O papel da enfermagem na orientação do uso de antipsicóticos por pacientes esquizofrenicos como sintomas negativos: a relação enfermeiro-paciente-família

O papel da enfermagem na orientação do uso de antipsicóticos por pacientes...

Rosimere Alves Moreira¹; Irineia Paulina Baretta².

Palavra-chave: Esquizofrenia, orientação farmacológica, antipsicóticos INTRODUÇÃO: Esquizofrenia é uma doença incapacitante que se caracteriza por uma desorganização ampla dos processos mentais. É um quadro complexo apresentando sinais e sintomas na área do pensamento, percepção e emoções, causando marcados prejuízos ocupacionais, na vida de relações interpessoais e familiares (Mane et al., 2009). Até hoje não se conhece nenhum fator específico causador da Esquizofrenia. Há, no entanto, evidências de que seria decorrente de uma combinação de fatores biológicos, genéticos e ambientais que contribuiriam em diferentes graus para o aparecimento e desenvolvimento da doença. Sabe-se que filhos de indivíduos esquizofrênicos têm uma chance de aproximadamente 10% de desenvolver a doença, enquanto na população geral o risco de desenvolver a doença é de aproximadamente 1% (Tienari et al., 2003). É uma doença com manifestações psíquicas, que começa no final da adolescência ou início da idade adulta antes dos 40 anos. O curso desta doença é sempre crônico com marcada tendência à deterioração da personalidade do indivíduo. Nesse quadro a pessoa perde o sentido de realidade ficando incapaz de distinguir a experiência real da imaginária. Essa doença se manifesta em crises agudas com sintomatologia intensa, intercaladas com períodos de remissão, quando há um abrandamento de sintomas, restando alguns deles em menor intensidade (Navarini & Hirdes, 2008). Os sintomas são apresentados por positivos que envolvem delírios e alucinações, e os sintomas negativos que envolvem isolamento social, diminuição da vontade e afetividade, higiene “pobre”, improdutivo de fala e bloqueio. O tratamento constitui em estratégias farmacológicas, nãofarmacológicas e abordagem terapêutica, normalmente o uso de medicamentos são combinados à pacientes esquizofrênicos juntamente com tratamentos psicossociais (Sadock & Sadock, 2007). A família deve restringir seus conhecimentos junto ao portador da doença, participando do tratamento e conhecendo a patologia e seus efeitos colaterais, para um melhor enfrentamento à doença (Navarini & Hirdes, 2008). OBJETIVOS: Relacionar as orientações que os pacientes esquizofrênicos com sintomas negativos, devem receber quanto aos efeitos colaterais dos antipsicóticos prescritos. Informar a importância dos familiares a respeito da patologia e do uso correto dos medicamentos. Apontar o papel da enfermagem na evolução prognóstico do tratamento. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, descritiva e analítica. Qualitativo porque irá se preocupar em saber a história de vida paciente-família antes e após o diagnóstico da esquizofrenia. A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares, preocupa-se com um nível de realidade, ou seja, trabalha com o universo de significados, motivos, crenças, aspirações, valores e atitudes. Um estudo descritivo que caracteriza e determinada população constituída por portadores de esquizofrenia que utilizam antipsicóticos e que favorece explicar pontos de investigação sobre os efeitos colaterais. Entende-se de natureza analítica porque faz a relação entre a teoria e a prática, ou seja, estabelece um confronto entre a teoria e os dados obtidos. Os dados serão coletados após a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos. DISCUSSÃO: Serão apresentados os dados obtidos através de levantamento de prontuários de cada portador esquizofrênico, analisando o papel da enfermagem através de orientações para a melhoria para a redução de efeitos colaterais, promovendo a convivência e favorecendo a dignidade ao paciente e seus familiares. CONCLUSÃO: A análise do trabalho de conclusão de curso está em andamento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: MANÉ A., Falcon C, Mateos J, Fernandez-Egea E, Horga G, Lomeña F, Bargalló N, Prats-Galino A,

Bernardo M, Parellada E. Progressive gray matter changes in first episode schizophrenia: a 4-year longitudinal magnetic resonance study using VBM. Schizophr Res. 2009 Oct;114(1-3):136-43. Epub 2009 Aug 15. NAVARINI V., HIRDES A. A Família do Portador de Transtorno Mental: Identificando Recursos Adaptativos. Texto Contexto Enferm. 2008 Out-Dez; 17(4): 680-8. SADOCK J.B. & SADOCK A.V. Ciência do Comportamento e Psiquiatria Clínica. Porto Alegre: Editora Artmed S.A. 9ª ed. 2007. TIENARI P, WYNNE LC, LÄKSY K, MORING J, NIEMINEN P, SORRI A, LAHTI I, WAHLBERG KE. Genetic boundaries of the schizophrenia spectrum: evidence from the Finnish Adoptive Family Study of Schizophrenia. Am J Psychiatry. 2003 Sep;160(9):1587-94.

1 Acadêmica de Enfermagem da Universidade Paranaense (UNIPAR), Campus Sede. 2 Docente de Farmacologia da Universidade Paranaense, Campus Sede.

Comentários