Como estudar para ser aprovado em provas, exames e concursos

Como estudar para ser aprovado em provas, exames e concursos

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Todos os anos, órgãos públicos, empresas particulares no Brasil e exterior realizam concursos e processos seletivos para o preenchimento dos seus quadros. Muitos candidatos têm a doce ilusão de que os “mais competentes” serão os escolhidos. Acreditam que aqueles dotados de uma inteligência superior e capacidades especiais conseguirão o tão sonhado emprego seguro e um alto salário. Nada pode ser tão enganoso. A realidade é bem outra.

Os concursos públicos não são realizados para escolher os mais competentes ou mais inteligentes. Na verdade, eles são apenas um mecanismo democrático para selecionar pessoas que ocuparão as vagas existentes num dado momento. É quase uma espécie de loteria do emprego. São poucas vagas para milhões de candidatos. Quem acerta mais questões consegue o prêmio disputado. Os grandes concursos provam isso. Esse quadro não será mudado no futuro. Com a escassez de oportunidades, mais e mais candidatos disputarão vagas nas universidades e nos cargos públicos.

Se isso é verdadeiro, qual a saída? O que fazer para obter o tão desejado lugar ao sol? Estudar muito? Fazer cursinhos? Sim, estas podem ser soluções, mas e o tempo? Como arranjar tempo e dinheiro para fazer tais cursinhos? A verdade é que, pelo fato de ambos serem recursos escassos, apenas uns poucos privilegiados estão conseguindo obter esses bens tão desejados. A melhor solução portanto, é buscar os atalhos. Eles podem ajudar a resolver os problemas com a falta de tempo, que parece ser um dos grandes entraves para aqueles que necessitam ler e aprender compêndios volumosos das mais diferentes áreas do Direito, bem como encurtar a distância que os separa dos superdotados e abençoados pela sorte.

Os atalhos de que estamos falando são técnicas de aprendizagem (normal ou acelerada) que ajudam a fixar e recuperar informações em seu cérebro quando chegar o momento da prova. Isso porque é muito provável que você nunca mais lerá sobre os temas escolhidos num edital de concurso. Grande parte do conteúdo programático jamais será usado na atividade profissional do candidato aprovado. Assim sendo, tudo quanto você precisa saber é: o que provavelmente cairá em sua prova ou o que provavelmente não cairá.

Os concursos, avaliações, testes e provas tradicionais requeridas nos cursos do ensino médio e superior têm demonstrado ao longo dos anos que são em sua maioria, péssimas formas de avaliar-se os conhecimentos teóricopráticos de uma pessoa. Na última instância, servem apenas para saber quem tem uma boa memória ou não. É o famoso efeito de uma aprendizagem automatizada, voltada apenas para se valorizar a recuperação de informações, sem levar-se em conta a relevância do conhecimento, a capacidade de usar inteligentemente essas informações, etc. Estamos falando do famoso e velho conhecido “decoreba”, onde ganha mais pontos quem lembrar mais.

Infelizmente, poucas são as entidades responsáveis pela elaboração de concursos que tentam de fato avaliar os candidatos, para selecionar aqueles cujos conhecimentos estejam mais próximos do perfil desejado pelo cliente (neste caso, o órgão público ou empresa privada) que oferece as vagas.

De nada adianta, portanto, chorarmos ou lamentarmos que seja assim. Espera-se que um dia as pessoas sejam selecionadas por suas capacidades reais em resolver problemas, capacidade criativa e outras qualidades importantes, e não apenas pela capacidade de acumular bilhões de informações que nunca usarão na vida. Devemos, dessa forma, buscar os atalhos para superar as limitações e vencer a concorrência. Nesse caso, a utilização dos macetes, aqui chamados de “segredos”, que não são em absoluto “secretos” e desconhecidos, serão armas poderosas para alcançar a vitória desejada. Precisamos, na verdade, sistematizar o que já se conhece em termos de aprendizagem e colocar em prática estes conhecimentos para obter resultados satisfatórios.

Numa guerra, vencerá sempre quem possuir as melhores estratégias de combate. Não importa quem possua as armas mais poderosas, importa o modo de usá-las. Na batalha para vencer um concurso ou lograr êxito numa prova acadêmica, as estratégias devem ser o preparo antecipado, a capacidade de articular as informações e organizá-las no cérebro e, finalmente, saber responder adequadamente ao que é solicitado.

Não é de todo descabido compararmos um concurso público, seja um vestibular ou um outro para obter um emprego muito disputado, a uma batalha. Enfrentaremos concorrentes. Por vezes temos 20, 50, 100 ou mesmo mil pessoas disputando uma só vaga, bem como indivíduos treinados, com grande experiência profissional, múltiplas graduações e pós-graduações. A competição é acirrada. Os que estiverem mais bem-preparados vencerão a disputa.

poderá vencer em praticamente qualquer concursodesde

Neste livro, vamos descobrir como obter uma preparação adequada para enfrentar a concorrência. Trabalharemos com dicas práticas, por meio das quais você que tenha tempo suficiente para estudar e se preparar. Ninguém disse que seria fácil. A única coisa garantida aqui é que, se você colocar em prática os principais segredinhos dos vencedores nas disputas intelectuais, com certeza alcançará as sua metas e logrará êxito em provas, exames e concursos de qualquer natureza.

9 APRENDENDO A APRENDER

Tudo quanto você lerá neste livro diz respeito ao processo de aprendizagem. Infelizmente a maioria dos professores não sabe como ensinar a aprender. Esta deveria ser a primeira lição para todos os aprendizes. Pior do que isso, muitos professores ensinaram a aprender da maneira errada. Em vez de ensinarem seus alunos a pensar, refletir e resolver problemas, ensinaram-lhes a decorar e encher a memória com frases prontas, listas de palavras sem sentido e conteúdos vazios de qualquer significado na vida prática.

Você pode interromper esse círculo vicioso agora mesmo, aprendendo ou reaprendendo a aprender.

Seu caminho para uma aprendizagem mais eficaz se dá através do conhecimento:

• de si mesmo; • de sua capacidade de aprender;

• do processo que você utilizou com sucesso no passado;

• do interesse e conhecimento inicial que você tem do assunto que você quer aprender.

Pode ser fácil para você aprender química ou física, mas muito difícil aprender a jogar tênis, pintar e vice- versa.Toda aprendizagem, entretanto, é um processo que se estabelece em determinadas etapas.

10 Estas são quatro etapas para a aprendizagem.

1. Comece com o passado – faça uma reflexão sobre estas questões agora:

• Qual sua experiência sobre como você aprende?

• Você gostava de ler? Resolver problemas?

Memorizar? Recitar? Interpretar? Falar em público?

• Sabia fazer resumo?

• Fazia perguntas sobre o que havia estudado?

• Fazia revisão?

• Tinha acesso a informações de várias fontes?

• Gostava de silêncio ou de grupos de estudo?

• Precisava de várias sessões curtas de estudo, ou de uma sessão longa?

• Quais são seus hábitos de estudo? Como evoluíram? O que funcionou melhor? E o que funcionou pior?

• Como você mostrou o que aprendeu melhor? Através de um teste escrito, um trabalho escolar, uma entrevista?

2. Siga para o presente – quando estiver com um material nas mãos para estudar, reflita sobre estas questões:

• Até que ponto estou interessado nisto? • Quanto tempo quero levar aprendendo isto?

• O que me chama atenção?

• As circunstâncias são adequadas para o sucesso?

• O que posso controlar, e o que está fora de meu controle?

• Posso modificar essas condições para obter sucesso?

• O que afeta minha dedicação para aprender isto?

• Eu tenho um plano? O meu plano leva em conta minha experiência passada e meu estilo de aprendizagem?

3. Considere o processo, o assunto em questão

• Qual é o tópico? O título?

• Quais são as palavras-chave que se destacam? Eu as entendo?

• O que já sei sobre isto?

• Conheço assuntos correlatos?

• Que tipo de recursos e informações me ajudarão?

• Confiarei somente em uma fonte (por exemplo, um livro-texto) para obter informação?

• Terei que procurar fontes adicionais?

• À medida que estudo, pergunto a mim mesmo se estou aprendendo?

• Devo ir mais rápido ou mais devagar?

• Se não entendo, pergunto qual o motivo?

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