Olhares sobre a literatura brasileira

Olhares sobre a literatura brasileira

A literatura produzida no Brasil envolve uma série de questionamentos, sobretudo, quando a objetivação da crítica ou da historiografia literária é demarcar a trajetória dessa literatura, as tendências, as preocupações como também o fato de ela estar inserida em um ponto onde não parece ser possível separá-la do fluxo incessante de temáticas, necessárias para o seu desenvolvimento.

  • A literatura produzida no Brasil envolve uma série de questionamentos, sobretudo, quando a objetivação da crítica ou da historiografia literária é demarcar a trajetória dessa literatura, as tendências, as preocupações como também o fato de ela estar inserida em um ponto onde não parece ser possível separá-la do fluxo incessante de temáticas, necessárias para o seu desenvolvimento.

Assim, os olhares se diversificam e, não obstante, surgem juízos que se desencontram, quer dizer, não corroboram uma verdade única, pois tudo parece depender do ponto de vista daqueles que sobre ângulos diferentes param para refletir acerca do assunto.

  • Assim, os olhares se diversificam e, não obstante, surgem juízos que se desencontram, quer dizer, não corroboram uma verdade única, pois tudo parece depender do ponto de vista daqueles que sobre ângulos diferentes param para refletir acerca do assunto.

Não há duvidas de que houve um posicionamento de escritores brasileiros que se objetivaram em dar a seus escritos preocupações e características tipicamente nacionais que nos permite afirmar que há uma literatura brasileira e que, por isso, necessariamente, essa literatura se distingue de outras no tempo e no espaço. Dessa forma, podemos recorrer ao primeiro questionamento, a saber: quando surge essa literatura? Em que momento ocorre essa ruptura?

  • Não há duvidas de que houve um posicionamento de escritores brasileiros que se objetivaram em dar a seus escritos preocupações e características tipicamente nacionais que nos permite afirmar que há uma literatura brasileira e que, por isso, necessariamente, essa literatura se distingue de outras no tempo e no espaço. Dessa forma, podemos recorrer ao primeiro questionamento, a saber: quando surge essa literatura? Em que momento ocorre essa ruptura?

A literatura que se escreve no Brasil é já a expressão de um pensamento e sentimento que se não confundem mais com o português, e em forma que, apesar da comunidade da língua, não é mais inteiramente portuguesa. É isto absolutamente certo desde o Romantismo, que foi nossa emancipação literária, seguindo-se naturalmente à nossa independência.

  • A literatura que se escreve no Brasil é já a expressão de um pensamento e sentimento que se não confundem mais com o português, e em forma que, apesar da comunidade da língua, não é mais inteiramente portuguesa. É isto absolutamente certo desde o Romantismo, que foi nossa emancipação literária, seguindo-se naturalmente à nossa independência.

  • VERÍSSIMO, 1997, p. 09

A Era Colonial abrange o Quinhentismo (de 1500, ano do descobrimento, a 1601), o Seiscentismo ou Barroco (de 1601 a 1768), o Setecentismo (de 1768 a 1808) e o período de Transição (de 1808 a 1836). A Era Nacional, por sua vez, envolve o Romantismo (de 1836 a 1881), o Realismo (de 1881 a 1893), o Simbolismo (de 1893 a 1922) e o Modernismo (de 1922 a 1945). A partir daí, o que está em estudo é a contemporaneidade da literatura brasileira

  • A Era Colonial abrange o Quinhentismo (de 1500, ano do descobrimento, a 1601), o Seiscentismo ou Barroco (de 1601 a 1768), o Setecentismo (de 1768 a 1808) e o período de Transição (de 1808 a 1836). A Era Nacional, por sua vez, envolve o Romantismo (de 1836 a 1881), o Realismo (de 1881 a 1893), o Simbolismo (de 1893 a 1922) e o Modernismo (de 1922 a 1945). A partir daí, o que está em estudo é a contemporaneidade da literatura brasileira

Mas o sentimento que o promoveu e principalmente o distinguiu, o espírito nativista primeiro e o nacionalista depois, esse se veio formando desde as nossas primeiras manifestações literárias, sem que a vassalagem ao pensamento e ao espírito português lograsse jamais abafá-lo. É exatamente essa persistência no tempo e no espaço de tal sentimento, manifestado literariamente, que dá à nossa literatura a unidade e lhe justifica a autonomia.

  • Mas o sentimento que o promoveu e principalmente o distinguiu, o espírito nativista primeiro e o nacionalista depois, esse se veio formando desde as nossas primeiras manifestações literárias, sem que a vassalagem ao pensamento e ao espírito português lograsse jamais abafá-lo. É exatamente essa persistência no tempo e no espaço de tal sentimento, manifestado literariamente, que dá à nossa literatura a unidade e lhe justifica a autonomia.

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