P10 - Aplicações Emprestimos

P10 - Aplicações Emprestimos

(Parte 7 de 9)

No exemplo do empréstimo abaixo, vamos efetuar um pagamento em 31/10/2003. Os juros serão calculados conforme explicação dos juros compostos, pois foi utilizado um empréstimo com essa característica.

M = 10.0,0 (1+0,50)30/360 M = 10.0,0(1,03436608) M = 103.436,61 J = M – P J = 10.0,0 – 103.436,61 J = 3.436,61

Baixando os Valores Aplicados e ou Emprestados, seja parcial ou total, o sistema calcula os impostos, juros e rendimentos de aplicações automaticamente, a partir do valor principal.

Anotações

35Todos os direitos reservados.Aplicações e Empréstimos

Aplicações

Quando a empresa realiza um investimento em uma aplicação financeira, deverá cadastrá-la no Sistema por meio da opção ‘Aplicações/Emprest/Aplicac/Empréstimo/Incluir’.

Na inclusão da aplicação, o usuário informa os dados da aplicação na mesma tela de empréstimos, por este motivo deve atentar apenas aos dados relevantes.

• Modelo: indica que está sendo efetuada uma operação de aplicação financeira.

• Operação: indica o tipo de aplicação, que influenciará nos cálculos efetuados pelo Sistema no momento do resgate, consulta do fluxo de caixa e relatório demonstrativo de aplicação. As opções disponíveis são configuradas nos parâmetros abaixo:

- <MV_APLCAL1>: indica que as aplicações financeiras configuradas neste parâmetro serão calculadas conforme a variação do CDI diário. O CDI é um indexador que corrigirá a aplicação em que o banco pagará um percentual sobre a variação desse indexador e ele é cadastrado no SM2.

No cadastro da aplicação deve-se informar o código da moeda que será o indexador, porém todas as aplicações são efetuadas em R$.

Quando um cliente diz que o CDB é atrelado ao CDI, deve-se incluir no Sistema uma operação do tipo CDI e não CDB, pois no Sistema esses dois tipos de aplicações possuem cálculos diferenciados.

- <MV_APLCAL2>: indica que as aplicações configuradas neste parâmetro serão calculadas no regime de juros compostos diários. A taxa deve ser informada em uma base anual, o Sistema efetua a conversão da taxa e calcula os rendimentos do período de acordo com a quantidade de dias aplicados.

36Todos os direitos reservados.Aplicações e Empréstimos

- <MV_APLCAL3>: indica que as aplicações configuradas nesse parâmetro serão calculadas no regime de juros simples diários. A taxa deve ser informada em uma base anual, o Sistema efetua a conversão da taxa e calcula os rendimentos do período de acordo com a quantidade de dias aplicados.

- <MV_APLCAL4>: indica que as aplicações configuradas neste parâmetro serão calculadas de acordo com a regra de Fundos de aplicações por Cotas (FAC).

• Taxa Nominal: taxa de juros que remunera a aplicação. Caso esta aplicação seja um CDB, os juros serão calculados conforme juros compostos sobre o saldo da aplicação.

Se for uma aplicação CDI, o percentual refere se a uma remuneração fixa (percentual fixo) paga sobre a variação do CDI, cadastrada no SM2; ou seja, para uma aplicação CDB os juros são calculados diretamente sobre o principal, já uma aplicação CDI há um indexador informado no SM2, por isso o CDI deve ter um código de moeda diferente de 1. Para aplicações CDB a taxa de juros deve ser informada em uma base anual.

Variação do CDI O cálculo da variação do CDI acumulado entre datas é efetuado por meio da seguinte fórmula:

Em que:

C = produtório das taxas DI-CETIP Over com uso do percentual destacado da data inicial (inclusive) até a data final (exclusivo), calculado com arredondamento de 8 (oito) casas decimais. n = número total de taxas DI-CETIP Over, sendo "n" um número inteiro. P = percentual destacado para a remuneração, informado com 4 (quatro) casas decimais. TDI - Taxa DI-CETIP Over, expressa ao dia, calculada com arredondamento de 8 (oito) casas decimais.

Em que: k = 1, 2,, n

Anotações

37Todos os direitos reservados.Aplicações e Empréstimos

Variação no CDI – exemplo Percentual destacado para remuneração 97,5000 k-1 = (1+TDI * (p/100) de k -1. Exceto quando k=1, pois neste caso o multiplicador será 1.

Multiplicando o fator k pelo saldo da aplicação, obtém-se o valor atualizado (com juros). Subtraindo o saldo do valor atualizado, obtêm-se os juros.

Resgate de aplicações

Após a inclusão da aplicação, ela ficará aguardando suas baixas (resgates) que serão registradas por meio da opção: ‘Atualizações/Aplicacoes/Emprest./Resg/Pag Emprest’.

No exemplo a seguir, será efetuado um resgate em 2/04/2004. Os juros serão calculados conforme variação do CDI, pois uma aplicação com essa característica foi utilizada.

38Todos os direitos reservados.Aplicações e Empréstimos

Resgate de aplicações – explicação do exemplo

A aplicação CDI utilizada no exemplo da lição anterior recebe 97,5% de remuneração. Utilizando o cálculo da variação do CDI, encontra-se o fator de 1,01083544 calculado sobre os dias 19 e 20/04 (dois dias), pois 21/04 é um feriado e feriados, sábados e domingos são desconsiderados do cálculo do CDI. Multiplicando 50.0,0 pelo fator 1,01083544, obtém-se o valor atualizado da aplicação: 50.541,7.

O IOF é calculado conforme a tabela regressiva. Três dias de aplicação equivalem a um IOF de 90% sobre o rendimento. Nos resgates efetuados após trinta dias, não há incidência de IOF. O Imposto de Renda é calculado sobre o rendimento líquido. Então:

541,7 (rendimento bruto) 487,59 (90% do rendimento) 54,18 (rendimento líquido) 10,83 (I.R. – 20% sobre o rendimento líquido) (+) valor resgate = valor do crédito + impostos valor resgate sobre o principal = valor do resgate efetuado sobre o principal; ou seja, (+) valor resgate – juros) valor resgate sobre juros = valor do resgate efetuado sobre os juros. Os juros demonstrados aqui são calculados sobre o valor do crédito.

Resgate de uma aplicação em fundos de aplicações por cotas

Suponha que tenha sido incluída uma aplicação conforme abaixo. O valor da cota do contrato utilizado estava em: 1,263745.

No dia 26/03/2004, efetuamos um resgate (25 dias após a inclusão da aplicação). Os cálculos de rendimento, IR e IOF são demonstrados em matemática dos fundos.

Anotações

39Todos os direitos reservados.Aplicações e Empréstimos

A matemática dos fundos

A maioria dos fundos existentes no mercado tem liquidez diária, entretanto, é cobrado o IOF para os resgates efetuados até o 29º dia corrido contados da data de cada aplicação, conforme tabela.

Número de dias

Porcentagem limite do rendimento

40Todos os direitos reservados.Aplicações e Empréstimos

Explicação da tabela A partir do 30º dia, cada aplicação fica isenta da cobrança do IOF.

Para calcular o rendimento de seu fundo você precisa primeiro saber em quantas cotas o capital investido foi transformado; ou seja, quantas cotas cabem dentro de seu capital. O valor dessa cota é publicado diariamente nas seções de economia dos principais jornais, site do banco em a aplicação foi efetuada, CVM (w.cvm.gov.br) etc..

Antes de qualquer coisa, você divide o valor da aplicação (suponhamos R$ 10.0,0) pelo valor da cota no dia da aplicação – R$ 1,263745 (o valor da cota é, geralmente, divulgado com seis casas decimais), por exemplo. O resultado é a quantidade de cotas que você possui. O Sistema utilizará a cota cadastrada no contrato para, no momento da inclusão da aplicação, fazer essa conversão e a partir da inclusão da aplicação, esta será controlada em cotas.

Quantidade de cotas que possui no fundo é igual a: R$ 10.0,0 dividido por R$ 1,263745 = 7.912,988775 cotas.

Uma vez conhecida a quantidade de cotas, você a multiplica pelo valor da cota do dia em que quer saber o seu saldo. Digamos que, após vinte e cinco dias corridos, ela tenha valorizado e agora corresponde a R$ 1,283459. Isso lhe dará o valor da aplicação atualizada. Esta cota,será cadastrada no SE0, por meio da opção ‘Cadastros/Contrato Bancário/Atualiz Cotação’.

Valor de uma aplicação atualizada 7.912,988775 multiplicados por R$ 1,283459 = R$ 10.156,0

(Parte 7 de 9)

Comentários