manual segurança biológica laboratório

manual segurança biológica laboratório

(Parte 6 de 6)

1.É necessário observar todos os requisitos estabelecidos para os Níveis 1,2,e 3 de segurança biológica. 2.O acesso tem de ser rigorosamente controlado;só o pessoal designado pelo director do laboratório tem autorização de entrar. 3.Nenhum membro do pessoal pode trabalhar sozinho;a regra das duas pessoas aplica-se. 4.O pessoal deve ter recebido o nível mais elevado de formação em microbiologia e estar familiarizado com os perigos inerentes ao seu trabalho e as precauções necessárias. 5.Nas zonas de alojamento dos animais infectados com os agentes do Grupo de

Risco 4 têm de observar-se os critérios de confinamento descritos e aplicados nos laboratórios de confinamento máximo – Nível 4 de segurança biológica. 6.A entrada para a instalação faz-se através de uma antecâmara de vácuo,com um vestiário e chuveiros separando a área limpa da área restrita.

6. INSTALAÇÕES LABORATORIAIS PARA ANIMAIS

7.O pessoal tem de tirar a sua própria roupa e vestir roupa especial de protecção.

Quando terminar,tem de retirar a roupa de protecção para descontaminação numa autoclave e tomar um duche antes de sair. 8.A instalação deve possuir um sistema de ventilação com filtro HEPA,concebido de forma a assegurar uma pressão negativa (fluxo de ar dirigido para dentro). 9.O sistema de ventilação deve ser concebido de forma a evitar o retrofluxo e a pressurização positiva. 10.É igualmente necessário uma autoclave de duas portas,com a parte não contaminada num quarto fora das salas de confinamento,para a troca de material. 1.Deve igualmente existir uma passagem (câmara) de vácuo,com a parte não contaminada num quarto fora das salas de confinamento,para a troca de material que não se pode descontaminar em autoclave. 12.Todo o manuseamento de animais infectados com agentes do grupo de Risco 4 deve processar-se em condições de confinamento máximo – Nível 4 de segurança biológica. 13.Todos os animais devem estar alojados em isoladores. 14.Todos os forros dos alojamentos e resíduos dos animais têm de ser processados em autoclave,antes de ser retirados das instalações. 15.O pessoal deve estar sob vigilância médica.

Invertebrados Tal como no caso dos vertebrados,o nível de segurança biológica da instalação para animais é determinado pelos grupos de risco dos agentes sob investigação, ou quando indicado por uma avaliação dos riscos.As seguintes precauções suplementares são necessárias com determinados artrópodes,particularmente com insectos voadores:

1.Devem prever-se salas separadas para os invertebrados infectados e para os não infectados. 2.As salas devem poder ser seladas para fumigação. 3.Pulverizadores–insecticidas devem estar disponíveis no local. 4.Devem estar disponíveis meios de « arrefecimento » para reduzir,quando for necessário,a actividade dos invertebrados. 5.O acesso às instalações deve efectuar-se através de uma antecâmara com armadilhas para insectos e redes contra os artrópodes nas portas. 6.Todas as saídas de ventilação (exaustores) e janelas de abrir devem estar equipadas com redes contra os artrópodes. 7.Os ralos para resíduos nas pias e esgotos nunca devem ficar secos. 8.Todos os resíduos devem ser descontaminados em autoclaves dado que alguns invertebrados não morrem com desinfectantes. 9.Deve controlar-se os números de formas larvares e adultas de artrópodes voadores, rastejantes e saltitantes.

10.Os receptáculos de carraças e ácaros devem permanecer em bandejas de óleo. 1.Os insectos voadores infectados ou potencialmente infectados devem ser guardados em gaiolas de rede dupla. 12.Os artrópodes infectados ou potencialmente infectados devem ser manuseados em câmaras de segurança biológica ou caixas isoladoras. 13.Os artrópodes infectados ou potencialmente infectados podem ser manipulados em bandejas de arrefecimento.

Para mais informações ver referências (3–6).

6. INSTALAÇÕES LABORATORIAIS PARA ANIMAIS

7.Directivas para a fiscalização da construção de instalações laboratoriais

A fiscalização da construção das instalações pode definir-se como o processo sistemático de análise e documentação assegurando que determinados componentes estruturais,sistemas ou componentes de sistemas foram instalados,inspeccionados, testados operacionalmente e verificados como conformes às normas nacionais e internacionais apropriadas.Os critérios e funções de concepção do respectivo sistema de construção estabelecem esses requisitos.Por outras palavras,os laboratórios do Nível 1 a 4 de segurança biológica têm requisitos de licenciamento diferentes e cada vez mais complexos.As condições geográficas e climáticas,tais como as falhas geológicas e o calor,frio ou humidade extremos,também podem afectar a concepção do laboratório e os requisitos de fiscalização.Após a conclusão do processo de fiscalização,os componentes estruturais e sistemas de apoio pertinentes têm sido sujeitos às diversas condições de funcionamento e falhas eventuais que se possam normalmente prever e têm sido aprovados.

O processo de fiscalização e os critérios de aceitação devem ser estabelecidos na fase inicial,de preferência durante a fase de programação do projecto de construção ou renovação.Ao entrar em contacto com o processo de fiscalização na fase inicial do projecto,os arquitectos,engenheiros,pessoal de segurança e de saúde e os próprios donos dos laboratórios compreendem as capacidades do referido laboratório e estabelecem expectativas uniformes para a performance do laboratório e/ou instalação. O processo de fiscalização dá à instituição e à comunidade vizinha uma maior confiança que os sistemas estruturais,eléctricos,mecânicos,de canalização,de confinamento e descontaminação,de segurança e alarme funcionam conforme previsto, assegurando o confinamento de qualquer microrganismo potencialmente perigoso com que se esteja a trabalhar num determinado laboratório ou instalação para animais.

As actividades de fiscalização começam geralmente durante a fase de programação do projecto e prosseguem durante a construção e período de garantia subsequente do laboratório ou instalação.O período de garantia dura geralmente um ano após a ocupação dos locais.Aconselha-se que o fiscal escolhido seja independente dos arquitectos,engenheiros e construtores envolvidos na concepção e construção da obra.O fiscal serve de « advogado » da instituição que constrói ou renova o laboratório e deve ser considerado como um membro da equipa de concepção;a participação do fiscal na fase de programação inicial do projecto é essencial.Nalguns casos,a instituição pode actuar como o seu próprio fiscal.No caso de instalações laboratoriais mais complexas (Níveis 3 e 4 de segurança biológica) a instituição deve escolher um fiscal externo com experiência e êxito comprovado na fiscalização de laboratórios complexos de segurança biológica e instalações para animais.Mesmo nos casos em que se utiliza um fiscal independente,a instituição deve sempre ser membro da equipa de fiscalização; aconselha-se que além do fiscal,o Responsável da Segurança,o Responsável do Projecto,o Director do Programa e um representante do pessoal de Operações e Manutenção façam parte da equipa.

A seguir se encontra uma lista de sistemas e componentes laboratoriais que podem ser incluídos num plano de fiscalização para testes funcionais,segundo o nível de confinamento da instalação a renovar ou construir.A lista não é exaustiva.É evidente que o plano de fiscalização reflectirá a complexidade do laboratório a planear.

1.Construir sistemas de automação incluindo ligações a postos remotos de monitorização e controlo 2.Sistemas de vigilância e detecção electrónicos 3.Fechaduras de segurança e leitores de proximidade electrónicos 4.Sistemas de aquecimento,ventilação (adução e exaustão) e ar condicionado 5.Sistemas de filtragem de ar particulado de alta eficiência (HEPA) 6.Sistemas de descontaminação HEPA 7.Controlo sistemas HVAC,exaustor e sincronismos 8.Amortecedores isoladores herméticos 9.Sistemas de refrigeração de laboratórios 10.Caldeiras e sistemas a vapor 1.Sistemas de detecção,alarme e extinção de incêndios 12.Dispositivos de prevenção do refluxo das águas domésticas 13.Sistemas de tratamento da água (osmose de reversão,água destilada) 14.Sistemas de tratamento e neutralização de efluentes líquidos 15.Sistemas elementares de drenagem de esgotos 16.Sistemas de descontaminantes químicos 17.Sistemas de gás para laboratórios médicos 18.Sistemas de ar para respiração 19.Sistemas de ar para serviços e instrumentos 20.Verificação diferencial de pressão em cascada nos laboratórios e áreas de apoio 21.Rede da área local (LAN) e sistemas de dados informáticos 2.Sistemas normais de energia (rede de electricidade) 23.Sistemas eléctricos de emergência 24.Sistemas eléctricos ininterruptíveis 25.Sistemas luzes de emergência 26.Vedantes para fixações eléctricas 27.Vedantes para perfurações eléctricas e mecânicas 28. Sistemas telefónicos

7. DIRECTIVAS PARA A FISCALIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DE INSTALAÇÕES LABORATORIAIS

29.Sincronizadores de controlo das portas de passagens de vácuo 30.Vedantes de portas herméticas 31.Vedantes de janelas e de painéis de observação 32.Protecção contra perfurações do revestimento 3.Verificação da integridade das estruturas (pavimentos,paredes e tectos) 34.Verificação do revestimento de protecção (pavimentos,paredes e tectos) 35.O confinamento a Nível 4 de segurança biológica engloba pressurização e isolação 36.Câmaras de segurança biológica 37. Autoclaves 38.Sistema de nitrogénio líquido e alarmes 39.Sistemas de detecção de água (no caso de inundações dentro da zona de confinamento) 40.Sistemas de chuveiros de descontaminação e aditivos químicos 41.Sistemas de lavagem e neutralização de gaiolas/jaulas 42.Tratamento de resíduos.

8.Directivas para a certificação de instalações laboratoriais

Os laboratórios são meios complexos e dinâmicos.Hoje em dia,os laboratórios clínicos e de investigação biomédica têm de adaptar-se rapidamente às necessidades e pressões sempre crescentes de saúde pública.Um exemplo disto é a necessidade dos laboratórios ajustarem as suas prioridades,para enfrentar os desafios das doenças infecciosas emergentes ou re-emergentes.A fim de assegurar que a adaptação e manutenção se processa prontamente e de forma segura e apropriada,todos os laboratórios clínicos e de investigação biológica devem ser certificados regularmente.A certificação de um laboratório ajuda a assegurar que:

1.Estão a ser utilizados controlos técnicos apropriados e estão a funcionar adequadamente, conforme previsto 2.Existem controlos administrativos apropriados in loco e previstos nos protocolos 3.O equipamento de protecção pessoal é apropriado às tarefas realizadas 4.A descontaminação dos resíduos e do material foi resolvida de forma adequada e existem procedimentos apropriados para o tratamento dos resíduos 5.Existem procedimentos adequados para a segurança geral do laboratório, incluindo a segurança física,eléctrica e química.

A certificação dos laboratórios é diferente das actividades de fiscalização (Capítulo 7) em diversos pontos importantes.A certificação de um laboratório é a análise sistemática de todas as características e procedimentos de segurança,dentro do laboratório (controlos técnicos,equipamentos de protecção pessoal e controlos administrativos).As práticas e procedimentos de segurança biológica são igualmente examinados.A certificação dos laboratórios é uma actividade contínua de controlo da qualidade e da segurança,que deve decorrer regularmente.

Os profissionais de segurança e saúde ou de segurança biológica,devidamente formados,podem efectuar actividades de certificação de laboratórios.As instituições podem utilizar pessoal que tenha o conjunto de aptidões necessárias para efectuar as fiscalizações,vistorias ou inspecções (termos sinónimos) ligadas ao processo de certificação.Contudo,podem decidir ou ser estimuladas a recrutar terceiros para essas funções.

As instalações laboratoriais clínicas e de investigação biomédica podem criar instrumentos de fiscalização,vistoria ou inspecção,a fim de assegurar consistência no processo de certificação.Tais instrumentos devem ser suficientemente flexíveis para

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