Apostila - Anatomia e Fisiologia - Manual do Atendimento Pré-Hospitalar SIATE-CBPR

Apostila - Anatomia e Fisiologia - Manual do Atendimento Pré-Hospitalar SIATE-CBPR

(Parte 7 de 8)

8.3.1.1.1. Articulação dos Corpos Vertebrais.

As superfícies ósseas articulares são representadas pelas faces superiores e inferiores do corpo das vértebras, e entre elas encontramse os discos intervertebrais, que são fibrocartilagens que ajustam estas superfícies.

Visto de cima, cada disco apresente um contorno mais resistente chamado anulo fibroso, e no centro um tecido gelatinoso denso chamado núcleo pulposo.

Em caso de traumatismos pode haver ruptura do anulo fibroso e migração do núcleo pulposo, o qual pode comprimir raízes dos nervos espinhais, provocando fenômenos dolorosos.

Movimentos da coluna vertebral:

Em seu conjunto a coluna vertebral apresenta seis movimentos: flexão, extensão, lateralidade, rotação e circundução.

De resto as regiões cervical e lombar apresentam grande mobilidade, enquanto a torácica apresenta mobilidade muito restrita.

A articulação do ombro (escápulo-umeral), é uma juntura sinovial esferóide. É a articulação que possibilita os movimentos de maior amplitude no corpo humano, une o úmero à escápula (Fig 2.37).

8.3.1.2.1. Superfícies Ósseas Articulares.

De parte da escápula, encontramos em seu ângulo lateral a cavidade glenóidea, de forma oval, de grande eixo vertical, é uma cavidade rasa e relativamente pequena;

Do lado do úmero, a superfície articular é a cabeça desse osso, ou seja, uma saliência arredondada, lisa, que corresponde a 1/3 de esfera(Fig 2.42).

8.3.1.2.2. Movimentos. Flexão, extensão, abdução, adução, rotação, e circundução. 8.3.1.3. Articulação do Cotovelo:

Juntura sinovial tipo gínglimo. É uma articulação complexa porque nela entram três ossos, que são o úmero, o rádio e a ulna, unindo o braço ao antebraço.

Fig 2.4 – Vista lateral da articulação da coluna

Anatomia e Fisiologia

O úmero articula-se com a ulna através e um gínglimo bem evidente, enquanto a articulação com o rádio é do tipo condilar, mas o conjunto funciona exclusivamente como um gínglimo (semelhante à dobradiça).

8.3.1.3.1. Superfícies Ósseas Articulares.

Do lado do úmero encontramos medialmente a tróclea umeral e separada por um sulco encontramos lateralmente o capítulo;

Da parte da ulna verifica-se a presença da incisura troclear;

O rádio entra na articulação com o úmero por intermédio da cavidade glenóidea que ocupa a extremidade superior do osso.

A articulação do cotovelo apesar de ser relativamente complexa realiza apenas o movimento de gínglimo, isto é flexão e extensão do antebraço sobre o braço.

Os ossos do antebraço articulam-se entre si por suas extremidades proximais e distais gerando os movimento de pronação e supinação.

Juntura sinovial elipsóide, une o antebraço à mão.

8.3.1.4.1. Superfícies Ósseas Articulares.

Na extremidade distal do antebraço há uma espécie de cavidade glenóide elíptica, de grande eixo transversal, situada entre os dois processos estilóides (rádio e ulna).

De parte do carpo encontramos uma saliência elíptica, de eixo maior látero-medial, constituída pelas faces superiores dos 3 primeiros ossos da fileira proximal do carpo, os quais formam um verdadeiro côndilo.

Apresenta movimentos de flexão (mão para frente), extensão (mão para trás), abdução (movimento muito reduzido no sentido lateral), adução (dedo mínimo aproximandose do corpo)e finalmente a circundução (as pontas dos dedos, em conjunto descrevem círculos).

Fig 2.45 – Cotovelo Fig 2.46 – Articulação do punho

Manual do Atendimento Pré-Hospitalar – SIATE /CBPR

8.3.1.5. Articulação do Quadril:

Juntura sinovial esferóide. Une o osso do quadril ao fêmur.

8.3.1.5.1. Superfícies Ósseas Articulares

O osso do quadril participa dessa articulação por intermédio da face semilunar do acetábulo (superfície lisa em forma de ferradura de concavidade voltada para baixo).

De parte do fêmur encontramos a cabeça, cuja superfície articular é lisa e representa 2/0 de uma esfera.

Apresenta todos os movimentos de uma diartrose esferóide, flexão (coxa para frente), extensão (coxa para trás), abdução (membro inferior se afasta da linha mediana), adução (membro inferior se aproximando da linha mediana), rotação (em torno de um eixo longitudinal) e circundução (extremidade livre do membro executando círculos, tendo como ponto de apoio a articulação do quadril).

8.3.1.6. Articulação do Joelho.

Juntura sinovial condilar – une a coxa à perna. É constituída essencialmente pelo fêmur e tíbia e acessoriamente pela patela (a fíbula não participa da articulação do joelho).

8.3.1.6.1. Superfícies Ósseas Articulares.

Do lado do fêmur encontramos duas superfícies ântero-posterior em forma de faixa, são as superfícies articulares dos côndilos do fêmur. Anteriormente as duas superfícies articulares se unem formando uma tróclea, a qual se articula com a patela. Posteriormente elas se afastam pela interposição da fossa intercondilar, articulando-se com a tíbia.

De parte da tíbia encontramos duas superfícies como se fossem pequenas lagoas rasas (cavidades glenóides), que constituem a superfície articular do osso.

A patela participa da articulação do joelho por intermédio de sua face articular (3/4 superiores da face posterior).

Fig 2.47 – Articulação do quadril Fig 2.48 – Joelho

Anatomia e Fisiologia

Dois movimentos são fundamentais na articulação do joelho e que são a flexão (perna para trás) e extensão (eixo longitudinal da perna fazendo continuação ao da coxa).

A tíbia e a fíbula articulam-se entre si por suas extremidades proximais e distais. 8.3.1.7. Articulação do Tornozelo

Juntura sinovial tipo gínglimo – une a tíbia e a fíbula ao tálus. É a articulação da perna com o pé.

8.3.1.7.1. Superfícies Ósseas Articulares.

Na extremidade inferior da tíbia encontramos a superfície articular inferior, aproximadamente quadrilátera, limitada medialmente pelo maléolo medial que desce formando ângulo reto. A face lateral desse maléolo apresenta a superfície articular do maléolo;

A fíbula contribui com o maléolo lateral em cujo lado medial verificamos a presença da face articular do maléolo fibular;

A face superior do tálus forma uma verdadeira tróclea com sulco antero-posterior, a qual se continua nas faces medial e lateral desse osso por facetas articulares triangulares sendo a lateral (que corresponde ao maléolo fibular) bem maior que a medial.

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