artigo cientifico concepção de alfabetização leitura e escrita

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REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PEDAGOGIA – ISSN: 1678-300X

Revista Científica Eletrônica de Pedagogia é uma publicação semestral da Faculdade de Ciências Humanas de Garça FAHU/FAEF e Editora FAEF, mantidas pela Associação Cultural e Educacional de Garça – ACEG. Rua das Flores, 740

– Vila Labienópolis – CEP: 17400-0 – Garça/SP – Tel: (0**14) 3407-80 – w.revista.inf.br – w.editorafaef.com.br – w.faef.br.

Ano VI – Número 1 –Janeiro de 2008 –Periódicos Semestral CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO, LEITURA E ESCRITA

VAZ, Patrícia Nogueira da Silva.

Discente da Faculdade de Ciências Humanas/ACEG E-mail: nega_nogueira@hotmail.com

MORAES, Mônica Rodrigues. Discente da Faculdade de Ciências Humanas/ACEG

RODRIGUES, Fabiana.

Docente da Faculdade de Ciências Humanas /ACEG E-mail: fabianarde@ig.com.br

RESUMO: CONCEPÇÕES DE ALFABETIZAÇÃO, LEITURA E ESCRITA O artigo científico a ser apresentado teve como objetivo pesquisar a concepção de alguns autores a respeito da alfabetização, leitura e escrita. Verificamos, portanto, que a criança vai descobrindo as propriedades da escrita através de um processo construtivo e o desenvolvimento da escrita variam de criança para criança. Palavras-chave: Alfabetização, Linguagem escrita, leitura.

ABSTRACT: CONCEPTIONS OF ALFABETIZAÇÃO, READING AND WRITING The scientific article to be presented had as objective to search the conception of some authors regarding the alfabetização, reading and writing. We verify, therefore, that the child goes discovering the properties of the writing through a constructive process and the development of the writing varies of child for child. Word-key: Alfabetização, written Language, reading.

1 INTRODUÇÃO:

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Ano VI – Número 1 –Janeiro de 2008 –Periódicos Semestral

Segundo conceitos de educadores como Ferreiro (1985) e Freire (1996) a aprendizagem é um processo de evolução, onde escrever e ler são duas atividades da alfabetização e a leitura de mundo antecede a da escrita.

O objetivo desta pesquisa é apontar segundo os autores pesquisados que processo de alfabetização precisa ser construído e para isso devemos estudar muito e contar com teorias que embasem, que orientem nosso trabalho. Aprendemos construindo e, para construir, temos que pensar. Vimos ainda que professor deve ser mediador e saber como a criança aprende.

2 A CONCEPÇÃO DE EMÍLIA FERREIRO:

Para Ferreiro (1985), existe um sujeito que conhece e que, para conhecer, emprega mecanismo de aprendizagem. Há, na sua concepção, um papel ativo do sujeito na interação com os objetos da realidade. Dessa forma, o que a criança aprende não corresponde ao que lhe é ensinado, pois existe um espaço aberto de elaboração do sujeito. O educador deve estar atento a esses processos para promover, adequadamente, a aprendizagem.

Ferreiro (1985) entende que a aprendizagem da escrita tem caráter evolutivo, no qual é relativamente tardia a descoberta de que a escrita representa a fala, não sendo necessário que se estabeleçam de início, a associação entre letras e sons. Outro aspecto importante nesta evolução refere-se ao aspecto conceitual da escrita. Para que as crianças possam descobrir o caráter simbólico da escrita, é preciso oferecer-lhes situações em que a escrita se torne objeto de seu pensamento. Este aprendizado é considerado fundamental, ao lado de outras habilidades.

As idéias de Ferreiro (2001) representam um das mais valiosas e recentes contribuições numa abordagem construtuvista-interacionista da aprendizagem.

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Os aspectos construtivos têm a ver com o que se quis representar (...) para criar diferenciações entre as representações (...). A escrita infantil segue uma linha de evolução surpreendentemente regular, através de meios culturais, de diversas situações educativas e diversas línguas. (FERREIRO, 2001, p.18).

Ferreiro (1981) valoriza, assim, as histórias ouvidas e contadas pelas crianças (que devem ser escritas pelo professor), bem como as tentativas de escrever seus nomes ou bilhetes. Essas atividades assumem grande importância no processo, pois são geradoras de espaço para a descoberta dos usos sociais da linguagem - que se escreve. É importante colocar a criança em situações de aprendizagem, em que possa utilizar suas próprias elaborações sobre a linguagem. O objetivo de Ferreiro é integrar o conhecimento espontâneo da criança ao ensino, dando-lhe maior significado.

Escrever não é a mesma coisa que desenhar.

Conhecendo o processo pelo qual as crianças constroem seu próprio sistema de leitura e escrita é possível nortear o ensino da linguagem escrita na escola.

Por vivenciar um mundo gráfico com diferentes símbolos, as crianças inicialmente começam a diferenciar desenhos de outros signos: letras e números, por exemplo. Quando chega á escola a maioria já consegue fazer essa distinção.

Tendo compreendido que escrever não é desenhar, as crianças iniciam uma fase de tentar imitar as letras, os símbolos que conhecem. Essas primeiras grafias apesar de não serem mais desenhos também não são letras convencionais, são escritas que tentam se parecer com a escrita adulta.

Avançado em sua construção da escrita, a criança percebe que para escrever utilizam-se apenas letras, passam a deixar de representar números em suas hipóteses de escrita. As letras aproximam-se cada vez mais das formas convencionais.

É inegável a contribuição de Freire (1999), apontado por boa parte dos educadores, nacional e internacionalmente, como o grande pensador do século vinte. A partir de suas idéias, criou-se uma nova concepção de educação, de “leitura de mundo”, proporcionando grandes mudanças no processo de alfabetização, por forte influência prático-teórica no desenvolvimento cultural, social e político do sujeito.

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Porque não aproveitar a experiência que tem os alunos de viver em áreas da cidade descuidada pelo poder público para discutir (...) a poluição dos riachos e dos córregos etc. porque não discutir com os alunos a realidade concreta? (FREIRE, 1999, p. 3).

Para Freire, conhecer é descobrir e construir não é copiar, como na pedagogia dos conteúdos. A educação não pode ser orientada pelo paradigma de uma empresa, que dá ênfase apenas a eficiência. Este paradigma ignora o ser humano. Segundo os construtivistas, aprende-se quando se quer aprender e só se aprende o que é significativo.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Considerando os estudos para a realização deste artigo, descobrimos que a alfabetização é um processo que se desenvolve a partir da análise e reflexão que o aluno faz sobre a língua, não há muito que inventar em relação à situação de ensino e aprendizagem, pois a atividade especifica de reflexão sobre o sistema de escrita, como já se discutiu em vários momentos, devem basicamente se construir em contextos de uso dos conhecimentos que os alunos possuem, de análise das regularidades da escrita, de comparação de suas hipóteses com a dos colegas e com a escrita convencional, de resposta a desafios, de resolução de problemas.

4 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS: FERREIRO, Emília. Reflexões sobre alfabetização, 24ª ed. São Paulo: Cortez, 1985.

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FERREIRO, Emília; TEBEROSKY, Ana. A Compreensão do sistema de escrita: 1ª ed. Barcelona, 1981.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários á prática educativa, 28ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

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