Paper experimentos cientificos

Paper experimentos cientificos

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EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS NAS AULAS DE CIÊNCIAS DE 5ª SÉRIE.

José Smokovicz

Professor Orientador: Ademar Flávio Alexandre Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI

Ciências Biológicas (BID 1761) - Trabalho de Graduação. 10/1/10.

melhorar o aproveitamento escolar

Experimentos científicos nas aulas de ciências de 5ª série são motivados pelo professor que em sala de aula busca transformar enunciados científicos em conteúdos escolares. Valorizando o que cada aluno já trás consigo, procura somar saberes aproveitando que cada personalidade é intrínseca no quesito “do como aprender”, isto é, cada criança particulariza a incorporação dos saberes a sua estrutura mental através de seus canais cinestésicos mais desenvolvidos, cabe ao professor explorá-los. Os avanços científicos e o nosso grau de evolução são devidos aos experimentadores e os que não se conformaram com o que foi inventado e sempre buscaram novas alternativas. Somente buscamos quando temos interesse, só prendemos quando somos motivados pela vontade de descobrir, de entender, “do como é que é”. Atualmente em competição com as mídias populares e desmerecedoras de créditos, o aprendizado escolar está fadado ao fracasso. Somente com aulas bem preparadas e munidas de práticas escolares os professores levam o conteúdo até os seus alunos de modo que estes aprendam e perpetualizem os enunciados. O método experimental investigativo é o que se adapta ao currículo exigente. Cada disciplina escolar pode adaptar práticas de comprovação usando métodos experimentais para facilitar o entendimento e

Palavras-chave: Experimentação. Comprovação. Conhecimento

1 INTRODUÇÃO

O conhecimento acumulado pela humanidade ao longo da evolução é repassado aos alunos em forma de conteúdos escolares, sendo este o maior objetivo da escola. Para ensinar e se fazer compreender disseminando estes conhecimentos, o simples cumprimento de horários escolares, o uso do livro didático, as explicações e a escrita destes conteúdos no quadro não bastam.

O legado aqui deixado servirá aos interessados em provir e rever seus métodos de ensino. É comum no meio escolar ouvir frases do tipo “não agüento mais os meus alunos”, e muitas vezes a solução é bastante óbvia – motivação e vontade de mudar.

Conscientes de que essa polêmica não é corriqueira nem pode ser resolvida tão facilmente, devemos ter em mente que a ciência é uma produção humana, resultado de um trabalho coletivo, dinâmico, passível de erros e acertos, construído historicamente e compartilhado por grupos mais ou menos numerosos, ao longo do tempo. O sucesso e o fracasso de idéias científicas usadas em beneficio do progresso humano não dependem apenas do objeto de investigação, dos métodos utilizados nas pesquisas e dos resultados obtidos - eles estão associados ao seu momento histórico.

Como a escola está pautada ao cumprimento de horários e ao numero de dias letivos, o corpo docente tem compromisso de vencer os conteúdos escolares planejados para o ano letivo. Não raras ocasiões o que se vê é o fracasso escolar, e não menos alunos que somente “passam de ano”, mas de conhecimento mesmo não agregam nada a sua bagagem cultural e ou científica.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a área de Ciências Naturais inclui ramos da Astronomia, da Biologia, da Física, da Química e das Geociências. No Ensino Fundamental, a área de Ciências é contemplada em uma única disciplina escolar: Ciências.

Usando métodos antigos e rudimentares de ensino-aprendizagem, escolas estão se limitando a feituras de cópias, questionários e provas com questões dissertativas e ou de múltipla escolha.

Diante do exposto questiona-se: Será que os alunos estão entendendo?

Por que tanta indisciplina?

Qual a finalidade de uma mera cópia?

As respostas a estes questionamentos levam o professor a pensar, raciocinar e a introverter o pensamento de modo a atingir os objetivos almejados e aplicados durante as aulas. Produzir uma aula tal que mesmo não tendo todos os meios disponíveis de visualização possa fazer com que o aluno imagine, viaje para dentro da informação, e assim adquira conhecimentos. Melhorar as formas de explicar os conteúdos, fazendo contextualizações e buscar meios de experimentar os princípios científicos.

Facilmente são atendidos estes objetivos com os experimentos dentro da própria sala e ou no momento da aula concomitantemente, sendo num primeiro momento um verdadeiro paradoxo.

2 DESENVOLVIMENTO

O professor pesquisador da área de Ciências, 5ª série, percebendo o problema do aprendizado no ensino - propõe que as aulas de ciências sejam elaboradas de modo a produzir conhecimento “in loco”, buscando explicações da parte teórica a comprovando o enunciado científico através de experiências realizáveis na sala de aula.

A partir do enfoque dos problemas em sala, a experimentação científica vem a preencher uma grande lacuna, o professor passa a ter mais gosto pelo trabalho, em contrapartida os alunos passam a gostar mais das aulas. Todo o problema humano é de comunicação e este só pode ser resolvido através da comunicação, cada vez mais a formação humana depende de pesquisa e comprovação, é como uma necessidade. Desta forma passa-se também a valorizar os aspectos psicológicos e a participação ativa do estudante no processo de aprendizagem, o que resulta em uma preocupação particular em desenvolver as atividades práticas. A intenção fundamental do ensino de Ciências é a de dar condições para que o aluno vivencie o que se denominava método científico, pelo método da redescoberta. Infelizmente ainda há professores que acreditam que só é possível um bom ensino de Ciências com o uso de laboratórios. Por outro lado houve uma mudança de perspectiva de considerar a participação do aluno não apenas individualmente, mas trabalhando em grupos. As dificuldades de encontrar professores especializados, formados adequadamente são uma raridade maior ainda. Aqueles que não só sejam formados, mas que também gostem de Ciências são heróis que precisam ser reconhecidos. Sem recursos ou salário adequado, eles se esforçam em trazer para as crianças um pouco do que sabem sobre o mundo.

Vários métodos são utilizados entre eles: Oratória apoiada na retórica;

Quadro e giz;

Recursos audiovisuais.

A forma de entendimento é particular e inerente a cada um. Cada pessoa é um conjunto de crenças e opiniões e as crianças não são diferentes. Cada personalidade é atingida por diferentes canais, portanto cada um percebe o mundo á seu modo.

Assim, numa mesma turma de alunos é possível encontrar os que aprendem: Ouvindo;

Vendo;

Sentindo;

Intuindo.

O enfoque das aulas deve ser direcionado de modo a atingir todos, pois numa sala de aula temos indivíduos que usam mais de um canal cinestésico. Quanto mais interacionados com o “mundo” e com o uso destes canais, ou seja, os sinestésicos (sentem), os auditivos (ouvem) os visuais (vêem), e os intuitivos (intuem).

Cada indivíduo particulariza a forma de aprender.

O canal visual é construído em conseqüência da utilização do terminal/sentido da visão, talvez o mais forte, direto e poderoso instrumento de percepção e comunicação do homem. [...] se amolda mais naturalmente às estruturas e comportamentos típicos do hemisfério analítico e aos estados característicos dos comportamentos fechado e independente que resultam dos processos de entrada e saída da individualidade. (SEVERINO).

É por isso que quando uma explicação é bem feita e de forma exaustiva há ainda os que não entendem. Para que cada estudante, entronize e incorpore os conteúdos escolares à sua estrutura mental, este usará os canais cinestésicos - haverá os que ouvem, vêem, sentem, intuem e os que vão usar o conjunto proprioceptivo pessoal de forma diferente, o ser humano não é um robô, e as crianças também não o são, e muitos educadores se frustram por que não sabem deste particular.

Os indivíduos auditivos preferem ouvir;

O canal auditivo é estruturado a partir da utilização do terminal/sentido da audição, [...] devido às múltiplas interferências a que está sujeito, tanto no próprio ato do ouvir como, principalmente, no momento seguinte de tradução desse estímulo [...] se relacionar adequadamente com o mundo exterior por meio da palavra e dos apelos auditivos preferindo, igualmente, uma comunicação mais objetiva e lógica. Sentem-se bem quando estão falando ou discutindo com os outros suas questões de trabalho e posições: - Têm o dom da palavra e o usam para convencer os outros; - Só conseguem estudar lendo os textos em voz alta; - Gostam de ouvir rádio, música ou comparecer a concertos. (SEVERINO).

Enquanto que os indivíduos cinestésicos;

O canal cinestésico resulta da combinação/utilização do terminal/sentido do olfato, tato e paladar, um caminho impregnado de sensações mais vivas, de troca, de contato, de convivência. [...] estruturas e comportamentos típicos do hemisfério emocional/relacional e com os estados característicos dos comportamentos receptivos e abertos, oriundos dos processos de entrada e saída da individualidade. (SEVERINO).

E por fim os indivíduos que intuem, ou seja, enquanto o professor está anunciando o que vai ser feito eles intuem, são aqueles alunos que acompanham o raciocínio do professor;

O canal intuitivo transcende os cincos terminais/sentidos, operando no campo extrasensorial e indo além das três dimensões concretas de largura, altura e profundidade. Como o cinestésico ele se amolda aos comportamentos típicos do hemisfério emocional/relacional e aos estados característicos dos comportamentos receptivos e abertos, oriundos dos processos de entrada e saída de individualidade. (SEVERINO).

Seguida à explicação teórica, o que perpetua o aprendizado é o “ver” o “sentir”, o “comprovar”, é o “fazer”. As experiências científicas realizadas na sala de aula atingem o aluno pelos canais sinestésicos. São experiências simples quando corretamente desenvolvidas farão parte para sempre do aprendizado e ainda despertarão a curiosidade e o interesse permanente em descobrir o “como é que é?”, “como que funciona?”.

É desta forma que a humanidade avança. Os níveis atuais de civilização que nos encontramos é uma prova de que só avançamos pela experimentação e melhoramentos de modelos antes concebidos e aperfeiçoados com o uso prático. Depois que as primeiras sociedades conceberam a roda o mundo nunca mais foi o mesmo. A grande maioria dos alunos não se depara com a extrema simplicidade destes princípios. Quando são estudados, estes ressurgem como algo complexo e inexplicável, é o confronto com a redescoberta do que já se sabia.

Além, da admissão do pressuposto de que o conhecimento humano é subjetivamente determinado, posto que a realidade é construída, podemos destacar, também, que há uma ênfase na prioridade da experiência prática na elaboração do conhecimento e este desenvolve um entendimento de que a investigação científica que se debruça sobre a realidade prática, pressupõe a idéia que essa prática não é uma prática neutra, ou seja, sem uma construção contextual e reflexiva. [...] Deve-se tentar novos testes por conta dos resultados que não satisfizeram, subjetiva ou objetivamente, ao que foi proposto; deve-se aprender com os próprios erros; não se deve confiar em nenhum pressuposto; deve-se tratar tudo como provisório, não admitindo, assim, qualquer postura absoluta. (MACHADO) .

Todas as crianças em idade escolar de 5ª série sabem adoçar um café ou fazer um suco. Mas quando o conteúdo escolar estudado sobre misturas, eles se confundem, se perdem, não sabem o que é “mistura”. Quando adoçam o café e adicionam leite não sabem que tem em mãos uma mistura homogênea. São raríssimos os pais que ensinam aos filhos o que são misturas simples, homogêneas ou ainda heterogêneas, e desta forma na escola irão redescobrir o que já é trivial. E assim princípios científicos ensinados e ou demonstrados nas aulas tem seu entendimento parcial. Vivenciados no dia-a-dia de cada criança quando estas se defrontam na escola com os mesmos acontecimentos e reaprendem os feitos caseiros de modo cientifico, estes se tornam por demais complexos, havendo a necessidade de demonstrações, pois do contrário os alunos só percebem e ou aceitam de forma superficial e o aprendizado do conhecimento só ensaia e ou encena, mas não internaliza a experiência do fazer para aprender.

O que se percebe no processo da elaboração do conhecimento é que, segundo os arquétipos científicos, na contemporaneidade, a realidade não é um processo acumulativo e contido, mas um processo fluido em permanente desdobramento; é um universo aberto, sempre afetado e moldado pelas ações das crenças, explicado pela linguagem, deliberado pelo discurso, satisfeito pela prática e adequado às prioridades temporais. Isto porque, admite-se que a realidade deva ser moldada pela necessidade e polida pela vontade humana mesmo que essa vontade seja apenas uma satisfação do desejo e do prazer. (MACHADO).

de descobrir, de comprovar, de refazer, de provar que deu certo

O professor atual deve se preparar para ensinar demonstrando “como é que é?”, “como é que funciona?”, “porque que é assim?” Os ensaios e as repetições só aumentam o gosto pelo prazer

3 METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada na forma qualitativo-exploratória e bibliográfica, buscando conhecer a realidade do ensino de Ciências, onde o aluno respondeu questões referentes ao aprendizado, entendimento e de como ele vê o estudo de Ciências.

3.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

As condições de aprendizado que uma criança encontra na escola nem sempre é a ideal. As condições sociais são agravadas pela constante competição em que somos propelidos por uma mídia inconveniente apregoadora do “ter”, e não do “ser”. Fatores como estes levam muitas vezes ao fracasso escolar.

Pesquisas atuais em ensino de Ciências trazem novas contribuições para essa disciplina e apontam a importância dos conhecimentos prévios dos alunos no processo de elaboração do conhecimento científico. Por isso, não é mais sensato pensar que o aluno "não sabe nada" dos conteúdos que pretendemos ensinar. Esses conhecimentos, desenvolvidos pelos alunos, independentemente do ensino escolar são, muitas vezes, conflitantes com os conhecimentos científicos que a escola deseja ensinar e poder, até representar obstáculos à aprendizagem. (ALVARENGA).

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