Livro de perpectiva lateral

Livro de perpectiva lateral

(Parte 1 de 4)

Perspectiva Quadrilátera- Yvonne Tessuto Tavares - w.perspectivaquadrilatera.net

Yvonne Tessuto Tavares

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O Arquiteto e Professor do Curso de Arquitetura da Universidade Federal de Pernambuco faz no texto abaixo um relato breve e realista das dificuldades existentes na perspectiva tradicional executada pela projeção cônica.

inconveniente que se pode superar com o computador gráficoque é pouco acessível.

“A perspectiva cônica tem vários inconvenientes: o ponto de vista estático, a deformação lateral, o paralelismo das verticais, o ângulo visual pequeno. Os dois últimos podem ser corrigidos, em parte, quando usamos o quadro inclinado, mas o desenho de prancheta resulta extremamente trabalhoso. É um

Se aceitarmos as teorias recentes sobre o funcionamento da visão e do cérebro deveremos partir para a adoção de novos princípios: do ponto de vista (olho), movimenta-se, percorre os objetos (como a televisão) em linhas e pontos sucessivos que são localizados e focalizados. No cérebro forma-se a imagem completa, soma de muitas imagens parciais. Cada imagem tendo seu próprio ângulo visual, as aberturas angulares serão definidas por arcos e não por retas. (Não se trata por puro acaso o fato de que esta idéia coincide com a moderna teoria da estrutura do Universo !) E os arcos devem ser representados sobre uma superfície esférica. É o que já se vem fazendo na Fotografia com a lente grande angular do tipo “olho de peixe”.

A teoria da Perspectiva Esférica não é mais complicada do que a Perspectiva Cônica, que acabamos de estudar. Ocorre, apenas, que a representação da perspectiva esférica não é cômoda, não é adequada aos instrumentos tradicionais: régua, esquadros e compasso.

O computador gráfico superou essa inadequação. É portanto um vasto campo aberto para os estudiosos.” Página 150 - Texto do livro “A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS” de Gildo A. Montenegro – 1983 Editora Edgard Blucher Ltda.

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A seguir, encontramos novo e inédito raciocínio que liberta o espaço tridimensional no desenho, resolvendo inúmeros problemas de execução da perspectiva tradicional de maneira fácil e precisa.

A perspectiva esférica (Perspectiva Integrada) com o novo sistema será executada com régua e esquadros, usando-se as cotas do ambiente e dos objetos nele desenhados.

Em vista dos resultados satisfatórios das imagens conseguidas e problemas de execução resolvidos a Perspectiva Quadrilátera de Yvonne Tessuto Tavares poderá ser considerada a inovação que faltava, com novo conceito básico para a perspectiva exata e novo sistema de projeção do plano.

Um dia, percebi adiante no meu caminho um ponto pequenino, negro, bem distantelá no horizonte. Fitando-o bem, notei que apesar de ser apenas um
ponto, ele era grandioso e escondia dentro de si um mistério ainda não pesquisado, ainda não percebido. Ele sorriu quando se sentiu observado. Pensei
se sorriu não deve ser mau, nem selvagem. Assim, procurei travar com ele melhor entendimento, melhor relacionamento. Conversamosele me conhecia

O PONTO (Meditação) bem, logo pude perceber. Brincava com minha ignorância, com meu pouco saber. Assim ficamos durante três longos anos. De maneira nenhuma ele queria se revelar, apenas fazia sugestões que não me levavam a nada. Divertia-se comigo, com minha paixão desmedida e irreal.

Cansada, sentindo-me distante e desgarrada do dia a dia, das coisas reais que vibravam à minha volta, estava quase desistindo dessa louca obstinação de desvendar o segredo do misterioso ponto. Foi quando um dia, terminando uma refeição, preparava-me apressadamente para sair, ACONTECEU na minha mente de modo imprevisto, a revelação do segredo do misterioso ponto. Dois quadrados sobrepostos, como mostra a figura abaixo. Então, durante um ano dediquei-me a um trabalho de grande concentração baseado na imprevista revelação. Conseguindo assim UM NOVO E MARAVILHOSO TRATADO DE PERSPECTIVA EXATA, com novo fundamento e novo sistema, que libertou o espaço tridimensional no desenho. O misterioso ponto a que me referi acima, nada mais é que o chamado ponto de distância existente na linha horizontal da geometria espacial (estereometria). Ele refere-se à profundidade (uma das dimensões, relativas ao espaço tridimensional.)

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São Paulo - Brasil
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Agradeço ao Rubens Nunes Tavares meu marido e amigo, pelo incentivo e ajuda que me deu para a realização deste livro.

Ofereço este livro aos meus filhos Sérgio Nunes Tavares, Mauro Nunes Tavares e à nora Giana Casarotto Tavares. Homenagem à memória de meu pai Ernesto Tessuto e à presença de minha mãe Rosa Incao Tessuto.

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Este não é um livro como muitos outros cuja finalidade consiste em ensinar os tradicionais sistemas perspectivos. É o resultado de anos de estudo e pesquisa que efetuei no campo da perspectiva exata, a fim de resolver problemas de execução dos sistemas atuais: impossibilidade de encontrar a profundidade em qualquer altura da linha do horizonte e em qualquer tipo de perspectiva. Resolvendo este problema, consegui libertar o espaço tridimensional no desenho.

A nova perspectiva exata, aqui apresentada, é baseada em novo conceito básico que descobri. Portanto, além de ter a finalidade didática de ensinar a desenhar em perspectiva, possui a característica de uma tese a ser defendida no campo da Geometria do Espaço (Estereometria).

Este trabalho permaneceu somente de meu conhecimento durante quase 10 anos. Somente agora ocorreu-me a idéia de poder divulgá-lo em forma de livro. Grande número de profissionais que usam o desenho como forma de expressão, poderão beneficiar-se executando seus trabalhos com este novo sistema perspectivo de fácil aprendizado.

A demonstração dos exercícios perspectivos apresentados neste livro está elaborada num processo evolutivo. De forma que, à medida que forem avançando na execução dos diversos exercícios, melhor compreensão se obterá da matéria estudada. Assim sendo, deve-se somente estudar a perspectiva oblíqua, depois de dominar totalmente o estudo da perspectiva paralela. As perspectivas oblíqua aérea e a perspectiva integrada deverão ser estudadas por último, em vista de exigirem um domínio total de execução dos diversos processos perspectivos.

As linhas e pontos diversos usados em perspectiva farão o milagre de fazer surgir no papel, o que previamente foi idealizado. A idéia básica será primeiramente esboçada num croquis, inclusive todas as medidas dos elementos que compõem o projeto. Exemplo: se idealizarmos a construção de uma cadeira, deverá ser estudado seu estilo, sua forma e marcar suas medidas (altura do encosto, pés, largura e profundidade do assento etc.). Todos os desenhos dos objetos deverão estar previamente idealizados, bem como as metragens do ambiente.

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Alberti, em seu tratado sobre a pintura do ano de 1435, desenvolve a perspectiva explicando que os raios de luz refletidos do objeto ao olho, formam um cone. Se interceptarmos esse cone por um quadro transparente a alguma distância dos nossos olhos, poderemos delinear nele a imagem do objeto observado. Esta perspectiva linear central estudada por Alberti e pelos pintores renascentistas do século XV possui um ponto de fuga, para onde convergem todas as linhas do desenho referentes à profundidade.

Realizada mecanicamente, sem precisão matemática, este tipo de perspectiva, durante todos estes séculos, não foi aperfeiçoada com nenhuma inovação.

Com o desenvolvimento arquitetônico alcançado no século X, inventou-se a perspectiva oblíqua. Ela apresenta uma imagem vista de quina, resultando dois pontos de fuga laterais opostos. É uma projeção cônica dentro de um sistema — Teoria das Projeções, apresentando-se matematicamente exata. Este tipo de perspectiva adapta-se quase que totalmente aos projetos arquitetônicos, deixando em dificuldade outros tipos de desenhos que requerem uma execução mais simples, não dispensando uma precisão matemática. Como exemplo posso citar os decoradores, paisagistas, cenógrafos, artistas plásticos, publicitários etc.

A projeção de uma planta baixa, com que trabalham os arquitetos, além de ser muito trabalhosa, se adapta quase que totalmente à execução de fachadas de edifícios e de casas (projetos de exteriores).

Às vezes, no exercício de nossa profissão deparamos com dificuldades que impedem a completa realização de nossos trabalhos profissionais. Os escritos deixados por antecessores que serviram de base para nossos estudos, nem sempre apresentam-se desprovidos de dúvidas e indagações. Ao recebermos esses ensinamentos em livros, nos bancos escolares ou por profissionais que desempenham a tarefa diante de nós, devemos nos preocupar com essas dúvidas e indagações existentes, ou não haverá a possibilidade dos conhecimentos passados serem aperfeiçoados.

Ficaremos assim, parados no tempo, juntamente com nossos trabalhos profissionais.

Todo o ser humano tem o direito de expor suas idéias e opiniões, mesmo correndo o risco delas não serem aceitas depois de provadas e examinadas. Este fato não deve preocupar ao estudioso e sim a alienação e desprezo pelas novidades apresentadas por pessoas que se intitulam cultas.

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É interessante observar que, às vezes a solução criativa e inovadora para um problema está na nova associação de elementos já existentes.

O novo tratado de perspectiva aqui apresentado é revolucionário e de repercussão mundial, pois foi elaborado baseando-se num NOVO CONCEITO BÁSICO, que tive a dádiva de descobrir, fazendo uma nova combinação de elementos já existentes.

Esses conhecimentos se achavam tão bem “ocultos” em livros que adquiri ao acaso em livrarias da cidade. Com eles, mais os conhecimentos adquiridos nas habilidades rotineiras do trabalho, pude dar vida à imaginação, chegando à criação de uma nova perspectiva exata milimetrada.

A idéia fundamental para a realização deste trabalho surgiu-me inesperadamente depois de ficar durante muito tempo procurando um modo de encontrar o plano em escorço, sem usar o sistema de projeção cônica usado na execução da perspectiva oblíqua.

O novo sistema de rebatimento do plano vertical, que descobri, solucionou por completo os problemas da perspectiva. Tornou-a livre para se desenhar com precisão matemática em quaisquer tipos de perspectiva: paralela, oblíqua e aérea de 1, 2 e 3 pontos de fuga respectivamente. Permitiu-me inclusive a criação de outros tipos de perspectiva aos quais intitulei de perspectiva paralela aérea (2 pontos de fuga) e perspectiva integrada (5 pontos de fuga).

Para os tipos de perspectiva criei estruturas geométricas, as quais desenha-se o que se quiser em qualquer altura da linha do horizonte, milimetradamente com precisão matemática. Sem cálculos ou fórmulas matemáticas, o trabalho é executado de forma mecânica, usando-se somente linhas e pontos diversos como é peculiar ao trabalho em perspectiva.

Todos os desenhos, inclusive os das vistas aérea, são realizados sobre ângulos abertos, apresentando vista ampla e completa, como nossos olhos estão acostumados a ter na realidade.

Este novo sistema de perspectiva permite não só realização de desenhos arquitetônicos, como qualquer outro tipo de desenho. A realização milimetrada do sistema domina totalmente as três medidas relativas ao espaço tridimensional: altura, largura e comprimento ou profundidade. Esta última sempre foi a grande incógnita da perspectiva nos sistemas atuais.

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Perspectiva é a parte relativa ao desenho tridimensional, onde os objetos, representados graficamente num plano em escorço, nos dão a mesma impressão de solidez obtida na visão real. Ela é imprescindível à construção de desenhos artísticos e técnicos, sendo usada por um grande número de profissionais que têm necessidade de expressar graficamente as suas idéias.

Este novo sistema de perspectiva adapta-se a qualquer tipo de perspectiva exata, ou melhor, a qualquer tipo de desenho. Sendo-lhe facultada a construção de caixas milimetradas dentro de um espaço tridimensional, qualquer objeto, mesmo os mais ricos em detalhes, poderão ser desenhados dentro delas.

O novo fundamento desta nova perspectiva exata resume-se numa sobreposição de duas imagens, distantes uma da outra, 17 centímetros.

Dois foram os elementos científicos cuja junção me levou à criação deste novo tratado de perspectiva e à completa conquista do espaço no desenho.

A seguir, faço uma breve explanação dos elementos científicos: um geométrico e outro relativo à visão que formaram um novo conceito básico para a perspectiva.

“Pitágoras havia provado que o mundo dos sons é governado por números exatos. Assim, dirigiu sua pesquisa no sentido de verificar se o mesmo ocorria no mundo das imagens visuais. E nisso há um feito extraordinário. Olho ao meu redor: aqui estou nesta paisagem grega, colorida e maravilhosa, entre formas rústicas naturais e grotões órficos e o mar. Onde, sob este lindo caos, poderia ser encontrada uma estrutura simples, numérica?

A questão nos reporta às mais primitivas constantes de nossa percepção das leis naturais. Para encontrar a resposta é claro que devemos partir de dados universais da experiência. Há duas experiências nas quais nosso mundo visual se baseia: a gravidade é vertical e o horizonte é ortogonal à primeira. Essa conjunção, esse cruzamento de linhas no campo visual, fixa a natureza do ângulo reto; assim, se eu girasse esse ângulo reto sensorial (o sentido de ‘para baixo' e o sentido de ‘para os lados' ) quatro vezes, voltaria ao cruzamento da gravidade com o horizonte. O ângulo reto é definido por essa operação em quatro estágios, e, através dela, diferenciado de qualquer outro ângulo arbitrário”. pág. 157

“Então, no mundo visual, na imagem do plano vertical que nos é apresentada pelos nossos olhos, um ângulo reto é definido por sua rotação em quatro estágios sobre si mesmo. A mesma definição é válida para o plano horizontal percebido, no qual, na realidade, nos movemos. Considerem esse mundo, o mundo da Terra plana dos mapas e dos pontos cardeais. Nele me encontro olhando através dos estreitos, de Samos para a Ásia Menor, na direção Sul. Tomo um sarrafo triangular e aponto-o naquela direção: sul (com o sarrafo triangular pretendo ilustrar as quatro rotações sucessivas do ângulo reto). Girando o sarrafo, de um ângulo reto, ele irá apontar para o oeste; mais uma rotação de um ângulo reto e estará apontando para o norte; numa terceira, o ponto apontado será leste; e, na quarta, e última volta, a apontar para o sul, para a Ásia Menor, nosso ponto de partida.

Não somente o mundo natural de nossa percepção, mas também o mundo por nós construído, obedece a essas relações. Tem sido assim desde os tempos em que os babilônios construíram os Jardins Suspensos, e mesmo antes, no tempo da construção das pirâmides pelos egípcios. Em um sentido prático, essas culturas já tinham conhecimento de um arranjo quadrado de construção, no qual as relações numéricas revelavam e formavam ângulos retos. Os babilônios conheciam muitas delas, talvez centenas dessas fórmulas, por volta de 2000 a.C. Os indianos e os egípcios conheciam algumas. Parece que estes últimos quase sempre usavam o arranjo quadrado, como os lados do triângulo constituídos de três, quatro ou cinco unidades. Não foi se não por volta de 550 a.C., que Pitágoras recuperou esse conhecimento do mundo dos fatos empíricos para o universo daquilo que hoje chamaríamos, da prova”. pág. 158

“O ângulo reto é o elemento da simetria que divide o plano quatro vezes. Se o espaço plano apresentasse outro tipo de simetria, o teorema não seria verdadeiro; a verdade estaria em alguma outra relação entre os lados de outros triângulos particulares. E, note-se, o espaço é parte fundamental da natureza, tanto quanto o é a matéria, mesmo sendo (como o ar) invisível; nessa dimensão está a essência da geometria. A simetria não representa apenas uma sofisticação descritiva; à semelhança de outros pensamentos pitagóricos, ela busca a harmonia da natureza ”. pág 161

Do livro "A Escalada do Homem" de J.Bronowski Livraria Martins Fontes Ltda. e Editora Universidade de Brasília - 1ª edição brasileira 1979 O sublinhado do texto foi feito pela autora deste livro

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"Ajustamento e focalização:- Todos os que têm como "hobby" a fotografia conhecem muito bem a máquina. Ela possui determinados dispositivos que permitem a focalização das imagens a diferentes distâncias, desde um ponto próximo, até o infinito. O limite depende apenas das características das lentes e dos ajustes que podem ser feitos nelas. O olho humano também pode ser ajustado para focalizar as imagens próximas ou distantes. Num jovem de visão normal, o ponto mais próximo, que pode ser focalizado com precisão e nitidez, está a cerca de 17 cm. E o ponto mais remoto, o mais distante, situa-se no infinito. É considerado infinito o último ponto que pode ser naturalmente divisado, na linha do horizonte. Entre o ponto mais próximo e o mais remoto há um espaço; no atmo de tempo em que o olho capta uma imagem, as ondas luminosas que a constituem percorrem todo um caminho. Enquanto isto, o olho se acomoda para enxergar, seja mais perto, seja mais longe. Esse espaço é o chamado percurso de acomodação. Na pessoa de visão normal, ou emétrope, o percurso de acomodação vai de 17 centímetros (ponto próximo) até o infinito (ponto remoto)."

Coleção "Medicina e Saúde" Vol. 1 - pág. 212 Abril Cultural - 1968

Aqui começa nova era no mundo do desenho com a completa conquista do espaço na perspectiva exata.

Com a descoberta do quadrado em escorço em qualquer tipo de perspectiva, a profundidade deixa de ser um tabu, podendo trabalhar-se milimetradamente o espaço tridimensional.

Faça a seguinte experiência:-Encoste a mão em seus olhos e afaste-a aos poucos até adquirir perfeita nitidez visual. Verifique que é necessário o espaço de 17cm para enxergar com precisão.

Em vista disso, para desenhar em perspectiva considerei duas imagens sobrepostas: uma desfocalizada bem próxima aos olhos e outra nítida e bem focalizada, 17cm mais adiante.

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