidades deste sistema de trabalho foram melhoradas e aumentadas devido:

À melhora das qualidades: a) do material a ser trabalhado; b) dos materiais utilizados para fabricar as ferramentas; c) ao estabelecimento de dados e normas técnicas cada vez mais precisas.

Na origem deste método estava baseado na prática adquirida e no empirismo. As ferramentas eram fabricadas nas oficinas sem intervenção de qualquer assistência técnica. Atualmente a maioria das oficinas possui um escritório técnico (engenharia) para estudos de ferramentaria.

Indústrias inteiras nasceram do mencionado processo de trabalho. As aplicações deste método de fabricação de peças encontram-se nos setores mais variados, desde brinquedos até material de transporte entre muitos outros.

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A - Operações no Trabalho dos Metais em Chapas

As diferentes operações a que é submetido o metal, na matriz, podem ser subdivididas em duas categorias:

1 – Separação da matéria; 2 – Modificação da forma do material.

A primeira categoria abrange todas as operações de corte: cisalhar, puncionar, recortar as sobras, corte parcial, cortar, cortar na forma, repassar.

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