Transicao demografica, epidemiologica e nutricional

Transicao demografica, epidemiologica e nutricional

A transição demográfica, epidemiológica e nutricional no Brasil

Transição demográfica

Transição demográfica

  • Mortalidade infantil ( de 300 óbitos por 1000 nascidos vivos para 30 por 1000 nascidos vivos). Políticas públicas tiveram impacto positivo na reducão de morte por diarréia e infeccões respiratórias;

  • da populacão idosa, vida média eleva-se para 71 anos. Estima-se que em 2025 essa populacão seja dezesseis vezes maior.

Transição demográfica

*EMPREGOS

Setor primário (agropecuária e extrativismo)

Setor secundário e terciário( comércio e indústria).

  • Diminui o gasto energético;

  • Máquinas e equipamentos substituem parte do trabalho físico;

  • Tendencia ao sedentarismo.

Transição demográfica

  • Melhora no acesso, na cobertura e na resolutividade das acões de saúde ( pré-natal, vacinas);

  • Melhoria no saneamento;

  • Acesso aos meios de comunicacão, TV principalmente.

Transicão epidemiológica

  • Doencas infecto-contagiosas ( malária, rubéola, coqueluxe, cólera e outras). CURA OU MORTE.

  • Doencas crônicas não-transmissíveis (diabetes, câncer, cardiopatias, hipertensão). PASSA-SE MUITOS ANOS CONVIVENDO COM ELAS.

Transicão epidemiológica

* Quais são as consequências desse processo para o país?

  • Aumenta-se o número da populacão idosa;

  • Mais anos serão vividos com má saúde;

  • A estrutura de saúde pública terá que se adaptar para receber esse contingente.

Transição nutricional

  • É influenciada e determinada tanto pelas mudancas demográficas como pelas epidemiológica;

  • Atraso econômico e social/valores da “Civilizacão Ocidental”;

  • Influencia diretamente as políticas públicas de saúde.

Transição nutricional

  • O papel do gênero nesse processo (mulher);

  • A modificação dos espaços físicos para o compartilhamento das refeições;

  • As mudanças ocorridas nas relações familiares e pessoais com a diminuição da freqüência de compartilhamento das refeições em família;

  • A perda da identidade cultural das preparações e receitas com a chegada do “evento social” da urbanização/globalização e com isto o crescente consumo de alimentos industrializados, pré-preparados

Transição nutricional

* ETAPAS

  • (a) Desaparecimento da desnutricão edematosa -“kwashiorkor” e do marasmo nutricional;

  • (b) Aparecimento do binômio sobrepeso/obesidade;

  • (c) Doencas cronicas não-transmissíveis

Transição nutricional

  • Poucos casos de desnutricão edematosa no Maranhão;

  • Apesar de ter reduzido, ainda não há uma região que esteja livre da desnutricão em criancas menores de 5 anos (Norte e Nordeste);

  • Nas áreas rurais os números são acentuados mesmo no Centro-Sul.

Transição nutricional

* Populacão adulta e desnutricão ( > 18 anos)

  • Com excecão do Nordeste Rural, desde a decada de 80, já não existe;

  • A partir dos 18 anos, o problema seria o sobrepeso/obesidade;

  • Frequência mais elevada nas camadas de renda mais baixas.

Transição nutricional

* OUTROS PROBLEMAS CARENCIAIS

  • Comportamento epidêmico da ANEMIA FERROPRIVA, não importando a classe social, sendo o principal problema carencial do país;

  • Acomete principalmente gestantes, mulheres em idade fértil e criancas;

  • Incentivar o aleitamento materno

Transição nutricional

  • Deficiência de iodo, principalmente em localidades distantes do litoral, na zona rural. Sua deficiência causa o “bócio” ou cretinismo;

  • Deficiência de Vitamina A, afeta a visão, levando a quadros de cegueira irreversível, xeroftalmia, além de comprometer a imunidade da crianca.

Transição nutricional

* OUTRAS MUDANCAS IMPORTANTES

  • Reducao da natalidade e melhoria no saneamento básico;

  • Protecão contra doencas infecciosas;

  • Elevacão do nível de escolaridade da mãe;

  • Acesso a acões básicas de saúde.

Transição nutricional

* Atividades de nutricão

  • Incentivo ao aleitamento materno;

  • PNAE;

  • PBF;

  • Programa de combate a carências nutricionais (Ferro, vitamina A, Iodo).

REFLETIR

  • QUAIS OS IMPACTOS QUE ESSAS MUDANCAS PODEM TRAZER PARA O SETOR SAÚDE?

  • O ESTADO TEM BUSCADO ESTRATÉGIAS PARA COMBATER ESSAS MUDANCAS NO PERFIL DA POPULACÃO?

  • VOCÊS PERCEBEM QUE HOUVE MELHORIAS NA QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS, DE 50 ANOS PARA CÁ?

REFLETIR

  • QUAL O SEU PAPEL, GESTOR DE SAÚDE, NO ENFRENTAMENTO DESSAS MUDANCAS?

  • QUAL O PAPEL DE NÓS, SOCIEDADE, FRENTE A ESSAS MUDANCAS?

“O destino das nações depende daquilo e de como as pessoas se alimentam” (Brillat- Savarin, 1825)

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