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ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA OPERAÇÃO DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETEs

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Fundação Estadual do Meio Ambiente Diretoria de Licenciamento de Infra-Estrutura Divisão de Saneamento

ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA OPERAÇÃO DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETEs

Belo Horizonte, 2006

Dayse de Oliveira Menezes

Guilherme Silvino Absalão Carvalho Neto

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Publicação da Fundação Estadual do Meio Ambiente/ Projeto Estruturador Revitalização e Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco

Governador do Estado de Minas Gerais Aécio Neves da Cunha

Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável José Carlos Carvalho

Presidente da FEAM Ilmar Bastos Santos

Chefe de Gabinete Vera Sant’Ana Schaper

Diretor de Licenciamento de Infra-Estrutura José Flávio Mayrink Pereira

Gerente da Divisão de Saneamento Denise Marília Bruschi

Equipe Técnica

Denise Marília Bruschi - Engª civil Dayse de Oliveira Menezes - Engª civil Guilherme Silvino - Engº civil Absalão Carvalho Neto - Engº civil

Colaboração Equipe Técnica da Divisão de Saneamento - DISAN

Ilustração e Fotos Guilherme Silvino

Ficha Catalográfica

Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM

Avenida Prudente de Morais, 1671 - Santa Lúcia - 30.380-0 - Belo Horizonte - MG Tel.: (0xx31) 3298.6200 - feam@feam.br / w.feam.br

1. Introdução07
2. Esgotos sanitários09
3.Estação de Tratamento de Esgoto - ETE10
4. Tratamento preliminar13
4.1 Gradeamento14
4.2 Desarenador15
5. Tratamento primário16
5.1 Tanques Imhoff16
5.2 Decantador17
6. Tratamento secundário18
6.1 Lagoa Anaeróbia18
6.2 Lagoas de Estabilização19
6.2.1 Lagoas Facultativas20
6.2.2 Lagoas Aeradas2
6.2.3 Lagoas de Maturação23
6.2.4 Lagoas de Sedimentação24
6.3Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente - Rafa ou Uasb24
6.4 Lodos Ativados26
7. Pós-tratamento27
7.1 Lagoas Polimento/Maturação27
7.2 Filtro Anaeróbio27
7.3 Biofiltro Aerado29
7.4 Escoamento Superficial29
8. Tratamento e disposição final de lodo31
8.1 Sólidos Gerados nas Unidades31
8.2 Adensadores por Gravidade32
8.3 Leitos de Secagem32
8.4 Desidratação Mecanizada3
9. Amostragem35
10. Estações elevatórias de esgoto37
1. Casa de apoio38
12. Saneamento e saúde39
13. Anexos40
14. Glossário48
15. Referências bibliográficas49

Fundação Estadual do Meio Ambiente .

F981oOrientações básicas para operação de estações de tratamento de esgoto /

Fundação Estadual do Meio Ambiente. —- Belo Horizonte: FEAM, 2006. 52p.; il.

1. Saneamento 2. Estação de tratamento de esgoto I. Título CDU: 628.32 feam - FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE

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ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA OPERAÇÃO DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETEs7

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho é um complemento didático do seminário OPERACIONALIDADE NAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETES, LICENCIADAS NO ESTADO DE MINAS GERAIS, promovido pela Divisão de Saneamento da Fundação Estadual do Meio Ambiente - FEAM.

O texto é dirigido aos operadores e funcionários das ETEs e define algumas das modalidades de sistemas de tratamento de esgotos sanitários e sua aplicabilidade, além de orientar sobre a sua manutenção e operação, para que sejam obtidas condições adequadas de funcionamento. Determinadas particularidades só poderão ser identificadas pelo próprio operador da unidade, baseado em seu conhecimento e experiência com a operação da ETE.

A implantação de rede de coleta, interceptação e estação de tratamento de esgotos sanitários visam a conduzir as águas oriundas de uso doméstico a um tratamento para remoção dos principais poluentes. O sistema de tratamento tem por finalidade assegurar a qualidade das águas e, conseqüentemente, atender aos padrões legais de lançamento e do corpo receptor.

No nível Federal, esses padrões são estabelecidos pela resolução do

Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA 357/2005. No Estado de Minas Gerais, pelas Deliberações Normativas do Conselho Estadual de Política Ambiental - COPAM 10/86 e 46/01, as quais estão em processo de revisão.

Este trabalho aborda, principalmente, o tratamento de efluentes sanitários, embora as águas residuárias industriais possam ser encaminhadas para o tratamento em conjunto com os esgotos domésticos nas ETEs, desde que estudos técnicos comprovem que a estação tenha capacidade de receber e tratar a carga poluente, sem redução da eficiência.

Diversas são as tecnologias para tratamento de esgotos sanitários, e a adoção de um ou outro sistema depende das condições locais, da disponibilidade de área, de aspectos econômicos, de mão-de-obra especializada, da eficiência requerida, dentre outros.

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ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA OPERAÇÃO DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETEs8ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA OPERAÇÃO DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETEs9

De uma forma bem simples, o esgoto sanitário nada mais é do que a água que foi utilizada para a realização de diversas atividades, e que segue carregando toda poluição agregada, seja contaminantes físicos, químicos ou biológicos.

Os destinos mais provável dos esgotos sanitários sem tratamento são os rios, lagos, córregos e outros, causando poluição dos nossos recursos hídricos. Daí a importância da coleta e o transporte dessa água poluída para uma Estação de Tratamento de Esgoto - ETE.

Para maior entendimento dos capítulos a seguir, vamos considerar que o principal poluente presente nos esgotos sanitários é denominado Demanda Bioquímica de Oxigênio - DBO; não é o único, entretanto é dos mais importantes.

A DBO nada mais é do que a medida de quanto o esgoto está poluído, em termos de matéria orgânica. Para essa determinação, são necessários ensaios de qualidade da água realizados em laboratórios.

2. ESGOTOS SANITÁRIOS

A opção por um nível de tratamento, entre os citados a seguir, depende da eficiência requerida - tendo em vista a classe de enquadramento - e da capacidade de depuração das águas do corpo hídrico receptor; alguns deles são indispensáveis, independentemente da tecnologia adotada para o tratamento dos esgotos:

• preliminar:remove apenas os sólidos grosseiros;

• primário: remove sólidos sedimentáveis e parte da matéria orgânica;

• secundário:o fim principal é a remoção de matéria orgânica e, eventualmente, de nutrientes como nitrogênio e fósforo;

• terciário: remove poluentes específicos, em especial nutrientes - fósforo e nitrogênio.

Para que as ETEs possam manter a sua eficiência, é preciso - além de um projeto adequado ao município - da adoção de alguns critérios técnicos na implantação e uma operação que garanta o seu funcionamento dentro das condições licenciadas.

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