Estatisticas do Seculo XX IBGE

Estatisticas do Seculo XX IBGE

(Parte 1 de 6)

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão Guido Mantega

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE

Presidente Eduardo Pereira Nunes

Diretor Executivo José Sant‘ana Bevilaqua

Órgãos Específicos Singulares

Diretoria de Pesquisas Maria Martha Malard Mayer

Diretoria de Geociências Guido Gelli

Diretoria de Informática Luiz Fernando Pinto Mariano (em exercício)

Centro de Documentação e Disseminação de Informações David Wu Tai

Escola Nacional de Ciências Estatísticas Pedro Luis Nascimento Silva

Unidade Responsável

Centro de Documentação e Disseminação de Informações

Assistente Magda Prates Coelho

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Centro de Documentação e Disseminação de Informações

Rio de Janeiro 2003

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Av. Franklin Roosevelt, 166 . Centro . 20021-120 . Rio de Janeiro . RJ . Brasil

ISBN 85 - 240-3076-3

© IBGE2003

Capa

Gerência de Editoração/CDDI Mônica Pimentel Cinelli Ribeiro Ana Bia Andrade

Folhas de Guarda

Operários, 1933 Tarsila do Amaral

Óleo sobre tela – 150 x 205cm Palácio Boa Vista, Campos do Jordão, SP.

Criança Morta, 1944 Cândido Portinari

Painel a óleo/tela – 180 x 190 cm Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP

Estatísticas do século X / IBGE, Centro de Documentação e Disseminação de Informações.

– Rio de Janeiro : IBGE, 2003. 543 p. : il.

Acompanha um CD-ROM, em bolso. ISBN 85-240-3076-3

1. Ciências sociais – Brasil – Séc. X. 2. Brasil – Estatística – Séc. X. 3. Brasil – Condições sociais – Estatística – Séc. X. 4. Brasil – Condições econômicas – Estatística – Séc. X. 5. Comunicação e cultura – Brasil – Séc. X. 6. Associações, instituições, etc. – Brasil – Séc. X. 7. Educação – Brasil – Séc. X. 8. Habitação – Brasil – Séc. X. 9. Planejamento urbano - Brasil – Séc. X. 10. Justiça e política – Brasil - Séc. X. 1. Participação política – Brasil – Séc. X. 12. Brasil – População – Séc. X. 13. Brasil – Bioestatística – Séc. X. 14. Previdência social – Brasil – Séc. X. 15. Assistência social – Brasil – Séc. X. 16. Eleições – Brasil – Séc. X. 17. Saúde – Brasil – Estatística – Séc. X. 18. Assistência médica – Brasil – Séc. X. 19. Mortalidade – Brasil – Estatística – Séc. X. 20. Sindicalismo – Brasil – Séc. X. 21. Trabalho – Brasil – Séc. X. 2. Setor informal (Economia) – Brasil – Séc. X. 23. Finanças públicas – Brasil – Séc. X. 24. Desenvolvimento econômico – Séc. X. 25. Industrialização – Séc. X. 26. Brasil – Indústrias – Séc. X. 27. Brasil – Comércio exterior – Séc. X. 28. Contas nacionais – Brasil – Séc. X. 29. Renda – Brasil – Séc. X. 30. Preços – Brasil – Séc. X. 31. Salários – Brasil – Séc. X. 32. Disponibilidade monetária – Brasil – Séc. X. I. IBGE. Centro de Documentação e Disseminação de Informações.

Gerência de Biblioteca e Acervos EspeciaisCDU 3(81)”19” RJ/2002-36 EST

Impresso no Brasil/Printed Brazil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, orgulhosamente, publica as Estatísticas do Século X com dados históricos sobre a realidade socioeconômica brasileira que se consolidou ao longo do último século.

Reunidas numa obra composta por um volume impresso acompanhado de um CD-ROM, que contém mais de 16 0 arquivos com tabelas e séries históricas, essas informações são provenientes do próprio IBGE e de outros órgãos do Governo Federal e foram selecionadas dos Anuários Estatísticos e das Estatísticas Históricas do Brasil. São informações estatísticas que retratam as transformações ocorridas na demografia, educação, cultura, saúde, habitação, sindicalismo, trabalho, rendimento, preços e contas nacionais do País.

Os pesquisadores envolvidos no projeto foram unânimes em constatar que trata-se de um retrato amplo mas descontínuo e, por isso mesmo, coerente com as marchas e contramarchas de um século em que a industrialização e a democracia se consolidaram no Brasil.

Convidados pelo o IBGE, os professores Wanderley Guilherme dos Santos e Marcelo de Paiva

Abreu coordenaram os trabalhos de análise da enormidade de estatísticas sociais e econômicas existentes, analisadas e comentadas tematicamente por um grupo de renomados especialistas responsáveis pelos ensaios contidos na publicação.

Com esta iniciativa, pretendemos homenagear aqueles que ajudam a instituição a cumprir a sua missão de “retratar o Brasil com as informações necessárias ao conhecimento da sua realidade e ao exercício da cidadania”. Entre estes, queremos especialmente destacar o Professor Celso Furtado, pelos importantes trabalhos dedicados à investigação dos problemas brasileiros e seu subdesenvolvimento. Sua obra contribui permanentemente para que a sociedade brasileira preste atenção ao estudo da nossa realidade, passada e presente, e assuma o propósito de construir um futuro com menos desigualdades sociais. Tudo isso, inegavelmente, aproxima o economista, professor, ministro e cidadão brasileiro Celso Monteiro Furtado do IBGE.

Hoje, passados 67 anos desde a criação do IBGE, acreditamos que a produção de estatísticas no Brasil situa-se num patamar equivalente ao dos países mais desenvolvidos. No entanto, sabemos que ainda precisamos avançar muito. E este é o desafio para o Século XXI.

Oprojeto que deu origem à publicação Estatísticas do Século X teve como objetivo recuperar, organizar e colocar à disposição do público o acervo de estatísticas referentes a áreas temáticas previamente selecionadas, de modo que permitisse a reconstituição da história do Brasil através dos dados estatísticos produzidos num século.

Para isso, o IBGE reuniu especialistas em população, economia, política, cultura e na área social para selecionarem e analisarem as estatísticas de cada um desses temas. Os dados foram recuperados do acervo do IBGE na coleção dos Anuários Estatísticos e através de levantamentos feitos a partir das Estatísticas Históricas do Brasil; os textos representam a visão dos especialistas enquanto usuários externos das informações produzidas pelo IBGE.

Esta obra é composta de um livro e de um CD-ROM. Em ambos o conteúdo está dividido em duas partes: a das estatísticas sociais, culturais, políticas e populacionais e a das estatísticas econômicas.

O CD-ROM contém mais de 16 0 arquivos de tabelas, contemplando as duas partes. Essas tabelas passaram por um complexo processo de conversão para o meio digital, incluindo as etapas de escaneamento e de reconhecimento óptico de caracteres (OCR). Durante esse processo manteve-se uma constante orientação e supervisão dessas atividades para assegurar a transformação na íntegra do material original para os arquivos que viriam a compor o CD-ROM.

O livro apresenta um conjunto de textos para cada uma das partes, que além de variarem na temática também possuem abordagens diferentes.

Os textos sobre população e panorama sociopolítico e cultural do Brasil no Século X se detiveram na descrição do conjunto de dados e na avaliação de sua comparabilidade e do seu potencial de utilização, visto que as estatísticas não apresentavam qualquer organização. Elas se distribuíam desigualmente pelos 60 Anuários Estatísticos publicados no século, com quase total ausência de séries históricas ou fator que mostrasse algum tipo de aglutinação entre elas.

Os textos sobre as estatísticas econômicas têm como referência as estatísticas do IBGE e de outros órgãos públicos, que atualizam as séries históricas já publicadas pelo Instituto. Diferentemente dos textos da parte anterior, não se detiveram na avaliação das estatísticas publicadas, mas na análise da evolução dos diferentes aspectos da economia brasileira à luz de séries históricas atualizadas dos respectivos temas.

A publicação apresenta também uma entrevista com o Professor Celso Furtado, que introduz o leitor às estatísticas presentes nesta obra e antecipa a percepção crítica da evolução do País em todas as suas dimensões – econômica, social, política, cultural e populacional – através das estatísticas do Século X.

Eduardo Pereira Nunes – Presidente do IBGE – As Estatísticas do Século X, publicadas pelo IBGE, mostram que o Brasil iniciou o século com uma economia agrário-exportadora, recém-saída de um regime escravista de trabalho, e se transformou em uma economia industrial apoiada no trabalho assalariado e com um alto grau de urbanização. Como o senhor sintetizaria essa evolução da economia brasileira?

Celso Furtado – Em primeiro lugar, eu diria que é uma ilusão imaginar que o Brasil provavelmente se desenvolveu nessa escala. A verdade é que o Brasil continua sendo uma constelação de regiões de distintos níveis de desenvolvimento, com uma grande heterogeneidade social, e graves problemas sociais que preocupam a todos os brasileiros.

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