Farmacia hospitalar módulo 02

Farmacia hospitalar módulo 02

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Curso de Farmácia Hospitalar

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido é dado a seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada.

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Nas instituições hospitalares, o contato diário do serviço de farmácia com as unidades de internação e demais serviços acontece principalmente, por meio do setor de distribuição, fazendo dele o cartão de apresentação da farmácia hospitalar. Vários fatores interferem na implantação e/ou implementação de um sistema de medicamentos (SDM), e os principais são:

• Características do hospital como: complexidade, tipo de edificação e fonte mantenedora;

• Existência de padronização de medicamentos atualizada;

• Existência de controle de qualidade de produtos e processos;

• Manual de normas e rotinas aplicável.

O sistema de distribuição coletivo é o mais primitivo e arcaico dos sistemas, entretanto ainda há hospitais brasileiros que o adotam.

sendo solicitado e por quanto tempo será necessário

O sistema coletivo se caracteriza, principalmente, pelo fato de os medicamentos serem distribuídos por unidade de internação e/ou serviço a partir de uma solicitação de enfermagem, implicando a formação de vários estoques nas unidades assistenciais. Neste sistema, os medicamentos são liberados sem que o serviço de farmácia tenha as seguintes informações: para quem o medicamento esta sendo solicitado, porque esta

Neste modelo, a farmácia hospitalar é um mero repassador de medicamentos em suas embalagens originais segundo o solicitado pela enfermagem. Nos sistema de distribuição, constata-se que a assistência ao paciente fica

37 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados a seus respectivos autores prejudicada pela não participação do farmacêutico na revisão e analise da prescrição medica. E também pelo fato de enfermagem estar mais envolvida com as questões relacionadas aos medicamentos do que a própria farmácia.

Vários trabalhos relatam que a enfermagem, neste sistema, gasta cerca de 25% do seu tempo de trabalho em procedimentos relacionados aos medicamentos como: transcrever prescrição, verificar o estoque existente na unidade, preencher solicitação, ir à farmácia, aguardar separação dos mesmos, transportá-los até a unidade, guardá-los nos seus devidos lugares, separar os que são necessário, a cada horário, fazer cálculos, prepará-los e administrá-los.

Uma grave conseqüência é o alto índice de erros de administração de medicamentos que este sistema gera, desde o alto da prescrição ate o momento da administração dos mesmos. Os principais erros descritos são:

• Administração de medicamentos não prescritos.

Outro aspecto importante é o alto custo deste sistema para intuição devido às perdas, por existirem vários pontos de estoque facilitando desvios, armazenamento inadequado ou caducidade dos medicamentos.

Desvantagens do sistema de distribuição Coletivo

O sistema de distribuição coletivo apresenta as seguintes desvantagens: • Transcrições das prescrições médicas:

• Maior incidência de erros na administração de medicamentos:

• Consumo excessivo do tempo da enfermagem em atividades relacionadas ao medicamento:

• Uso inadequado de medicamentos nas unidades assistenciais:

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• Impossibilidade de faturamento real dos gastos por paciente: • Alto custo institucional.

Vantagens do sistema de distribuição Coletivo

O sistema de distribuição coletivo apresenta as seguintes vantagens: • Grande disponibilidade de medicamentos nas unidades assistências;

• Redução do numero de solicitações e devoluções de medicamentos à farmácia;

• Necessidade de menor número de funcionários na farmácia;

• É importante ressaltar que, na realidade, as vantagens citadas são obstáculos para uma assistência farmacêutica de qualidade ao paciente.

O sistema de distribuição individualizado se caracteriza pelo fato de o medicamento ser dispensado por paciente, geralmente para um período de 24 horas. Este sistema se divide em indireto e direto.

No sistema de distribuição individualizado indireto, a distribuição é baseada na transcrição da prescrição medica. A solicitação à farmácia é feita por paciente e não por unidade assistencial como no coletivo.

No sistema de distribuição individualizado direto, a distribuição é baseada na copia da prescrição medica, eliminando a transcrição. Neste contexto, é possível uma discreta participação do farmacêutico na terapêutica medicamentosa, sendo já um grande avanço para a realidade brasileira.

As prescrições podem ser encaminhadas à farmácia de diversas formas tais como:

A) Prescrição com cópia carbonada – prescrição em duas vias, com carbono entre as folhas ou impressora confeccionado de modo a se obter uma copia direta. Esta forma proporciona ao farmacêutico uma via da prescrição e não requer equipamentos especiais; B) Prescrição por fotocópias – utilização de maquinas copiadoras para produzir uma copia exata da prescrição medica; C) Prescrição via fax – Utilização de aparelho de fax para emissão na unidade

39 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados a seus respectivos autores assistencial e recepção na farmácia. Os inconvenientes do uso desta tecnologia são: permitir o envio de uma mesma prescrição mais de uma vez, gerar emissão de documentos ilegíveis induzindo aparecimento de novas fontes de erros de administração de medicamentos e permitir a perda das informações com o passar do tempo. Porém diminui o tempo gasto com o transporte de documentos; D) Prescrição informatizada – em cada unidade assistencial existe um terminal de computador no qual os médicos fazem diariamente a prescrição que é remetida à farmácia. Algumas das vantagens deste processo são a eliminação de falhas devido à má qualidade da grafia médica e a redução do tempo gasto com transporte de documentos; E) Sistema de radiofreqüência interligando computadores e leitores ópticos – o medico utiliza um terminal com uma tela que pode ser operado por meio de uma espécie de caneta eletrônica. Esta forma permite a verificação imediata de dados do paciente e agilização da prescrição, que poderá ser feita próximo ao leito. Implica diminuição do numero de terminais de computador na área hospitalar, redução der cabos de interligação e agilização da disponibilidade da prescrição para a farmácia e serviços de apoio.

Desvantagens do Sistema de Distribuição Individualizado

O sistema de distribuição apresenta as seguintes desvantagens: • Erros de distribuição e administração de medicamentos;

• Consumo significativo do tempo de enfermagem em atividade relacionadas aos medicamentos;

• Necessidade por parte da enfermagem de cálculos e preparo de doses;

• Perdas de medicamentos devido a desvios, caducidade e uso inadequado.

Vantagens do Sistema de Distribuição Individualizado

O sistema de distribuição individualizado apresenta as seguintes vantagens: • Possibilidade de revisão das prescrições médicas;

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• Pode estabelecer devoluções; • Permite faturamento mais apurado do gasto por paciente.

Sistema de Distribuição Combinado ou Misto

No sistema de distribuição combinado ou misto, a farmácia distribui alguns medicamentos mediante solicitação e outros por copia da prescrição médica, portanto, parte do sistema é coletivo e parte individualizado.

Geralmente, as unidades de internação de forma parcial ou integral, são atendidas pelo sistema individualizado e os serviços (radiologia, endoscopia, ambulatórios, serviços de urgência e outros) são atendidos pelo sistema coletivo. É indicado que, neste sistema as solicitações encaminhadas pelas unidades assistenciais sejam embasadas em relação de estoque previamente estabelecidas entre farmácia e enfermagem. Estes estoques deverão ser controlados e repostos pela farmácia mediante documento justificando o uso do medicamento.

No final da década de 1950, com lançamento no mercado de medicamentos novos e mais potentes, mas também causadores de efeitos colaterais importantes, iniciou-se a publicação de trabalhos sobre a incidência de erros de administração de medicamentos em hospitais. Os resultados mostraram a necessidade de que os sistemas tradicionais (coletivo e individualizado) fossem revistos, visando melhorar a segurança na distribuição e na administração dos medicamentos.

Foi neste contexto, que nos anos de 1960, farmacêuticos hospitalares americanos desenvolveram o sistema de distribuição por dose unitária.

Analisando os SDMs, o sistema de distribuição por dose unitária é o que oferece melhores condições para um adequado seguimento da terapia medicamentos do paciente. Vários trabalhos científicos demonstraram que este sistema é mais seguro para o paciente, visto que reduz a incidência de erros, utiliza mais efetivamente os recursos profissionais e é mais eficiente e econômico para a instituição.

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