Ribeiro et al. 2008 - Sitio da Tapera

Ribeiro et al. 2008 - Sitio da Tapera

dorsal half; transverse foramen of atlas positioned at an intermediate distance from the neural canal; head of the femur proximally oriented; great trochanter of femur laterally oriented; and wide transverse diameter of the proximal end of the tibia-fibula. This result contradicts the previous tentative allocation of Pachyarmatherium within Glyptodontidae, and indicates that the glyptodont-like characters of carapace and osteoderms (thick osteoderms and lack of movable bands) of Pachyarmatherium are homoplasies shared with glyptodonts. Moreover, the morphological evidence from the external ornamentation of osteoderms does not offer support for the placement of Pachyarmatherium within Glyptatelinae, because the only feature shared by glyptateline genera (Glyptatelus, Clypeotherium, and Neoglyptatelus) and Pachyarmatherium – posterior displacement of the central figure – is also present in armadillos (e.g. Dasypus).

Sítio Cerro da Tapera, uma nova localidade fossilífera para o Pleistoceno do Rio Grande do Sul, Brasil

Ana Maria Ribeiro ana.ribeiro@fzb.rs.gov.br

Átila Augusto Stock Da-Rosa atiladarosa@yahoo.com

Carolina Saldanha Scherer carolina_scherer@yahoo.com.br

Annie Schmaltz Hsiou anniehsiou@gmail.com

Vanessa Gregis Pitana gregisva@gmail.com

Seção de Paleontologia, Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do RS. Porto Alegre-RS Laboratório de Estratigrafia e Paleobiologia, Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria-RS PPG Geociências, UFRGS; Bolsista CNPq. Porto Alegre-RS

Os vertebrados fósseis pleistocênicos no Estado do Rio Grande do Sul (RS) são encontrados em várias localidades, principalmente na sua Região Oeste, com um predomínio dos estudos sobre a geologia dos depósitos, a sistemática e paleoautoecologia dos fósseis aí coletados. Nesta porção do RS foi descoberta recentemente uma nova localidade contendo fósseis de vertebrados, em trabalho de campo na região da campanha do RS. O citado afloramento, denominado Cerro da Tapera, localiza-se no Município de Quaraí, à margem direita do Rio Quarai, cerca de 200 metros a jusante da desembocadura do Arroio Cati no supracitado rio, sob coordenadas 30º50’70”S e 56º28’89”O. Os depósitos são tipicamente fluviais, apresentando várias camadas (A a I, de cima para baixo) intercaladas de arenitos finos a médios e lamitos marrons. Um perfil composto compreende os níveis: A) lamito maciço marrom, com nódulos carbonáticos no topo, espessura 1,5 m; B) lente com espessura máxima de 0,5 m de arenito médio, marrom claro, não argiloso, com estratificação cruzada acanalada; C) lamito maciço marrom, sem nódulos carbonáticos; D) camada de espessura média de 0,8 m de arenito médio a fino, algo argiloso, localizadamente ferruginoso, com estratificação cruzada acanalada; E) lamito marrom maciço; F) lente de 0,2 m de espessura de arenito fino, marrom a cinza esverdeado, com traços de estratificação cruzada acanalada; G) lamito maciço marrom; H) camada de espessura média de 0,8 m de arenito fino argiloso, conglomerático na base, localizadamente ferruginoso, com estratificação cruzada acanalada; I) nível de lamito marrom na base do afloramento, ao nível do rio. Foram retiradas amostras para datação por termoluminescência de dois níveis (B e D) de areia média, um superior (B, lente) e um inferior (D) próximo ao limite com o nível de lamito (E), sendo possivelmente este o nível fossilífero. As idades obtidas de 1.0±2.0 anos AP para o nível B e de 13.0±2.150 anos AP para o nível D sugerem uma sedimentação relativamente contínua, com curto espaço de tempo entre as camadas analisadas. O alto grau de imprecisão nas datações aponta, contudo, para a necessidade de cautela e de maiores esforços de datação e correlação. Até o momento foram identificados apenas um osteodermo de Propraopus grandis e um fragmento de galhada direita de Morenelaphus sp., além de alguns espécimes ainda indeterminados. Estes fósseis foram coletados de forma rolada na margem do rio, pelo que se supõem serem provenientes do nível lamítico citado anteriormente. Propraopus grandis e Morenelaphus são também encontrados em outras localidades pleistocênicas como as que ocorrem ao longo do Arroio Touro Passo (Município de Uruguaiana) e Sanga da Cruz (Município de Alegrete), cujos níveis apresentaram sedimentos com idades bastante similares. De acordo com as idades apresentadas e os fósseis encontrados, pode-se sugerir uma correlação com a Idade Lujanense, proposta para a região pampeana da Argentina. Novos trabalhos de campo são necessários a fim de intensificar a coleta de material, bem como ampliar o conhecimento sobre a geologia dos depósitos, e assim realizar maiores trabalhos com relação ao tipo de paleoambiente presente na época de deposição destas rochas. [Este trabalho contou com apoio da FAPERGS Projeto PROAPP nº 0413804].

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