Texto Metabolismo Carboidratos - E11-2010

Texto Metabolismo Carboidratos - E11-2010

Texto sobre o Metabolismo dos Carboidratos

A partir dos carboidratos ingeridos estes se transformam em glicose. O principal papel do metabolismo dos carboidratos é gerar energia e também armazenar, passando pelas fases da glicólise:

Glicólise: é a via central do processo de sintetização da glicose pelas enzimas e ocorre no citoplasma das células.

A glicólise pode ser dividida em etapa de investimento e etapa de pagamento, são 10 reações químicas catalisadas por 10 enzimas específicas, onde o fosfato é um dos principais ingredientes, pois é ele que vai confinar a glicose nas células.

Nas 05 primeiras reações a molécula ganha ATP e na segunda etapa, que são as 05 reações restantes sai ATP, ou seja, na primeira fase a célula usa 2 moléculas de ATP e na segunda fase ela sintetiza 4 moléculas de ATP, com saldo final = 2 moléculas de ATP para cada glicose utilizada na via.

Então, os carboidratos após a ingestão passam pelo processo enzimático de hidrólise das ligações glicosídicas, onde as moléculas em monômeros se quebram em polímeros para se adaptarem às células, se transformando em glicose, acessam as vias das pentoses e sequencialmente a glicose recebe fosfato e assim permanecem confinadas no interior das células, impedidas de acessarem a corrente sanguínea, processo este denominado: Glicólise.

O processo de Glicólise com O, é um processo aeróbico/Catabólico, seu produto final é o Piruvato que ativa o ciclo de Krebs e a cadeia respiratória para a produção de mais energia, essencial ao organismo. Na matriz mitocondrial o Piruvato está dividido com 03 átomos de carbono cada e passa por um processo de descarboxilase, perdendo 1 CO₂ formando 1 NADH e se transformando em Acetil-CoA, acessa o ciclo de Krebs com 02 carbonos e ganha mais quatro já no interior do ciclo, juntamente com outras moléculas há quebras e ganhos destas moléculas formando mais energias como: NADH, FADH₂, GTP. – Todo o esquema da soma dos carbonos é duplicado, devido ao acesso em cascata dos Piruvatos no ciclo de Krebs, gerados por uma molécula de glicose, por isso chegaremos ao número total de 12 Carbonos, até o produto final que é Oxigênio e a água que ficará armazenada nas células.

O processo de Glicólise sem O, é um processo anaeróbico/anabólico, não ativa o ciclo de Krebs e nem a cadeia respiratória, e seu produto final é o Lactato, quanto mais esforço físico mais formação de Lactato, responsável por fadiga e dor muscular, depois ele é conduzido pela corrente sanguínea, passando pelo fígado onde é transformado em glicose, processo denominado: Gliconeogênese.

O processo de reserva da glicose ocorre sempre também no fígado, músculos e cérebro (pouca quantidade), serve como uma dispensa necessária ao organismo e chama-se Glicogênio e quando há excessos de glicose dispensadas no processo estas são transformadas em proteínas ou em forma de ácidos graxos, os ácidos graxos permitem o armazenamento de tudo o que comemos e seu produto final são as gorduras indesejáveis e localizadas.

Importante dizer que no processo de Glicólise, (sexta reação enzimática) há quebra de carbonos, no processo do Acilglicerol, gerando o Piruvato com seus carbonos divididos e mais energia, o Piruvato é um composto altamente energético que segue diferentes vias metabólicas, sem o Acilglicerol não haveria também a formação dos lipídeos, proteínas e reservas energéticas.

Respiração celular e sistêmica

Entendo que a respiração celular e a sistêmica, são complementares indispensáveis para a sobrevivência, uma vez que a respiração celular acontece através do ciclo de Krebs, dentro das mitocôndrias celulares, depende de reações enzimáticas/metabólicas dos carboidratos e a respiração sistêmica é a transição do O2 e CO2 por vias respiratórias/pulmonares.

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