História

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As mais antigas civilizações da história surgiram na Antigüidade Oriental entre os anos 4.0 a.C. e 2.0 a.C. Foram as chamadas civilizações hidráulicas.

As Principais civilizações da Antigüidade Oriental foram: egípcios (Vale do Nilo)l mesopotâmicos (Vale do Tigre e Eufrates)l hebreus (Vale do Jordão) fenícios (Líbano atual)l persas (Planalto do Irã)l hindus (Planície Indo-gangética)l chineses (Vales do Tang-tse e Huang Ho).l

Estas civilizações apresentaram características comuns como a escrita, a arquitetura monumental, a agricultura extensiva, a domesticação de animais, a metalurgia, a escultura, a pintura em cerâmica, a divisão da sociedade em classes e a religião organizada (estruturada com sacerdotes, lugares para reverenciar os deuses e assim por diante).

A invenção da escrita permitiu ao homem registrar e difundir idéias, descobertas e acontecimentos que ocorriam ao seu redor. Esse avanço é responsável por grandes progressos científicos e tecnológicos que possibilitaram o surgimento de civilizações mais complexas.

Exemplos de tipo de escrita:

Suméria - cuneiforme (gravação de figuras com estilete sobre tábua de argila)l Egito - hieroglífica (com ideogramas)l Fenícia (atual Líbano) Fonético - (alfabeto)l

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Apesar da fixação dos diversos grupos humanos em áreas próximas aos rios (abastecimento de água e comunicação) ter ocorrido em regiões distintas, a maioria das civilizações da Antigüidade se desenvolveu no Crescente Fértil. Esta área possui a forma de arco e estende-se do Vale do Jordão à Mesopotâmia, além de abrigar os rios Tigres e Eufrates. A revolução agrícola e a fixação de grupos humanos em locais determinados ocorreram simultaneamente no Crescente Fértil. Neste mesmo período outras civilizações se desenvolveram às margens dos rios Nilo (egípcia), Amarelo (chinesa), Indo e Gânges (paquistanesa e indiana).

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Predomínio da agricultura de subsistência e de regadio, devido ao aumento das comunidades ribeirinhas que tornaram-se conhecidas como civilizações hidráulicas. Neste período, a construção de canais de irrigação que permitiam levar a água onde fosse necessária era de grande importância.

Principal atividade: Cultivo de cereais. Comércio e artesanato eram atividades secundárias. Exceção: fenícios, dedicados predominantemente ao comércio marítimo (talassocracia no Mediterrâneo). ASPECTOS SOCIAIS

Predomínio da sociedade estamental; nessa, cada grupo social tem uma posição e uma função definida. A posição social é determinada pela hereditariedade. A estrutura é estática (não há mobilidade social) e hierárquica, sendo vinculada às atividades econômicas.

Regime de trabalho:

A maior parcela da comunidade trabalhava sob um regime de servidão coletiva . As Comunidades camponesas produziam excedentes agrícolas entregues ao Estado sob a forma de impostos (os camponeses não eram escravos já que viviam em comunidades, produziam seus próprios alimentos e construíam suas

Matérias > História > História Geral > Antiguidade Oriental > Introdução file:///C|/html_10emtudo/Historia/html_historia_total.htm (2 of 610) [05/10/2001 2:27:01] moradias).

Divisão da sociedade:

Soberano e aristocracia (nobres e sacerdotes)l Grupos intermediários (burocratas, militares, mercadores e artesãos).l Camponesesl Escravos utilizados na construção de obras públicas (obras de irrigação, templos, palácios e outros).l

Exceções:

Fenícios, sociedade de classes (hierarquia baseada na riqueza móvel).l Hindus, sociedade de castas (de origem religiosa e absolutamente impermeável).l

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Particularidades e diferenças dos modelos econômicos e sociais:

Egito Vale doNiloMesopotâmia

Tigre eEufratesSul da Ásia,Planície Indo-gangéticaNorte da China, o Hwang Ho

Soberano e aristocracia

Faraó e os sacerdotes da família real, oficiais do palácio

Nobreza = família real, altos sacerdotes, oficiais reais

Falta de evidências

O rei, a classe aristocrática e a burocracia estatal faziam parte da nobreza guerreira

Grupos intermediários

Sociedade relativamente aberta; habilidade + ambição = mobilidade social

Clientes = cidadãos livres trabalhando para a nobreza

Comércio com a

Mesopotâmia, Sul da Índiae AfeganistãoArtesãos/escultores comerciantes

Camponeses

Camponeses = servos, pequenas propriedades de terras

Plebe = cidadãos livres proprietários deterras

Fazendeiros plebeus (servos)

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Escravos

Escravos eram prisioneiros de guerra; camponeses eram submetidos a recrutamento forçado tanto para serviços militares como para grupos de trabalhos escravos escravos

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Predomínio do politeísmo (acreditavam na existência de inúmeros deuses). Os deuses tinham estreitos vínculos com as atividades e as forças da Natureza.

Exceções:

Monoteísmo: hebreus e egípcios durante o reinado do Faraó Amenófis IVl Dualismo: persas (zoroastrismo).l

Modelos Religiosos :

EgitoVale do NiloMesopotâmiaTigre e EufratesSul da Ásia,Planície Indo-gangéticaNorte da China, o Hwang Ho

Faraó - considerado uma divindade em forma humana, provando que os deuses se importavam com a população

Hierarquia de divindades (maiores e menores) de acordo com suas funções

Importância da fertilidade= culto à deusa mãeRei adorado como um intermediário entre os deuses e os homens

Crença em vida após a morte, reflexo da natureza cíclica das estações e enchentes

Divindades imortais e poderosas, mas com características humanas (hábitos e emoções)

Imagens de deuses em quadros de argila, figuras de animais em argila

Culto às figuras reais falecidas, base do culto aos ancestrais

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Pirâmides são símbolos da eternidade da vida após a morte e do poder espiritual e temporal do Faraó

Lendas e crenças populares – história da criação, humanos com características divinas, enchentes

Confucionismo = crença secular na conduta ética e na harmonia social

Curto período de monoteísmo = culto ao deus Sol(Amon-Ra)

Sacerdócio influente

Taoísmo = filosofia que preza o viver em harmonia com as leis da natureza

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ASPECTOS POLÍTICOS Estado fortemente centralizado que possuía as terras e controlava a mão-de-obra.

A religião justificava o poder absoluto do governante, por isto, neste período, havia predomínio das monarquias despóticas (absolutas) de caráter teocrático.

Teocracia é uma forma de governo na qual a autoridade, proveniente de um Deus, é exercida por seus representantes na terra. O Egito Antigo foi um dos exemplos mais extremados de teocracia.

Exceção:

Fenícios, organizados em cidades-estados monárquicas ou republicanas, controladas por oligarquias mercantis.

Modelos Políticos:

EgitoVale do NiloMesopotâmiaTigre e EufratesSul da Ásia,Planície Indo-gangéticaNorte da China, o Hwang Ho

O Faraó; rei-deus como ditador absoluto: Teocracia

Cidades-estado chefiadas por guerreiros que se tornaram reis

Governo centralizado, cidades planejadas, com prédios e serviços públicos

Pequenos reinos feudais posteriormente unidos pela dinastia de Zhou

Monarquia centralizada e hereditária

Seqüência de impérios, alguns formados por grupos locais e outrospor invasores

Autocracia altamente centralizada e unificação por Ch’in

Longa série dedinastias familiaresNúmero cada vez maior de códigos legais Período Dinástico, idéia da permissão dos deuses para governar

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ASPECTOS CULTURAIS Forte influência religiosa na vida cultural, principalmente entre egípcios e hebreus.

Desenvolvimento científico mais importante entre os egípcios (Matemática e Medicina) e entre os caldeus (Matemática e Astronomia).

Arte principal: Arquitetura, tendo a Escultura e a Pintura como artes auxiliares.

Escrita predominantemente ideográfica (no Egito: hieróglifos; na Mesopotâmia: cuneiformes). Criação da escrita fonética pelos fenícios.

Direito baseado no princípio de Talião. Primeiro conjunto de leis escritas: Código de Hamurabi (Mesopotâmia).

As civilizações existentes nesse período tinham muitos pontos em comum. Entretanto, as condições ambientais e naturais nas quais viveram fizeram com que cada um desses grupos se desenvolvesse de forma única e independente.

EgitoO Vale do NiloMesopotâmiaTigre e EufratesSul da Ásia,Planície Indo-gangéticaNorte da China, o Hwang Ho

Enchentes brandas e previsíveis = possibilidades criativas e positivas

Enchentes violentas

= pessimismo, medode desastresEnchentes periódicas = renovaçãoe fertilização do soloEnchentes = renovação e fertilização do solo

Clima árido = bom estoque de alimentos

Muito tributário = cidades-estado dispersas = desunião e guerras

Clima subtropical-úmido = dificuldades no estoque de alimentos

Muitas regiões montanhosas e semidesérticas: assentamentos apenas nas margens dos rios

Rio facilmente navegável = união política e cultural

Regiões pantanosas

= irrigação usadapara drenagemMontanhas do Himalaia = proteção contra invernos rigorosos

Enchentes violentas = construção de diques para controlar as águas

Desertos = isolamento

Falta de pedras para construção = estruturas de cana e de tijolos de argila

Monções (ventos) e derretimento da neve = suprimentos abundantes de água

Montanhas e desertos = isolamento cultural

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Abundância de pedras = arquiteturapermanente

Contato com o Oriente Médio a noroeste

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CONTRIBUIÇÕES E REALIZAÇÕES DAS CIVILIZAÇÕES DA ANTIGÜIDADE ORIENTAL SociedadeRegião / PeríodoContribuições / Realizações

SumériosMesopotâmia meridional(3500-2300 a.C.).Cidades-estado, matemática (base 60 e sistemas de latitude), veículos com rodas, zigurates (templos), escrita cuneiforme, escolas.

EgípciosVale do Nilo (Egito) (3100-1200 a.C.)

Irrigação para controlar o rio, expansão de terras cultiváveis, calendário, medicina, monarquia hereditária e centralizada, escrita pictográfica (hieróglifos), tumbas nas pirâmides, mumificação.

BabilônicosMesopotâmia(1900-1600 a.C.)Código de leis de Hamurábi, unificação de toda região mesopotâmica.

HititasTurquia e Síria(1800-1200 a.C.)Metalurgia (ferro)

FeníciosLíbano atual (1400-800 a.C.)Navegação marítima, alfabeto fonético, comércio além-mar.

AssíriosNorte da Mesopotâmia(900-612 a.C.)Sociedade militarista, engenheiros militares, império armado da Mesopotâmia ao Egito.

LídiosTurquia (700-550 a.C.)Cunhagem de moedas, sistema monetário.

Hebreus/Judeus/IsraelitasTerra de Canaã / atual Israel(2.0 a.C.-79 d.C.)Monoteísmo - conceito de um Deus único, os 10 Mandamentos, a criação de um código de valores éticos e morais; O Velho Testamento.

CaldeõesMesopotâmia (612-539 d.C.)Astronomia, fases lunares = 4 semanas por mês, ano solar preciso, astrologia: Zodíaco.

PersasIrã atual (1200-330 d.C.)Amplo sistema de estradas, unificação de um povo vasto em um único império, período de paz e de tolerância, regras claras.

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A Civilização egípcia data do ano de 4.0 a.C., permanecendo relativamente estável por 35 séculos, apesar de inúmeras invasões das quais foi vítima.

Em 1822, o francês Jean François Champollion decifrou a antiga escrita egípcia tornando possível o acesso direto às fontes de informação egípcias. Até então, o conhecimento sobre o Egito era obtido através de historiadores da Antigüidade greco-romana.

Localizado no nordeste africano de clima semi-árido e chuvas escassas ao longo do ano, o vale do rio Nilo é um oásis em meio a uma região desértica. Durante a época das cheias, o rio depositava em suas margens uma lama fértil na qual durante a vazante eram cultivados cereais e hortaliças.

O rio Nilo é essencial para a sobrevivência do Egito. A interação entre a ação humana e o meio ambiente é evidente na história da civilização egípcia, pois graças à abundância de suas águas era possível irrigar as margens durante o período das cheias. A necessidade da construção de canais para irrigação e de barragens para armazenar água próximo às plantações foi responsável pelo aparecimento do Estado centralizado.

Nilo > agricultura de regadio > construção de obras de irrigação que exigiam forte centralização do poder > monarquia teocrática

EVOLUÇÃO HISTÓRICA A história política do Egito Antigo é tradicionalmente dividida em duas épocas: Pré-Dinástica (até 3200 a.C.): ausência de centralização política.

População organizada em nomos (comunidades primitivas) independentes da autoridade central que era chefiada pelos monarcas. A unificação dos nomos se deu em meados do ano 3000 a.C., período em que se consolidaram a economia agrícola, a escrita e a técnica de trabalho com metais como cobre e ouro.

Dois reinos Alto Egito (sul) e Baixo Egito (norte) surgiram por volta de 3500 a.C. em conseqüência da necessidade de se unir esforços para a construção de obras hidráulicas.

Dinástica: forte centralização política

Menés, rei do Alto Egito, subjugou em 3200 a.C. o Baixo Egito. Promoveu a unificação política das duas terras sob uma monarquia centralizada na imagem do faraó, dando início ao Antigo Império, Menés tornou-se o primeiro faraó. Os nomarcas passaram a ser “governadores” subordinados à autoridade faraônica.

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PERÍODOS DA ÉPOCA DINÁSTICA A Época Dinástica é dividida em três períodos: Antigo Império (3200 a.C. – 2300 a.C.) Capital: Mênfis Foi inventada a escrita hieroglífica.

Construção das grandes pirâmides de Gizé, entre as quais as mais conhecidas são as de Quéops, Quéfrem e Miquerinos. Esses monumentos, feitos com blocos de pedras sólidas, serviam de túmulos para os faraós. Tais construções exigiam avançadas técnicas de engenharia e grande quantidade de mão-de-obra.

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