21 Fundamentos de eletricidade

21 Fundamentos de eletricidade

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FUNDAMENTOS DEELETRICIDADE21.

INFORMAÇÕES DE SERVIÇO 21-1

CONHECIMENTOS BÁSICOS DE ELETRÔNICA 21-6

SÍMBOLOS ELÉTRICOS 21-13

MÉTODOS BÁSICOS DE DIAGNÓSTICO DA PARTE ELÉTRICA21-13

Este capítulo ilustra as precauções de segurança e os conhecimentos básicos necessários para a manutenção dos sistemas elétricos. Outros capítulos relacionados com os sistemas elétricos não contêm as informações básicas apresentadas neste capítulo. Leia portanto este capítulo inteiro para compreender bem os procedimentos básicos de segurança e os métodos de diagnóstico antes de realizar qualquer serviço de manutenção.

• Conecte os fios somente com fios da mesma cor. Entretanto, em alguns casos em que os fios de cores diferentes devem ser conectados, sempre haverá uma fita de mesma cor perto do conector. • Ligue os conectores com os da mesma cor.

• Quando um fio tiver duas cores, haverá uma faixa de cor diferente da cor principal do fio. Essa cor da faixa estará indicada depois da cor principal.

• Desconecte o cabo negativo da bateria antes de efetuar serviço em qualquer componente elétrico.

• Não permita o contato da ferramenta com o chassi ao desconectar o cabo.

• Ao medir a tensão e a resistência dos terminais dos fios com multitester, coloque o tester por trás do conector. Para conectores à prova de água, introduza o tester pela frente para evitar abertura do terminal do fio.

• Conecte primeiro o terminal positivo para ligar os cabos da bateria.

• Passe graxa limpa nos terminais da bateria após a conexão. Verifique se a capa de proteção está fixada no terminal.

• Terminado o serviço, verifique se todos os protetores dos terminais estão instalados corretamente.

• Se o fusível queima, procure saber a causa para repará-la. Substitua o fusível por outro com a mesma capacidade.

• Separe sempre os conectores com a chave de ignição na posição OFF.

• Antes de separar o conector, verifique se o conector é do tipo de empurrar ou de puxar.

• Para conectores com travas, empurre o conector levemente para destravar antes de desligar.

• Ao separar conectores, puxe sempre os conectores e nunca o fio.

• Certifique-se de que os protetores cobrem completamente os conectores.

• Introduza os conectores totalmente. • Para conectores com trava, verifique se a trava está fixada firmemente.

• Certifique-se de que as fiações estão fixadas corretamente na motocicleta.

•Antes de ligar os conectores, verifique se os pinos dos terminais estão retos e se todos os terminais de fios estão intactos e apertados.

• Antes de instalar os conectores, verifique se há capas de proteção defeituosas, com tamanho excessivo ou terminais com tomadas soltas.

• Substitua os fios danificados por novos.

• Ao ligar os conectores, encaixe bem as duas partes até ouvir o ruído característico (clique).

• Verifique se os protetores das tomadas cobrem completamente os terminais.

• Os conectores com protetores voltados para cima devem ter um orifício de dreno.

• Fixe as fiações no chassi com cintas nos locais designados. Instale as cintas de modo que somente as superfícies isoladas estejam em contato com as fiações.

• Não comprima o fio contra a solda ou contra a extremidade da braçadeira.

• Certifique-se de que as fiações não estão em contato com as partes quentes após a instalação.

• Proteja as fiações com pelo menos duas camadas de fita isolante ou com tubos isolantes se as fiações passam pelas extremidades salientes ou cantos vivos.

• Certifique-se que as fiações estão fixadas corretamente em todos os locais.

• Para destravar a presilha da fiação ou da mangueira, use uma chave de fenda para abrir a lingüeta. Ao travar uma presilha, pressione firmemente até ouvir o ruído característico (clique). Se a presilha for retirada do chassi, substituaa por uma nova.

• Verifique se a fiação está interferindo com as peças móveis ou deslizantes, após a fixação.

• Instale as fiações evitando extremidades cortantes, cantos vivos ou pontas de parafusos.

• Instale os coxins em seus orifícios corretamente.

• Não dobre nem torça as fiações.

• Leia as instruções antes de usar os dispositivos de teste.

Não deixe cair as peças que contenham semicondutores. Os semicondutores são frágeis e sensíveis a choques. Ao cair, o semicondutor pode ser danificado ou destruído.

• Tome cuidado para não esmagar as fiações entre as peças durante a instalação dos componentes elétricos.

• Passe os fios e os cabos de modo que não fiquem muito esticados nem muito frouxos em todas as posições de manobra do guidão. • Evite passar as fiações nas dobras pontiagudas.

• Passe as fiações de modo que não fiquem excessivamente esticadas ou frouxas.

Toda matéria, seja sólida, líquida ou gasosa, é uma coleção de moléculas e cada molécula é formada por átomos. Cada átomo contém um núcleo, que é composto de prótons e nêutrons, e elétrons que circulam ao redor do núcleo. A eletricidade flui quando esses elétrons se movem livremente para fora de suas órbitas. Alguns materiais tornam-se condutores quando há uma quantidade grande de elétrons livres e alguns tornam-se isoladores quando não há elétrons livres. Um exemplo bem conhecido é quando esfregar um pano de seda em um pedaço de vidro gera “eletricidade estática”, atraindo pedacinhos de papel. Isto acontece porque os elétrons livres no vidro se movem para dentro da seda devido ao calor gerado pela ação de esfregar. Conseqüentemente, o vidro recebe uma carga positiva e o pano de seda recebe a carga negativa.

Quando um material carregado positivamente e outro carregado negativamente são conectados por um condutor elétrico, os elétrons livres fluem do material de carga negativa para o de carga positiva. Este fluxo de elétrons é chamado “eletricidade”. Durante muito tempo pensava-se que a corrente elétrica passava do lado positivo da fonte para o negativo. Quando foi descoberto que os elétrons realmente fluem de outra forma, já era muito tarde para alterar as publicações que havia sobre a eletricidade. Conseqüentemente, por conveniência, as publicações técnicas assumiram o compromisso de afirmar que a corrente elétrica flui do lado positivo para o negativo, enquanto os elétrons passam do lado negativo para o positivo.

É conveniente imaginar que o fluxo de corrente elétrica é como o fluxo de água. A quantidade de elétrons que passa por qualquer ponto em um circuito em um segundo determina o fluxo de corrente. A quantidade de fluxo de corrente elétrica é medida em ampères (A).

Todos os componentes elétricos são fornecidos em corrente alternada ou corrente contínua, cujas abreviaturas são CA para corrente alternada e C para corrente contínua. A característica básica das duas correntes difere completamente e, para efeitos de serviços, é necessário compreender bem a diferença.

Corrente alternada A corrente alternada (CA) muda o valor da tensão e a polaridade com o tempo. A corrente alternada flui em um sentido até atingir a tensão máxima e, em seguida, cai para zero volts, então muda de sentido ou de polaridade até atingir a tensão máxima, voltando a cair até zero volts, mudando novamente de polaridade. Do início da tensão positiva até o término da tensão negativa é conhecido como um ciclo.

Nas motocicletas, toda eletricidade gerada é corrente alternada. Entretanto, a CA pode ser convertida em corrente contínua (C) por retificação. A corrente contínua é então fornecida aos componentes que operam com C. Por exemplo, alguns modelos usam C para os faróis e outros usam CA. Para os faróis que operam em CA, as lâmpadas se apagam quando o fluxo de corrente é zero e, em seguida, acendem-se de novo quando a polaridade se torna invertida. Este ciclo acende-apaga é repetido em alta freqüência (número de ciclos em um segundo) e portanto as pessoas não percebem, tendo a impressão de que permanecem acesos continuamente.

Corrente contínua A corrente contínua é uma corrente cuja magnitude e cujo sentido permanecem constantes. A representação gráfica da corrente contínua é mostrada na ilustração ao lado. A corrente contínua é abreviada com as letras C. As baterias das motocicletas e as baterias domésticas fornecem corrente contínua.

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