Manual de Elaboração de Trabalhos Científicos IFPI

Manual de Elaboração de Trabalhos Científicos IFPI

(Parte 1 de 10)

Diretoria de Ensino Superior (DES)

Gerência de Ensino de Nível Superior (GENS)

Alyne Maria Sousa Oliveira (coord.)

Raimundo Nonato Alves da Silva (org.)

Luís Carlos Magno (org.) Elaine Aparecida da Silva Juliana da Silva Ibiapina Natália Fontenelle Batista Samuel Batista de Araújo

Teresina 2008

Oliveira, Alyne Maria Sousa
O48mManual de elaboração de trabalhos científicos. / Alyne
67p.
1. Metodologia Cientifica – Pesquisa2.Trabalho
CientificoI Titulo
CDD 001.42

Maria Sousa Oliveira; Raimundo Nonato Alves da Silva; Luís Carlos Magno; Elaine Aparecida da Silva; Juliana da Silva Ibiapina; Natália Fontenelle Batista; Samuel Batista de Araújo. - Teresina: CEFET-Pi. 2008. Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Francisco Montojos – CEFET/PI

1 Introdução4
2 Trabalhos Científicos5
2.1 Esquema5
2.2 Resumo6
2.3 Resenha Crítica7
2.4 Relatório8
2.5 Artigo Científico10
2.6 Monografia1
3 Projeto de Pesquisa15
3.1 Capa15
3.2 Sumário16
3.3 Introdução16
3.4 Delimitação do Tema17
3.5 Definição dos Objetivos17
3.6 Problematização18
3.7 Construção de Hipóteses18
3.8 Referencial Teórico19
3.9 Metodologia19
3.10 Cronograma de Atividades20
3.1 Referências20
4 Elaboração do Trabalho Científico21
4.1 Formatação21
4.2 Citações23
4.3 Referências27

SUMÁRIO Bibliografia ............................................................................................................................42

1 INTRODUÇÃO

A elaboração de trabalhos de cunho científico é uma das competências a serem desenvolvidas pelos alunos durante a sua formação em nível superior que requer aprimoramento contínuo e produz resultados positivos para toda a sua vida acadêmica.

Sem a pretensão de abranger todas as questões associadas ao estudo da metodologia científica, o objetivo deste trabalho é servir de parâmetro para a produção de trabalhos científicos aos alunos e professores do Centro Federal de Educação Tecnológica do Piauí (CEFET-PI), uma vez que a literatura acerca do tema é bastante extensa e na maioria das vezes, apresenta divergências nas visões dos autores.

superior ofertados por esta instituição

Com efeito, pode ser utilizado como item da bibliografia básica recomendada no ensino das disciplinas Introdução à Metodologia Científica, Métodos e Técnicas de Pesquisa e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), comuns à quase totalidade dos cursos de nível

Este manual é composto de três partes: Trabalhos Científicos, em que são explicitados seus conceitos e principais tipos; Projeto de Pesquisa, abrangendo sua definição e elementos componentes; e Elaboração do Trabalho Científico, abordando aspectos como a formatação, o uso de citações, assim como a indicação de referências.

Na Bibliografia, são apontadas várias sugestões de fontes a serem consultadas, com vistas a um maior aprofundamento no tema, assim como nos Anexos, consta ainda o Regulamento do Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia) do CEFET-PI e como Apêndice, segue o modelo dos elementos pré, pós e textuais.

2 TRABALHOS CIENTÍFICOS

Constituem o produto resultante da realização de uma pesquisa nos moldes científicos, ou seja, a busca de respostas para problemas, mediante o emprego de um método e técnicas sistemáticas de investigação.

Segundo Salomon (1977, p. 136) citado por Andrade (2005, p. 121), “(...) trabalho científico passa a designar a concreção da atividade científica, ou seja, a investigação e o tratamento por escrito de questões abordadas metodologicamente.”

Com base nas definições acima, pode-se afirmar que o trabalho científico tem, por excelência, o intuito de descobrir a verdade sobre determinado fato, partindo de uma questão e uma hipótese e utilizando procedimentos previamente estabelecidos, de forma a estabelecer um vínculo entre a teoria e a realidade.

Entre os principais tipos de trabalhos científicos, tem-se: Esquema, Resumo, Resenha

Crítica, Relatório, Artigo Científico e Monografia. Esta última, por sua vez, divide-se em Trabalho de Conclusão de Curso, Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado.

2.1 Esquema

Para melhor acentuar o propósito da leitura, de forma a captar, discernir, gravar e facilitar a assimilação dos conteúdos, é bastante útil reproduzir sinteticamente o que se lê em fichas, durante o estudo ou antes da apresentação de seminários.

O esquema corresponde, grosso modo, a uma radiografia do texto, pois nele aparecem apenas as palavras-chave sem necessidade de se apresentar frases redigidas. É utilizado como trabalho preparatório do resumo para interligar determinadas idéias ou para memorizar mais facilmente o conteúdo integral de um texto.

Para elaborá-lo usa-se setas, linhas retas ou curvas, círculos, colchetes, chaves, símbolos diversos, prevalecendo o gosto pessoal do autor.

A elaboração do esquema obedece a algumas regras:

Estrutura lógica do assunto: de posse da idéia principal e dos detalhes importantes, é possível elaborar uma adequação dessas informações a partir das mais importantes para as conseqüentes. No esquema, haverá lugar para os devidos destaques;

Fidelidade ao texto original: deve conter as idéias do autor, sem alteração, mesmo quando são usadas as próprias palavras para reproduzir as do autor. Por isso, em alguns momentos, é preciso transcrever e citar a página;

Adequação ao assunto estudado e funcionalidade: o esquema útil é flexível. Adaptase ao tipo de matéria que se estuda. Um assunto mais profundo e rico em informações e detalhes importantes permitirá um esquema com maiores indicações. Um assunto menos profundo, mais simples, terá no esquema apenas indicaçõeschave;

Utilidade de seu emprego: o esquema deve ajudar e não atrapalhar. Tratando-se de um esquema com o objetivo de estudo, deve ser feito de tal modo que facilite a revisão. É um instrumento de trabalho. Deve facilitar a consulta no texto, quando necessário. Daí a vantagem de explicitar páginas e relacionar com partes do texto;

Cunho pessoal: cada um faz o esquema de acordo com suas tendências, hábitos, recursos e experiências pessoais. Por isso é que o esquema de uma pessoa raramente é útil para outra.

Do ponto de vista estético, sua formatação é livre, com espaçamento e uso padronizado de caracteres de acordo com o gosto do autor, podendo inclusive, ser manuscrito, quando utilizadas fichas. Somente se exige que a referência à fonte seja feita.

2.2 Resumo

O resumo consiste no trabalho de elaboração e consideração de um texto capaz de reduzi-lo aos seus elementos de maior importância, permitindo ao leitor uma compreensão do conteúdo, sem necessidade de recorrer ao texto original.

O trabalho e o exercício de resumir ajudam na captação, análise, relacionamento, fixação e integração do que se está estudando, assim como facilita sua evocação e reduz o tempo destinado ao estudo. Permite ao autor, ampliação e maior familiaridade ao vocabulário lingüístico utilizado pelo autor do texto em questão.

Por conseguinte, será útil, também para testar o entendimento de textos mais difíceis, assim como para exercitar a arte de redigir com clareza e concisão. Portanto, vale ressaltar que uma atenta leitura facilitará a elaboração de um bom resumo.

Eis algumas regras que podem ajudar na sua elaboração:

Não pretender resumir antes de ler, de esclarecer todo o texto, de sublinhar, de fazer breves anotações à margem do texto; Percorrer, especialmente, as palavras sublinhadas e as anotações à margem do texto;

Nos casos de transcrição textual, usar as aspas e fazer, corretamente, referência à fonte; Ser breve e utilizar linguagem compreensível.

Assim como a Resenha, o Resumo tem sua formatação livre, prevalecendo as mesmas observações quanto à indicação da fonte e padronização dos caracteres utilizados.

2.3 Resenha Crítica

O principal papel da resenha crítica é desenvolver no aluno a leitura e a compreensão críticas, aliadas à capacidade de expressão textual. Corresponde à apresentação de uma obra, acompanhada de uma avaliação crítica. Expõe-se clara e detalhadamente seu conteúdo, o propósito e o método utilizado, para posteriormente desenvolver uma apreciação crítica do conteúdo.

Consiste na leitura, resumo e comentário de um livro ou texto. Para a elaboração do comentário crítico, utiliza-se opiniões de diversos autores da comunidade científica em relação às defendidas pelo autor e são estabelecidas comparações acerca dos métodos de investigação e as formas de exposição de outros autores.

A resenha crítica apresenta como exigências o conhecimento completo da obra, competência na matéria exposta no livro e capacidade de juízo crítico e sua estrutura é composta de Capa, Introdução, Descrição do Assunto, Apreciação Crítica, Considerações Finais e Referências.

Na Capa, deve constar o nome da instituição à qual se encaminha a Resenha Crítica, o título do trabalho, seguido do nome do autor, bem como mês e ano de elaboração.

Na Introdução, o aluno deve apresentar o assunto de forma genérica até chegar ao foco de interesse. Após mostrar o foco de interesse, apresentar a importância do mesmo, a fim de despertar o interesse do leitor.

A Descrição do Assunto do livro, texto, artigo ou ensaio, compreende a apresentação das idéias principais e secundárias que sustentam o pensamento do autor.

A Apreciação Crítica deve ser feita em termos de concordância ou discordância, levando em consideração a validade ou a aplicabilidade do que foi exposto pelo autor.

Nas Considerações Finais deve-se apresentar as principais reflexões e constatações decorrentes do desenvolvimento do trabalho.

No item Referências, o autor deve indicar todas as obras (sejam elas livros inteiros, capítulos de livros, artigos científicos ou relatórios) que foram citados ao longo do item Descrição do Assunto.

Uma resenha crítica bem feita pode converter-se num pequeno artigo científico e até mesmo num trabalho monográfico, podendo ser publicada em revistas especializadas.

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