Ajustes na nutrição e alimentação das tilapias

Ajustes na nutrição e alimentação das tilapias

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Ajustes na nutrição e alimentação das tilápias

No atual desenvolvimento da tilapicultura no Brasil, falar sobre a importância da nutrição e alimentação no desempenho e saúde das tilápias pode até parecer preciosismo. Mas ainda há muitos piscicultores em nosso país com dificuldades na definição de um programa nutricional e alimentar e na avaliação da relação custo/benefício das rações disponíveis no mercado. Uma dúvida freqüente nas fazendas é se o manejo alimentar empregado é o mais adequado. Portanto, nada mais oportuno do que começar 2007 apresentando estratégias de alimentação que possam melhorar ainda mais o desempenho dos cultivos de tilápia, que é hoje a espécie mais produzida na aqüicultura nacional.

Por: Fernando Kubitza, Ph.D. Especialista em nutrição e produção de peixes Acqua Imagem Serviços Ltda fernando@acquaimagem.com.br

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Alimentação de Tilápia

Os equívocos têm início já na produção dos alevinos.

No intuito de fornecer a melhor nutrição possível, o produtor lança mão de rações com níveis de proteína muito acima das exigências nutricionais estabelecidas para pós-larvas e alevinos de tilápia. As conseqüências disso serão discutidas oportunamente. Na recria e engorda em tanques de terra os complicadores são outros na hora de definir a estratégia alimentar. Com pouca compreensão da relação entre a densidade de plâncton e a biomassa estocada, há produtores que se excedem nas taxas de alimentação sob baixa estocagem (1 a 2 tilápias/m2), não tirando proveito da contribuição do alimento natural. Outros utilizam densidades elevadas e, para isso, investem em aeração e dispõem de renovação de água, mas ainda insistem em usar rações baratas de baixa densidade nutricional, e que acabam resultando em pior conversão alimentar, menores taxas de crescimento e maior acúmulo de gordura visceral.

Outro complicador em tanques de terra é a dificuldade que muitos tilapicultores têm em estabelecer e manter uma adequada densidade de plâncton e implementar um eficiente manejo nutricional e alimentar. Geralmente os peixes são alimentados em excesso e acabam ficando preguiçosos no aproveitamento do alimento natural. Nos cultivos de tilápia em tanques-rede o manejo nutricional é um pouco mais uniforme, pois não há muita margem para brincadeiras e experimentações. Isso, no entanto, não impede que cada produtor experimente e encontre estratégias de alimentação que melhor sirvam às características do seu empreendimento, sem é claro prejudicar o desempenho dos peixes. Ainda assim, tenho visitado muitos produtores que já trabalham com tanques-redes há anos e uma das grandes questões é se o manejo alimentar que empregam é realmente o mais adequado.

Em oportunidades anteriores nesta revista foram apresentadas matérias específicas sobre a nutrição e o manejo alimentar no cultivo de tilápias (Panorama da Aqüicultura, 1999 – Ed.52 e 53; Panorama, 2000 – Ed.60). Não por mera coincidência, posso afirmar que estas matérias sempre acompanharam momentos importantes na tilapicultura nacional. O primeiro deles foi o início do cultivo da tilápia em tanques-rede nos reservatório de Xingó no Rio São Francisco, marcado pelo Festival da Tilápia de Paulo Afonso (maio, 1999), que teve repercussão nacional e foi o estopim da tilapicultura em tanques-rede no Nordeste do Brasil. O segundo, foi o Simpósio Internacional sobre a Aqüicultura de Tilápias (ISTA – setembro, 2000) realizado no Rio de Janeiro, e que deve ser considerado um importante marco na difusão da tecnologia de cultivo de tilápias no Brasil.

Nos anos que seguiram até o momento houve um grande avanço no cultivo de tilápias no Brasil. Primeiramente pelo papel dos fabricantes de rações em ofertar produtos de qualidade para assegurar o sucesso dos cultivos intensivos (particularmente em tanquesrede, que até então vinha sofrendo grandes prejuízos com desequilíbrios nutricionais e doenças decorrentes da má nutrição). Segundo, pelos investimentos feitos em anos recentes na industrialização e comercialização da tilápia, com foco na exportação e na popularização deste peixe no mercado interno. A tilápia é hoje a espécie mais produzida na aqüicultura nacional (seguramente cerca de 100 mil toneladas anuais) e um produto comum de se encontrar nas principais redes de supermercados do país, com poucas exceções. E, na lembrança deste autor, de 2000 até o momento, nada mais foi escrito nesta revista especificamente sobre o manejo nutricional e alimentar no cultivo de tilápias. Portanto, nada mais oportuno do que começar 2007 discutindo importantes aspectos do manejo nutricional e alimentar na produção de tilápias e apresentando estratégias de alimentação que possam ser de utilidade para a melhoria do desempenho dos cultivos.

Os cuidados com a nutrição dos reprodutores

Ao contrário do que muita gente imagina, não são o hormônio, o álcool, a ração e a mão de obra usada na reversão os principais componentes de custos na produção de alevinos. Mas sim, as despesas com a formação e manutenção dos reprodutores que, em uma situação normal, chegam a representar algo entre 30 e 60% dos custos, dependendo do sistema de produção de alevinos adotado. Portanto, descuidos no manejo dos reprodutores que prejudiquem a produção e a qualidade das pós-larvas e alevinos, amplificam em muito o custo de produção. Entre estes descuidos está a má nutrição. Deficiências na nutrição comprometem não apenas a produção de ovos e pós-lavras, mas também o desenvolvimento, a sobrevivência e a qualidade dos alevinos.

Em diversas espécies de peixes já foram investigados os efeitos negativos da má nutrição sobre o desempenho reprodutivo e a qualidade dos ovos e pós-larvas. No caso particular das tilápias, são resumidas aqui algumas informações. As rações para reprodutores de tilápia do Nilo devem ter entre 28 e 40% de proteína (Wee e Tuan, 1988; Siddiqui et al 1998; Al-Hafedh et al 1999). Baixa ingestão de proteína resulta em atraso na maturação sexual e baixa produção de ovos. Além da importância da nutrição protéica, é de conhecimento geral o impacto negativo de deficiências em vitaminas, minerais e ácidos graxos na eficiência reprodutiva de diversas espécies de peixes. Com tilápia, em particular, há um estudo digno de discussão neste artigo (Tabela 1).

Tabela 1. Efeito da deficiência de vitamina C sobre a eclosão dos ovos e a qualidade das pós-larvas de Tilápia de Moçambique (Oreochromis mossambicus). Adaptado de Soliman et al 1986

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Alimentação de Tilápia

Reprodutores de tilápia de Moçambique alimentados com ração desprovida de vitamina C produziram ovos e larvas de baixa qualidade. A cada 1.0 ovos gerados pelas fêmeas mal nutridas, apenas 540 eclodiram (taxa de eclosão de 54%), resultando na produção de 540 pós-larvas. Destas, 57% (307 pós-larvas) apresentaram deformidades corporais que comprometiam o seu desenvolvimento, restando apenas 132 pós-larvas aparentemente sadias (43% das que nasceram). Já para fêmeas bem nutridas, a cada 1.0 ovos produzidos, eclodiram 880 pós-larvas sadias (6,7 vezes mais pós-larvas sadias). As pós-larvas produzidas por matrizes que receberam ração com vitamina C apresentaram peso médio de 7,25mg (45% mais pesadas) do que as póslarvas oriundas de fêmeas mal nutridas, com peso médio de 5mg. Ambos os grupos de pós-larvas foram submetidos a um período de crescimento de 35 dias, o equivalente à fase de reversão sexual. Durante este período as pós-larvas receberam ração nutricionalmente completa.

O interessante de notar é que, mesmo fornecendo uma adequada nutrição na fase de reversão sexual, as pós-larvas oriundas de matrizes mal nutridas apresentaram baixa sobrevivência (1,8%) e crescimento (peso médio final de 0,03g), contra uma sobrevivência de 86,4% e peso médio final de 0,24g para as pós-larvas oriundas de matrizes bem nutridas. Este exemplo nos dá uma boa idéia do impacto da deficiência de uma única vitamina na ração dos reprodutores sobre a viabilidade dos ovos e a qualidade e a sobrevivência das pós-larvas. Deficiências de outras vitaminas e minerais com importantes funções fisiológicas na reprodução e no desenvolvimento embrionário e larval podem comprometer seriamente a produção de alevinos.

Recomendações quanto ao manejo nutricional e alimentar na reprodução

Durante alguns anos tenho acompanhado o trabalho de diversos produtores de alevinos, não apenas de tilápias, mas também de peixes nativos, em diversas regiões do país. E, em muitas oportunidades, me deparei com situações de baixa produção e qualidade de ovos (baixa taxa de fecundação e eclosão) e de pós-larvas, as quais foram corrigidas com a simples troca da ração que vinha sendo usada, confirmando o grande impacto da nutrição sobre a reprodução. Com espécies nativas, que desovam em uma época definida no ano, errar na nutrição dos reprodutores significa comprometer toda uma safra, porém com a tilápia, os erros com a nutrição podem ser rapidamente reparados.

Tilápias estão constantemente formando, enriquecendo seus ovos e desovando para atender a demanda reprodutiva imposta nos sistemas intensivos. Assim, mudanças na nutrição resultam em rápida resposta na produção e na qualidade dos ovos e das pós-larvas.

Minha recomendação aos produtores de alevinos de tilápia começa com o uso de rações nutricionalmente completas com pelo menos 32% de proteína na alimentação das matrizes. Estas rações devem ser usadas mesmo quando os reprodutores são estocados em tanques de terra com água verde (presença de fitoplâncton) e a uma baixa densidade (0,4 a 0,6kg de reprodutor/m2). Rações de boa qualidade usadas na recria e engorda em tanques-rede geralmente suprem bem as necessidades nutricionais dos reprodutores. No entanto, em sistemas mais intensivos de reprodução recomendo o uso de rações com 40% de proteína (uma boa ração para peixes carnívoros).

Em sistemas de coleta de ovos em hapas, além de aumentar em 20 a 50% a produção de ovos e pós-larvas, o uso destas rações também resulta em maior qualidade de ovos e maior resistência das pós-larvas durante a reversão sexual, comparativamente ao uso de rações com 28 e 32% de proteína. Vale a pena avaliar isso. O produtor deve estar ciente de que o fato de uma ração ter 40% de proteína não assegura que a mesma seja melhor do que uma com 32%. Importam a qualidade da proteína (digestibilidade e balanço em aminoácidos) e dos ingredientes, bem como o enriquecimento mineral e vitamínico e a qualidade do processo ao qual a ração foi submetida, dentre muitos outros fatores que podem interferir no valor nutritivo das rações. Na produção de ovos e pós-larvas em hapas os resultados da troca de uma ração podem ser avaliados rapidamente, desde que haja um registro preciso do número de ovos e pós-larvas coletados em cada hapa.

Quanto ao manejo alimentar, algumas particularidades devem ser compreendidas. Durante a reprodução as fêmeas se alimentam pouco, comparativamente aos machos, pois estão ocupadas com a incubação e proteção dos ovos e pós-larvas. Grande parte da farra na alimentação é feita pelos machos. Quando não é desejável que os reprodutores cresçam muito rápido, a taxa de alimentação deve ficar próxima dos níveis de manutenção (em torno de 0,4 a 0,5% do PV/dia). Assim, a ração deve ser fornecida de forma restrita. Uma boa estratégia é fornecer dia sim, dia não, uma quantidade de ração não superior a 1% da biomassa dos machos, fornecida em uma única refeição no dia. Dividir a alimentação em várias refeições pequenas não é recomendável quando se faz uma alimentação restrita. Isso pode favorecer os peixes mais vorazes em detrimento dos mais tímidos, acentuando assim as diferenças de tamanho, principalmente entre os machos.

"Deficiências de vitaminas e minerais com importantes funções fisiológicas na reprodução e no desenvolvimento embrionário e larval podem comprometer seriamente a produção de alevinos"

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Alimentação de Tilápia

Quando se deseja que os reprodutores ganhem peso, a taxa de alimentação diária deve ficar entre 0,8 e 1% da biomassa total estocada (machos e fêmeas). Uma única refeição diária deve ser oferecida, para que todos os peixes tenham oportunidade de se alimentar. As fêmeas ganham peso durante a reprodução, porém, este ganho de peso seria maior se elas fossem mantidas separadas dos machos, em descanso dentro de hapas ou de tanques. Se o interesse é aumentar rapidamente o tamanho das fêmeas, estas devem passar um tempo sem reproduzir e devem ser alimentadas diariamente cerca de 1 a 2% do PV dividido em duas refeições diárias.

Em meio à reprodução, os reprodutores devem ser alimentados preferencialmente antes das 10-1 horas, pois grande parte das desovas das tilápias ocorre em horários de muita luz (1 as 14 horas). Assim, não queremos muito alvoroço com peixes brigando pela ração no momento mais íntimo dos casais, principalmente se a reprodução é feita em hapas. Evite alimentar os peixes ao final do dia, para que estes não entrem o período noturno com a barriga cheia e possam sofrer mais com uma eventual queda nos níveis de oxigênio.

Proteína na ração das pós-larvas e alevinos durante a reversão sexual

Uma revisão nas pesquisas sobre a nutrição de póslarvas e alevinos de tilápia do Nilo indica que, para póslarvas e alevinos até cerca de 1g (fase de reversão sexual), os níveis adequados de proteína geralmente ficam entre 40 e 45%. Para alevinos de 1g a 10g os níveis de proteína na ração que resultaram em máximo crescimento ficaram entre 30 e 38% (Tabela 2).

Tabela 2. Níveis de proteína para máximo crescimento de pós-larvas e alevinos de tilápia do Nilo (Adaptado de Kubitza 2000; El-Sayed, sem data; Rotta et al 2003)

O interessante é que, mesmo com muitas informações disponíveis sobre as exigências protéicas para pós-larvas e alevinos de tilápia, a partir de 2002 diversas empresas de rações disponibilizaram e recomendaram rações com mais de 50% de proteína para a larvicultura de tilápias e outras espécies de peixes. Seguindo estas orientações, muitos produtores de alevinos, com o intuito de oferecer a melhor nutrição possível e assim melhorar o crescimento e a condição dos seus alevinos, vêm utilizando tais rações na reversão sexual.

Em 2003 realizei um teste comparativo entre duas rações comerciais em pó para pós-larvas e alevinos: uma com 40% de proteína e outra com 5% (Tabela 3).

O principal motivo que me levou a realizar este teste foi o grande número de consultas que vinha recebendo, na ocasião, de produtores de alevinos de tilápia que se queixavam basicamente da baixa resistência dos alevinos que estavam produzindo. Havia alta mortalidade de alevinos ao final da reversão, particularmente após o manuseio, a depuração e o transporte. Muitos relataram que os alevinos, ainda durante a reversão, desenvolviam manchas esbranquiçadas na pele. Um elo em comum entre estes produtores era o uso de rações comerciais com mais de 50% de proteína. Assim, estoquei alevinos de tilápia do Nilo (linhagem tailandesa) com cerca de 0,3g em aquários de 50 litros (4 aquários para cada tipo de ração e 100 alevinos por aquário). Forneci quantidades iguais de ração (4 vezes ao dia) a todos os aquários durante um período de 20 dias.

Tabela 3. Desempenho de alevinos de tilápia do Nilo (linhagem tailandesa) em aquários alimentados com duas rações comerciais (dados do autor)

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Alimentação de Tilápia

Os aquários receberam aeração e troca contínua de água de forma a manter condições de qualidade de água semelhantes em todos os aquários. Os alevinos alimentados com a ração de 40% apresentaram um peso médio final de 1,6g contra 1,4g nos alevinos que receberam a ração de 5%. A conversão alimentar de 0,9 contra 1,2. Um resultado surpreendente, não acham? Principalmente considerando que, na ocasião, a ração de 40% custava cerca de R$ 1,20/kg contra R$ 1,80/kg da ração com 5% de proteína.

O leitor não deve concluir com isso que toda a ração com 40% de proteína é melhor que qualquer ração de 5% de proteína. O que deve concluir é que é preciso avaliar o resultado de desempenho e o custo benefício das rações que estão disponíveis no mercado. Mas, nesta questão de rações com alta proteína na alimentação de pós-larvas, eu não fui o único que experimentou tal resultado. Pesquisando na internet (aliás, esta é uma excelente ferramenta para os produtores e técnicos na busca de informações sobre tilápias e outros peixes), encontrei a íntegra do trabalho do Dr. Carmino Hayashi e colaboradores da Universidade Estadual de Maringá – PR. Eles haviam verificado que o nível de 38,6% proteína digestível (cerca de 41% de proteína bruta) proporcionou maior crescimento em pós-larvas de tilápia do Nilo (Tabela 4) e também registraram uma ligeira redução no crescimento e na sobrevivência dos peixes ofertando rações com níveis mais elevados de proteína.

ser tóxicas ao catfish americano Ictalurus punctatus.

Resultados de estudos como estes e a observação de problemas práticos no campo devem fazer os produtores questionarem o real benefício do uso de rações com altos níveis de proteína na reversão sexual de tilápias. Ainda mais diante do atual manejo da alimentação empregado pela maioria dos produtores, no qual se aplicam altas taxas de alimentação diária (acima de 30% do PV/dia) e um grande número de refeições (muitas vezes mais do que 8 refeições/dia). Com tanta ração e refeições assim, sobra proteína (aminoácidos), ainda mais quando são usadas rações com altos níveis protéicos.

Em outro estudo, um pouco mais antigo, realizado desta feita com alevinos de tambaqui também foi verificado que o aumento excessivo nos níveis de proteína prejudicou o crescimento e a conversão alimentar (Tabela 5). Lim et al. (1979) também verificaram uma ligeira redução no crescimento do milk fish com rações com 50 e 60% de proteína, comparado a peixes alimentados com rações de 40% e atribuíram isso a insuficiente quantidade de energia de origem não protéica nas rações com alta proteína. Prather e Lovell (1973) também sugeriram que rações com altos níveis de proteína e baixa quantidade de energia não protéica podem

Tabela 4. Efeito dos níveis de proteína na ração sobre o desempenho de alevinos de tilápia do Nilo (Adaptado de Hayashi et al 2002)

Tabela 5. Influência dos níveis de proteína bruta (PB) sobre o ganho de peso (GDP), a conversão alimentar (Conv. alim.) e a composição em gordura na matéria seca (MS) de juvenis de tambaqui (Adaptado de Meer et al 1995)

Rações com 50% ou mais de proteína também estão sendo usadas durante a fase de recria em tanques-rede, com tilápias de 5 a 20g. Recomendo fortemente aos produtores de alevinos que reavaliem suas estratégias nutricionais, até por que hoje se paga entre R$ 1,90 e 2,50/kg pelas rações com mais de 50% de proteína contra R$ 1,40 e 1,60/kg nas rações com 40%. Para justificar esta diferença de preço, um grande adicional em crescimento e sobrevivência ao manuseio e transporte deveria ser esperado usando rações com alta proteína. O produtor tem que avaliar isso, pois cada fabricante tem sua fórmula, seus procedimentos de controle de qualidade de ingredientes, suplementações minerais e vitamínicas específicas, formas diferentes de processamento, dentre muitas outras variáveis que determinam a qualidade de uma ração. Os parâmetros que possibilitam avaliar isso (crescimento, tolerância ao manuseio e transporte e custo de ração por milheiro de alevino produzido) somente podem ser apurados com uma cuidadosa experimentação.

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Ale vinos de Tilápia

Sugestão de manejo alimentar na reversão sexual

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