artigo de pós graduação em educação: Evasão escolar

artigo de pós graduação em educação: Evasão escolar

(Parte 1 de 2)

FACUDADE SÃO LUÍS DE FRANÇA

ESPECIALIZÇÃO EM DIDATICA E METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR

EVASÃO ESCOLAR

PROPRIÁ

2010

DIANA MARIA DE SOUZA RAMOS

EVASÃO ESCOLAR

Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade São Luís de França como um dos pré-requisitos para obtenção do grau de Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior.

Orientador: Prof. Esp. José Jussiêr ferreira.

PROPRIÁ

2010

DIANA MARIA DE SOUZA RAMOS

EVASÃO ESCOLAR

Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade São Luís de França como um dos pré-requisitos para obtenção do grau de Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior.

NOTA: 8,5

PARECER

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Propriá, 30 de julho de 2010

Prof. José Jussiêr Ferreira

Especialista / FSLF

Orientador/Examinador

EVASÃO ESCOLAR

Diana Maria de Souza Ramos*

RESUMO

Este trabalho apresenta parte de uma pesquisa sobre evasão escolar, realizada na Escola Municipal Leonor Barreto Franco no Povoado São Miguel, município de Propriá, estado de Sergipe. Buscou-se esse tema por se perceber que a evasão, problema sempre freqüente na historia da educação escolar brasileira tornando-se a cada ano proporções inaceitáveis em pleno século XXI. A pesquisa cai na atitude de uns e de outros evidenciando ligações entre o discurso cientifico e o discurso moral, mas sem garantia ou elencamento de soluções. Desta forma procurou-se neste trabalho analisar a evasão escolar na Escola Municipal Leonor Barreto Franco, ensino fundamental nas séries 5° e 6° nos anos 2007/2008 no povoado São Miguel, município de Propriá-se. Sendo que, as analises quantitativas e comparativas apresentadas indicam que a maior causa da evasão escolar no município poderá ser considerada como falta de motivação dos pais para enviar os alunos à escola. A baixa auto-estima generalizada entre os jovens e casamentos precoce, a pesquisa foi desenvolvida por meio de um estudo de caso, onde os resultados apresentados apontam para as causa. Utilizou-se a pesquisa qualitativa, descritiva, desenvolvida pela metodologia de estudo de caso.

Palavras - chave: Escola. Evasão escolar. Aluno.

1 INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como finalidade propor uma reflexão sobre as praticas escolares adotadas e suas causa no fracasso escolar, que se apresenta sob a forma de evasão do aluno da escola.

Verificou-se da analise estatísticas dos índices de evasão escolar da Escola Municipal Leonor Barreto Franco no Povoado São Miguel, município de Propriá-se, nos anos de 2007/2008. As estatísticas apontam para números preocupantes o que justifica a pesquisa neste assunto, para usa causas e o apontamento de estratégias que garantam diminuir ou combater, torna-se urgente.

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*Licenciada em Biologia pela Faculdade de Formação de Professores de Penedo-Al.

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Segundo a visão de Arroyo (1997, p.23), “na maioria das causas da evasão escolar

tem a responsabilidade de atribuir à desestruturação familiar, e o professor e o aluno não tem responsabilidade para aprender, tornando-se um jogo de empurra”. Nos dias atuais, a escola precisa estar preparada, e para isso é preciso, professores dinâmicos, responsáveis, criativos que sejam capazes de inovar e transformar sua sala de aula em lugar atrativo e estimulador.

Sabemos que o problema da evasão escolar tem sido um dos maiores desafios enfrentados pelas redes do ensino público, pois as conseqüências estão ligadas a muitos fatores como social, cultural, político e econômico. Como também a escola onde professores têm contribuído a cada dia para o problema se agravar, diante de uma prática didática ultrapassada para os dias atuais. Segundo Wallan,

o homem é um ser essencialmente social impossível, portanto, de ter pensado fora do contexto da sociedade em que nasce e vive. Em outras palavras, o homem não social, o homem considerado molécula isolado do resto de seus semelhantes, o homem visto como independente das influencias dos diversos grupos que freqüenta, o homem visto como imune aos ligados da historia e da tradição, este homem, simplesmente não existe (WALLAN, 1992, p.11).

Concordando com o pensamento de Wallan, o homem é um ser pensante, social que não deve privar ou excluir seus pensamentos, isso significa que a escola deve estar preparada, sintonizada com os desafios e conhecimentos extra-escolares. A escola é o local de inteira inclusão e de novos saberes, por isso deve transformar o educando num ser social pensante existente.

A educação é o único caminho para transformação humana social dos indivíduos, conduzindo-os para uma visão crítica, conscientizando e preparando-os para viverem em sociedade e assumindo a sua cidadania (MARX, 1991).

É fundamental a escola desenvolver um trabalho que leve a transformação da sociedade. Buscando a construção de um ser que saiba planejar, superar obstáculos, compreender e transformar a sociedade.

Assim é a educação que forma pessoas conscientes de seus papeis que levam educando e educador a se tornarem agentes construtores e transformadores do conhecimento.

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2 DESENVOLVIMENTO

A educação tem como objetivo contribuir para diminuir as desigualdades sociais e para melhorar a qualidade de vida da comunidade. Conforme Corrobora Paro (1996, p14) “é próprio da atividade educativa o fato de ela não poder realizar-se a não ser com a participação do aluno e esta participação é concretizada na Medina em que o aluno entra no processo e assume seu o papel de objeto e sujeito da educação”.

De acordo com o pensamento de Paro a escola não cresce sem a participação do aluno, o aluno é o sujeito fundamental no processo ensino aprendizagem.

Na perspectiva de Adorno,

[...] educação não é modelagem de pessoas, porque não temos o direito de modelar a partir do seu exterior, também não é a mera transmissão de conhecimento, mas a produção de uma consciência verdadeira, isto seria inclusive da maior importância política, formando pessoas emancipadas, conscientes e racionais (ADORNO, 2003, P.141).

Desta forma a intenção é refletir sobre a forma de transmissão de conhecimentos, inclusive na formação de novos cidadãos conscientes, participativos e racionais

O Brasil apresenta índices gravíssimos quanto às desigualdades sociais, distribuição de renda e deficiências no sistema educacional. Explicitado por Paro quando o autor afirma que,

[...] a grande maioria da população de nossas escolas apresenta todo tipo de problemas relacionados à desnutrição, fome carência cultural e afetiva, falta de condições materiais e psicológicas para o estudo em casa, necessidade de trabalhar para ajudar no orçamento domestico, bem como luma serie de outros problemas, advindos todos eles do estado de injustiça social vigente e que comprometem o desenvolvimento do aluno na aprendizagem (PARO, 1996, P.143).

Conforme o pensamento de Paro, a grande maioria da população de nossas escolas é carente, vivem num circulo de problemas que são de ordem cultural, afetiva, materiais e psicológicas, comprometendo o seu desenvolvimento e formação.

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É necessário construir escolas e educação através de princípios e currículo que eduquem para a democracia, que fortaleça o saber e as diversidades culturais. Dessa forma teremos possibilidades de contribuir para produzir valores democráticos, visando à melhor qualidade de vida.

Diante disso, é preciso buscar a finalidade da ação pedagógica, que só tem sentido em sua plenitude e, só será mudança se for realizada de forma consciente.

De acordo com Patto,

A reprovação e a evasão escolar são: uns fracassos produzidos no dia-a-dia, da vida na escola e na produção desse fracasso estão envolvidos aspectos estruturais e funcionais do sistema educacional, concepções de ensino e de trabalho e preconceitos estereótipos sobre a sua clientela pobre. Estes preconceitos, no entanto, longe de serem umas características apenas dos educadores que se encontram nas escolas, estão disseminados na leitura educacional há muitas décadas, enquanto discurso ideológico, ao se pretender neutro e objetivo, participa de forma decisiva na produção das dificuldades de escolarização das crianças das classes populares (PATTO, 1987, P.59).

A escola precisa estar atenta para as competências individuais e estas devem ser valorizadas e incentivadas, buscando a solução das dificuldades dos discentes; precisa cumprir a Constituição Brasileira que garante “educação como direito de todos”.

O projeto Político Pedagógico (PPP) de uma escola é o ponto de apoio teórico que estará orientando todas as atividades, por ela realizada. De acordo com Vasconcelos (2004, p.15) “o projeto Político Pedagógico entra justamente, (re) construído e utilizado por aqueles que desejam efetivamente a mudança”.

É importante caminho para a construção da identidade da instituição, para a transformação da realidade. O PPP tem um importante papel no sentido de ajudar a escola na sua autonomia, colocar em prática aquilo que projetado.

É o PPP que viabiliza o diálogo consistente e fecundo entre todos, inclusive com a comunidade. A criação do PPP na escola ajuda a diminuir a falta de compromisso generalizada entre os educadores e todos sentem que a escola tem um ambiente diferente, mais desenvolvido ao trabalho. Conforme Vasconcelos,

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o projeto não pode ser uma camisa de força para a escola e para o professor. Deve dar base de tranqüilidade, as condições para administrar o cotidiano e assim, inclusive, liberar espaço para a criatividade (...) a postura de abertura deve ser mantida (VASCONCELOS, 20004, P.47).

A direção da escola deve apresentar e constituir um real apoio, para que o PPP aconteça e não fique somente escrito no papel. De acordo com Libâneo a tarefa da direção da escola é,

[...] pôr em ação, de forma integrada e articulada, todos os elementos do processo organizado, envolvendo atividades de mobilização, liderança, motivação, comunicação, coordenação. A coordenação é um aspecto da direção, significando a articulação e a convergência do esforço de cada integrante de um grupo visando a atingir os objetivos. Quem coordena tem a responsabilidade de integrar, reunir esforços, liberar, concatenar o trabalho de diversas pessoas (LIBÂNEO, 2004, P.215).

A direção da escola é o dirigente, é o principal responsável pela escola, tem a visão de conjunto, articula e integra os vários setores ( setor administrativo, setor pedagógico, secretaria, serviços gerais, relacionamentos com a comunidade, etc.).

Somente com estruturas gestoras fortalecidas, as escolas poderão consolidar princípios, métodos, praticas e relações de gestão democráticas.

É através de uma gestão democrática que as escolas poderão construir um currículo próprio, a partir da visão cultural a cerca da realidade de ensino. Além disso, a participação democrática proporcionará a permanente formação dos profissionais da educação.

A permanência dos alunos na escola é um dos grandes desafios da educação. A escola como determina a LDB (Lei de Diretrizes e Base), deve garantir a entrada e permanência dos alunos até que seus estudos estejam concluídos. Na perspectiva de Freire,

aí de nós educadores se deixaremos de sonhar sonhos possíveis (...) os profetas são aqueles que se molham de tal forma nas águas de sua cultura e da historia do seu povo, que se conhecem o seu aqui o seu agora e, por isso, podem prever o amanhã que eles mais do que adivinham, realizam (FREIRE, 1999, P.27).

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