Geologia rochas 5

Geologia rochas 5

(Parte 1 de 2)

Definição: Carta ou mapa topográficoé uma representação gráfica, , total ou parcial,e reduzida ortogonal da superfície terrestre, produzida com simbologia convencional.

Mapa de conjunto das séries de cartas

Folha 343 da Carta Topográfica de Portugalà escala 1/25000

Informações marginais contidas nas folhas da carta topográficaà escala 1/25000

1- NOME DA FOLHA - localiza-se na margem superior direita;

-é sempre utilizadoo nome da povoação mais importante representada na folha; - no caso de não existir nenhuma povoação facilmente reconhecível, é utilizado, entre parêntesis,o nome da sede do concelhoa que pertencea povoação mais importante figurada nessa folha.

(18,,21)

Os rectângulose respectivos números correspondem às figuras ampliadas reproduzidas nas próximos sub-capítulos.

2- NÚMERO DA FOLHA -a sua localização principalé na margem superior direita ; no entanto, aparece noutros3 locais das margens de cada folha: na superior esquerda, associado ao diagrama de ligação de margens superiore inferior direitas, associado ao responsabilidade; -a numeraçãoé crescente de Oeste para Estee de Norte para Sul; no território continental,a folha nº1 situa-se no Minhoea de número de ordem mais elevado (nº 612), no Algarve ( Cartograma).

margem folhas e nas nº de série/nota de

vide

3- NÚMERO DE SÉRIE - encontra-se na margem direita, nos cantos superiore inferior;

-é composto por uma letra, seguida de três algarismos;

M - correspondea determina zona do globo: Europa Ocidental 8-o primeiro algarismo correspondea uma divisão regional dentro de cada letra: na região M,a zona8 correspondeà Península Ibérica; -o segundo respeitaà escala da carta:a escalas maiores que 1/35000 atribui-seo 8; -o terceiro distingue esta série de outras.

4- NÚMERO, NOTA DE RESPONSABILIDADEE ANO DA EDIÇÃO - encontra-se na margem direita, nos cantos superiore inferior e no canto superior esquerdo da margem inferior; -o número da edição (5, no exemplo reproduzido) refere-se ao nº de edição quea carta já teve; -a responsabilidade refere-seà entidade editora da carta (no caso,

S.C.E.- Serviços Cartográficos do Exército; actualmente IGeoEInstituto Geográfico do Exército, entidade nacional responsável pelas cartas topográficasà escala 1/25000, entre outras.

5- DIAGRAMA DE LIGAÇÃO DE FOLHAS - localiza-se na margem superior,à esquerda;

- indicao número das folhas que têm limites comuns (são vizinhas) à folha em questão; -é especialmente útil na pesquisa, em mapotecas, das folhas limítrofes (a Norte,a Sul,a Oesteea Este) (ver nota 2, de seguida).

6- DIAGRAMA DE CORRESPONDÊNCIA DE ESCALAS

- localiza-se na margem superior,à direita; - nele está contido, na parte central do diagrama,e como já foi referido em " ",o número da folha; - representao número das folhas das cartas às escalas 1/50000 (no lado esquerdo do diagrama)e 1/250000 onde se incluia folha da cartaà escala 1/25000 cujo número se encontra no centro do diagrama (e que corresponde ao número da folha que estamosa consultar. ( Cartograma reproduzido anteriormente)

(no lado direito do diagrama), vide

Repare-se no extracto da legenda contida no referido Cartograma;a numeração das folhas à escala 1/50000é obtido da seguinte forma: -o número,a verde, no interior do círculo central , representao nº de uma das folhas da cartaà escala 1/100000; - ela contém, por sua vezes,4 folhas da carta 1/50000, cuja numeração, em algarismos romanosé efectuada crescentemente,a partir do 1º quadrante,e no sentido dextrógiro. Vejamoso caso da "nossa" folha 430: - ela encontra-se no quadrante I da folha 34;

- por sua vez, como cada folha 1/50000 contém4 folhas da carta 1/25000, há que conhecer, dentro da folha 34-I (dentro do círculo assinaladoa vermelho) qualo quadrante onde se encontraa folha 430à escala 1/25000; no caso, como se pode verificar, situa-se no quadrante Nordeste (NE). Daí aparecero nº " ", no lado esquerdo do diagrama, associadoà folha da carta 1/50000.

34-I-NE

DE NOTAR: 1- como sería de esperar, uma vez quea numeraçãoé crescente de Oeste para Este,o nºà esquerda (a Oeste)éo anterior e,à direita (a Este)o seguinte ao da folha em questão; 2- apesar do território nacional continental ter uma forma aproximadamente rectangular,o nº de cartas em cada fiada (direcção E-W) nãoé sempreo mesmo, pelo que se torna impossível, de uma forma directa, determinaro nº das folhas situadas imediatamenteaNeaS da folha em causa.

(13) (extractos do Cartograma do IGeoE))

Alguma Notas: 1

-a posição relativa entre os nortes Geográficoeo Cartográfico varia de carta para carta; -a posição do Norte Magnético varia não só de carta para carta, como, de ano para ano. Efectivamente, trata-se de uma variação contínua que, por comodidade,é apenas referida como uma variação média anual; -o valor negativo dessa variação, assinalada na legenda do diagrama, significa quea declinação diminui anualmente, isto é,o Norte Magnético estáa aproximar-se do Norte geográfico; -a legenda “ESCALA DE TANGENTES” referea informação relacionadaà Escala de Tangentes existente na margem superior direita das folhas 1/25000, descrita no ponto seguinte.

- localiza-se na parte superior da margem direita; - indicaa posição relativa entreo Norte Cartográfico,o Norte Geográficoeo Norte Magnético.

:éa di (14) Norte Cartográfico ou de quadrícula (NC) reção do

Norte dos meridianos numa quadrícula cartográfica implantada numa carta.

:éa direção do pólo Norte, definido pelos meridianos.

:éa direção para onde apontao pólo Norte de uma agulha magnética, assumida livre de outros efeitos que não sejamo campo magnético da Terra.

Norte Geográfico ou verdadeiro (*) Norte Magnético (Nm)

Designação dos ângulos entre os diferentes nortes:

Declinação magnética: Declinação magneto-cartográfica:

Convergência de meridianos entreo Norte Magnéticoeo Norte Geográfico; entreo Norte Magnéticoeo Norte

Cartográfico; por facilidade de linguagem muitas vezes designa-se este ângulo como de Declinação Magnética;

: entreo Norte Geográficoeo Norte Cartográfico.

7- DIAGRAMA DE DECLINAÇÃO (14)

Utilizando os dados contidos no diagrama , determineo valor da declinação magneto-cartográfica, no presente ano.

(14) Ver resultado aqui:

-éa designação geral que se dáa todaa informação que consta na margem inferior das folhas; - apresentae identifica todos os símbolos usados na carta;

- contém informação referenteà escala da carta, tipo de projecção utilizada, sistemas de referência (ao centro) e sinais convencionais (à esquerdaeà direita).

- localiza-se no lado direito da margem superior ;é complementada com um pequeno círculo,a azule coma letra P, no lado direito do limite inferior da carta ,e com informação contida na legenda do Diagrama de Declinação ( , na página anterior). Aquele círculo correspondeà origem do ângulo que se pretende marcar na Escala de Tangentes; - utiliza-se paraa marcação gráfica da direcção do Norte Magnético sobrea carta.

vide

8- ESCALA DE TANGENTES

Nota importante: (15)

A marcação gráfica da direcção do Norte Magnético sobrea carta deve ser efectuadaa lápis, não só porque este varia anualmente, mas também para preservaro documento.

10- ESCALA DA CARTA - localiza-se no centro da margem inferior;

-a escala encontra-se expressa de duas formas: numérica

Se uma carta apenas possuir escala gráfica, como se determina

escala numérica? Utilizemoso exemplo seguinte: a (20)

Aspectos fundamentais relacionados coma escala numérica:

1-a escala NÃO tem unidades;

2- o representa uma qualquer distância unitária medida sobrea carta eo a distância equivalente, medida no terreno (distância real). Por exemplo, numa cartaà escala 1/25000,a distância de 1 cm medida entre dois quaisquer objectos sobreo mapa, equivale, em termos reais,à distância de 25000 cm;

3 - uma escala numéricaé SEMPRE representado pelo algarismo 1.

numerador denominador (por exemplo m, cm, dm, polegada, etc), o numerador de

-o comprimento assinalado mede4 cm na escala gráfica (logo, no mapa);o mesmo comprimento, no terreno, equivalea1 km. - Então:

(para se poder efectuara operação,o numerador eo denominador têm tera mesma unidade...) de

(o numerador duma escala numérica exprime-se sempre pela unidade...)

(a razão pela qual as escalas não têm unidades...) numerador da escala: denominador da escala:

EXERCÍCIO PROPOSTO: (20)

15- EQUIDISTÂNCIA DAS CURVAS DE NÍVEL - localiza-se na margem inferior, ao centro ;

- indicaa distância vertical (Z) entre curvas de nível consecutivas. (2)

13- ELEMENTOS DO DATUM(2) - esta informação localiza-se na margem inferior, ao centro;

- existem duas informações: 1)o datum horizontal ou geodésico (Datum de Lisboa) que define posições geodésicas elipsóidais (latitudese longitudes)e rectangulares, dos pontos do terreno (Xe Y); 2)o datum vertical ou altimétrico (Marégrafo de Cascais) que define as altitudes do terreno (Z).

azul

- localizam-seà esquerdaeà direita da margem inferior; - resumidamente, as cores agrupam, genericamente, os seguintes elementos de informação (símbolos): 1) preto: aterros, construções, toponímia, caminhos de ferro; 2) : tudoo que se referea água; 3) : vegetação; 4) : curvas de nível, vértices geodésicos (vg), pontos cotados; 5) : estradas principaise nome dos vg’s.

verde castanho (sépia) vermelho

1- TIPO DE PROJECÇÃO -é indicada na margem inferior, ao centro;

- indicao tipo de projecção utilizada na produção da carta; Gauss- elipsóide internacional, no caso.(2)

12- SISTEMA DE REFERÊNCIA -é indicada na margem inferior, ao centro;

- informa sobre os sistema de referência utilizado:

sistemas de coordenadas.quadrículas desenhadas e utilização dos(2) (23)

CURVAS DE NÍVEL (1)

As curvas de nível, também chamadas isoípsas (ou linhas isoípsas), são curvas imaginárias que unem pontos da superfície terrestre coma mesma altitude, ou cota, acima ou abaixo de um determinado nível de referência (datum). Estas curvas são os elementos gráficos mais importantes na representaçãoquantitativadorelevo. Existem outras formas de representação do relevo, como por exemplo, através de normais [de sombra ou de declive ] ou de sombras [em cinzentos oupolicromadas ].Estasformasde representaçãosão,no entanto,apenasqualitativa.Emqualquerpontodoterrenorepresentado,não temos noção do valor da respectiva cota; apenas uma noção relativa, de quaissãoasáreasdemaioroumenoraltitude.

CURVAS DE NÍVEL (2)

Ascurvasdenívelobtêm-seatravésdaintersecçãodasuperfícieirregulardo terreno, com planos horizontais (ou superfícies de nível) equidistantes; as linhas resultantes projectam-se ortogonalmente sobre uma superfície de referência,o planodacartatopográfica.(28)

(28)A distância entre os planos horizontaisé a equidistância naturaleo seu valor reduzidoà escalaéa equidistância gráfica. O valor da equidistância varia conformea escala da carta; nas cartas de grandee média escala são em geral utilizadas os seguintes de valores de equidistâncias:

5m 10m

10m 25m

Tergo Vale Colina Colo (ou portela)

- linha de festo, cumeada ou linha de separação de águas (não aparecem desenhadas nas cartas topográficas)

- linha de água ou talvegue (em geral encontram-se desenhadas nas cartas); não implica que tenham água permanente, mas correspondem apenasa linhas de escorrência preferêncial das águas pluviais.

CURVAS DE NÍVEL (3)

1 (A)

-A primeira curva de nível de referênciaé semprea de cota 0 (zero) metro . Corresponde, naturalmente,à curva de nível que separaa terradomar.

- Duas curvas de nível nunca se intersectam. Tal significaria que um ponto no terreno (como igual coordenada XY) tería duas cotas diferentes. Tal sóé possível numa escarpa vertical e, nesta situação aplica-se“ ”.

3D E

- Todas as curvas de nível são linhas fechadas ( )e nunca se interrompem,a não ser quando se encontrao sinal convencional de escarpado( ).

-Umacurvadenível só atravessa umalinhadeáguauma vez, sofrendo uma inflexão ondea convexidade “aponta” para montante (cotas mais elevadas)( ).

2 (B)(C)

-Existemdoistiposdecurvasdenível:1)MESTRAS :a traçocheioe cotadas;2) INTERMÉDIAS :a traçofinoe nãocotadas.

PROPRIEDADES DAS CURVAS DE NÍVEL (29)

(C)cotadas;2) INTERMÉDIAS :a traçofinoe nãocotadas.

2 (B)(C)

-Existemdoistiposdecurvasdenível:1)MESTRAS :a traç cotadas;2) INTERMÉDIAS :a traçofinoe nãocotadas.

PERFÍS TOPOGRÁFICOS (1)

Éa representação cartográfica de uma seção vertical da superfície terrestre. Numa linha de corte ou básica , marcam-se, como auxílio de uma tira de papel [designada , as intersecções com: 1) as curvas de nível; 2) pontos cotados; 3) linhas deágua; 4)vértices geodésicos,e 5)outrospontosnotáveis.

Odesenhodocontornodospontosobtidosem1)e 2) sãoprojectados numaescalavertical quepermitea visualizaçãodoperfildoterreno.A restante informação deve também ser assinalada sobrea superfície de contorno, que correspondeà superfície topográfica. Este desenho deve ser efectuados obre papel milimétrico.

bitola (30A)

(C) (31)

(30B)]

C Linha de base

(E) OrientaçãoLinha lateral

-PERFILNATURAL- éumperfil topográficoondea escalavertical(eixo das ordenadas do perfil)é igualà escala horizontal(eixodas abcissascorrespondeà escala original do mapaa partir do qual se obtevea informaçãoquesecolocounabitola);

-PERFILSOBREELEVADO - perfilondea escalaverticalé ampliada xvezesemrelaçãoà escalahorizontal;

- PERFIL AMPLIADO- Perfil onde as escalas horizontale vertical são ampliadasx vezesemrelaçãoà escalaoriginaldomapa;

-PERFILDESENVOLVIDO- sumatóriodeperfís naturais;correspondeà elaboração de uma sequência de perfís,à escala natural, com orientaçõesdiferentes;

- PERFIL EXPEDITO- perfil sem escala, elaborado sem preocupações de rigore pormenor. São muito utilizados durantea realização de trabalhosdecampo,desenhados nolivrodecampo.

TIPOS DE PERFÍS TOPOGRÁFICOS PERFÍS TOPOGRÁFICOS (2)

(32) PERFIL SOBREELEVADO

NOTAS: 1- ao compararmos este perfil como natural ( ), verifica-se rapidamente queo relevo tomou um aspecto maisvigoroso; 2- uma precaução deve ser tomada ao realizar perfís sobreelevados: não se devem utilizar valores de sobreelevação muito elevados, de formaa perdermosa noção sobreo verdadeiro aspecto da morfologia doterreno.Nãoé recomendávela utilizaçãodesobreelevaçõessuperioresa 5X; 3-a sobreelevaçãoé normalmente utilizada em situações ondeo relevoé muito suavee se pretende realçar asformasdorelevo(montese vales); 4- quando se sobreeleva um perfil, esse facto deve ficar claramente assinalado nas margens (normalmentea inferior). do mesmo

PERFÍS TOPOGRÁFICOS (3)

Sobreelevação (S)= Escala vertical (Ev)

Escala horizontal (Eh)

Escala vertical= 1 cm

1 cm

1º passo (determinação da escala vertical):

2º passo (determinação da sobreelevação):

Sobreelevação (S)=

Resolução

A opção de sobreelevar um perfil parte,em geral, danecessidade defazer realçar as várias formas do relevo.A escolha do valor da sobreelevação podeserfeitaporumadeduasvias: - ou se fixa, ,o valor da sobreelevação e, então,a variável da equaçãoserá Ev; - a priori ou se escolhea escala vertical e, para se conhecero valor da sobreelevação correspondente, utiliza-sea mesma equação, agora comS comovariável.

Vejamos um exemplo: partindo de uma cartaà escala 1/25000, calculara sobreelevaçãodeumperfilonde,porrazõesdefacilidadede utilizaçãodo papel milimétrico, se pretende quea cada centímetro da escala vertical correspondam100metrosde cota.

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